Porque amanhã é dia 11 de Setembro…

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… importa lembrar algumas das suas vítimas. Será que o Congresso terá o despudor de votar a intervenção militar na Síria no mesmo dia do atentado às Torres Gémeas em Nova Iorque e ao bombardeamento de La Moneda, em Santiago do Chile? E as demais vítimas de bombas químicas serão finalmente vingadas com os EUA a bombardearem-se a si próprios?

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16 respostas a Porque amanhã é dia 11 de Setembro…

  1. Anónimo diz:

    11 de setembro e o jornalismo (deixo de fora as picardias com o BE).
    estás nos a tentar dizer qualquer coisa, renato?
    🙂

  2. Emerson Almeida diz:

    Não tenho duvida, 1º porque chegou a hora do obama pagar a divida de campanha, 2º porque é uma data importante para os chefes do obama…

  3. Don Luka diz:

    As vítimas do uso de violência na Síria vão ficar injustiçadas. Isto a ninguém parece interessar, a atender às manchetes dos orgãos de informação. A única coisa que parece certa, é que Assad, um cínico e um criminoso, vai continuar a ser recebido de passadeira vermelha na Rússia, no Irão e na China, equanto Obama pode continuar a fingir que a paz mundial o preocupa.

    É tão bom ver os senhores do poder ficarem bem, e juntamente com isso ver tantas almas respirarem fundo, como se tudo não tivesse passado de uma trovoadazita malandra.

    • arlos Carapeto diz:

      É capaz de explicar quem mais tem contribuído para a desgraça do povo Sírio?

      E quando foi que soube que Assad era aquilo que diz?

      Enquanto Assad recebeu prisioneiros da mão dos Americanos não era ditador, cinico e criminoso?

      Acha que é aos Americanos que compete afastar os maus ditadores? Sim porque os bons, aqueles que estão do lado do imperialismo são para manter.
      Não lhe servem os exemplos da Somália, Afeganistão, Iraque e Libia.

    • De diz:

      Um cínico é provavelmente Luka mais a sua pretensa ignorância sobre o que se passa na Síria.
      É tão bom ver as cumplicidades beatas de Luka, embrullhado neste paleio mal-cheiroso de intervencionista envergonhado com que tenta esconder a realidade.
      É que mesmo que esta possa ainda ter pontos obscuros ( e muitos) e se considerar os muitos erros e crimes cometidos, a cena que se desenrola nos nossos olhos não pode passar escondida nem mesmo aos hipócritas evangélicos da guerra.

      Alguns dados para se poder ver (ou pelo menos pensar) que toda esta história está mal contada:
      http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105253-rusia-pruebas-falsificados-datos-ataques-quimicos-siria
      http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105272-israel-revela-rebeldes-sirios-disponer-armas-quimicas
      http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105272-israel-revela-rebeldes-sirios-disponer-armas-quimica
      http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105048-videos-fabricados-ataque-quimico-cnn
      http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105230-rehenes-rebeldes-gas-sarin-siria

      Ha mais.Ficam para mais tarde.Bem como outras fontes sem ser a RT para aliviar o prurido que tal vai causar em alguns

      A simpatia pelo fascismo sempre foi pecha de alguns Mesmo que agora seja o fascismo islâmico

    • imbondeiro diz:

      A sua referência à suposta “tríade do mal” – Rússia, China, Irão – diz tudo acerca do seu elaborado pensamento e profundo conhecimento sobre o assunto em questão. Quanto às supostos fingimentos pacifistas de Obama ( algo “pacifista” fica sempre bem na lapela de um Nobel da Paz ), eles não são nem pacifistas, nem supostos. Do que ele sofre neste momento é do “síndrome do guarda-redes antes do penálti”, aquilo que em Português de lei se chama “medinho”. É que a Síria não é o Iraque nem o Afeganistão, e muito menos é a Líbia. O Exército Árabe Sírio é uma força armada moderna, modernamente equipada e tem dado boa conta dos mercenários que atacaram o país. Qualquer sobrevoo do espaço aéreo sírio por parte da USAirforce não será um passeio. Como o não foi o bombardeamento do Vale de Bekaa pela mesma força aérea nos idos de 1984: dois aviões foram abatidos pela defesa anti-aérea síria, um piloto foi morto e um outro foi feito prisioneiro. E, desta vez, a Rússia e a China não se ficaram face às tropelias do “senhor do Mundo”, e já disseram, alto e bom som, que vão fornecer armamento de última geração ao Governo sírio. Por sua vez, o Hezbolla tem potencial militar suficiente para partir os dentes ao Exército israelita caso este tenha a estúpida ideia de intervir massivamente, via sul do Líbano, no conflito, como potencial tem para desestabilizar fortemente o Reino fantoche da Jordânia. Acabaram-se as passeatas ianques; agora, a coisa é a doer. É isso que preocupa Obama.

  4. JgMenos diz:

    Para quando o ‘homem novo’?
    Se vem sozinho crucificam-no. C’est la vie…

  5. Miguel diz:

    Amanhã não me esquecerei de lembrar o massacre que os americanos cometeram em No Gun Ri.

  6. De diz:

    Essas lembranças tão necessárias que sistematicamente são escondidas pelos media oficiosos e não oficiosos:
    http://actualidad.rt.com/actualidad/view/104923-crimenes-armas-quimicas-eeuu

  7. imbondeiro diz:

    Que tempos tão curiosos se vivem! A ciência político-analítica da “carismatologia” voltou a dar raia e lá se foram as fervorosas esperanças do dr. Mário Soares e de boa parte da “esquerda” lusa. Que saudades tenho eu de ler as esclarecidas, embevecidas e revolucionárias declarações de amor do senhor Daniel de Oliveira e do senhor Sérgio Lavos aos “libertários” líbios nesse farol da esquerda portuguesa que é o “Arrastão”. Afinal de contas, o bom povo de Benghazi era patrocinado pelo excelente Presidente Obama e o excelente Presidente Obama, com o seu capital de clarividente “mudança”, jamais se enganaria… Ou enganaria? Claro que se “enganou”… redondamente. E o seu “engano” custou uma limpeza étnica da população negra líbia e dos trabalhadores estrangeiros negros no país de Kadaffi e o decair daquilo que era um país na mais inenarrável e sangrenta anarquia. Alguém bateu com a mão no peito e exclamou “mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”? Nada disso: seguiram para bingo, foram-se ao conflito sírio e, à cautela, trincharam salomonicamente a coisa – nem Assad, nem “rebeldes”, antes pelo contrário. Notícia da grande esperança do Ocidente ( também conhecido pelo nome de baptismo de Barack Obama ) e do seu inteligente e avisado traçar de uma “red line” ( deixa imediatamente aproveitada pelos sauditas e pelos israelitas com a prestimosa acção no terreno dos seus mercenários travestidos de sírios “livres” ) não a lemos nem a ouvimos onde quer que seja. Acabou-se o amor? Ou será só uma daquelas recorrentes “crises” matrimoniais que só apimentam uma sólida e duradoura relação? Mistério…!

    • De diz:

      O apoio que alguma esquerda deu a estes crimes pode-se confundir por vezes com cumplicidade.

      A pretensa equidistância entre duas forças completamente desiguais é também (mas não só) a posição de ficar do lado do mais forte.Sem os ter no sítio para o dizer de frente e de caras.

      Uma carta curiosa de um ex-embaixador francês.Signifiactivo o silêncio que se abate sobre tudo o que não siga a cartilha oficial a mando do império.
      http://resistir.info/franca/carta_sarcastica_07set13.html

  8. imbondeiro diz:

    Quanto ao facto em si, o 11 de Setembro, esse massacre inenarrável de inocentes, só há uma maneira séria de o perspectivar: ele mais não foi do que o ricochete das políticas das Administrações Norte-Americanas no Afeganistão dos anos 70 e 80. Espantoso, espantoso é o facto de os EUA não terem tirado qualquer tipo de lição dessa incontornável leitura e insistirem, “ad nauseam”, na associacão criminosa ( na Líbia, na Síria – futuramente no Irão? ) com os assassinos que, supostamente, combatem. Queriam vingança? Pois tinham-na à mão de semear no despachar em grande estilo desse americano de gema que foi Ronald Reagan e da pandilha que o rodeou na aventura afegã. Excusavam de invadir Iraque e Afeganistão e de perseguir o fantasma de Bin Laden. Mas, como é óbvio, pedir tal exercício ao Império é coisa de líricos como eu. A sua natureza é o roubo; o seu impulso imediato é a agressão. A guerra é o recurso para conseguir aquilo que já não consegue obter pelos meios tradicionais e quanto mais guerras há, mais recursos lhe são necessários para manter a máquina bélica. E com cada míssil Tomahawk a um milhão e quatrocentos mil dólares, o imperialismo humanitário ainda tem muito lucro a dar ao complexo militar-industrial ianque. Não esperemos que o descalabro do Império seja rápido, pois os EUA nunca se bombardearão a si mesmos. A coisa, ainda que inexorável, vai demorar algum tempo: bem vistas as coisas, escavar a própria cova funerária demora algum tempo.

  9. Carlos Carapeto diz:

    É implorável a trafulhice belicista da NATO , faz uso da mentira como norma.

    Essa estória de colocar o arsenal químico da Síria sob controlo internacional nasceu de uma gaffe de John Kerry em Londres.

    Os dirigentes Russos aproveitaram o deslize de Kerry, propuseram de imediato essa condição para travar a agressão à Síria. Os Americanos já não puderam voltar com a palavra atrás.

    No entanto a informação ao serviço das hordas guerreiras da NATO apresenta as noticias como tivessem sido os dirigentes Russos a fazerem primeiro a proposta (inclusivamente os órgão de informação Portugueses).

    http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=84158

    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=223679

    Como ainda não perderam o apetite canino de fazer a guerra agora alardeiam que a proposta saiu dos Russos.

  10. Carlos Carapeto diz:

    Renato.

    São muitas as vezes que discordo sobre aquilo que escreve. Desta vez estou plenamente em consonância consigo.

    Prestar informação sobre os temas que coloca é mais importante que tudo que se tem escrito acerca da corriqueirice do piropo.
    Não me refiro a si, mas sim àqueles que pretendem fazer da escatologia do piropo uma desgraça social.

    Desejo-lhe força e vontade para não parar de mostrar as entranhas do imperialismo.

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