Parafilia do Ser

4 Ana Borralho e João Galante Criativa-mente from -mente on Vimeo.

Não basta o choque para dar sentido ao que não tem sentido a não ser que a ideia seja ilustrar o horror com o horror. Ainda assim, se a arte é um espelho do que nos estamos a tornar o vídeo acima é um reflexo vivo da degeneração societal a que assistimos impávidos. Não importa o que se diz mas como se diz… mesmo que no final não se acrescente nada. Rigorosamente nada.

Joana Vasconcelos – aka: com os nossos impostos – versão nouvelle gauche?

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17 respostas a Parafilia do Ser

  1. von diz:

    Gesto simbólico e/ou manifesto em forma de performance está muito longe de ser arte. Neste caso, vendo o vídeo atentamente, parace-me apenas capricho em forma de performance.

  2. diz que diz:

    Mijões, mas limpinhos, não se esqueceram do resguardo.

  3. Ricardo diz:

    Quando se critica tudo o que se faz, o que não faz, como se faz, quando se faz, etc, não me surpreende o imobilismo em que vivemos. Às vezes o silêncio é mais necessário do que parece. Importa mais os vários fazeres do que apenas um fazer. É, por vezes, mais importante a diversidade de gritos do que a intensidade ou a correção do grito.
    Aqui a performance em si até me parece bem. O resto, o que está à volta, o contexto, quem são eles, etc, é que talvez seja criticável. Mas daí a comparar à Joana Vasconcelos parece-me demais… 🙂

  4. José Sequeira diz:

    Concordo que cada um faça o que bem entender. Só vê e paga quem quer. Agora que estas coisas (esta e a da Joana Vasconcelos) sejam pagas com os meus impostos é roubo.

  5. Bilioso diz:

    Este post e alguns dos respectivos comentários encarnam um dos meus pesadelos recorrentes: o de que um dia a pasta da cultura seja tomada por um «revolucionário».
    «Não importa o que se diz mas como se diz», afirma o post em tom pejorativo. Muito bem, vejamos então o que se diz:

    «Não basta o choque para dar sentido ao que não tem sentido»
    O Renato Teixeira descobriu a pólvora: um choque não serve «para dar sentido ao que não tem sentido».
    Pois não. Um choque de terapia medicamentosa não serve para dar sentido à doença; serve para despertar a reacção do corpo. O choque da morte de um ente querido não serve para dar sentido à vida e à morte; apenas desperta o sentimento de ausência e de estima. Um choque tributário não serve para dar sentido à exploração dos trabalhadores pelo capital; mas desperta ou o medo e a submissão, ou a revolta, consoante a relação de forças.
    Parabéns, Renato, excelente definição de choque. Mas por acaso já sabíamos.

    «[não faz sentido] a não ser que a ideia seja ilustrar o horror com o horror»
    Acho que não percebi bem. Mas vou arriscar: talvez o post pretenda dizer que o que é preciso é mais fotografias com sangue, mais imagens de velhinhos a pedir esmola, mais retratos de criancinhas subnutridas, e menos artistas que mijam em público. É isso?
    Mais de meio século depois do Cabaret Voltaire, onde todas as noites a raiva incontida do público burguês partia a casa toda, sendo necessário renovar semanalmente o mobiliário, ainda continua a ser preciso explicar o que é performance, choque e horror? Confesso que já não tenho paciência para tantas explicações e tantos velhos caquéticos armados em críticos de arte.
    Aliás, o ódio (consciente?) destilado contra várias artes contemporâneas e em particular contra a performance não é novidade para mim neste blog. Continuem lá a divulgar as musiquinhas e cançõezinhas tão do vosso agrado, fazem muito bem, e estejam descansados que não serei eu a tentar transformar os meus gostos pessoais a propósito dessas músicas e filmes em julgamentos normativos de arte (porque isso é contra a minha ética e a minha ideia de crítica de arte). Mas por favor abstenham-se vocês também de fazer julgamentos desse tipo no sentido oposto, poupem-se a essa triste figura.

    «Se a arte é um espelho do que nos estamos a tornar…»
    Pois não, senhor, não é. Mas como para explicar isto, no grau infra-basilar de compreensão e discussão da arte a que o post nos coloca, seriam necessárias 400 a 800 páginas, limito-me a dizer o seguinte, correndo os riscos inerentes à abreviação: quando muito a arte será um espelho da *ideia* daquilo que somos ou queremos vir a ser. Quem não percebe isto não só não tem o mais ténue vislumbre do que possa ser arte, como não faz a mínima ideia da diferença entre a representação ideológica da realidade e a realidade. É assim que se fabricam estalines. O Renato deve ser daqueles que pensam que a poesia cavalheiresca medieval ou a poesia e o romance do Romantismo são um espelho fiel da sociedade e dos costumes da época. É assustador que haja ainda quem tenha esta ideia simplória. Mas mais assustador ainda é a ideia de arte utilitária subjacente a todo o post.

    Vamos ver se percebi bem. Se eu for a uma manifestação com um cartaz na mão a dizer «Demissão do Passos, já!» ou «O Passos é um merdas» ou até se queimar um retrato do Passos, aceita-se; mas se eu mijar em cima do retrato do Passos em público (não como acto inserido na carneirada da manifestação, mas como afirmação individual, assinada por mim, sob minha responsabilidade pessoal e autónoma assumindo pessoalmente os riscos inerentes, e posta fora do domínio estrito e estreito da visão «política» das coisas), então isso é um acto «degenerativo» e não tem significado nenhum. É isso, percebi bem?

    «Aqui a performance em si até me parece bem. O resto, o que está à volta, o contexto, quem são eles, etc, é que talvez seja criticável.»
    Peço desculpa, mas é ao contrário. O lugar, o contexto, as pessoas em questão (que por acaso até têm um percurso artístico de quase 20 anos), estão bem. O que está mal é o vídeo (que apenas pode servir como o registo histórico possível de um acontecimento). Nenhuma performance (e já agora nenhuma peça de teatro, nenhuma peça de dança, nenhum happening) podem ser avaliados e entendidos através de um registo vídeo. É uma impossibilidade inerente à natureza dos respectivos suportes e meios de expressão em jogo.
    Quanto ao «quem são eles é que talvez seja criticável», é tão chocante (ora aí está, satisfeitos? finalmente também posso ser chocado), tão horrível, tão assustador, que nem me atrevo a comentar.

    [Nota bem: não fiz, recuso-me a fazer, julgamentos sobre a qualidade artística da peça em questão. Isso não me compete a mim, mas sim aos vindouros. O que eu posso julgar aqui é apenas do seguinte: no domínio da arte e da cultura há os que não gostam disto ou daquilo e por isso viram costas e vão ver outra coisa qualquer; e há os que estão mortinhos por reinstituir a Comissão de Censura dos bons velhos tempos. E que se calhar até já deram provas práticas disso em diversas ocasiões.

    • Ricardo diz:

      “«Aqui a performance em si até me parece bem. O resto, o que está à volta, o contexto, quem são eles, etc, é que talvez seja criticável.»
      Peço desculpa, mas é ao contrário. O lugar, o contexto, as pessoas em questão (que por acaso até têm um percurso artístico de quase 20 anos), estão bem.
      (…)
      Quanto ao «quem são eles é que talvez seja criticável», é tão chocante (ora aí está, satisfeitos? finalmente também posso ser chocado), tão horrível, tão assustador, que nem me atrevo a comentar.”

      Não se pode criticar os artistas é isso?
      Nem o contexto em que fazem arte?
      Nem a sua arte?
      Nem o conteúdo da sua arte?
      Nem quem paga a sua arte?

      Eu acho que sim de uma forma geral.
      Neste caso em particular acho desnecessário e era isso que eu queria dizer. Em relação ao “eles serem criticáveis” é minha ignorância em relação ao seu percurso, tal como ao contexto em que esta performance foi feita, e por isso estava lá o “talvez” antes de “seja criticável”.
      Por isso também falava em silêncio e da desnecessidade de criticar tudo.

  6. Rui Viana Pereira diz:

    Uma pequena declaração de interesses e intenções dirigida a quem aqui manifestou desconforto por pagar (com os seus impostos) criações artísticas das quais não gosta ou com as quais não concorda:
    Eu fui um dos beneficiados, uma dúzia de vezes, ao longo dos últimos 25 anos. E mais: tenho a certeza, por tudo quanto já li aqui, que se vocês vissem o resultado, ficariam muito, mas mesmo muito aborrecidos com o facto de terem contribuído com 1 ou 2 cêntimos por ano para as obras em questão.
    Dito isto, devo acrescentar o seguinte: quando faço o meu trabalho, estou-me absolutamente nas tintas para o que vocês pensam, gostam ou pagam.
    É curioso como a mentalidade capitalista se reflecte fractalmente em todos os aspectos da sociedade. Se alguém aqui julga que lá por dar uns tostões para o ministério da cultura (que aliás já não existe, o que demonstra bem o carácter do regime), pode comprar-me a mim, à minha obra, àquilo que eu penso, ou ao que faço, tire o cavalinho da chuva. Quando muito, esses presuntivos donos da arte alheia ser-me-ão úteis como tema do próximo trabalho.
    Da última vez que fiz as contas (teria de verificar, fica para a próxima), creio que o orçamento dos apoios à criação artística independente ficava bem abaixo de 0,01% do Orçamento de Estado. A propósito, nenhum de vocês, que estão tão preocupados com o que pagaram, que tanto choramingam o descontrole dos meios de produção (isto é: a minha pessoa e outras como eu) de que julgam poder apropriar-se graças ao dinheirinho dos vossos impostos, nenhum de vocês quer perguntar-me quanto é que eu recebi em média por mês ao longo de 25 anos e quanto é que meti do meu bolso? Estejam à vontade.
    E estejam descansados: se eu um dia quiser ser bem pago e sobreviver por aquilo que sei fazer, não precisarei dos vossos impostos para nada – vou vender-me aos produtores de entretenimento comercial, às televisões, aos mercadores de arte, ao BES, … – e aí sim, terei de fazer o que me mandarem e o que mais agradar ao capitalista que for meu proprietário na ocasião.
    Finalmente: há aqui algum tonto ou tonta que pense que o financiamento de grandes produções como as de Joana Vasconcelos provém da rubrica do OE que subsidia os criadores independentes? Teria de perder uns dias a fazer as contas, mas assim por alto eu palpita-me que as produções JVasconcelos esgotariam sozinhas as verbas destinadas à criação nas áreas do teatro, dança, artes performativas, multimédia, todas somadas.

    • Ricardo diz:

      Leste, José Sequeira? Era para ti.

    • José Sequeira diz:

      Exactamente! O meu caro senhor não está sozinho na sua maneira de pensar. Quando eu acho que usar os meus impostos para pagar BPNs, BPPs e outras prebendas públicas ou privadas é um roubo há sempre um governante que me diz:
      “quando faço o meu trabalho, estou-me absolutamente nas tintas para o que vocês pensam, gostam ou pagam.” Com uma pequena diferença: Aos governantes posso mandá-los pró c. numa próxima eleição. Pelos vistos a si tenho de o aguentar uma vez que “enguiamente” conseguiu manter-se no sistema nos últimos 25 anos. Como é evidente nada disto é pessoal. Desejo-lhe naturalmente as maiores felicidades. Releva de ser consumidor pagante de teatro independente há quarenta e tal anos, nomeadamente das companhias mais conhecidas mas não só, de ter visto muita coisa boa e também muita merda e de sempre ter achado que não é obrigatório o que vejo ser do meu agrado (tal como o Insulto ao Público, viu?) e essencialmente de ter visto muito papagaio sempre com as produções independentes na boca mas largar o taco, está quieto. Muitas vezes, estupefacto, reparei que, numa sala quase cheia, eu a pessoa que me acompanhava éramos os únicos que tínhamos pago bilhete.
      Portanto concordo com subsídios ao Teatro uma vez que a cultura é um bem inestimável e insubstituível. Aí não tenho qualquer problema com os meus impostos. Agora há limites para tudo. Gajos e gajas a mijar, tudo bem, não deve haver censura; agora façam-no vendendo-se ao BES ou aos produtores de entretenimento comercial. Quem gostar que pague!
      Cumprimentos e boas performances subsidiadas ou não.

    • Rui Viana Pereira diz:

      Ficou-me a má consciência de ter atirado números por palpite. Tentando corrigir o erro, deixo-vos alguns números relativos à execução orçamental de Estado relativa a 2002. Note-se bem que nessa época ainda existia Ministério da Cultura, e planos de apoio à criação, difusão e investigação artística, facto que pode ser vagamente equiparado a uma política de cultura (boa ou má, não interessa para o caso); actualmente nem sequer existe Ministério da Cultura, portanto podem imaginar que os números aqui fornecidos serão exorbitantes em comparação com os da actualidade. Para se poder compreender a dimensão relativa da cultura no orçamento de Estado, forneço também números para outro sector orgânico: Defesa Nacional.
      Faço notar que:
      1) Não estou a fornecer os números do Orçamento de Estado (que poderiam parecer gigantescos à primeira vista), mas sim a despesa efectiva das respectivas áreas orgânicas.
      2) Uma parte (talvez pequena) das rubricas de cultura tem receitas próprias, seja na forma de taxas ou de receitas comerciais e financeiras.
      3) Tentei somar e destacar as despesas relativas aos departamentos de apoio à criação artística; mas, atenção, foi-me impossível discernir que parte é efectivamente despesa com artistas e que parte é despesa com agrafos e conselheiros.

      Despesa do Estado na perspectiva orgânica do orçamento (unidade = milhões de euros):
      Cultura = 251,3 (= 0,46% da execução orçamental)
      Defesa Nacional = 1.992,2 (= 3,65% da execução orçamental)

      Pagamentos efectivos na área da cultura (apenas alguns exemplos) (unidade = euro):
      Total da despesa da Cultura = 61.756.717 (= 0,113% do total de pagamentos do Estado)
      Fundação Centro Cultural de Belém = 1.068.741 (= 0,002% do total de pagamentos do Estado)
      Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema = 3.815.961 (= 0,007% do total de pagamentos do Estado)
      Somatório do apoio à criação e difusão teatral, à dança, às pluridisciplinaridades, ao cinema, audiovisual e multimédia = 7.359.834 (= 0,013% do total de pagamentos do Estado)

      Fiz questão de vos dar aqui os números relativos à Cinemateca Nacional, porque o Governo prepara a sua desorçamentação, isto é, a sua extinção. Notem que a Cinemateca não é apenas o sítio onde os lisboetas podem ir ver ciclos de cinema. É também a instituição que conserva, restaura e arquiva (em princípio) toda a obra portuguesa de imagem em movimento – ou seja, a sua destruição implica a destruição de toda a memória nacional da imagem em movimento. A desorçamentação, neste preciso momento, já provocou a dispensa de algum pessoal e o encerramento de alguns serviços públicos.
      O ano em apreço (2002) é enganador, porque foi nesse ano que se construíram e apetrecharam as instalações de arquivo, conservação e restauro. Se descontarmos os custos dessa obra, resulta que a Cinemateca custou ao Estado 274.694 euros (= 0,000% do total de pagamentos do Estado).
      Em compensação, os milhões de euros investidos na construção de instalações e de apetrechamento adequado à preservação da memória colectiva vão ser deitados para o lixo. O investimento em causa é um pouco superior ao visível no orçamento de 2002, porque o projecto já tinha sido iniciado em ano anterior.

      Felizmente os números que eu atirei ao calhas no comentário anterior não andavam muito longe da realidade.

      Falta dizer que quanto ao que eu, pessoalmente, recebi do Estado ao longo de 25 anos, numa dúzia de projectos subsidiados em que participei, e fazendo as contas com grande exagero (para não correr o risco de errar por defeito), ronda uma média mensal de 13,71 euros. Fiz esta média calculando 25 anos de 14 meses, porque me considero um trabalhador com os mesmos direitos dos demais. Contabilizei 25 anos, e não apenas os poucos meses de trabalho pago com verbas do Ministério da Cultura, porque na minha área de trabalho, mesmo quando se está a dormir, mesmo quando não há trabalho encomendado, mesmo quando há trabalho encomendado mas não há verbas para caché (a esmagadora maioria dos casos), estamos sempre a trabalhar. É normal que por cada semana de trabalho com caché pago para realizar um projecto eu trabalhe no mínimo 3 semanas para preparar esse projecto (sem pagamento, portanto).
      Não sei dizer ao certo quanto é que os produtores (uma espécie de intermediários entre o ministério e os artistas) arrecadaram das verbas atribuídas, mas creio que nunca é menos de 40% do financiamento global.
      Durante o mesmo período de 25 anos (e invertendo agora a estratégia contabilística, ou seja, fazendo as contas exageradamente por baixo), para poder realizar esses trabalhos, pus do meu bolso uma média mensal nunca inferior a 42,67 euros. Este meu auto-subsídio foi sempre financiado por biscates e trabalho independente.

  7. José Sequeira diz:

    Caro Rui Pereira
    Como deve ter percebido, a minha posição não é contra o financiamento da cultura. Nem sequer me meto na vida particular dos outros, muito menos da sua, que vale o que vale (tal como a minha, ao fim e ao cabo). Já me chegam os meus “trabalhos”. Simplesmente acho que deve haver algum tipo de critério para que esse financiamento – que não é ilimitado em nenhuma parte do mundo – seja utilizado em obras que ajudem o povo a pensar. Nem imaginar querer “educar” o povo, apenas dar-lhe algumas pistas. Já bastaram os cromos educadores que bastaram. A minha experiência de centenas de peças, performances ou outros espectáculos que vi, diz-me que o tal povo esteve sempre ausente e as coisas funcionaram em circuito fechado; quando uma companhia descansava ia, em peso, ver o espectáculo dos amigos.
    Mais uma vez cumprimentos.

  8. m diz:

    Depois de ter lido tudo, permitam-me só acrescentar uma coisa. No CCB desde há uns anos tornou-se moda despedir gente, de uma forma inqualificável; ultimamente tem sido bem pior (últimos 2 anos). Processos políticos e persecutórios a trabalhadores.. Acontece que conheço lá bastante pessoas. A administração sobe os seus ordenados e os dos amigalhaços do Governo que lá estão e que até são muitíssimo altos. Sempre foi e será assim.

    Quanto à arte, ao conceito de arte, não me pronuncio….

    O dinheiro dos meus impostos chateia-me mais para pagar swaps, BPNs, BPPs, BANIF, rendas fixas, juros agiotas da dívida pública, resgates, privatizações (são pagas por nós contribuintes), etc., (agora parece que até queimaram papéis dos swaps). O poder político rendido ao poder financeiro chateia-me mais). Uma dívida impagável e o Governo entregue aos bancos nacionais? ou estrangeiros?: chateia-me muito mais do que obras de arte. Nem quero ouvir falar de segundo resgate.

    Na altura do nosso primeiro resgate fui à net ver vídeos sobre o que se passava na Grécia… arriscamo-nos a ser sugados novamente pelos nossos bancos (credores) e ficar sem SNS ou ADSE para pagar esta agiotagem. Estou a falar a sério. Entretanto, o pessoal vai engolindo, engolindo e há um dia em que anunciam, ah, não temos dinheiro…e portanto façam-nos o favor de morrer e se tiverem dores não gritem muito para não se ouvir porque não gostamos de ser incomodados!!!

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