Educa… quê?

Artigo 74.º

Ensino

1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

Constituição da República Portuguesa

Pois, claro.

Depois de o Estado passar a apoiar o ensino privado, vem a notícia das turmas com mais de 30 alunos no ensino secundário.

Faz todo o sentido.

Não dá jeito nenhum educar os pobrezinhos. O trabalho deles já não dá lucro, não vale a pena investir na sua instrução. Eles ainda percebem a marosca que aqui anda. É que isto da educação não é para quem quer, é só para quem pode.

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74 respostas a Educa… quê?

  1. Rafael Ortega diz:

    Não compreendo porque é que o êxito vem consagrado na constituição.

    Se o aluno for uma besta e não trabalhar nada continua a poder passar? Se chumbar pode recorrer ao tribunal constitucional? É que tem direito constitucional ao êxito.

    • Clara Cuéllar diz:

      «[…] direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito».
      O direito consagrado na CRP é o direito à oportunidade, além do acesso, ao êxito.

    • JgMenos diz:

      Tive a dúvida, mas acabei por resolvê-la (abaixo) quando invoquei os meandros mentais dos autores – os verdadeiros progressistas!

      • De diz:

        Teve a dúvida?
        🙂

        Só não ten dúvidas sobre a constituiçaoi de 1933?
        A fascista que um néscio aqui há tempos invocava como exemplo da legalidade vigemte na altura?

  2. Dezperado diz:

    De repente lembrei-me, quando o Crato andou a fechar algumas escolas nas aldeias, que tinham por turma 4 ou 5 alunos…..ia ser o horror, porque os alunos teriam de se deslocar mais longe do que o habitual. Quem andou a protestar tanto contra esta situação, deveria ir peguntar aos miudos se preferem a situação agora, onde tem mais 15 ou 20 crianças como colegas para brincarem, ou se preferiam como era antigamente, onde tinham 2 ou 3 colegas por turma.

    Em relação à noticia que vem no post:

    “O diploma que revê o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo foi aprovado nesta quinta-feira em Conselho de Ministros. Uma das novidades é que, com as novas regras, “o Estado não se restringe a apoiar turmas, como existe neste momento com os contratos de associação, mas também apoia alunos, o que abre um caminho mais directo a uma liberdade de escolha e a uma concorrência entre escolas e entre sistemas”, público e privado, explicou o ministro da Educação Nuno Crato.”

    Liberdade de escolha, é uma das coisas que faz muita confusão dentro da cabecinha de algumas pessoas, que ainda defendem que o Estado é que tem de nos dizer para que escola vamos, qual o hospital que podemos usufruir….etc.

    Liberdade de escolha, garante mais igualdade entre os alunos.

    • Clara Cuéllar diz:

      Financiando o privado e colocando 35 alunos por turma no público. Igualdade entre os alunos, não haja dúvida.

      • Dezperado diz:

        “Contactado pela TSF, o Ministério da Educação nega e admite apenas alguns casos pontuais de turmas com 31 ou 32 alunos, situações que serão posteriormente analisadas.”

        Eu percebo que para fazer o post…teve de usar a excepção como regra.

        • Clara Cuéllar diz:

          Sim, porque os média são a fonte mais fidedigna de informação não deturpada. E o Crato é a representação da honestidade no planeta.
          Há turmas com 41 alunos. Há alunos sem sequer turma. Se fossem poucas as situações, distribuir-se-iam os alunos pelas restantes turmas (como já aconteceu) e isto nem seria notícia.

          • Dezperado diz:

            Ok Clara…..só o “grande” Mario Nogueira é que diz sempre a verdade….

            Quando começarem as aulas, veremos quantas turmas tem mais de 35 alunos.

            Mas não responde em relação às escolas que foram fechadas nas aldeias, que tinham 4 ou 5 alunos……ja mudou de opiniao? acha que fizeram mal? Ou custa-lhe admitir que foi uma boa opção?

          • De diz:

            Eis mais uma vez a tentativa de desviar a conversa.
            Percebido o esforço.
            🙂

            (Serenamente aguardemos a correcção vocabular de desperado quanto ao fecho das escolas na aldeia a mando de crato.A ignorância não pode justificar as falhas de carácter.)

            Quanto ao número de alunos por turma regista-se a ligeireza (desfaçatez?) como se admite a existência de turmas com 31,31,32…35 alunos.
            Um “espera-se para se ver” que mascara números que são incompatíveis com o preceito constitucional referido pela autora do post.

            Sorry mas não passa.

            Mais uma vez um fragmento de Santana Carrilho, alguém que é insuspeito sobre o assunto:
            “Na Educação acabaram as subtilezas e perdeu-se a vergonha. Se Fernando Negrão, juiz de carreira e deputado de circunstância, expressou vincado desacordo pelo ensino da Constituição nas escolas, se Passos Coelho clamou pela “União Nacional” e, raivoso com o quinto chumbo constitucional (que impediu o despedimento sem justa casa dos funcionários públicos e foi significativamente decidido por unanimidade) recorreu à boçalidade de linguagem para referir explicitamente os respectivos juízes e, implicitamente, o Presidente da República, por que razão seria Crato recatado e decente? Na mesma altura em que a falácia da “liberdade de escolha” foi o argumento para um passo determinante na privatização do ensino e para a ampliação sem peias das parcerias público-privadas na Educação, (outra coisa não são os contratos de associação já vigentes) o preclaro ministro cerceou a liberdade de escolha relativamente às escolas públicas, quando não autorizou o funcionamento de turmas constituídas em função das decisões dos alunos e das famílias. A engenharia social e económica que o Governo acaba de consumar com a aprovação do novo estatuto do ensino particular, a consumar-se com a regulamentação sucessiva que se espera, não se afastará daquela que protege as rendas escandalosas dos sectores energéticos, bancários, das rodovias e outros. Eis o Estado do futuro, o Estado escravo, cujo poder deixou de ser delimitado pela lei. Uma vez mais, a Constituição da República acaba de ser revista por decreto do Governo, que derrogou o carácter supletivo do ensino privado nela contido”

    • De diz:

      A demagogia barata tem destas coisas.A demagogia não-barata tem outras.
      Vejamos:
      A lembrança de desperado sobre o encerramento de escolas com poucos alunos, num texto em que se denuncia precisamente o excesso de alunos por turma, é particularmente elucidativa sobre um método de actuar com vista a esconder a essência da discussão.
      Foge desperado para o lado oposto qual vero demagogo a tentar atirar para canto.Mas desperado não fica por aqui e num esforço derradeiro exibe um suposto inquérito inexistente às criancinhas sobre a sua situação.
      Atira a bola para o ar e tenta que fiquemos a olhar para onde cai?
      Não colhe.
      O problema é bem mais fundo do que esta manobra de diversão reflecte e não cabe aqui escalpelizar a situação.Sorry
      Porque o articulado de desperado está também associado a uma ignorância de todo o tamanho sobre o conhecimento dos factos. Cabe a outro partido a responsabilidade maior do encerrramento das ditas escolas com poucos alunos ( e não,não são as escolas com 2 e 3 alunos).
      Em termos globais eis alguns números:O ministério de Nuno Crato desde que tomou posse já mandou encerrar mais de 500 escolas, enquanto que a antecessora Isabel Alçada mandou fechar mais de 700 escolas e a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues encerrou cerca de 2500 escolas, entre 2005 e 2009.
      Revelador,não? Do tipo de afirmações feitas e da sua idoneidade….
      Mas há mais

    • De diz:

      Deixemos para lá o esforço propagandístico ( algo desesperado?) de desperado à vera propaganda balofa e roufenha de crato ( isto ouvimos nós a toda a hora nos media fidelizados,acéfalos, corrompidos e servis) e centremo-nos no argumento principal sbbre a “liberdade de escolha”, verdadeira patacoada que parece que está na cabecinha de algumas pessoas.

      Citemos um texto verdadeiramente notável de André Levy aqui nesta casa, no 5 Dias:

      Cheques ensino sem cobertura
      Posted on Agosto 11, 2013 por andrelevy

      Sublinhemos o seguinte:
      “Todos as principais organizações ligadas à educação, incluindo o National Education Association e o American Federation of Teachers, são contra os “school vouchers” (também referidos por outros eufemismos, como bolsas). Os seus argumentos cobrem todo um espectro:
      –os cheques-ensino não oferecem efectivamente liberdade para inscrever filhos nas escolas onde se queira, pois são as escolas privadas que determinam quem nelas é aceite.
      -O ingresso numa escola privada implica custos acrescidos (e.g., transportes, uniformes, etc.) que as famílias menos privilegiadas poderão não poder comportar, não tendo assim efectivamente a suposta escolha livre. Os cheques ensino aprofundam assim diferenças sócio-económicas.
      -Ao centrar a discussão política na “liberdade de escolha” e nos “cheques-ensino”, diverte-se da discussão mais importante sobre as escolas públicas (onde estão a maioria dos estudantes), de como ultrapassar o seu crónico sub-financiamento, e como resolver os problemas no ensino público através de medidas comprovadas, como a diminuição do tamanho das turmas.
      -nos EUA, a maioria das escolas privadas e que recebem alunos com cheques-ensino são escolas religiosas, que exercem critérios discriminativos na aceitação de alunos. (Acresce que muitas delas ensinam criacionismo.) Tal constituiu também mais um atentado à separação entre Estado e religião.
      -Não há qualquer evidência que as escolas privadas sejam mais eficazes a gerir o dinheiro (pelo contrário, acumulam-se casos de má gestão, uso inapropriado de fundos, e simplesmente custos por aluno superiores ao da escola pública).
      -Não há qualquer evidência que os alunos que usem cheques-ensino vejam a qualidade do seu ensino melhorado.
      -nos estados dos EUA com cheques-ensino, praticam-se dois sistemas de avaliação dos alunos, que agravam a diferenciação entre alunos do privado e público.”

    • De diz:

      Citemos uma parte de um texto de Santana Carrilho no Aventar ;
      “A agenda escondida com o objectivo de fora deste Governo é a substituição do Estado social possível, laboriosamente construído em 39 anos de democracia, por um Estado neoliberal, redutoramente classista. Para o conseguir, e a coberto do fantasma da falência, o Governo tem-se encarniçado em reduzir o Estado a funções mínimas de obediência aos titereiros do regime, privatizando o resto. Como fixou Saramago naquele belo naco de prosa que nos deixou desde Lanzarote, não escapará “a nuvem que passa” nem o sonho, “sobretudo se for diurno e de olhos abertos”. Pela mão de Passos e de Crato, abriu o assalto final à Educação. Não lhe declararam a privatização, como fizeram com a água. Mas, sorrateiramente, com melífluas justificações, querem consumá-la.”
      http://aventar.eu/2013/09/11/privatizem-tambem-a-nuvem-que-passa/#more-1202855

    • De diz:

      ““O Estado tem de ter uma política policial, judiciária, militar e estrangeira. Todas as restantes políticas, e não excluo sequer o ensino secundário, devem voltar para a actividade privada dos indivíduos. Se queremos salvar o Estado, temos de abolir o Estado colectivista.”
      Ultima citação esta. De Mussolini no seu primeiro discurso no Parlamento Italiano, em Junho de 1921,

      O fio ténue que liga o neoliberalismo com o fascismo…fica para depois.

  3. José Sequeira diz:

    No tempo da ditadura as escolas privadas não eram subsidiadas e os seus alunos nem sequer podiam fazer exames sem ser nas escolas públicas; ou seja, podiam andar no ensino privado, por sua própria conta, mas a única certificação que existia e que valia era a do ensino público.
    É curioso que, quase sem darmos por isso, começamos a achar que nesses tempos as coisas eram mais correctas que agora.
    Como se dizia, torcemos as orelhas mas agora já não deitam sangue.

  4. Luis Moreira diz:

    Quem não percebe este grito de uma mãe não está interessado na aprendizagem :http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/555692.html

  5. JgMenos diz:

    «Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.»
    Vamos benevolentemente considerar que, para além do acesso, existe algo como a «garantia à igualdade de oportunidade ao êxito».
    Nunca me tinha apercebido que chegasse a um tal grau demencial a ‘garantia’ da igualdade que a Constituição comporta!
    Tudo para dizer que haverá ensino especial para os atrasados mentais mas não para os adiantados mentais!?!?!?!?!?
    É bem a ambição da mediocridade geral como princípio constitucional!

    • Carlos Carapeto diz:

      Aqui está uma excelente proposta para resolver o problema do ensino. Privatize-se.

      Depois acontece como em muitos países onde o privado é financiado com dinheiros públicos, mas só recebem os alunos mais dotados e com melhores notas para “provar” que o sistema privado é melhor que o publico.

      Ou então fazem como em Inglaterra marcam-se os alunos com umas fitinhas às cores para distinguir os bons dos maus, agrupam-nos em turmas, os que têm piores notas é-lhes negado o direito a certas profissões e assim começa a exclusão social.

      É de pequenino que se torce o pepino, como diz o povo.

      • JgMenos diz:

        Adoram a frase: exclusão social!
        Selecção é palavra proibida embora pressuponha grupos exclusivos – exclusão induz a noção de arbítrio.
        Social induz o critério da origem social, dor maior da alma de esquerda, insidiosa nostalgia do aristocrático!

        Está construído o sofisma que impõe a igualdade que toda a evidência garante inexistir.

        • De diz:

          Selecção é mesmo uma palavra proibida.
          Se bem que se perceba o esforço de Menos na sua promoção.

          Spencer como se sabe foi usado como base para a defesa não só do “direito do mais forte”,como da justificação da pobreza no mundo como produto da selecção natural.
          De facto darwinismo social é algo a que mais propriamente se deveria chamar “spencerismo” social. A “Luta pela sobrevivência”, “direito do mais forte” jamais foram palavras de Charles Darwin, mas sim conceitos manipulados por outros. Foi Spencer a aplicar as leis da evolução à sociedade humana.

          Por que motivo digo tudo isto?
          Porque todo este palavreado do “darwinismo social” e do conceito de selecção, muito usado no contexto da competição entre os indivíduos ,cai que nem ginjas nos ouvidos de um neoliberal “hodierno”.A mostrar que afinal a pulhice neoiliberal vem de longe e assenta em alicerces obscuros e fétidos do mundo das ideias.
          Quem não se lembra da utilização do “darwinismo ” social e das teorias da selecção do mais forte como justificação para o imperialismo e para o colonialismo?
          E quem não se lembra que estas mesmas ideias fortaleceram as teorias eugénicas que tão graves consequências tiveram no século XX?

          A questão da “imposição da igualdade” (curiosa esta utilização de palavras…) segue depois

        • Carlos Carapeto diz:

          “Adoram a frase: exclusão social!”

          Negar os direitos elementares básicos às camadas mais vulneráveis de uma sociedade, se não é exclusão o que é? Vão trabalhar malandros!

          Foi excluindo que os países Escandinavos progrediram?
          No final do século XIX quando em Portugal existia uma taxa de analfabetismo superior a 85% , na Escandinávia era inferior a 5%.

          Com mentalidades destas, não estamos longe de regressar à escravatura.

          • JgMenos diz:

            Negar os direitos fundamentais…excluir …regresso à escravatura!
            Só um imbecil ou um vigarista concluiria ser esse o sentido do que foi dito.
            Mas mandam as leis da dialéctica materialista e das técnicas de combate leninista ou da p.q.p. essa raça de escravizados mentais, que quem discorda, por pouco que seja, vá apresentado como sendo o opositor a tudo e mais alguma coisa, bastando para tal recorrer ao prolífero pontuário do index!
            Se não fosse miserável era tão só ridículo!
            Falta de vergonha nas trombas é seguramente.

          • De diz:

            Imbecil,vigarista,pqp escravizados mentais,index,trombas? Isto é que é argumentação?

            Tanto rancor apenas por se desmontar o enquadramento idológico onde menos se enquadra?

            Adiante para não perdermos tempo.

            “A sobrevivência da democracia depende do acesso ao conhecimento e às ferramentas interpretativas do mundo que nos rodeia. Como tal, a escola representa um pilar fundamental da concretização dessa democracia, pois só em igualdade de circunstâncias existe democracia. A concentração do saber numa elite e a generalização da ignorância nas restantes camadas das massas gera uma iniquidade matricial que impede objectivamente o aprofundamento da democracia. Como tal, a democracia está condicionada pela existência de uma escola da república, uma escola laica e liberta de qualquer interesse que não o do colectivo e do Estado. O financiamento com frutos dos impostos de escolas que podem servir interesses alhieos aos do povo e do estado é um caminho suicidário para a democracia.

            Na verdade, os filhos dos ricos continuariam a frequentar colégios de luxo, mas pagos por todos nós ao mesmo tempo que a Escola Pública não tem recursos para cumprir o seu papel constitucional. Além disso, a questão da “liberdade de escolha em Educação” ilude uma questão central: é papel do Estado permitir que todos estudem no ensino privado – seja ele de luxo ou de miséria – ou é papel do Estado assegurar que ninguém precisa de acorrer ao privado por encontrar no público tudo o que precisa?”

            Pedras contra Canhões

          • Rafael Ortega diz:

            “uma escola laica e liberta de qualquer interesse que não o do colectivo e do Estado.”

            Qual é o interesse do Estado?
            Qual o interesse do colectivo?
            Como se define o colectivo? Maioria simples? 50%+1? 2/3?
            Como se ausculta o colectivo? Referendo sobre todos os pontos do programa escolar?

            O interesse do colectivo e o interesse do Estado coincidem sempre?

            O texto que colocou é bonito e bem escrito, mas não é nada prático.

          • De diz:

            ???
            Interesse do estado?
            Não deve estar bom da cabeça cpom toda a certeza
            Quer que lhe dê biografia para saber o que é o Estado e qual o seu papel?
            Ainda por cima já se discutiu bastas vezes tal tema,aqui também no 5 Dias.
            Faça então um esforço e saia da sua zona de conforto para ir encontrar o histórico de tais discussões.

            Se francamente ainda não percebeu qiue falamos em educação e em política educativa e não em conteudos programáticos, sobretudo em “todos os pontos do programa escolar” então é melhor arranjar outros pretextos para.

            Vamos ao que se discute ( não,não são as cores dos lápis que os alunos podem usar na aula de desenho):
            “Uma escola democrática, com meios materiais e humanos, moderna, um espaço de criatividade e igualdade entre todos. Uma escola com dignidade nas formações e que tenha como objectivo estimular o gosto pelo conhecimento em todos os jovens, estabelecendo o acesso ao mais alto grau de ensino possível como fasquia e não a inserção no mercado de trabalho. Uma escola com currículos que usem as artes, as letras, as ciências, as técnicas, como ferramentas de elevação da consciência do aluno e que disponibilizem o contacto com a electricidade, a mecânica, a química, a carpintaria, a contabilidade, o secretariado, e todo um vasto conjunto de áreas da técnica, sem que signifique isso aprender a trabalhar, mas sim a dominar a técnica. Uma escola que faça passar por todo esse percurso, os filhos do pescador, os filhos do desempregado, os filhos do mineiro, os filhos do comerciante, os filhos do taxista, os filhos do empregado de mesa, os filhos do informático, os filhos pequeno patrão e os filhos do banqueiro. Assim, e só assim, me parece que se possa dizer, de facto, que a escola promove a igualdade, ainda que apenas a igualdade de oportunidades”

            Depois poderemos falar na filosofia política deste governo e do seu modus operandi ao serviço, não do colectivo,mas dos interesses privados, quer dos grandes patrões, quer dos patrões do sector.

            De facto o capitalismo só tem já para oferecer, à grande mole dos que trabalham, aviltamento, degradação,desemprego,miséria, fome,..

        • De diz:

          A inexistência da igualdade que toda a “evidência (???) garante (???)

          Uma amiba é diferente de um macaco.
          Uma pessoa honesta é diferente de um corrupto
          Uma pessoa que vive da exploração da mão de obra alheia é-o também de um que é ecplorado
          A questão não está nesta perturbadora como demagógica contabilização igualitária.Demagógica e perigosa porque hoje em dia são estas as roupagens dos racistas e eugenistas de ontem

          Uma frase bem conhecida de Marx confirma o carácter único da pessoa
          “De cada qual, segundo as suas capacidadse; a cada qual, segundo as suas necessidades”

          Então o que está em causa?
          O que está em causa é simplesmente a tentativa de manutenção do status quo mantendo-se a exploração do Homem pelo homem ad eternum.Ou não fosse a classe dominante querer perpetuar a sua condição de.
          Antes, os beatos e( e não só) ao serviço das elites diziam que “pobrezinhos sempre os houve e sempre os haverá”, uma versão antiga do que é proposto aqui por algums aplogistas da desigualdade como evidência de todas as evidências.

          Com o devido respeito à autora do post, tal posição fede.
          Mas a questão pode ainda ser abordada doutras formas

      • Rafael Ortega diz:

        Essa ideia de dividir os alunos em turmas de bons, médios e maus era boa se fosse levada à prática.

        Cada pessoa aprende ao seu ritmo, não faz sentido nenhum estar a enfiar na mesma sala 30 miúdos com ritmos de aprendizagem completamente diferentes.

        Estipulava-se um programa mínimo para cada disciplina, e as turmas de melhores alunos que conseguissem aprender mais do que isso, aprendiam mais.

        • JgMenos diz:

          Ortega, o povo quer-se sereno e a ler uma única cartilha para comerem todos do mesmo prato,
          Para criar élites não é a escola pública! Para isso temos sempre os Grandes Partidos dos Trabalhadores que forma as vanguardas dos pastores do rebanho formado nas escolas públicas.
          Estás com um pensamento muito fascista, revisionista e mais umas tantas merdas de que não me lembro agora….

        • De diz:

          Menos está a perder o pé.

          O elitista menos, o que se assume em defesa das teorias da selecção dos mais aptos, (meio caminho andado para as teorias eugénicas conhecidas), o que defende o ensino no fascismo onde a cartilha única do estado novo parecia não o importunar nada, arremete desta forma contra a escola pública, (que toma como idêntica à do fascismo),enfurece-se contra partidos, contra trabalhadores, dando mostras claras do que aqui há pouco tentava desmentir qual pseudo-vestal ofendida. A saber, a recusa em ver o seu argumentário enquadrado numa categoria ideológica bem definida.

        • De diz:

          Bora lá dividir as turmas, diz ortega,logo secundado por um menos em processo de implosão patético.

          “Para que serve a escola pública?
          a) Para aprender a pensar?
          b) Para aprender a desempenhar tarefas?
          c) Ou ambas?

          Para o capitalismo, a escola tem papéis diferenciados. Ou seja, para as classes dominantes, a escola deve assegurar o domínio dos mecanismos básicos do pensamento filosófico, explicar o funcionamento do sistema capitalista e permitir que se aceda aos mais elevados graus do conhecimento e da técnica. Para as classes dominadas, a escola é apenas um instituto de formação profissional rápida e desqualificada que alimenta as necessidades de trabalho em função do lucro. Isto significa que, num regime capitalista, a escola tem sempre um papel dual, daí se traduzir esse papel da escola na sua própria forma, no seu funcionamento. A escola capitalista tem um papel dual e isso representa-se através de um sistema materialmente dualizado. A resposta, no quadro do domínio capitalista é a) para os filhos das classes exploradoras e b) para os filhos das classes exploradas.”

          Há mais.Fica para mais tarde

          • JgMenos diz:

            DE convive com as suas incoerências argumentativas com aquela tranquilidade mística dos possuídos da fé!
            Quando proposto que a escola pública forme élites, pelo tratamento diferenciado dos melhores, abre a cartilha e mete uma qualquer treta de classes e exploração capitalista!
            Mas, prudentemente, não diz que a cartilha também é clara em fixar que as élites se medem não pela competência e valor, mas pelo empenho na doutrina, a disciplina na palavra e na acção, e na obediência às directivas do Partido!

          • De diz:

            Com quem eu convivo ou não, não é uma questão de menos.
            Se se trata de “incoerência argumentativa” que o demosntre em vez de fazer estas figurinhas de.
            Ponto final parágrafo.

            O regresso em força da escola dual é a grande ambição dos que pugnam pela perpetuação duma sociedade dividada em classes, em que a imensa maioria serve de carne para canhão,enquanto uma imensa minoria se apropria da mão-de-obra barata.

            Eu vou repetir porque parece que menos não leu (ou fingiu que):
            “A concentração do saber numa elite e a generalização da ignorância nas restantes camadas das massas gera uma iniquidade matricial que impede objectivamente o aprofundamento da democracia”.
            “Sabemos que a escola representa um pilar fundamental da concretização dessa democracia, pois só em igualdade de circunstâncias existe democracia.

            Sabemos que o respeito e o aprofundamento da dita democracia não é do agrado de Menos.Ele pretende de facto manter as “desigualdades” a todo o transe

            ” O tratamento diferenciado dos melhores” é a confissão patética do que foi afirmado em cima e da natureza claramente dualista da escola numa sociedade podre e putrefacta.
            Menos convive mal com tal denuncia. Sobram-lhe os pobres arremedos sobre partidos e obediências.
            No fundo formas de se afirmar com os seus próprios postulados ideológicos enquanto tenta esconjurar para os outros tal cassete mil vezes repetida. E desta forma claramente não inocente

          • JgMenos diz:

            Donde me vem esta vaga esperança de que algum dia DE feche por um momento a cartilha e no que diz faça algum sentido para o que está em discussão?
            Estarei eu a tornar.me místico e a ser movido pela fé?
            A razão diz-me que nada fundamenta essa esperança…

          • De diz:

            Sorry Menos,mas já verificámos que tem alguma dificuldade na compreensão da língua portuguesa.Já se colocou em situações um pouco ridículas por tal motivo.

            Os elitistas são assim.Querem muitas vezes tratamento diferenciado, como se a mediocridade ou a apropriação dos meios sociais de produção fossem um estágio para a recompensa.

            Esquecem-se que, se os tempos das hienas ainda não acabaram, há que fazer tudo para lhes por fim

          • De diz:

            (É que há mesmo classes sociais.
            E luta de classes…
            Por mais que menos lhes chame treta e outras tretas do género)

        • Carlos Carapeto diz:

          “Só um imbecil ou um vigarista concluiria ser esse o sentido do que foi dito.
          Se não fosse miserável era tão só ridículo!
          Falta de vergonha nas trombas é seguramente.”.

          Do Insulto grosseiro , a envergar uma camisa castanha , estender um dos braços com uma matraca na outra mão, para assassinar adversários politicos a unica distancia que vai é haver ocasião para isso .

          Essa ideologia já deu provas daquilo que é capaz.

          Meu caro “senhor” não seja mal educado, comporte-se como pessoa civilizada. Porque o tempo que a sua ideologia aterrorrizou a Europa já lá vai.

          E se tiverem a ousadia de regressar com a intenção de praticar os mesmo tipo de crimes, convença-se que ainda há muito comunista corajoso a recebe-los prontos a dar-lhes uma lição superior àquela que apanharam as hordas do seu ídolo de bigode.

          O que tem defendido aqui senão a exclusão social?
          O élitismo? Dar a oportunidade aos mais aptos? Separar as pessoas segundo as suas capacidades?

          Que se saiba até hoje só o nazismo e os regimes de indole segracionista fizeram uso desses métodos.

          Julga que ainda está em África a chular os pretos?

          Aprenda a comportar-se como uma pessoa crescida. Não pense que por estar escudado atrás do ecran de um computador trata as outras pessoas como trata o seu paizinho.

          Vergonha nas trombas? Julga que está a olhar para o focinho da sua mamã?

          De alguém que faz a apologia do Salazarismo não se pode esperar melhor do que os ensinamentos que recebeu desse regime criminoso.

          • JgMenos diz:

            Insulto grosseiro?
            De modo nenhum!
            É juízo ponderado da sua indigência mental que teve a amabilidade de confirmar numa resposta em que ao despropósito só acrescenta o mau-gosto!

          • De diz:

            Não se poderá emprestar um espelho a ?

        • Carlos Carapeto diz:

          “Cada pessoa aprende ao seu ritmo, não faz sentido nenhum estar a enfiar na mesma sala 30 miúdos com ritmos de aprendizagem completamente diferentes”

          E se a esses alunos que têm mais dificuldades de aprendizagem ( isso nem sempre se deve à falta de capacidade, as condições em que vivem alguns alunos por vezes interfere mais que a falta de aptidão) lhes fossem facultadas aulas extras para além do horário normal?

          O que são e para que servem as chamadas aulas de explicação senão a ajudar aqueles alunos que têm maior dificuldade na aprendizarem de certas matérias?

          Até porque isso já por aí se pratica em alguns estabelicimentos de ensino publico com excelentes resultados.

          Não me parece que separar os alunos por turmas de bons e maus seja um bom método para ajudar no desenvolvimento harmonioso da personalidade de uma criança. Isso deixa sempre sequelas, cria complexos e rancores que podem perdurar por toda a vida.

          Parece que o tempo de humilhar as crianças nas escolas com orelhas de burro já passou.

          • Rafael Ortega diz:

            Então como não é bom e deixa sequelas nos meninos ser separados, vamos deixar os melhores a aprender menos que aquilo para que têm potencial?

            É injusto para os piores ser separados dos melhores porque deixa sequelas, mas já não é injusto os melhores não poderem aproveitar as suas capacidades porque há piores alunos nas mesmas turmas?

          • De diz:

            A confirmação (desavergonhada?) do que se disse acima.

            A confirmação da incapacidade de se ver a escola como um motor do aprofundamento da democracia.Mas também a confirmação da incapacidade do reconhecimento humanístico da escola inclusiva..

            No fundo a defesa da perpetuação do status quo .

            O capitalismo de facto já nada tem para oferecer. Quando deste facto tomarem consciência os trabalhadores…

          • Rafael Ortega diz:

            De, acabe lá com os floreados e responda:

            Porque é que é mau que crianças que têm mais capacidade aprendam mais?
            É contra o status quo mas depois nivela por baixo?

            Eu digo-lhe, nem com todas as explicações e apoios do mundo eu teria boas notas a desenho.
            Não tinha jeito para aquilo, não chegava lá. Porque é que outros, que faziam bem em 10 minutos aquilo que eu nem em 2 horas fazia como deve ser, têm que ser atrasados na aprendizagem?

            É democrático a minha nabice a desenho atrasar os outros? É democrático que a nabice de outros a matemática me tenha atrasado a mim?

            A escola ser inclusiva não significa que se deva reger pelo menor denominador comum.

            O status quo é perpetuado se os melhores não se puderem desenvolver.
            Não tenha ilusões, o filho de um rico, com hipótese de ter aulas particulares, só para onde as suas capacidades chegarem.
            O filho de um pobre, que tem a escola pública e nada mais, chega até onde a escola pública o possibilitar chegar. Se só o possibilitar chegar ao nível do colega do lado (que pode não ter jeito nenhum para a matéria) mantém todos num nível baixo.

          • De diz:

            Nivelar por rbaixo?
            Status quo?
            Francamente não percebeu o que se disse ?
            Vejamos.O tema passa pela educação e pela formação.E pelo asfixiar da escola pública em benefício dos interesses privados.

            Por muito que custe a Ortega a discussão não se centra nas aulas de desenho de a ou b mas passa antes pelas políticas educativas . Dum país.E do papel que o estado deve assumir perante os seus cidadãos.
            A autora do post (que já deve estar farta deste chover no molhado) enquadrou, duma forma magistral, a política seguida pelos responsáveis governativos com os preceitos constitucionais.
            Por mais voltas que se dê, a cambada neoliberal pesporrenta está fora da lei.Não são os ritmos de aprendizagem diferentes que constituem o problema,O prooblema são as opções de fundo tomadas em matéria educativa.
            Os floreados registam.-se em torno de aulas de desenho.Mas não é isso que nos interessa. O que nos convoca são as discussões em torno das políticas educativas E já disse porquê.Pela necessidade de se aprofundar a democracia, e pelo imperativo de garantir condições de oportunidade iguais ao acesso à educação e formação.
            (E se necessário for também das questões umbilicias pessoais sobre aulas de desenho ou quaisquer outras )

            “É certamente pacífico afirmar que o grau e a velocidade de desenvolvimento das sociedades, é tanto maior quanto maior for a massificação do conhecimento.

            Por todos os motivos humanistas, mas também pelo simples facto de que: quanto mais seres humanos detiverem as ferramentas mentais e filosóficas de análise da realidade, mais problemas a humanidade no seu conjunto será capaz de resolver e, consequentemente, mais rápido e amplo será o seu desenvolvimento comum.”

          • De diz:

            Ora, no entanto, para o capitalismo e para a classe que sob esse sistema domina as restantes, o desenvolvimento colectivo deve ser orientado em cada instante, não de acordo com o seu potencial absoluto, mas de acordo com o seu potencial relativo, sendo esse potencial relativo determinado pela possibilidade de gerar lucro e reforçar a hegemonia capitalista.

            Ou seja, o potencial absoluto da Humanidade é, não só muito mais vasto e profundo que o seu potencial sob o capitalismo, como é, em essência, diferente. O sistema capitalista limita, portanto, o desenvolvimento dos meios de produção, tal como o associado desenvolvimento social e cultural, à capacidade de deles extrair mais lucro e mais poder económico e político. A disseminação científica, a democratização da tecnologia e a elevação do grau cultural dos colectivos é, portanto, controlada muito próxima e cuidadamente pela classe dominante, permitindo o seu alastramento e concretização apenas no quadro das necessidades da maximização do lucro.

          • De diz:

            A actual fase em que se encontram os mercados capitalistas é caracterizada no plano internacional também por uma forte concorrência e competitividade, que sacrifica todos os direitos e impõe como regras sociais as regras do mercado. O desenvolvimento rápido e acelerado dos meios de produção exige adaptações nos métodos de epxloração da mão-de-obra, independentemente do aumento ou da regressão da taxa de exploração, e essas adaptações têm fortes implicações no grau de conhecimentos e competências dos trabalhadores. A “estratégia de lisboa” e o próprio “processo de bolonha” assumem como pilares fundamentais do desenvolvimento económico e da competitividade do espaço europeu a qualificação das massas. Em que medida o fazem?

            Com o mercado a necessitar cada vez de uma mão-de-obra mais preparada, com os grandes grupos económicos a necessitarem de se libertar dos gastos associados à formação profissional dos seus trabalhadores e com o desejo de acolherem entre as suas fileiras de trabalho, os trabalhadores em idade cada vez mais jovem (por motivos de produtividade, de flexibilidade, de instabilidade e de maior facilidade de exploração), exige-se aos Estados que substituam o capital nesse esforço de formação profissional.”

            A educação de massas ganha assim uma componente cada vez mais volumosa e mais abrangente de formação profissional, baseada não na transmissão e captação de conhecimento, mas essencialmente na aquisição de competências. O que importa, claro está, é que o jovem esteja capaz de integrar as fileiras da exploração ou o exército industrial de reserva com o máximo de competências adquiridas e o mínimo de cultura científica e de saber. A formação da cultura integral do indivíduo é uma vez mais a pedra de toque da educação para a emancipação ou da formação para a exploração

            Os filhos das camadas trabalhadoras da população ingressam no sistema escolar, tendo um acesso directo a uma educação elementar baseada na tabuada e capacidade formal de juntar letras, indo depois para a linha de formação profissional onde aprendem, não um ofício criativo, mas um conjunto de comportamentos seriados e padronizados à medida das empresas que financiam e patrocinam as escolas e os próprios currículos e cursos (com gastos incomapravelmente inferiores aos que despendem na sua formação própria).

            Os filhos das camadas mais ricas da população, particularmente dos yuppies e da burguesia, têm, esses sim, acesso a uma Escola cada vez mais insular. Uma Escola que, sendo pública ou privada, é reservada para as elites nacionais, escolhendo os seus alunos com base numa triagem social e académica, encaminhando-os para o prosseguimento de estudos no sentido do ensino universitário”

            Pedras contra canhões

            Por aqui passa o mito do “nivelamento por baixo” que mais não é do que uma máscara patética,coxa, imoral e falsa com que se procura justificar duma forma atabalhoada o elitismo e o aprofundar das desigualdades.
            Porque o que se pretende com a defesa da escola pública é exactamente o oposto:a Escola como um espaço para a formação da cultura integral do indivíduo, para a emancipação individual e colectiva do ser humano e para a eliminação das assimetrias sociais.
            Já sabemos que pelo contrário o capital monopolista concebe a Escola como um espaço para a reprodução das assimetrias sociais, para a perpetuação das relações sociais de classe e para a desoneração dos seus custos com formação de trabalhadores.

          • De diz:

            “Ou seja, enquanto que perante a Constituição da República …, a Escola Pública tem um papel de destaque como pilar da democracia, como garante da igualdade no acesso ao conhecimento, sendo o instrumento principal para a elevação da consciência de cada um, para que todos aprendam, em igualdade, a utilizar o pensamento como factor de melhoria das suas condições de vida individuais e colectivas; o capital concebe a escola como um espaço em que os filhos da classe dominante aprendem os instrumentos da exploração e os filhos das classes dominadas aprendem a trabalhar”
            Pedras contra canhões

          • Carlos Carapeto diz:

            “JgMenos diz:

            Setembro 13, 2013 às 12:24 pm

            Insulto grosseiro?
            De modo nenhum!
            É juízo ponderado da sua indigência mental que teve a amabilidade de confirmar numa resposta em que ao despropósito só acrescenta o mau-gosto!”

            O discípulo de Gobebbels continua a revelar os seus dotes de ordinarice!

            Por favor não insista com essa retórica de garoto mal educado, até porque já deve ter idade suficiente para saber comportar-se como um adulto.

            Será que quem o educou não lhe ensinou que se devem respeitar as outras pessoas mesmo discordando delas?

            Ou considera uma norma de boa educação fazer uso dos adjetivos que costuma dirigir aos seus interlocutores? Há muitas maneiras de dizer as coisas sem ofender!

            Reconheço que também me excedi. Porque a educação que recebi dos meus pais (dois pobres camponeses analfabetos) e a minha conduta moral impedem-me que falta ao respeito a alguém.
            Fi-lo por efeito de arrastamento, na presença das provocações que me dirigiu.

            Pergunto; será que também trata os seus familiares e amigos, por imbecis, vigaristas, escravizados mentais, miseráveis, que tenham vergonha nas trombas. Que depois de ser admoestado insiste rotulando de parvos?

            Já lhe disse que aprenda a comportar-se como pessoa civilizada.

            Se é incapaz de integrar-se socialmente, então procure refugio num convento.

            Há muito tempo que tinha reparado que Vc frequentemente dirige provocações e insultos aos outros participantes do fórum que não partilham a sua ideologia.

          • Rafael Ortega diz:

            O De é que não percebeu.

            “garantir condições de oportunidade iguais ao acesso à educação e formação.”

            As condições de igualdade de acesso não implicam que não possa haver aulas diferentes para quem tem ritmos de progressão diferentes.

            O De também não percebeu que se uma turma anda ao ritmo do aluno menos capaz o que vai acontecer é:

            1. Os colegas de turma com pais ricos têm centro de explicações e avançam mais.
            2. Os colegas de turma com pais pobres não têm e aprendem o que o menos capaz aprende.

            “Por aqui passa o mito do “nivelamento por baixo” que mais não é do que uma máscara patética,coxa, imoral e falsa com que se procura justificar duma forma atabalhoada o elitismo e o aprofundar das desigualdades.”

            Continua a não perceber. Um pobre não é necessariamente estúpido. Aquilo que defendi não implica a divisão entre turmas de ricos e pobres. Implica a divisão entre turmas de mais ou menos inteligentes. A capacidade craniana tem muito pouco a ver com o recheio da conta bancária.

            “Porque o que se pretende com a defesa da escola pública é exactamente o oposto:a Escola como um espaço para a formação da cultura integral do indivíduo, para a emancipação individual e colectiva do ser humano e para a eliminação das assimetrias sociais.”

            As maneiras de dotar os pobres de ferramentas para eliminar assimetrias sociais passa por muita coisa, mas não passa certamente por pô-los a aprender ao ritmo de um qualquer calhau com olhos que tenham o azar de lhes ir parar à turma.

          • De diz:

            Infelizmente percebi.
            E Ortega infelizmente não percebeu,não leu (ou não concorda,mas ao menos que o diga) com o que eu escrevi ao longo dos vários posts.E tentei não o dizer de forma ofensiva para alguns dos que me lêem
            Tentei manter na medida do possível o debate onde ele fora colocado.Tentei não me afastar muito das múltiplas tentativas de o enxertarem noutros sítios.A denúncia do afundamento da escola publica, mercê da actuação criminosa dum governo sem escrúpulos, neoliberal pesporrento e obediente às ordens das trokas.

          • De diz:

            Afirmei serenamente que não quero uma escola elitista.Afirmei que não gosto de elitistas.Fui até mais longe e citei de passagem o “darwinismo social”
            Mais ainda. Falei que a sobrevivência da democracia (e nem sequer discuti tal conceito) depende do livre acesso ao conhecimento. Cito:”A concentração do saber numa elite e a generalização da ignorância nas restantes camadas das massas gera uma iniquidade matricial que impede objectivamente o aprofundamento da democracia”
            Afirmei que esta sociedade tenta perpetuar os mecanismos de exploração.Fui (pensava eu) suficientemente claro para denunciar o conceito de escola dual,em que se procura um ensino para um punhado de elites a fim destas irem reforçar o lote dos exploradores, mantendo para os demais a condição de fiéis candidatos a mão-de-obra barata para servirem os interesses dos senhores do capital.

          • De diz:

            As teorias da concentração dos melhores alunos em turmas, abandonando a maralha ignara em guetos tem sido denunciada de forma sistemática e desde há muito tempo.Tanto que é particularmente revelador que é em alturas como esta que se tenta voltar de novo a este problema,fazendo tábua rasa duma forma grotesca e desesperadamente ignorante (não avandemos com outra adjectivação) com o discutido,abordado,reflectido ao longo de tantos e tantos anos
            E porque voltamos a assisitr a este regresso bafiento e segregacionista das teorias dos melhores com os melhores, agora travestidos dos “mais inteligentes com os mais inteligentes”?
            .Porque a desonestidade intelectual se apossou de alguns dos que agora insistem em medidas há muito condenadas.Porque a ignorância dos factos não é o melhor caminho para a discussão.Mas porque o desenvolvimento do capitalismo assim o exige.E os meios que este possui permitem fazer renascer as barbaridades intelectuais que causariam a repulsa a muitos dos mais insignes pensadores sobre a “coisa” educativa

          • De diz:

            As necessidades do capital, que se encarrega de colocar na ordem do dia as teorias necessárias à sua concretização, mesmo que estas façam recuar conceitos humanitários de há longos anos
            Repito : “Com o mercado a necessitar cada vez de uma mão-de-obra mais preparada, com os grandes grupos económicos a necessitarem de se libertar dos gastos associados à formação profissional dos seus trabalhadores e com o desejo de acolherem entre as suas fileiras de trabalho, os trabalhadores em idade cada vez mais jovem (por motivos de produtividade, de flexibilidade, de instabilidade e de maior facilidade de exploração), exige-se aos Estados que substituam o capital nesse esforço de formação profissional.”
            Quer-se uma escola que permita criar elites, escolhendo os seus alunos com base numa triagem social e académica enquanto simultaneamente se procura mobilizar já para o mercado de trabalho a imensa maioria dos jovens.E tudo isto feito com o dinheiro público,poupando o capital privado de tais custos.

          • De diz:

            Os ritmos diferentes de aprendizagem a a forma de os abordar tem sido objecto de estudo desde há muitos anos.Soluções têm sido encontradas e soluções que não passam pelos métodos segregacionistas. Mais.Tais métodos para além de revelarem o anquilosamento democrático e humanístico de quem os defende, revelam também uma ignorância atroz do que é o desenvolvimento infantil,E das sociedades.
            Poderíamos voltar às teorias de Darwin que não as do chamado darwinismo social, para dizer que é a diversidade que permite evoluir.
            Poderíamos também comentar que a questão da “inteligência” posta como é colocada revela também uma funda ignorância que se soma à visão estática dum processo que é tudo menos estático.

          • De diz:

            Infelizmente para Ortega, está hoje provado cientificamente que a capacidade intelectual tem mesmo a ver com a conta bancária.Tal ficou demonstrado em situações em que a mesma pessoa mudava de condições materiais. Tal ficou provado numa série de estudos ,alguns até nem recentes.

            Que Ortega saia do seu limitado horizonte de conhecimentos, mas sobretudo que aprenda ou tente aprender para além dos seus limitados horizontes humanísticos.

            Dois pontos telegráficos.
            A escola deve promover a igualdade, ainda que apenas a igualdade de oportunidade. Não elimina as assimetrias sociais como implicitamente diz ortega

            “Calhau ” é um termo feio.Muito.Desprezivel.
            E revelador.

          • Rafael Ortega diz:

            De,

            Concordemos em discordar.

    • De diz:

      Vamos benevolentemente considerar que Menos percebe um pouco mais do que nos está a tentar impingir.
      Já nos tinhamos apercebido que as percepções demenciais de Menos comportam sobretudo juízos valorativos impregnados daquela patine um pouco histriónica para fazer passar a suas concepções dum ensino elitista e não inclusivo.
      Vícios das suas saudades do ensino no fascismo em que este assumia a escola como um aparelho ideológico central?
      Claro que Menos não poderia fugir à utilização duma linguagem em que pontificam termos como “atrasados mentais” e” ambições de mediocridade” saídas do seu ódio à Cosntituição da República Portuguesa.

      Poderíamos dizer que este comentário reflecte bem a ambição da mediocridade neoliberal pesporrenta como princípio norteador de Menos.
      Mas sinceramente isso seria colocar-me no mesmo patamar de pesporrência de Menos.

      Voltaremos a este assunto

      • JgMenos diz:

        A expectativa de que produza um argumento é baixíssima…

        • De diz:

          É não é?

          As suas fúrias organizadas em torno dos “atrasados mentais” ,mereciam de facto um outro tratamento,mais consentâneo com o horror que tal linguagem ainda inspira.

          “No dia 1º de setembro de 1939, os nazistas criaram um programa de extermínio que visava a eliminação de doentes incuráveis, idosos senis, deficientes físicos e doentes mentais”

          Ainda não se tinham apercebido que alguns preferiam designá-los por “atrasados mentais”.

          • JgMenos diz:

            Como sempre NADA de argumentos!
            Mera repescagem histórico-oportunista com arrufos de cientismo para formular argumento algum.
            Tudo se resume a adjectivar pessoas e enquadrar os seus argumentos numa qualquer categoria ideológica ou teoria conspirativa que presumo seja o bastante para o conforto de imbecis!

          • De diz:

            -Já percebemos que os argumentos de Menos se condensam na boçalidade repugnante do comentário deste a imbondeiro. A resposta deste último foi exemplar

            -Já percebemos que as palavras pesam, que permanecem e que Menos não pode sair de fininho depois das enormidades selectivas que postou,

            -Já percebemos que os objectivos de Menos são mesmo esses.O conforto dos imbecis que serve ( cito).E a pugna pela selecção e a luta contra os próprios ideais de algo tão distante como a Revolução francesa.

            -Já percebemos que Menos não gosta que se analisem as suas posturas de acordo com o que diz e o que faz.O choro que verte por relvas contradiz e de que maneira a petulância e a arrogância com que subscreve as acusações de “piegas” do coelho. Não quer ser “enquadrado” naquilo que objectivamente é, esquivando-se a ser confrontado com as suas próprias declarações e tomadas de posição.Infelizmente alguém que defende o “carácter progressivo” do fascismo em Portugal tem que arcar com as consequências do que disse.

            Já percebemos que tudo se resume a adjectivar pessoas feito um vulgar carroceiro e desta forma demonstrar que de facto os seus argumentos se inserem numa categoria ideológica definida.(vide a sua resposta em Setembro 12, 2013 às 10:55 am)

          • JgMenos diz:

            DE,.. que não argumente e recite a cartilha é muito mau, mas por essa sua associação ao iinbomdeiro vou-lhe dar um castigo.

          • De diz:

            Já percebemos…

            Sorry mas a tergiversação acabou.

      • Carlos Carapeto diz:

        “Então como não é bom e deixa sequelas nos meninos ser separados, vamos deixar os melhores a aprender menos que aquilo para que têm potencial?”

        Caro Ortega até posso concordar consigo, mas quando defender o mesmo principio para os outros ambientes sociais.

        E que tal aplicar também esse principio no locais de trabalho?

        Os eletricistas bons para um lado, os maus para outro.
        Os médicos bons para aqui os menos bons para ali.
        Com os engenheiros igual, professores, etc, etc.
        Até chegar aos dirigentes políticos e governantes claro.

        Concorda?
        De certeza que não está de acordo. Lá se ía o Passos e o Cavaco.

        • Rafael Ortega diz:

          Se eu tivesse uma empresa queria os bons trabalhadores para mim, os maus para a concorrência.
          Concordo.
          Não votei no Passos nem no Cavaco.

          • Carlos Carapeto diz:

            “Não votei no Passos nem no Cavaco”

            Chiça; ainda está mais à direita do que eu supunha.

            Por aquilo que aqui tem demonstrado, não eram trabalhadores que preferia, mas sim escravos.

            Mas como estudante e trabalhador deve estar acima dos melhores, por isso vocifera tanto ódio aos “medíocres”.

            Se manifesta todo esse ódio à “mediocridade e incompetência”, pode dizer qual é o seu grau de escolaridade e a sua qualificação profissional?

            Prova a realidade que os profissionais mais reles são sempre aqueles que mais desvalorizam os outros e se ufanam a si próprios.

            Ho diabo! Por o cantar parece ser um galo que ocupa o poleiro mais baixo.

  6. imbondeiro diz:

    É da natureza do nosso povinho: coisa que nunca se ouvirá português dizer é “Eu disso não falo, porque disso nada percebo”. Todos têm um filho, um filho de um primo ( mesmo que sendo primo em 15º grau… ) na escola. Logo, essa ténue ligação faz do luso mamífero um “especialista” em assuntos educativos. Como o seu passar diário por um viaduto o fará, seguindo a mesma lógica, engenheiro de estruturas, o comer uma carcaça ao pequeno-almoço o transformará num padeiro experimentado, o calçar de um par de sapatos pela manhã o tornará um sapateiro de mérito, o ver passar uma coluna militar o metamorfoseará, por mágicas e insondáveis artes, num general comparável a Alexandre Magno, o observar nos altaneiros céus um avião da Força Aérea o promoverá num instantâneo às da aviação de caça ou a espera de uma hora nas urgências de um hospital o fará automaticamente um cirurgião de confirmado mérito. É claro que nos alicerces destas “especializações” automáticas está algo que nunca faltou a muita, a demasiada gente deste país: a mais sólida ignorância. E, como se sabe, a ignorância é atrevida e dispensa bem o concurso do mais ínfimo conhecimento da realidade. Ela, nas suas imbecis elocubrações, dispensa, até, a própria realidade.
    E a realidade é o que para aí vai: casais de professores no desemprego e sem uma côdea de pão para dar aos filhos ( sim, por incrível que pareça, os professores têm filhos e contas para pagar ); escolas cheias de velhos professores que, de aqui a dez anos, se tanto, estarão mortos e substituídos não serão; “agrupamentos” monstros distando entre as escolas que os compõem uns míseros 40 km percorridos pelo “stôr”, agora promovido a caixeiro-viajante, com as custas da gasolina e do desgaste do pópó a cargo do próprio; turmas de 30, 31, 32 alunos; professores a ganharem dez réis de mel coado, enquanto lhes exigem o dobro do trabalho por metade ou um terço do salário que anteriormente auferiam; a cereja no topo do bolo de ver a depauperada classe média ( incluíndo os professores ) a pagar os colégios “finos” da “elite” do país, enquanto os próprios filhos vegetam em salas sobrelotadas e em escolas que se transformaram em povoadíssimos armazéns do refugo da sociedade. E fico-me por aqui, pois a lista por extenso daria para encher de grossos volumes uma extenssíssima biblioteca.
    Resumindo, e retomando uma convicção que já aqui expressei, o que falta a esta população de geniais idiotas é o sentido do abismo: vêem o vizinho ser triturado pela máquina sociopata do neoliberalismo fascistóide, enquanto descansam as suas sensíveis almas com o esperançosa fézada de que tal coisa só aos outros acontece. Mas a sua vez chegará. E quando chorosamente se queixarem de viverem num “país” que se transformou numa pocilga a céu aberto, sabem o que lhes vou responder? Vou vivamente aconselhá-los a pegarem nos seus vastos e clarividentes conhecimentos acerca de tudo e de mais alguma coisa e, enquanto forem a passo largo bardamerda, os metam naquele síto onde o Sol não brilha.

    • JgMenos diz:

      És um treteiro – duvido que algum colégio privado queira competir com a Parque Escolar!

      • De diz:

        Este é que é o “argumento” produzido por menos?
        Quem choraminga por um “argumento” sai-lhe da alma este grito inconfessado e impotente perante o comentário certeiro de Imbondeiro?

        Até onde vai a coerência de menos? O que lhe sobra é isto?

      • imbondeiro diz:

        O comentário que anteriormente aqui deixei assenta-lhe que nem uma luva. Eu gostosamente e educadamente troco impressões com quem minimamente sabe do assunto de que está a falar. Não é o seu caso: o senhor não passa de um ignorante ressabiado e complexado a quem não assiste a mínima ponta nem de inteligência, nem de cultura, nem, tão pouco, de bom-senso. E posto isto, e porque me vai ( compreensivelmente ) faltando a paciência, não aturo má-criações a despropósito ( “treteiro” é o cornudo do seu pai, pá!, que engoliu a patranha, contada pela galdéria da sua mãezinha, de que o senhor era seu legítimo filho ) e porque desaforos não levo para casa ( nem sequer pela internet ), queira o senhor pegar nos seus pseudo-argumentos e metê-los no olho do cu. E que os goze muito.

        • JgMenos diz:

          Doeu-te muito?
          Trata-te!

          • De diz:

            Eis a verdadeira face de menos.
            O “doeu-te muito” sai-lhe do fundo da alma,Como lhe sai do fundo das entranhas, os gemidos pungentes em defesa de salazar, de relvas ou doutro seu igual.

          • imbondeiro diz:

            Sim, intelectualmente falando, sim: a sua indigência mental e a sua sólida estupidez são sempre coisas penosas de assistir, logo um pouco dolorosas para quem é espectador de um tal bolsar de mentecaptas, ordinárias e sociopatas alarvidades. E vá tratar por “tu” os comensais com quem vive aí na sua pocilga, que eu não me lembro de alguma vez ter comido farelo ou de ter enfardado levedura debaixo do seu tecto, nem andei consigo na escola dos recos. De caminho, esclareça a questão da sua vera paternidade com o seu suposto paizinho. Ou será melhor tratar do assunto com a fonte mais segura que é a sua mãezinha? Deixo ao seu esclarecido critério tal magna e excruciante alternativa.

    • imbondeiro diz:

      Errata: “ás”; “os custos”; “extensíssima”. Mil desculpas.

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