Eu piropo, tu contra-piropas, ele piropa, nós contra-piropamos

e não saímos disto?

 

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3 respostas a Eu piropo, tu contra-piropas, ele piropa, nós contra-piropamos

  1. José Sequeira diz:

    Uma das proponentes da discussão sobre o piropo, a enfermeira Lopera, quando a jornalista lhe perguntou se “alguém, na rua, lhe disser que é muito bonita”, respondeu que isso deveria ser censurado uma vez que ela “não lhe tinha pedido opinião”.
    Quer dizer, se a enfermeira Lopera chegar ao pé de alguém e lhe perguntar: “Em sua opinião eu estou bonita?” já não deve ser censurado. Atenção que aí a outra pessoa pode achar que é assédio alguém lhe perguntar se está bonita. Em que ficamos? No ridículo que já passou a anedotário em tudo o que é sítio.
    Agora quando digo um piropo regresso aos finais de 60 e à volúpia da clandestinidade da opinião e do sentimento. “então, ouviste a rádio Moscovo?”, “és boa “comó” milho”, “vens brincar com a PIDE no 1º de Maio?”, “a menina com essas trancas só pode ser de Trancoso”, “não te esqueças de levar uma gabardina velha. Assim se levares com a mangueirada de tinta, podes deitá-la fora”, “Esse cú é um autêntico parque de diversões”.
    Fala-se e olha-se para o lado não vá alguém ouvir…

  2. Respública diz:

    A agenda política é feita pelos agentes políticos. Que o Bloco de Esquerda tenha optado por pautar a agenda política com “piropos” não é culpa de quem contra-piropa. A questão não é “não saimos disto?”, a questão é “porque é que entrámos nisto?”.

  3. Miguel diz:

    Já saíram.

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