No limiar de mais uma guerra imperialista a equidistância mata

US-in-AfghanistanO Senado dos EUA já deu luz verde ao Nobel da Paz e Presidente dos EUA para atacar a Síria. O Congresso, muito provavelmente, seguir-lhe-á as pisadas. Sem arriscar ainda grandes elucubrações – porque não há guerrilheiros à espera dos meus escritos e porque tenho pouca pachorra para os inventar – importa desmistificar o pretexto que tem vindo a ser usado para justificar mais uma cruzada das tropas americanas, que como disse Chomsky, só pode ser considerado um crime de guerra.

Enquanto os vídeos divulgados por Hollande, belicista do PSF, nada demonstra a não ser que alguém usou, de facto, material químico, a Argélia 1 divulgou um vídeo que deixa claro que há sectores dos “rebeldes” que estão a usar armas químicas. Em reforço desta tese a AP também recolheu testemunhos, na primeira pessoa, que confirmam a história e o mesmo se passa com os mails que foram interceptados e divulgados pelo Pastebin, que revelam toda a encenação (via Tugaleaks). Podemos estar perante o facto de uns e outros andarem a usar bombas químicas mas os únicos que podem ser acusados com base em provas cabais não são os correlegionários de Assad – ver vídeo em anexo com compilação de evidências – que já contam no seu campo com a Rússia, o Irão e o Hezbollah. Seria por isso importante que aqueles que à esquerda não hesitam em apontar o dedo ao regime em matéria de uso de armas químicas fossem capazes de citar mais do que as notícias da propaganda francesa, israelita ou norte-americana. É que até podem ter razão, mas a citar quem citam não convencem rigorosamente ninguém.

A máquina de guerra está em marcha, uma vez mais a pretexto sem texto, com intenções nebulosas e mal explicadas. Se é evidente que Assad não é flor que se cheire não é menos evidente que quem o combate deixa muito a desejar. Mas sabemos que a guerra é a guerra, como dizia o Fausto, e quem ficar, nesse contexto, em cima do muro, acabará baleado pelos dois lados.

O derrube de Assad só será um bom sinal se ele for feito pelo povo sírio. Se ele for garantido com drones, à bomba e com o músculo de uma intervenção imperialista, que irá causar uma devastação incalculável, não se abrirá nenhuma possibilidade emancipatória nem para o país nem para a região. Assim foi no Iraque, no Afeganistão ou na Líbia. Assim será na Síria. É uma via que só acrescenta terror ao terror. É voltar a fazer a guerra com os olhos muito longe da paz.

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73 respostas a No limiar de mais uma guerra imperialista a equidistância mata

  1. Pedro Pinto diz:

    Por uma vez concordo com o Renato em quase tudo. Que a equidistância de uma esquerda envergonhada (mais soft como o BE ou mais radical como o MAS ou a Raquel Varela) mata é um facto; estar algures entre o agressor e o agredido pode ser cómodo e valer umas pancadinhas nas costas, mas é OBJECTIVAMENTE estar ao lado do primeiro! Todo o apoio às forças que, na Síria, combatem a agressão “interna” e externa!

  2. JgMenos diz:

    «O derrube de Assad só será um bom sinal se ele for feito pelo povo sírio.»
    Onde pára o internacionalismo? Alguém o capturou?

    • Agora chama-se internacionalismo ao imperialismo? É capaz de ser chão que já deu uvas esse não? Ou pode dar um exemplo concreto onde esse internacionalismo tenha dado frutos quando feito pelos drones do império?

      • JgMenos diz:

        Tudo que dê pelo nome de jihad e que leve com um drone passa automaticamente a fruto – o Corão diz que tem direito a frutas e virgens mas creio ser exagero do autor do romance.
        Há a ambição de criar organizações e estabelecer leis internacionais e vêem-se assembleias formadas e tratados escritos para esse efeito.
        Se há imperialismos que recusam aplicar essas deliberações e tratados, razoável é que haja outros que o façam.
        A Síria será palco de muitas receitas contraditórias,
        Talvez um dia possa ver-se criado um critério que declare um Estado como falhado, caso em que é entregue a tutela internacional; com tanto Estado criado a régua e esquadro em conferências de potências, nada mais razoável que corrigir erros!

      • Bolota diz:

        Renato,

        É licito dizer que no conflito da Siria, Obama e a al queda estão do mesmo lado da barricada??? A ser assim, nada como dantes em Abrantes. Nada que já não se tivesse visto noutro cenarios.

        Este Obama..devia era de dar contas de onde meteu o corpo, se houve corpo do ex agente dos serviços secretos ..bin Laden.

        • Pedro Pinto diz:

          É lícito dizê-lo, sim. Como não? Ambos perseguem os mesmos objectivos; uns armados e financiados pelos outros. Esta história – da relação entre os EUA e o fundamentalismo islâmico – ainda se há-de fazer…

  3. Respública diz:

    Gostaria de saber o que é que chamam ao massacre de sírios pelo seu próprio Governo usando armas químicas.

    • Onde estão as provas do uso de armas químicas pelo Assad? Sobre Assad já o disse, não é flor que se cheire e há muitas razões pelas quais o povo sírio – e não as bombas imperialistas – se devia emancipar.

      • Respública diz:

        Fazemos outro exercício: havendo provas, o vosso discurso muda? E tornemos isto mais abrangente: caso um qualquer Governo use armas químicas sobre o seu povo, o que é que vocês recomendam que a Comunidade Internacional faça?

        • Os EUA usam. Tem alguma sugestão?

          • Respública diz:

            Resposta previsível, Renato. Foi exactamente por isso que não fiz distinção entre Governos, disse “qualquer um”. Até mesmo o dos EUA.

            Mantenho a pergunta: que é que vocês recomendam que seja feito contra QUALQUER país que use armas químicas contra a sua população?

          • Não apresenta uma prova e perde-se a jogar às palavras. Sem uma ou outra coisa ficamos por aqui.

        • A.Silva diz:

          E que tal bombardear Israel que usou armamento quimico em Gaza?

        • Respública diz:

          Renato, a pergunta era circunstancial, não era para pedir provas. Você é que não respondeu à pergunta e fechou-a unilateralmente. Reservo-me o direito de pensar que não sabe ler perguntas ou que não sabe responder.

          Se você precisa de provas de que o Governo Sírio já tinha dito que foram usadas armas químicas na Síria para responder a esta questão, esteja à vontade para as pedir. Se há coisa que não falta é informação relativamente a isso.

        • Respública diz:

          Embaixador da Síria para as Nações Unidas (min 6.21) dizendo, ele próprio, que o Governo Sírio alertou para a utilização de armas químicas na Síria.

          http://amanpour.blogs.cnn.com/2013/09/03/syrian-ambassador-bashar-jaafari-change-yes-we-can/

          Governo Sírio alerta para mais três ataques químicos (há 7 dias).

          http://rt.com/news/syria-investigate-un-chemical-116/

          Embaixador da Síria para as Nações Unidas acusa a Grã Bretanha de conspirar com rebeldes para usar armas químicas. O mesmo Reino Unido que votou contra atacar a Síria, relembro-lhe.

          http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/syria/10272380/Syrias-UN-ambassador-accuses-Britain-of-conspiring-with-rebels-in-chemical-weapons-attack.html

          Rússia diz que os ataques em Aleppo, de Março, foram feitos com armas químicas e que são parecidas com as que os rebeldes usam. Relembro que o ataque foi em Março e que as conclusões russas são feitas em Setembro, após o escalar das hostilidades.

          http://rt.com/news/chemical-aleppo-findings-russia-417/

          Precisa de mais provas de que houve ataques químicos na Síria? O que está em questão é saber quem usou as armas químicas, se os rebeldes se Assad. É isso que estou a discutir desde o início.

          Daí a pergunta: o que fazer se se descobrir que foi Assad que usou? E o que fazer se foram os rebeldes? Eu admito esta pergunta, você é que não.

          E, já agora, tendo em conta que o Renato nem sequer sabia que foram mesmo usadas armas químicas na Síria, tem a certeza que quer continuar a pôr as mãos no fogo por Assad? Eu seria mais cauteloso do que você está a ser.

        • Virgilio Pereira diz:

          Nao faz muito tempo os EUA usaram bombas de fosforo no Afganistao, que se deve fazer a eles?

          • Respública diz:

            O mesmo que se deve fazer a qualquer outro país que use armas químicas. Não devia haver diferenças, armas químicas são armas químicas. Tem de haver limites e este tipo de armas não podem acontecer no nosso século.

        • Pedro Pinto diz:

          Comunidade Internacional? O que é isso? Quanto ao uso de armas, os EUA fizeram-no e fazem-no diariamente na Jugoslávia, no Iraque, no Afeganistão… O problema é quando o assassino e o polícia são uma e a mesma pessoa (ou Estado). E já agora, porque raio o Assad faria isso? Estava a ganhar a guerra internamente e sabia ser essa a «linha vermelha»… Era preciso ser muito estúpido…

    • Rocha diz:

      Vá tentar enganar anjinhos para outras bandas que no 5 Dias a maioria dos bloggers está bem informado sobre a Síria, não mama acríticamente a propaganda da CIA, MI5 e Serviços Secretos franceses e sabe pelas diversas fontes de informação que se alguém usou armas químicas foram os “rebeldes sírios”.

  4. O nazi contínua com a sua marcha contra tudo e contra todos.

  5. Argala diz:

    “O derrube de Assad só será um bom sinal se ele for feito pelo povo sírio.”

    Renato,

    O “povo” também faz contra-revoluções. As pessoas esquecem-se que os fascismos também foram movimentos “de massas” e do “povo”. As revoluções não dependem só do “povo”, isto é, de uma maioria da população (uma vez que “povo” não pode querer dizer outra coisa). Portanto não estou de acordo. Se uma maioria do “povo” sírio apoiasse os rebeldes, eu continuaria a estar contra eles, e a defender a sua eliminação física no campo de batalha.

    Concordaria se estivesse escrito assim: “O derrube de Assad só será bom se servir os interesses da Revolução, e mau em caso contrário”. E esta é que é a questão. As forças que se posicionaram para derrubar Assad são todas contra-revolucionárias, porque significam o avanço do obscurantismo religioso e do Império, e a queda de Assad implica a destruição dos movimentos de resistência e anti-imperialistas na zona. Portanto a decisão é simples e não há volta a dar. Neste momento a manutenção do regime com a sua política externa (com ou sem Assad, o que é irrelevante) serve a Revolução e a resistência anti-imperialista na zona, e o resto são macaquinhos no sotão.

    Deixa-me copiar para aqui o texto que escrevi no post do Bruno, também em resposta à Raquel:

    É desta gente que precisamos, e não de conversa de salão.
    Fico feliz por, ao ler os comentários, verificar que as pessegadas da Raquel Varela e quejandos foram completamente anuladas pelos comentadores do blogue.

    A esquerda da terceira via, cheia de preocupações infantis e liberalóides, preocupada com os “ditadores”; e que acha que na luta pelo socialismo, não existem diferentes níveis de contradições, não existem prioridades, que perante uma guerra imperialista, podemos manter a mesma posição táctica do que na sua ausência. Era a mesma coisa que virar as armas contra o kuomintang perante a ocupação japonesa, É tão estúpido, mas as posições estúpidas não acontecem só às pessoas estúpidas pelos vistos.

    Vamos ajudar o imperialismo a derrubar um estado burguês autónomo e que financia os movimentos de resistência e de libertação nacional na zona, fechando o cerco sobre nós próprios. A opção que não é o “mal menor”, que não dá “uvas podres”, e que está a tentar ganhar espaço, seria varrida com o avanço do imperialismo. Mas a reaiidade é que estraga tudo, até uma brilhante analogia entre Salazar e Assad. Haja piedade.

    Quando os confrontamos com as coisas concretas da realidade concreta, não respondem. E quem é que vai dar armas e financiamento à Resistência Nacional Libanesa? Não interessa. E quem é que financia e dá armas à resistẽncia palestiniana? Não interessa. E quem é que impede o isolamento do Irão e a possibilidade de um ataque? Não interessa. E qu em é que impede que a NATO passe a controlar todo o mediterrãneo? Não interessa. E quem é que impede que a Síria regresse ao tempo das cavernas em que vivem parte dos países do golfo? Não interessa. A realidade não interessa.

    A conclusão é simples. Este tipo de alianças pode, de facto, dar uvas podres. É um risco. Mas as posições oníricas da Raquel nunca darão uvas nenhumas, porque não servem para nada.

    • Pedro Nunes diz:

      Bem escrito. A propósito de posições parvas como as da Raquel Varela e a do MAS, que me parecem exactamente iguais, não deixa de ser interessante ler aquilo que, nem de propósito, os clássicos, já faz tempo, deixaram escrito:

      “Numa luta entre uma república civilizada, imperialista, democrática, e uma monarquia atrasada, bárbara, de um país colonial, os socialistas estão totalmente do lado do país oprimido, a pesar da sua monarquía, e contra o país opressor, apesar da sua “democracia”. O imperialismo oculta os seus objetivos peculiares — a conquista de colónias, mercados, fontes de matéria prima e esferas de influência — com ideias tais como “a salvaguarda da paz contra os agressores”, “a defesa da patria”, “a defesa da democracia”, etcétera. Estas ideas são totalmente falsas. Todo o socialista tem a obrigação de não as apoiar mas, pelo contrário, de as desmascarar perante o povo.”

      Leon Trotsky, Lenine e a guerra imperialista, 30 de Dezembro de 1938 (Fourth International, Janeiro de 1942)

      E mais:
      “Nos países latinoamericanos os agentes do imperialismo “democrático” são especialmente perigosos, pois têm mais possibilidades de enganar as massas que os agentes a descoberto dos bandidos fascistas. Tomemos o exemplo mais simples e óbvio. No Brasil reina actualmente um regime semifascista que qualquer revolucionário só pode considerar com ódio. Suponhamos, porém, que amanhã a Inglaterra entra em conflito militar com o Brasil. De que lado se colocaria a classe operária neste conflito? Neste caso, eu pessoalmente estaria junto ao Brasil “fascista” contra a “democrática” Grã Bretanha. Porquê? Porque não se trataria de um conflito entre a democracia e o fascismo. Se a Inglaterra ganhasse, poria outro fascista no Río de Janeiro e amarraria o Brasil com duplas cadeias. Se pelo contrário o Brasil saísse triunfante, a consciência nacional e democrática deste país sofreria um poderoso impulso que levaria ao derrube da ditadura de Vargas. Ao mesmo tempo, a derrota da Inglaterra assestaria um rude golpe ao imperialismo britânico e daria um impulso ao movimento revolucionário do proletariado inglês. Realmente, há que ser muito cabeça oca para reduzir os antagonismos e conflitos militares mundiales à luta entre o fascismo e a democracia. Há que saber descobrir todos os exploradores, esclavagistas e ladrões debaixo das máscaras com que se ocultam!”

      Leon Trotsky, A luta antiimperialista é a chave da libertação (Entrevista dada a Mateo Fossa) 23 de Setembro de 1938

      Era só substituir Brasil e Inglaterra por Síria e EUA…

  6. isabel diz:

    Desde quando Assad representa o povo sirio?

    Alguém o elegeu?

    Há eleições livres na Siria?

    Assad é um criminoso, e os tais opositores, são mais do mesmo.

    Entre as duas partes, venha o diabo e escolha.

    • Obama está portanto armado em Deus… ou em Diabo?

    • Pai natal diz:

      Obama,também foi eleito e, não é preciso por causa disso,q não seja um criminoso de guerra, n’é,dª isabel?
      Criminosos eleitos,não são criminosos.Que puta de hipocrisia e estupidez desenvergonhada!

    • A.Silva diz:

      Ou seja para a Isabel venha o diabo (obama) e escolha.

    • Miguel diz:

      Por acaso, há eleições presidenciais na Síria, em 2014. Assad vai à frente, nas intenções de voto, com cerca de 70%.

    • imbondeiro diz:

      Deixa cá ver se eu percebo: o grande problema de Assad é o de não ter sido eleito. Ele não há crime que uma boa mão-cheia de votos não consiga branquear. De Truman a Nixon, de Reagan a Bush ( pai e filho ) terminando na pífia ex-promessa que dá pelo nome de Obama, os EUA construiram uma ilustre galeria de criminosos de guerra… democraticamente eleitos. Ai Assad, Assad… és um néscio que da poda nada percebe: tivesses tu sido democraticamente eleito e lá poderias incinerar a bombas atómicas duas grandes cidades do teu país mais os seus habitantes civis, poderias derrear, sob toneladas de agente laranja , de napalm e de fósforo, regiões inteiras da tua pátria, poderias tecer loas e apoiar denodadamente gente tão filantropicamente dedicada quanto os humanitários “Contras”, Mujahedines, Khmers vermelhos e “Kwatchas” deste Mundo e lançá-la às gargantas dos teus concidadãos, poderias enterrar sob fina e por décadas mortífera poeira de urânio empobrecido o chão onde vivem os teus compatriotas ou poderias mandar os teus “drones” assassinar toda e qualquer alma que bulisse sem te pedir autorização dentro da tua quinta. E, com alguma sorte e o patrocínio de uns quantos bons padrinhos, ias ver que ainda ias a Nobel da Paz. Aprende, rapaz, aprende, pois o Império Americano não durará para sempre…

    • imbondeiro diz:

      Não há como mimetizar os EUA: de Truman a Nixon, de Kennedy a Bush ( os dois, pai e filho ), de Reagan a Clinton ( os dois, a senhora e o senhor ), acabando na pífia ex-promessa que dá pelo nome de Obama, o “negro” mais “wasp” do Universo, orgulhoso patrocionador de uma vasta limpeza étnica na Líbia, toda uma esplendorosa galeria de criminosos de guerra se dá à nossa embevecida contemplação. Toda, do primeiro ao último, devida e democraticamente eleita, claro está. Aprende, Assad, que não percebes nada da poda, pá!

  7. Rocha diz:

    Renato de facto não há uma única prova de uso de armas químicas por parte das forças do governo sírio. Mas o que eu acho caricato é que se vê a mesma duplicidade de critérios em Obama, Hollande e outros arautos do imperialismo e nos artigos do MAS sobre o suposto ataque de armas químicas.

    O MAS trata a acusação dos porta-vozes do imperialismo e dos mercenários “Exército Livre Sírio” como o Syrian Observatory for Human Rights (agência de propaganda sediada em Londres) como irrefutável sem dispor de quaisquer provas. O MAS tal como o imperialismo trata este assunto como uma linha vermelha no conflicto para reforçar ainda mais o seu apoio aos “rebeldes sírios” que têm a irmandade muçulmana e os salafistas al qaedas apoiados por turcos e sauditas como principais facções.
    http://www.mas.org.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=664:ditadura-assad-massacra-populacao-civil-com-armas-quimicas-&catid=106:medio-oriente&Itemid=546

    A verdade é que sim existem provas de posse e uso de armas químicas por parte destes mesmos “rebeldes sírios” desde de Maio de 2013, quando Carla del Ponte, que integra a Comissão de inquérito da ONU para a Síria considerou que os rebeldes sírios seriam os responsáveis pelo ataque com armas químicas feito em Abril nos arredores de Damasco.
    http://www.algerie1.com/actualite/syrie-des-terroristes-entrain-de-tirer-des-obus-chimiques-video/

    Mas porque não considerou o MAS nessa altura que os “rebeldes sírios” ultrapassaram uma linha vermelha?

    Ou já agora quando, à um mês atrás, os grupos das milícias curdas YPG (que procuravam manter-se à margem do conflicto) denunciaram que os grupos da Al Qaeda (Frente Al Nursa e Estado Islâmico do Iraque e Levante) estavam a atacar as povoações curdas, assassinar e sequestrar civis, em parceria com o “Exército Livre Sírio”, onde estava o MAS para denunciar o cruzar de uma linha vermelha?

    • imbondeiro diz:

      Onde estava? Estava a “emprenhar pelos ouvidos” vendo e escutando, com muita atenção e reverência, a “informação” altamente fidedigna da CNN, da SkyNews e desse bastião da liberdade que é a Al Jazeera. O problema de certa “esquerda” aqui do burgo é que “papa” acriticamente a mesmíssima propaganda que enforma as mais reaccionárias posturas de análise(?) ao problema sírio vindas dos falcões e dos anões neocolonialistas de turno. Massacre por gás de inocentes na Síria pelo novel “Hitler” ( Kerry dixit ) Assad? Sem sombra de dúvidas, que a malta é o contrário de São Tomé e provas são coisas de marginal importância. Já a Junta Militar do Egipto, chegada ao poder por meio de um golpe militar que, afinal, não foi golpe militar nenhum, tratou os manifestantes das ruas do Cairo a flores e a palmadinhas nas costas e… massacre não houve. Voluntarismos libertários e cegueira ( e a cegueira total é sempre equidistante: nada se vê da vista esquerda, mas a direita não se fica a rir, pois nada enxerga, sendo, assim, o equilíbrio total ) face à complexidade da realidade no terreno já mostraram o seu largo e útil alcance: a Líbia aí está para, todos os dias, o provar à saciedade. E há quem não aprenda nem queira aprender.

    • Respública diz:

      De uma coisa estamos certos : foram usadas armas químicas. E isso é grave o suficiente. Está-se é a descobrir quem as usou, se um Governo que todos sabemos que as detém ou se os opositores que nem espingardas têm para lutar.

      • Sabemos? Quem? Onde? Algo cuja fonte não seja a Casa Branca ou o Eliseu… tem?

        • Respública diz:

          Não, é o próprio Governo Sírio que o diz, através do seu embaixador das Nações Unidas. E não é a primeira vez que se fala em utilização de armas químicas em território sírio. O assunto já foi a Conselho de Segurança, por exemplo, por iniciativa do Governo Sírio.

          Julgo que se tem de informar melhor em relação a este assunto, Renato.

          • Miguel diz:

            As armas químicas foram vendidas pela Arábia Saudita a um dos grupos rebeldes que a utilizou em Damasco no passado dia 21 de Agosto. Esta notícia já foi confirmada pela imprensa alternativa que não é controlada por Washington e Pentágono.

          • Carlos Carapeto diz:

            Mas quem foi que começou primeiro com essa estória das armas quimicas? Siga a sequência dos discursos para ver onde vai parar!

            Diz muito bem que o assunto já foi levado ao CS da ONU a pedido do governo Sirio. Só que aqueles que hoje estão a acusar o governo Sirio da sua utilização são os mesmos que se estiveram borrifando para o assunto nessa altura.

            Essas armas foram usadas próximo de Alepo e as amostras recolhidas provaram que são constituidas por substancias fabricadas nos países ocidentais.

            E agora o que pretende fazer ao “brinquedo” ?

            Com essa prosápia toda está a imolar-se!

            ” os opositores que nem espingardas têm para lutar”

            Tem a pachorra de escrever estas barbaridades?
            Tem-lhes sido entregue (oferecido) o armamento mais moderno e eficaz que existe para a guerra de guerrilha.
            Explosivos C4 , metralhadoras pesadas e ligeiras, misseis de todos os tipos, sistemas de comunicações, material de proteção individual.

            Como é que resistiam tanto tempo sem ter apoios?

            Se considera que deve condenar-se quem fez uso de armas quimicas, a quando acha que deve remeter-se essa condenação?

            Talvez só a partir de agora para ilibar quem merece as suas simpatias?

            Afinal Vc não está interessado em defender a legalidade e ainda menos a verdade, interessa-lhe mais proteger a sua gente, branquear os crimes cometidos por o seu bando.

      • imbondeiro diz:

        Pois… É que a CIA, a Mossad, o MI5, os serviços secretos franceses, os turcos e os sempre omnipresentes sauditas têm fornecido aos ditos “rebeldes” bombons, chupas e gomas… E os campos de treino na Turquia e na Jordânia servem para ensinar os coitadinhos dos “rebeldes” a fruir com moderação das guloseimas.É que os mercenários “made in OTAN” têm assassinado Curdos, Alauítas, Druzos e Cristãos aos milhares à… pedrada. Há momentos em que o silêncio é de ouro…

      • são tomé diz:

        Logo,os bons USA,vão bombardear,os máménes comedores de fígados!!!!n’é,xor coiso respublica(das bananas)?

      • Argala diz:

        “que nem espingardas têm para lutar”

        LOL.. você estava a dormir quando as autoridades turcas apreenderam armas químicas aos rebeldes na fronteira e que até já as usaram?! Não têm espingardas? Como é que acha que andam a fazer a guerra há dois anos e meio?! Com calhaus?

      • A.Silva diz:

        A Carla del Ponte afirmou que quem usou armas quimicas foram os mercenários, porque é que o EUA e o palerma do hollande não lhe deram ouvidos?

      • Mas é mais que óbvio que isto foi um ataque feito pelos EUA ou a mando deles.

    • Argala diz:

      Nem se pode ler essa merda sem ficar mal disposto. Infantário de yuppies mal paridos.. ‘mas’ não é movimento nenhum, é uma conjunção adversativa. Neste caso, o ‘mas’ da estupidez grosseira enfiada à esquerda do espectro político.

  8. huy diz:

    Ia,pá, o MAS! Idiotas úteis ou agentes do Imperialismo. NUNCA mais vou tomá-los a sério. Ou pura e simplesmente idiotas ou uma ONG,daquelas,estão a ver?
    MAS , com os comedores de fígado e coração .FODA-SE!!!!!São estes gajos a vanguarda(da CIA)??????
    Quando os ver ao pé de mim,vou sentir o cheiro do MAL!!!!Palhaços,deficientes mentais.
    But,least,but not the last,a III Guerra Mundial está aí à esquina-só não vÊ,quem é um orgulhoso ignorante.Mas,está bem.A Europa necessita duma nova guerra-não,não uma daquelas tipo Yoguslávia…..para abrir os olhos.Como é q é possível esta gente estar a votar em bandidos ,criminosos,pulhas,corruptos só pq a tv lhes diz?
    Alguma media fez a pergunta ao aborto do luis filipe menezes q tem o município mais endividado do país,pq vai concorrer ao Porto?Um desclassificado,um corrupto,um fracassado(do pto de vista do Povo),um incompetente,um filho da puta.Como é q é possível,meu Deus?

  9. Miguel diz:

    Renato:

    Aqui tem um video de John Kerry como activista anti-guerra, durante o conflito do Vietname: http://www.youtube.com/watch?v=yixdveuf0GQ

    Se quiser, pode juntar o discurso belicista do mesmo, ontem no senado e perguntar apenas: descubra as semelhanças.

    Aqueles que defendem que Assad usou de armas químicas contra o seu povo, são a prova cabal que a propaganda americana no Mundo tem o seu efeito devastador. Os Estados Unidos da América podem dizer amanhã que a Índia ou o Kashmir usaram de armas químicas contra o seu povo que estes autênticos IDIOTAS vão dizer e garantir o mesmo.

    P.S. Também pode usar um video sobre Waco, no Texas e a matança da seita de David Koresh pelas forças da ATF, com gás “sarin”. Através de vários inquéritos ficou provado que as brigadas da ATF usaram de armas químicas contra o seu povo, mas o resultado foi barrado por Joe Biden, o número dois da Casa Branca.

  10. imbondeiro diz:

    E a coisa acaba de ter mais um desenvolvimento bem ao estilo da bem americana “stand up comedy”: o génio do Barack Obama afirmou que não foi ele que traçou uma “red line”; quem a terá traçado foi a “comunidade internacional” que, há pouco menos de cem anos, ilegalizou as armas químicas. Como?!!! A mesma potência que atapetou o Vietname a agente laranja, que fez vista grossa quando o aliado Saddam Hussein gazeou farta e gostosamente iranianos e curdos com os químicos que, previamente, lhe havia fornecido, a potência invasora que contaminou o Iraque e o Afeganistão com munições de urânio empobrecido tem a distinta lata de, exibindo um olímpico cinismo, ver o seu mais alto responsável afirmar tal barbaridade? Ó povinho de atrasados mentais, o mais néscio entre os náscios!!!

    • Miguel diz:

      A doença mental desta estrutura de poder concentrada em Washington é a de culpar outras nações pelos crimes cometidos pelo exército americano ou por entidades policiais que representam a sua estrutura, como foi o caso da brigada policial que cercou o campo de “Waco”, no Texas e matou cerca de oitenta pessoas, com gás sarin.
      Fizeram também com agente laranja no Vietname e urânio empobrecido no Iraque. Já nem menciono aquele episódio macabro de Fallujah, em que por vingança da morte de quatro agentes da CIA, cercaram uma inteira cidade e bombardearam civis com fósforo branco. A estrutura sediada em Washington é diabólica.

  11. Gambino diz:

    Esta história toda é basicamente fogo-de-vista.
    Em primeiro lugar, entre os americanos, o Assad e os rebeldes, não sei se consigo dizer quem é pior. Não há grande dúvida que ambos os lados já usaram armas químicas e que os americanos estão a utilizar o assunto como pretexto. Só assim se compreende que não tenham reagido quando o país era estraçalhado por armas convencionais, mas estejam dispostos a fazer um enorme alarido por um número reduzido de vítimas, tendo em conta o contexto.
    Tenho sérias dúvidas que os americanos pretendam entrar no conflito em favor dos rebeldes e que assumam o risco de ajudar ao estabelecimento de um regime em que o Hezbollah terá sempre um papel preponderante. Por outro lado, o clã Assad sempre esteve muito próximo dos russos, logo, os americanos também não devem ter grande interesse em o manter por lá.
    O objectivo dos americanos é não ficarem fora da mesa de jogo. Fazem uma demonstração de poder e tentam reforçar alguma facção minoritária que lhes seja favorável.
    Lamento apenas as pessoas que tiveram a pouca sorte de nascer neste país e que se vão transformar agora em peças de um jogo de Realpolitik. Quanto aos americanos, ao Assad e aos rebeldes, só se perdem as que caírem no chão.

    Quem quiser saber mais sobre os americanos, a Síria e os Assad, que veja este excelente post do Adam Curtis:
    http://www.bbc.co.uk/blogs/adamcurtis/posts/the_baby_and_the_baath_water

    • Pedro Pinto diz:

      A sua posição peca por sobrepor à análise política questões, perdoe-me, de natureza «emocional» ou de «gostos». O que interessa a personalidade de Assad quando o que está em causa é o cumprimento de um plano gizado a partir de Washington para redesenhar o mapa do Médio Oriente ao sabor não dos interesses dos povos mas dos potentados económicos dos EUA e da sua luta contra a China? Que interessa que o tipo seja assim ou assado quando é, de facto, um foco de resistência a estes planos e de apoio à resistência libanesa e palestina? A Síria é – e ninguém o pode negar – um país em que as comunidades religiosas convivem harmoniosamente num equilíbrio que não sendo fácil de manter, tem sido mantido (não por acaso os cristãos apoiam Assad, assim como os alauítas); com a vitória dos «rebeldes» passaria a ser (mais um) país religioso governado pela sharia. E não, o Hezzbolá não tem nada a ganhar com a queda do Assad, pelo contrário… Ser internacionalista é, hoje, defender a soberania da Síria, a sua independência. O que eles quiserem para eles próprios (será Assad assim tão contestado internamente como o Império diz? Tenho dúvidas) eles o farão. Sem a «ajuda» das bombas dos EUA e dos fundamentalistas sauditas e qataris que são muitos dos que hoje lá combatem.

      • imbondeiro diz:

        Ai as saudades que eu tinha da abordagem “carismatológica” da política internacional! O seu mais velho e insigne cultor, o saudoso dr. Mário Soares, tem agora, na pessoa do luminoso, iluminado e iluminante Daniel Oliveira, um discípulo de génio. E como as apostas “carismatológicas” do velho socialista se mostraram acertadas, meu Deus!: de Hassan II ao “dr.” Savimbi, as carreiras dos afilhados do ex-PR foram de um brilhantismo sociopata e sanguinário sem par… Estou certo que a falta de “carisma” apontada a Assad por Daniel Oliveira num artigo do “Expresso On-line” reproduzido no “Arrastão” só poderia, a ser do seu conhecimento ( LoL!!! ), fazer sorrir de satisfação e de esperança o Presidente Sírio: afinal de contas, o muitíssimo carismático ( pelos padrões soaristas ) Torquemada da Jamba acabou os seus proveitosos dias mais furado do que uma peneira lá nas chanas do Leste angolano… E não houve “carisma” que lhe valesse…

      • Miguel diz:

        Muito bom o seu comentário.
        Tenho de o enviar ao Luís Miguel Rainha que acabou de dizer, em relação às eleições presidenciais na Síria em 2014… «por cá, também tivemos eleições antes do 25 de Abril… so what?» Como se o regime que vivemos antes do 25 de Abril fosse comparável ao regime sírio. É inacreditável.

        • imbondeiro diz:

          Assim é, caro amigo… Chego à conclusão que esta malta é toda seguidora de uma teoria ” genético-determinística”: ele há ditadores que beberam as suas venetas totalitárias no leitinho da mamã, e por mais que o já não sejam e que ganhem eleições de forma democrática e justa, nunca deixarão de o ser; por outro lado, aqueles que, ainda que eleitos democraticamente, mais não fazem do que prosseguir os exclusivos interesses dos complexos industriais e militares das elites dos seus países criminosamente afogando os seus povos em guerras atrás de guerras, esses serão democratas para todo o sempre, mesmo que lhes nasça debaixo do nariz um muito peculiar bigodinho, desatem a discursar aos berros e o seu bracinho comece a sofrer de tiques estranhíssimos.

  12. Isabel diz:

    Prontos…

    O Jerónimo de Sousa fica com o Assad

    A Ana Gomes e o Gil com os rebeldes.

    Assim ficam todos satisfeitos, e já podemos ir dormir , que amanhã é dia de trabalho para quem o tem

    Boa noite

    • Pedro Pinto diz:

      Que comentário tonto. Se este não é tema importante não sei o que será. E o Jerónimo de Sousa não «fica com o Assad», mas certamente que fica com o povo sírio que combate hoje a agressão de grupos terroristas financiados pelo exterior e combaterá amanhã a agressão estrangeira.

    • imbondeiro diz:

      E, amanhã, depois de um soninho reconfortante, poderemos voltar, todos muito contentes, a temas realmente sérios e momentosos como o do “piropo”…

    • Miguel diz:

      Eu tenho quase a certeza que quando as bombas americanas caírem em cima de sírios inocentes, a Dona Isabel vai estar a fazer compras muito “chiques a valer” em qualquer centro comercial. De facto, quem se interessa mesmo por crianças árabes mortas, não é Isabel? Se ainda fossem crianças brancas americanas…

    • Carlos Carapeto diz:

      D.Isabel e o que pretende fazer com os Americanos e os outros que oferecem armas gratuitamente para dizimar milhares de civis inocentes.

      Faz muito bem em ir dormir, um sono reconfortante vai fazer-lhe muito bem para debelar o cansaço provocado por as preocupações que manifesta para com as crianças e as mulheres Sirias.

      Oferece tudo aos outros e não escolhe nada para si?

      Ofereço-lhe este “rapaz” simpatico e muito respeitador dos direitos das mulheres.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdallah_da_Ar%C3%A1bia_Saudita

      É ele o maior contribuinte financeiro para a guerra na Siria.

  13. Luis Cesar diz:

    Um comentário que não vão gostar,se eu fosse deus mandava um asteróide se 100km de comprimento, largura e altura e acabava-se com uma raça de antropóides estúpida como a porra.!
    Homo sapiens ? Onde ? Homo stupid.

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