Vamos cobrar com juros. Juro.

O meu facebook está hoje cheio de notas de professores que se souberam hoje desempregados. A educação é o sonho mais bonito de qualquer sociedade justa. Entre eles vários que não conheço em pessoa e duas que conheço, ex-professoras dos meus filhos, na escola pública, mulheres empenhadas, dedicadas, inteligentes, uma delas teve as melhores notas de todo o agrupamento com a turma, e a outra, um ano depois, apresentou-nos em teatro uma versão completa de O Principezinho que as crianças, então com de 7 anos, sabiam de cor. No que me diz respeito, caro Nuno Crato, descanso com a certeza de que «você vai dar-se mal, etc e tal» porque a imensa fragilidade e tristeza destes professores hoje será amanhã, quando perceberem e perderem a paciência de vez, a sua incontrolável força! A nossa imensa força. «Quando chegar o momento, esse nosso sofrimento, vamos cobrar com juros. Juro».

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Uma resposta a Vamos cobrar com juros. Juro.

  1. Don Luka diz:

    O problema com Crato vai muito para além de mensagens, compreensivelmente emotivas, mas de onde não emanam argumentos, de alguns professores. O problema com Crato, é que ele assume o papel de um porco triunfador, traindo tudo o que afirmou enquanto não estava no poder. O Professor Sebastião e Silva, pedagogo e matemático de destaque do século passado, que já então advogava turmas reduzidas para melhoria do ensino, deve estar afogado em vómito dentro das 6 tábuas onde repousa. Tal como Lurdes Rodrigues, Crato perdeu toda a credibilidade enquanto motivador e congregador de esforços. Tornou-se em mais um destroço podre a infectar o sistema educativo, uma espécie de traque duradouro e mal cheiroso.

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