O que se passa com as notícias?

FUCKNEWS

“Os patrões tentaram parar uma greve em tribunal e não foi notícia. Os trabalhadores ganharam o processo e também não foi notícia. Para lá do evidente divórcio entre as notícias e a realidade sobrará a isenção para gabar? Nah… Voltemos às nádegas da Rita e aos penteados da Judite.”

Ontem, a propósito deste post do António Mariano, deixei a mensagem acima num grupo que reúne mais de cinco mil jornalistas. Como não obtive uma única resposta deixo a pergunta também aos leitores do 5dias e aos jornalistas que por aqui vão passando os olhos. Será desta?

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11 respostas a O que se passa com as notícias?

  1. tvchique diz:

    Na SIC(so sic!) é a história do galo-ora foda-se!Longe vai o tempo em q havia jornalistas.O q há é jornaleiros propagandistas q são uns filhos da puta ,pq sabem muitíssimo o q fazem.Daí os ordenados chorudos dessa classe .
    Agora é a semana da moda em nova iorque.Valem-se as gajas q são boas e last,but not least lá vem o herói paneleiro q desenhou o ‘trabalho’ socialmente inútil…

  2. space diz:

    Nos tempos que correm são dispensáveis,apenas propaganda e lixo,ainda gostava de saber que raio de jornalistas temos nós,ou por onde andam..

  3. Anónimo diz:

    é um bocado “fora de mão”, mas acho que o vídeo do link abaixo pode ajudar a essa discussão do que se passa com as noticias…

    são 5 minutos em Inglês mas não se acanhem. diz o jimmy kimmel, mesmo no final: “ainda bem que não se está a passar nada na síria”

  4. Marina Tadeu diz:

    Um antigo jornalista, Adlai Stevenson, saiu-se com uma frase muito citada no meio. “Um editor separa o trigo do joio e depois publica o joio”. Aqui & agora, jornalistas somos todos, como este post (passo o emigrantês, desculpem), bem demonstra. Se quiserem saber, por exemplo, o que se passa na Síria, desliguem a CNN e abram o facebook. O truque é discernir o plausível entre a proliferação das fontes. Jornalistas de “carteira” estão em vias de extinção. Como animais acossados pelos interesses da sobrevivência, ignoram os que à espécie não pertencem. Por mim, assava-os para um último banquete.

  5. JP diz:

    É por estas e por outras que quando vem a notícia de mais um despedimento colectivo numa qualquer redação já não me dá pena.
    Eles escolhem onde querem estar. Quando levam com o comboio em cima, não se venham queixar…
    Olhar para a cobertura jornalística da Festa do Avante (por exemplo) é tão gritantemente escandaloso…

  6. De diz:

    Sinceramente tenho para mim que nunca foi tão gritantemente “desonesta” a postura dos media e dos seus servidores.
    Fico-me pelo paupérrimo termo “desonesto” porque não me apetece ir mais longe. Antónimo que está muito mais atento ao panorama informativo, tem dado bastas vezes exemplos chocantes. Hoje acrescenta mais um

    Subcrevo o comentário da Marina Tadeu

  7. m diz:

    Tenho 3 amigos meus, excelentes jornalistas no desemprego: deviam ser bons demais e velhos para o trabalho.

    Um deles fazia parte da «Comissão de Trabalhadores» do Público. Quando foi do despedimento colectivo, foi um dos que «deu a cara na televisão». Se a democracia se pode medir pela qualidade da informação, parece que estamos em maus lençois.

    P.S. Mas os meus amigos safam-se, são bons jornalistas em qualquer parte do mundo.

  8. Marina Tadeu diz:

    Queridos misteriosos, dei com este site pela via do facebook (Henrique Fialho) e não pretendo de modo algum entrar no debate já algo batido sobre as virtudes e os defeitos do que, para mim, é uma via aglutinadora do nosso lixo comum. Em todos os depósitos, por vezes, brilham gemas. Por força do hábito, interessa-me saber o que se passa em África e no Médio Oriente. Se não fossem amigos – reais e virtuais – em Moçambique, por exemplo, não saberia a que nível chegou a questão dos linchamentos porque estes raras vezes são noticiados e nunca na comunicação social portuguesa. No Médio Oriente, tenho amigos reais, a quem respeito, dos dois lados da barricada. Por exemplo, o Henrique Cymerman em Tel Avive e o Ziyad Lunat nos territórios ocupados (mas presentemente no Egipto). Com eles aprendo que a solução para o que lá se passa está mais na região do que nos assentos do Conselho de Segurança. Acredito que questões como as discutidas neste site teriam melhor contexto se os utilizadores do fb procurassem contactos com o mínimo de credibilidade fora do seu país. Vivo em Londres onde há apenas um ano estalou um escândalo sobre escutas a celebridades que os órgãos do Murdoch convenceram a polícia a fazer e a passar. Um jornal, o infame “News of the World” fechou em consequência mas nem isso, do meu ponto de vista, torna menos pueril acreditar que a democracia se mede pela qualidade de informação. Sob as regras em que vivemos, um jornal ou um canal televisivo, para sobreviver, tem de publicar ou transmitir conteúdos disparatados como os aqui exemplificados. Mas também há contrapontos como este site, as vossas contribuições ou o (meu adorado) Wikileaks, que curiosamente, a maior parte dos jornalistas abomina. Lembrei-me entretanto que afinal não os posso assar no meu banquete de espécies em vias de extinção porque, para mal dos meus pecados exerci o ofício durante quase trinta anos e duas pessoas que amo, o meu irmão Pedro e a minha sobrinha Joana (ainda) o exercem.

    PS: de que vale serem anónimos? Digam o nome e desdigam-me com as vossas verdades pois pelo menos aqui parece que ninguém ou poucos (não sei ainda) confundem divergência com rejeição.

  9. De diz:

    Caríssima Marina:
    Um comentário que dá pano para algumas mangas e que levanta algumas questões.
    O que é bom e salutar.Muito.Mas a que, hélas, não darei no presente .continuidade temática.

    Porque o que agora me interessa é fazer-lhe o convite para passar de vez em quando por cá.Isto por vezes parece uma aldeia de gauleses saídos do traço dum humorista que de quando em quando se amofina consigo próprio.
    Mas talvez quem sabe um dia descubra uma(s) outra(s) gema(s).Talvez quem sabe encontre uma(s) resposta(s) a alguns dos desafios que aqui coloca.
    Todos ficaremos com certeza mais ricos com a partilha dos seus saberes e opiniões,

    Ver-nos-emos por aí.

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