“E esta gente? Que anda por todo o lado… não paga impostos… não trabalha… recebe dinheiro do Estado… rouba onde lhe apetece… Têm direitos como cidadãos… E obrigações?” Bloco de Esquerda de Elvas

Racismo BE

Anda por ai mais uma cabala obsessiva contra o BE mas desta vez quem precisa de psicanalista são os militantes que lavraram o corajoso comunicado do SOS Racismo. É sempre bom saber que nem todos comem e calam. Houvesse a mesma coragem da parte dos dirigentes nacionais do BE – que até ao momento a única coisa que fizeram foi mandar retirar da rede os comentários racistas dos seus dirigentes de Elvas, sem que no entanto o seu apoio a estes mesmos militantes esteja em causa já nas próximas eleições autárquicas – e ninguém perderia um segundo a falar sobre o assunto. Mas, como dizia um amigo, “o que importa é estar pelo menos debaixo do tapete, que isto de ter militantes racistas só é mau – quando se sabe!”. Continuem os camaradas a equiparar o racismo ao piropo que no final talvez percebam com o que é que verdadeiramente estão a ser condescendentes.

Actualização: “Bloco retira confiança política a candidatura de Elvas” – Fizeram bem em retirar o apoio à candidatura, embora não seja claro ainda se os racistas de Elvas continuam ou não no partido. Aguardemos pois…

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32 respostas a “E esta gente? Que anda por todo o lado… não paga impostos… não trabalha… recebe dinheiro do Estado… rouba onde lhe apetece… Têm direitos como cidadãos… E obrigações?” Bloco de Esquerda de Elvas

  1. Cigan@s Precári@s diz:

    Os Ciganos e As Ciganas Precári@s rejeita esse piropo do BE.
    Os Nazi começaram assim, depois outros seguiram.

  2. Carlos Guedes diz:

    Não sendo uma cabala, com um pequeno esforço terias encontrado isto: A direção do Bloco de Esquerda decidiu retirar o apoio à candidatura de Elvas, após ter tomado conhecimento da existência de comentários xenófobos num blogue de apoio à candidatura.

    Nota de imprensa, 5 setembro 2013

    O Bloco de Esquerda tomou ontem conhecimento do teor de alguns comentários xenófobos que têm vindo a ser feitos num site de apoio à candidatura autárquica do Bloco em Elvas.

    Apesar de se tratar de opiniões pessoais do seu autor, o Bloco de Esquerda entende ser necessário condenar a sua inscrição num site de uma candidatura apoiada pelo Bloco e fazer uma clara demarcação face ao teor inaceitável dos referidos comentários.

    O Bloco de Esquerda bate-se, desde a sua fundação, contra todas as formas de discriminação baseadas na cor, meio social, etnia ou orientação sexual, não podendo, em conformidade com os seus princípios, dar o seu apoio a qualquer candidatura com textos xenófobos num dos seus sites.

    A direcção do Bloco de Esquerda retira, assim, a confiança política à referida candidatura à qual deixará de prestar todo e qualquer apoio (técnico, logístico, financeiro), decisão cujas consequências serão cumpridas e aplicadas pela distrital do Bloco em Portalegre e pela concelhia de Elvas.

    Daqui: http://www.bloco.org/content/view/2841/1/

    Fico a aguardar uma correcção ao post original.

  3. Cigan@s Precári@s diz:

    Cigan@s Precári@s perguntam:
    Quantos mais há no BE???
    BE=PNR

  4. Pingback: Bloco retira confiança política a candidatura de Elvas | cinco dias

  5. Vanesa diz:

    Há partidos que têm principios, e não pactuam com atitudes racistas, infelizmente nem todos são assim

    Lembram-se do artigo do Avante , orgão oficial do Partido Comunista Português, com citações do livro Os Protocolos dos Sábios de Sião, livro anti-semita muito acarinhado por Hitler e pelos nazis?

    E qual foi nessa altura a posição do PCP, expulsou o militante, demarcou-se do artigo, nada disso, ainda tentou desculpá-lo.

    Aliás e não vale a pena meter a cabeça na areia, o combate ao racismo, ou melhor a atitudes racistas e xenóbofas, não é uma prioridade das esquerdas.

    É por isso que estas atitudes exemplares devem merecer todo o APOIO..

    • Vítor Vieira diz:

      Meu caro, a sua posta é como a do Zimmler: disseram-lhe que tinha sido “assim”, ele embarcou, e pôs-se a arrotar postas que por aí circularam.
      Mas se quem fez circular os emaisl se tivesse dado ao trabalho de LER o que foi escrito… talvez fosse diversa a opinião.
      Se quiser comece aqui: http://www.avante.pt/pt/1975/argumentos/ – é certo que o Jorge Messias não é fácil de ler, mas mesmo assim… basta ir mudando o nº do Avante no link: http://www.avante.pt/pt/1976/argumentos/, http://www.avante.pt/pt/1977/argumentos/, etc

      • Vanessa diz:

        Se o director do Avante fosse outro, certamente o sr Messias NUNCA poderia ter publicado o seu artigalho..

        Mudam-se os tempos mudam-se as vontades

        Marx , Lenine, Rosa Luxemburgo , Bela Kun, devem ter dado salto nas tumbas.

        E ainda o justificam!

        • Bito diz:

          A Vanessa foi rebuscar uma pérola do PCP, para defender o erro do BE. Se a Vanessa atirar uma pedra contra a cabeça de um homem que vá a passar, acha que estou igualmente no direito de fazer o mesmo? Se uns fazem, então que façam todos. A pessoa que escreveu esse artigo não era candidata por nada pois não? Aliás, até pode procurar mais um pouco, que o PCP tem mais erros do que esse ao longo do seu percurso.

          A questão aqui é que o Bloco não tem ligação aos seus candidatos, não os conhece. Se conhecesse , este não representava o partido em nada, ou acredita que houve um consenso nesta escolha que não lembra a ninguém?

          Não havia , decerto, mais ninguém disponível.

      • Rivera diz:

        Tive o cuidado de ler a prosa dessa ave rara chamada Jorge Messias e se por um lado só queria rir, por outro é óbvio que além de grau de alienação grave, todo o texto roça o milenarismo boçal. Mais grave, é em termos práticos um insulto a todos os perseguidos, nomeadamente judeus, cujas perseguições tiveram por base essa vulgata anti-semita dos Protocolos. O facto do PC não ter feito o mesmo que o BES no caso de Elvas só suja o próprio PC. Jorge Messias é fácil de ler, usa palavras simples, os seus argumentos não são muito longos, as conclusões previsíveis, nota-se que é alguém cuja cultura não vai muito além de umas novelas de divulgação e a única dificuldade que surge é quando o parágrafo fica tão longo que o autor, não se lembrando dos primeiros pressuposto,s aterra em pela incoerência. Não creio que foram só os muitos comunistas de origem judia que deram voltas na tumba, foram também todos os homens de cultura que chamaram o PC de sua casa. Um autêntico Dan Brown da trampa, este cronista do Avante.

        • Bito diz:

          não atire tanta areia para os olhos, o que é que isso tem que ver com o que aconteceu em elvas?… sinal evidente de que o bloco está a apodrecer internamente. não conhecem os candidatos, não estão junto das populações. não têm estrutura.

  6. Marilia diz:

    Há que se adaptar a realidade regional, o BE sempre atento!

  7. Pedro Evangelista diz:

    A força da rede social estremece partidos. A esquerda burguesa sempre foi preconceituosa.

  8. Pedro Evangelista diz:

    A que ficar atento, falam em nome da equipa do BE, não apresentam provas da afirmação.
    O desespero eleitoral chegou ao limite.

  9. Camargo diz:

    Deixa lá de merdas. vamos mas é lutar pelas minorias. lutar para que desapareça.
    O Bloco fez o que devia.

  10. Pedro Evangelista diz:

    A esquerda burguesa sempre foram preconceituosas. Usam dos idiotas úteis para propagar temas da moda até estes perceber que são apenas idiotas úteis.

  11. Vanesa diz:

    Será que o Cinco Dias , vai aproveitar este caso, para iniciar um debate sério sobre o racismo em Portugal.

    Ele existe e um dos sectores da população mais atingidos , são os ciganos.

    Não vale a pena, estarmos com paninhos quentes, uma parte significativa da população não suporta os ciganos.

    A Esquerda, pouco tem feito para combater esse sentimento, porque é impopular, porque faz perder votos, e porque em muito militantes da esquerda, esse sentimento está enraizado.

    É por isso que considero este caso de Elvas exemplar pela sua novidade, e porque tenho a certeza que o BE, não se preocupou com os votos que vai perder , ( e vai perder certamente) , mas em defender principios.

    Este caso pela sua gravidade , não deveria dar azo a xicana politica, e sim a um debate sério.

    Espero que a Esquerda , ou melhor as pessoas de esquerda, percebam o que aqui está em jogo.

  12. Sofia Alves diz:

    Alinhado com o desgoverno, e a fazer meia esquerda, amarrado a agenda de Passos, resta relembrar os “velhos inimigos”. Há que se atirar em alguém, no desgoverno é que não, é preciso entreter as massas, ganhar espaço nas redes sociais, calcular perdas e danos, e fodas se os que não votam.

  13. imbondeiro diz:

    Dia em que, fruto de um descuido qualquer por parte de um seu militante ( ou de uma sua militante… ) no pressuroso seguimento, à risca, da sua cartilha politicamente correcta e assaz “fracturante”, o BE abrir os olhinhos em relação ao problema das adolescentes de etnia cigana obrigadas a deixarem prematuramente o ensino pelas suas famílias, isso será o quê? Racismo? Xenofobia? Ou essa boa malta chutará apressadamente para canto crismando a coisa de “problema menor e marginal” ( nada comparável com magno e central problema do “piropo” ) e enquadrando-a sabiamente no capítulo das “especificidades das minorias”? É a grande chatice do “progressismo social prá frentex”: acaba por perder-se no labirinto que separa a terrenal e sólida realidade do discurso dogmático pronto a vestir.

  14. Camargo diz:

    O Bloco fez o que devia, permitir seu militante expressar o que pensa.

  15. oberon diz:

    o que vale é que o “escurinho” já foi embora…

  16. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Há uns anos, uma pessoa das minhas relações e estudante de antropologia, deu-me uma explicação para o comportamento de uma parte dos ciganos que, não me convencendo totalmente, me fez pensar. Aqui vai, em resumo:

    Os ciganos são um povo com um fortíssimo sentimento de identidade, o que, por um lado, tem garantido a sua sobrevivência e, por outro lado, dificulta muito a sua integração nas sociedades circundantes. Se não se pode afirmar que há um sentimento de hostilidade por parte dos ciganos relativamente à sociedade que os rodeia, há, no entanto, uma grande indiferença. O que se passa entre eles não nos diz respeito e o que se passa entre nós não lhes diz respeito. As leis que interessam são as da sua comunidade, não as nossas. Assim, se roubar alguma coisa a outro cigano desencadeia um processo de retaliação e de punição sobre o seu executante, já roubar a um não cigano não provoca a mesma reacção nem sequer um sentimento de repulsa. O que não significa que todos os ciganos – ou sequer a sua maioria – sejam ladrões, mas que aqueles que roubam um não cigano não se sentem inibidos por qualquer princípio ou regra. É como se roubar um não cigano não fosse realmente roubar. De certa maneira é o exercício de um direito que nós em tempo também conhecemos, que era o direito de saque sobre comunidades estranhas ou inimigas. A única preocupação é não ser apanhado.

    O problema só se resolve se a comunidade cigana vier a adquirir um sentimento de pertença à nossa sociedade. O que já se verifica relativamente a muitos indivíduos de etnia cigana, mas não a todos. É evidente que toda a discriminação exercida por nós contra eles, ou a nossa hostilidade, só podem dificultar essa futura integração, pelo que, por muito que isso possa custar, teremos de mostrar uma capacidade de aceitação dos seus elementos culturais mais significativos, e de abertura e acolhimento às suas pessoas, que fomentem a extensão aos não ciganos, por parte dos ciganos, da protecção que as suas leis lhes facultam.

    O problema é, infelizmente, demasiado complexo para estar ao alcance dos partidos políticos que nos rodeiam, e por isso é natural que a sua reacção ao problema do relacionamento com ciganos seja sempre excessivo, seja num sentido ou noutro. É sempre um 8 ou 80. Ou se agride, ou se claudica. Alguma coisa deverá ser feita para alterar este estado de coisas.

    • imbondeiro diz:

      Gostei do seu comentário: pareceu-me um texto equilibrado e sensato. Só uma coisa, a meu ver, se esqueceu de frisar – é que essa aceitação e integração da comunidade cigana nas comunidades não ciganas onde vivem corresponderá, a médio e longo prazo, um desaparecimento ( ou, no mínimo, na fusão até à descaracterização ) da própria identidade – genética e cultural – dessa comunidade cigana. E não há mais ninguém tão ciente disso quanto as próprias comunidades ciganas: eles ( os homens ) podem acasalar com qualquer “gadjé”; já as suas mulheres ( e tão bonitas que algumas delas são ) já só são reservadas a um parceiro cigano… E a pergunta que se põe ( não esquecendo, nem podendo esquecer, toda a problemática do racismo anti-cigano ) é a seguinte: quem não se quer integrar e quem não quer ser integrado? E uma outra pergunta eu acrescento: quem só quer integrado até ao ponto em que isso lhe seja completamente favorável e lhe não traga qualquer tipo de obrigação e de “desvantagem” para com aqueles que percepciona como “estranhos”?
      Tudo isto é, em suma, muitíssimo complexo e, muitas vezes, contraditório. As abordagens simplistas e simplificadoras que muitas vezes se lêem em nada ajudam à resolução de um problema que é actual e que não desaparecerá com a enunciação de meia dúzia de ideias convenientemente feitas. Felizmente, o senhor assim não procedeu, e eu muito feliz fiquei por assim ter actuado.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Obrigado pelo comentário e pelo seu tom altamente construtivo.

        O drama das minorias culturais é correrem o risco de se diluirem nas maiorias, mas se isso for feito de forma gradual e espontânea acaba por não gerar traumas. A única defesa é a minoria fechar-se de tal forma que acaba por se transformar num corpo estranho na sociedade em que se encontra inserida, com todos os riscos que daí advêm. O primeiro passo para resolver a questão dos ciganos seria abrir um diálogo entre nós e eles, para se compreender quais os valores que, para eles, são essenciais. Julgo – mas é mera impressão – que há duas questões importantes: a habitação e o direito consuetudinário. Os ciganos têm uma forma de vida comunitária que não coexiste bem com a nossa habitação em andares em qualquer bairro suburbano. Pensar em estruturas habitacionais térreas viradas para um espaço interior comum, podia ser uma solução. Procurando que não ciganos pudessem participar nesses blocos habitacionais comunitários. No que diz respeito ao direito, podia-se pensar em formas de direito arbitral no seio das comunidades ciganas, que aplicassem as suas normas quando os conflitos fossem entre membros da comunidade, dando-lhes reconhecimento jurídico no quadro do direito português. Também se poderia dar equiparação autárquica – não vinculada territorialmente – às estruturas de chefia tradicional na comunidade cigana. Nas escolas onde houvesse minorias ciganas, podia-se introduzir uma disciplina que incluisse a história das comunidades ciganas e da sua cultura, sobretudo para benefício dos não ciganos e consolidação da auto-estima das crianças ciganas.

        Enfim, há muita coisa que se poderia fazer para fomentar o conhecimento e a confiança mútua entre ciganos e não ciganos, de forma a permitir uma integração que não fosse psicologicamente traumatizante. É preciso é vontade e inteligência, coisas que os nossos partidos políticos têm em quantidade insuficiente.

      • António Duarte diz:

        A obrigatoriedade de as mulheres ciganas casarem ( aos 10,11,12, 13,14 anos ) dentro da etnia e muitas vezes por “promessa” dos pais, não é um comportamento Feudal ou ainda pior? Já agora, se o ministério público instaurar um auto a um casamento onde entre criança ou adolescente cigano, estará a ser xenófobo?

        • imbondeiro diz:

          Eu tenho a minha opinião sobre o assunto e não é, de certezinha absoluta, a mesma de certos senhoras e senhoras que, por outro lado, acham o piropo tão degradante. Mas uma pergunta lhe faço: já viu o Minitério Público instaurar um ( um só que fosse ) auto dessa natureza? E, já agora que estamos em maré de perguntas, uma outra eu lhe faço: já viu algum dos nossos valorosos jornalistas “de investigação” ( ó Felícia Cabrita, chega-te à frente…!!! ) debruçar-se sobre o assunto? Paradoxalmente, e não inocentemente, volta e meia fala-se do vasto problema da excisão que largamente ocorrerá, isto segundo certos geniais observadores muito atentos, na vastíssima comunidade guineense de credo muçulmano. É que nisto de “minorias” também há umas mais iguais do que outras… E cobardia muito “respeitadora” de uma certa minoria a mais por parte de certos responsáveis, digo eu.

  17. Rafael Ortega diz:

    “É evidente que toda a discriminação exercida por nós contra eles”

    quando eles se acham no direito de roubar os não ciganos, está à espera de quê?

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