Metáforas do esquerdismo

Consta que em 1919, um grupo anarquista ligado a Luigi Galleani executou um plano para assassinar através de bombas enviadas pelo correio 36 personalidades ligadas ao Estado norte-americano. Da lista constavam proeminentes juízes, políticos, empresários e directores de jornais. Image

Nenhum deles foi atingido e um dos Galleanistas morreu devido a uma bomba que explodiu precocemente.

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19 respostas a Metáforas do esquerdismo

  1. Argala diz:

    Moral da história?

  2. C Vidal diz:

    Eis um post que é um bom convite ao bom e legal comportamento democrático. Ouviram, leram? Quietinhos, portanto.

    • Argala diz:

      Touché!! Ora nem mais.
      Juizínho.. portem-se bem meninos.. nada de “aventureirismos”.. olha a “correlação de forças”.. vamos anter fazer um pic-nic contra o capitalismo..

  3. Gambino diz:

    É curioso mas este é post é o tipo de coisas que se ouvem num Ghetto (daqueles que são antecâmaras da morte). No entanto, quando chegam os camiões para as câmaras de gás, torna-se evidente que talvez tivesse sido melhor mandar umas bombas, mesmo que não atingissem o alvo.
    Entre um idiota e um tipo que diz” que o melhor é estar quieto ou vai ser pior” escolho sempre o primeiro. O idiota sempre dá alguma luta.

  4. PP diz:

    Consta que uma vez um partido de esquerda concorreu a cerca de trinta câmaras. Não ganhou nenhuma. No fim deram-se três cisões e surgiram três correntes internas

  5. Niet diz:

    Avançar e não delirar, combater a angústia pela acção( G. Bataille), e evitar a paródia dos mal-intencionados e oportunistas sem emenda : ” Não existem formas superiores de luta social. A revolta tem necessidade de tudo: de livros e de canetas, de armas e de explosivos… A única coisa interessante é de saber como os combinar ! “. Niet

    • C Vidal diz:

      A angústia combate-se com Kierkegaard.
      Quanto a resto, é verdade: precisamos de armas e livros.

      • Niet diz:

        Sim, a táctica de Bataille socorre-se da leitura de Kierkegaard e Heidegger, como ele
        sublinha nas notas de ” Le Coupable “.: ” (…) il se peut que j´en demeure aux horizons de Kierkegaard: mais sur ( biffé: ces horizons) eux, j´ai vu se lever le jour de la ” communication “, de la gloire. Méthode cependant non purement objective “, frisou G. Bataille, e também precisou ainda: ” On ne peut être audacieux pour soi seul et la grandeur appartient à ceux qui s´effacent- afin qu´entrent en eux des forces impossibles à posséder comme un bien propre “. Niet

      • Niet diz:

        Eu já respondi há horas ao comentário do Carlos Vidal.
        O que é que aconteceu? Será diferenças horárias o busilis?
        E deu-me trabalho, claro! Niet

        • C Vidal diz:

          A angústia é a possibilidade aberta. O outro Kierkegaard, o de Ou…Ou…, é o da exigência da resposta certa. E só a acção sem medo das consequências importa!!

  6. Antónimo diz:

    O problema é que apenas “juízes, políticos, empresários e directores de jornais” sabem usar e usam as bombas a seu gosto.

  7. Miguel diz:

    Antes demais, quero pedir desculpas pelo meu último comentário num post anterior (sobre os piropos e afins). Depois quero dar ao autor deste texto este documentário: “The Weather Underground”. Que o procure aí nos meios (Amazon, you tube…) que o encontrará. É um tema muito semelhante ao que escreveu.
    Força com o trabalho e coragem.

  8. Abel Gonçalves diz:

  9. Niet diz:

    Sr. MGAlexandre: O que se passa com o meu comentário à interpelação do C. Vidal?
    Podia, sff, informar-me! Niet

    • C Vidal diz:

      Não ligue: a vida é curta e este blogue é lento, lento…..

      • Niet diz:

        Nada, caro C. Vidal, como ir à raiz dos problemas. Citando, por exemplo, um texto de um livro apaixonante de P-J. Proudhon, ” A ideia geral de Revolução “. ” Ser governado,é ser-se guardado-à-vista, inspeccionado, espionado, dirigido, espartilhado por leis e regulamentos, parqueado, endoutrinado, induzido, controlado, avaliado, ajuizado, censurado, comandado, por seres que não possuem nem o título, nem a ciência, nem a virtude.
        Ser governado, é ser – a cada operação, a cada transacção, a cada movimento- notado, registado, recenseado, tarifado, catalogado, patentificado, licenciado, autorizado, confrontado, ameaçado, alterado e corrigido. É, sob o pretexto de utilidade pública e em nome do ´interesse geral `, ser posto a pagar, forçado, resgatado, explorado, manipulado, vigarizado,
        pressionado, mistificado, roubado; depois; à mínima resistência, à primeira reacção de protesto, é ser-se reprimido, multado, vilipendiado, vexado, perseguido, ultra-criticado, batido, desarmado, enforcado, prisioneiro, fuzilado, metralhado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído; e para cúmulo, balanceado, enganado, ultrajado e desonrado. Eis, a prática governamental, a sua Justiça e a sua Moral “. Tanks sr. Mgalexandre. Salut et bon vent! Niet

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