Um Agradecimento à Revista Sábado

sabado

Um dos tentáculos do grupo Cofina – a revista Sábado – resolveu lançar-se na iniciativa de “perguntar” aos leitores “quem foi o melhor político português do pós-25 de Abril“. Postas em várias secções, as escolhas “possíveis” denunciam um critério de pré-avaliação que vai desde criminosos a cumprir pena de cadeia, até, imagine-se, aos actuais responsáveis pelo desastre social e financeiro do país. Isto retira-me, como é evidente, a vontade de reivindicar de alguma forma a presença daqueles que foram efectivamente os grandes políticos dos últimos 39 anos. Isto exclui de forma automática, como é lógico, a vontade de perguntar onde está a oposição ou os autarcas eleitos pelo povo, e que não têm esse condão – crucial para a revista Sábado, pelos vistos – de serem do PS, PSD ou do CDS. Isto inibe-me automaticamente de me importar com a ausência daqueles que procuraram servir o povo e a democracia, daqueles que puseram tudo quanto tinham ao serviço de um ideal e de um país, e que mereceriam, em condições de seriedade, idoneidade e isenção, presença indiscutível num exercício do género (que valeria sempre pouco, apesar de tudo). O que quero, isso sim, é antes deixar aqui expresso um profundo agradecimento aos “meticulosos” e “criteriosos” mentores, avaliadores e decisores da iniciativa. Um agradecimento vivo e fraterno, diria mesmo bastante efusivo, por terem “vetado” ou “censurado” a presença de homens e políticos como Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves ou de tantos valorosos e reconhecidos autarcas do PCP ou da CDU sucessivamente eleitos pelo povo desde 1974, da ultrajante companhia de “políticos” da “craveira” de Isaltino Morais, Santana Lopes, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Cavaco Silva, Paulo Portas, Passos Coelho, Vítor Gaspar, António José Seguro, Assunção Esteves, etc., que, estupidificantemente, nalguns casos até humoristicamente, pré-seleccionaram para as disputas em causa. Agradeço. Sinceramente, o meu muito obrigado.

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Sobre Ivo Rafael Silva

Mestre em Tradução e Interpretação Especializadas; Licenciado em Assessoria e Tradução; Investigador de História e Etnografia; Investigador do Centro de Estudos Interculturais (CEI) do ISCAP; Tradutor freelance; Secretário administrativo; Militante do PCP desde os 18; Membro da JCP desde os 16.
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11 respostas a Um Agradecimento à Revista Sábado

  1. De diz:

    Já repararam que se assiste a um apertar da malha por parte dos órgãos de comunicação social no que diz respeito ao seu conteúdo ?
    O caso da RTP e da entrevista encomendada do coelho para sair antes das eleições,Ou a repetição a desoras pela enésima vez duma série sobre os távoras em que o que ressalta na propaganda é o nome dum salta-pocinhas laranja,candidato a uma autarquia do país.Ou a cobertura nojenta que o Público está a fazer da Síria, mediante os “artigos” encomendados aos seus servis “repórteres” Os os artigos do DN que reproduzem outros conteúdos de mais do que duvidosa origem e só referidos no bas-fond da extrema-direita , cuja veracidade não é sequer comprovada por qualquer fonte credível?
    Ou o poiares maduro aquele traste que andou a ler nos manuais goebellianos que aparece a encher os noticiários de forma consecutiva e particularmente reveladora dos métodos com que tenta catequizar a turba de infiéis que se recusam a ver os manás oferecidos pela troika?

    Do expresso nem vale a pena falar.Um pasquim à altura de quem o dirige.

    • O que queres dzer com isso do processo dos távoras?

      • E quem é esse fascista que falas que ressalta?

      • De diz:

        O Processo dos Távoras , série de ficção histórica produzida pela RTP, Anitomia Produções Vídeo e pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM…em 2001.Repito em 2001
        Repescado pela enesima vez pela RTP mas agora para passar a desoras. O que sobressaía nos spots publicitários era o nome do salta-pocinhas ,candidato de peso do psd, e conhecido pára-quedista sem pudor nem escrúpulos em busca do maná da reconquista duma autarquia de peso.
        Uma espécie de substituto do Isaltino arranjado de acordo com os padrões éticos ( e não só) do referido cavalheiro e do tal partido

        Desculpa mas não quero dar publicidade a coisas como essa.Outros que o façam.

  2. y diz:

    A comunicação social fala de tudo menos do principal e então em Portugal.

    Então e em Portugal, professores doutores, os economistas, financeiros, historiadores económicos, sociólogos, historiadores vertente social, gestores fantásticos, etc., na sua larguíssima maioria são péssimos, péssimos analistas, e também devem ser péssimos professores – salvo raríssimas excepções – já nem sequer os ouço, cambada de mentirosos!!! (Não excluindo os de sempre, a maioria dos políticos, banqueiros, grandes empresários e comerciantes)

    Se a China apertar (o Banco Central chinês subir a taxa de juro) e se al-Assad ripostear, Bernanke retirar o «tapering (QE), em que é que ficamos?

    Uma outra crise financeira global espectacular!!!

    Os ricos ficam mais ricos e viva ao capitalismo!!! Será que não se pode mandar esta gente passear, mesmo, mesmo a sério?

    Não sei absolutamente nada de nada, mas tive de aprender a perceber que crise financeira global prossegue no seu esplendor!!!

    P.S. A Índia até já tem um Governador do Banco Central, ex-FMI (a rupia parece que desvalorizou 25% nos últimos meses). Isto tudo é uma «treta» armada pelos ditos «Bancos Centrais». Gostava de saber quem são os accionistas? FMI, BM, OMC, NATO, BCE, CE e por aí fora…

    • y diz:

      Só mais uma coisa. Quem é que vai financiar o sistema financeiro???

      Já ouvi falar nos «wealth sovereign funds» a que os banqueiros e capitalistas «roubalheiros» andam ansiosos por ver em marcha! Esta conversa já a ouvi, de facto (ouvi mesmo), desde 2008, aliás desde o Northern Rock em 2007: na minha percepção é um programa absolutamente programado.

      Depois vem a OIT reclamar, convenientemente, que as populações trabalhadoras andam «chateadas». Mas eu ainda não percebi se os «bancos sombra» são constituídos por dinheiro das «offshores» e se são apenas e tão só os «wealth sovereign funds» que os ditos Srs. dizem ser «the prime of capitalism». Até fico enjoada…

      Essas gentes da massa, estão a querer uma Guerra à séria porque a destruição dá dinheiro e a reconstrução também. E depois lá virá a dita «reconciliação»… presentemente andamos cheios de exemplos sobre as «reconciliações», basta olhar para nós, na Europa… nem é preciso ir mais longe e como estamos nas «lonas» é preciso «destruir» à seria…há bastantes mais exemplos noutros continentes…

      P.S.A reconstrução da Síria, presentemente, salvo erro, dizem que custará 72 mil milhões de dólares (não sei bem se são euros), mas deve ser muito mais… Mas na Síria lá estão os ditos «pipelines»… Já nem sequer vejo televisão…só 10 minutos por dia (o meu médico não deixa).

  3. Rocha diz:

    As melhores figurinhas e figurões do regime de de 25 de Novembro. Obrigado revista Sábado por ajudar o povo a perceber que esta gente, PS, PSD e CDS, vem toda da mesma gamela: a burguesia dos monopólios, o grande capital.

  4. João santos diz:

    Isto é fácil de resolver afinal quem manda numa revista ou num jornal ? Eu penso que os seus leitores não é ,a não ser que os accionistas destes grupos de comunicação social desatem a comprar as próprias revistas ou jornais, como eu não acredito que o façam.Por temos a faca e queijo na mão boicote e não comprar.

  5. imbondeiro diz:

    Mas qual é o espanto com as artolices encomendadas da “Sábado”? Era aqui que os donos da máquina financeiro-mediática cá do rincão queriam chegar: a refundação da recente história política do país. Quem aparece na fotografia são os seus paladinos, os seus homens-de-mão desvirginados nas jotinhas, amadurecidos como assessores-de-porra-nenhuma nos diversos governos do centrão, aposentados da política como sólidos e sábios ministros ( os “senadores” da Nação ) e opiparamente amesendados numa reforma asiática à volta do lauto banquete que lhes oferecem nas suas empresas ( outrora públicas, coisa que esses meninos inteligentemente emendaram ) os seus donos de sempre. O resto… é paisagem. E servis inquilinos que pagam renda aos legítimos proprietários do país para que lhes façam o magno favor de aqui os deixarem viver.

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