A psiquiatrização da divergência

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Enquanto o país ria ao desbarato com a anedota em que o BE se tornou à conta do piropo, o psicanalista Guedes dispara que o problema é a obsessão de alguns, nos quais me incluo, pelo BE. É uma estratégia velha esta que procura tornar a dissidência e a divergência parte de um diagnóstico clínico do foro psiquiátrico e não há apparatchik que não a tenha usado para encostar às redes os argumentos dos seus adversários. O próprio Guedes deve lembrar-se que lhe fizeram o mesmo quando saiu do PCP. É pobre. Quase nada. Ao nível de quem sobre o assunto se limitou a elogiar um rabo e a lamuriar uma cabala levada a cabo por gente obcecada. Eu terei todo o gosto em continuar a constar do boletim clínico do BE, sobretudo enquanto este continuar a fazer política para Zicos, Pêpas, Lorenzos, Martins e Loperas e continuar a deixar as questões de classe para segundo e terceiro plano. O país real prepara-se para ir desabafar ao divã do voto dentro de momentos. Deve ser isso, só pode, que está a deixar a turba à beira de um ataque de nervos. Espero que passe. O debate agradece, ainda que à custa de uma quebra nas receitas dos psiquiatras.

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6 respostas a A psiquiatrização da divergência

  1. Pedro Pinto diz:

    Ó Renato, o Guedes saiu (ninguém o expulsou) do PCP porque não estava lá a fazer nada. Não tinha nada a ver com o PCP, a sua ideologia, a sua prática, o seu ideal, a postura dos seus militantes. O que lhe disseram ou não quando ele saiu não sei, mas sei o que lhe deviam ter dito quando ele estava lá dentro a desrespeitar as decisões colectivas umas atrás das outras….

  2. Carlos Guedes diz:

    O Pedro Pinto deve andar baralhado. Mas fez bem em comentar o post do Renato. Assim podem formar um clube.

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