Contra o imperialismo, auto-determinação!

Nas vésperas da agressão à Síria, é hora de união entre todos os que rejeitam o ataque do imperialismo àquele povo. Ao contrário do que afirma o Nobel da Paz e François Hollande, a aposta na intervenção directa não visa defender os sírios. Tanto é assim que, nas últimas horas, chegaram ao Líbano mais de 15 mil refugiados que parecem não acreditar em bombardeamentos humanitários ou em ataques cirúrgicos. Também ao contrário do que muitos afirmam, os Estados Unidos e a França não decidiram agir agora. O imperialismo, através destes dois países, e também do Reino Unido, da Turquia, da Arábia Saudita e da Jordânia, já intervêm no terreno desde o início da guerra.

Há quem reclame que se pode e deve estar contra Assad e Obama (preferem isto a chamar-lhe imperialismo). Pessoalmente, acho que se pode estar contra Assad e Obama e apoiar o povo sírio. Mas isso parte da premissa ingénua – ou não – de que sabemos o que os sírios querem. E, em segundo lugar, esta é também a opção escolhida por oportunistas que, no toca a questões internacionais, estão sempre do lado certo. Ou seja, de nenhum lado, contra todos. Peguemos no caso dos trotskistas da LIT-CI que desde o primeiro momento tiveram como referências o Exército Livre Sírio e o pomposo Observatório Sírio de Direitos Humanos, financiado pela União Europeia – donde provem boa parte das notícias veiculadas pela imprensa e que no início da guerra não era mais do que uma pessoa sediada em Coventry, Reino Unido.

Foi, principalmente, daqui que surgiram as primeiras informações de que o regime sírio havia bombardeado a população com armas químicas. Curiosamente, e apesar de todas as desconfianças, e de a Rússia ter detectado numa zona controlada por ‘rebeldes’, à hora dos acontecimentos, o lançamento de projecteis para a zona também controlada por ‘rebeldes’ onde morreram centenas de pessoas, os trotskistas da LIT-CI dizem que a ONU está a tentar encapotar as responsabilidade de Bashar al-Assad. Desde o princípio da guerra que omitem o maremoto de mercenários que se abateram sobre a Síria e que continuam a omitir que esta guerra não obedece a um projecto revolucionário mas a um plano para meter o país na rota do imperialismo.

Quem fala da barbárie do regime de Assad, esconde o que nunca ninguém viu as tropas governamentais fazer. Os ‘rebeldes’ que matam uma criança porque faz uma piada sobre Alá, que matam motoristas porque disseram que eram xiitas, que decapitam um padre franciscano. No fundo, o imperialismo e, neste caso, os trotskistas escondem que não há futuro na Síria com os ‘rebeldes’. É que por muito que tentem esconder, a Líbia está ainda muito presente na memória de todos e, de facto, o que fizeram da Líbia é o que querem fazer da Síria, uma prisão para as mulheres, um cemitério para os negros, ateus e comunistas.

Cabe-nos a todos, comunistas, progressistas e democratas, impedir que se mande mais um país para a Idade Média só para servir as ambições de meia dúzia de países capitalistas. Com ou sem apoio da ONU, não podemos tolerar a agressão contra o povo sírio e, ganha essa batalha, que seja o povo sírio a defender as conquistas sociais, económicas e culturais e a decidir o seu próprio futuro.

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26 respostas a Contra o imperialismo, auto-determinação!

  1. Vanessa diz:

    Mas tem dúvidas de que o regime do Assad , como era o do Pai, são regimes sanguinários e ditatoriais,

    Como pode algum progressista, defender semelhante gente.

    Não é por aí que os progressistas podem ir, denunciar o imperialismo, e a agressão em preparação, não pode levar , alguém que se diz progressistas, a defender a corja que hoje governa a Siria.

    A escolha não pode ser entre fanáticos islãmicos, apoiados pelo EUA e pela Arabia Saudita e o Qatar, e o Assad sanguinário, apoiado pelo Irão pela China e pela Russia.

    Há de certeza outro caminho.

    • Bruno Carvalho diz:

      Sou obrigado a ter certezas?

      • Antonio diz:

        Concordo a 100% com a Vanessa.

        Ser anti-intervenção dos EUA não significa ser pro-Assad. Defender o regime do Assad são terrenos muito pantanosos.

        Convém não esquecer que o conflito na Síria teve origem em manifestações legitimas que foram subjugadas pela violência do exercito e com muitas mortes e tortura de civis.

        Após esta fase surgiram então os ditos rebeldes Sírios que neste momento são múltiplos grupos influenciados por vários interesses e que infelizmente também são capazes de cometer grandes atrocidades. Penso que proteger o Assad vai apenas prolongar o conflito e as baixas humanitárias na Síria.

        O que ira acontecer depois do regime do Assad cair (com ou sem intervenção militar dos EUA) e’ uma incógnita mas isso caberá ao povo Sírio decidir e não a minoria que se encontra no poder.

        • Miguel diz:

          O povo sírio, através de um inquérito feito no país, quer Assad como presidente. São cerca de 70% de sírios. Qual a razão? Assad defende o seu país contra a ingerência israelita, saudita e americana. Não percebo, onde foi buscar essa das torturas, mas a secreta israelita provocou esse equívoco, ao lançar várias notícias sem fundamento, na altura da primavera árabe que ditou o fim de Kaddafi. Porque é que não lê mais sobre este assunto, em vez de atirar com as chamadas postas de pescada de origem israelita?

    • A.Silva diz:

      Essa do Assad “sanguinário” é a repetição das boçalidades repetidas “ad nausean” pela imprensa do sistema. É a repetição da mesma cena do “sanguinário” Kadhafi, do “sanguinário” Saddan… Oh Vanessa abre os olhos!

    • Argala diz:

      “Mas tem dúvidas de que o regime do Assad , como era o do Pai, são regimes sanguinários e ditatoriais,”

      Sim. São sanguinários porque eliminam grupos contra-revolucionários. Ditatoriais, como qualquer forma de Estado, que é a ditadura de uma classe sobre outra. Ditatoriais em transição, há dois anos, para uma democracia liberal burguesa, que referendou a nova Constituição no dia 26 de Fevereiro de 2012, fez eleições legislativas no dia 7 de Maio de 2012, e fará eleições presidenciais para o ano. De longe, a Síria tem a melhor Constituição de todo o mundo árabe, de longe.

      “Não é por aí que os progressistas podem ir, denunciar o imperialismo, e a agressão em preparação, não pode levar , alguém que se diz progressistas, a defender a corja que hoje governa a Siria.”

      Pode sim. Porque a política, para um revolucionário, não são vagas proclamações de intenções, não repousa no luxo das posições morais. A política é também a consequẽncia das nossas posições. E, neste momento, qual é a consequência imediatga da queda da República Árabe da Síria? A queda do regime implica o isolamento do Irão, o fim de toda a resistência armada contra Israel e os EUA, e o regresso ao tempo das cavernas.

      “A escolha não pode ser entre fanáticos islãmicos, apoiados pelo EUA e pela Arabia Saudita e o Qatar, e o Assad sanguinário, apoiado pelo Irão pela China e pela Russia.”

      Pode sim. Tanto pode, que é. Essa é a escolha. Não há outra. Só na sua cachimónia poderá existir outra solução neste momento, e portanto inutil na interacção com a realidade. Existe algum exército revolucionário na Síria pronto para tomar o poder? Não. Existe um regime, com muitos defeitos e qualidades, já identificadas, e existem forças armadas contra-revolucionárias ao serviço do imperialismo. É sobre as segundas que temos de disparar neste momento. É uma aliança táctica.

    • Pedro Pinto diz:

      Mas trata-se de defender alguma corja, ou defender os direitos dos povos a existir em paz, sem ingerência externa? Essa postura «em cima do muro» e de apoiar uma – no caso – eventual-terceira-via-que-talvez-nem-exista-mas-soa-bem-e-descansa-a-consciência é bonito, soa bem, mas é igual a zero. O povo sírio está, na sua maioria, do lado da defesa da paz e da soberania, o que no caso concreto significa estar ao lado das suas forças armadas, daqueles de quem dependem para sobreviver. Não se trata tão-pouco de avaliar o que o Baas é ou não é, mas não ajudar ao peditório do «eles são iguais tanto se me dá»… E fique atenta ao que se diz e escreve nas entrelinhas: é que talvez não sejam tão iguais assim.

    • De diz:

      A história parece repetir-se?
      Não.O que se repete é esta melopeia já ouvida desde ha basto tempo e que teve na Líbia um dos seus últimos episódios.Lá continua-se a lutar apesar do regresso à idade média naquele país.E quem luta na Líbia ou onde quer que seja, tem o maior desprezo por estas flores de estufa que buscam o conforto das almas sobretudo na condição post-morten.Ficarão sempre alguns depois a tecerem loas no conforto dos sofás e a recitarem poemas para branquearem as suas opções

      A posição dubia,cobarde,lambe-botas das forças neutrais que apelam à equidestância hipócrita face à maior ameaça do planeta.

      No fundo seguem os mesmos mandamentos que um néscio que qualificava os eua como um império benigno.

      Não é por nada que os “não-progressitas” assumidos, entusiastas do bombardeamento da Síria, escoiçam felizes com tais “”progressistas”

    • kur diz:

      Há de facto uma opção,esta:
      http://www.eutimes.net/2013/08/putin-orders-massive-strike-against-saudi-arabia-if-west-attacks-syria/

      A senhora apoia gente(?????) que come corações e fígados humanos e amantes da Democracia como a Arábia Saudita,Quatar e tutti quanti bandidos que tomaram o Estado como refém.
      Talvez seja mesmo preciso uma Guerra para as pessoas abrirem os olhos e,verem quem nos está a atirar-nos para a Idade Média.
      Já agora,porque não vai passar férias nos paraísos da liberdade,etc….Líbia,Afeganistão,Iraque e,ver com os próprios olhos???Ou,o vais-vai lá,vai….
      Lamentável.Só que eu vou sofrer pq gente como a senhora, e os votantes nesta ditadura de fachada democrática,q elegem criminosos,ladrões e sociopatas.
      Quanto aos ‘trotskistas’,já dei para esse peditório…

    • Miguel diz:

      Peço desculpa, mas conhece Assad? Verdadeiramente? Acha-o um ditador sanguinário? Já olhou bem para Assad? Será que já leu algumas das suas entrevistas?
      Se calhar, não esteve para isso e normalmente quem segue os ditos da nossa comunicação social, de muitos equívocos vive.

      Considero-me progressista, esclarecido e sobre esta situação, não tenho dúvidas. O melhor lado é o de Assad. Devemos lutar contra o imperialismo americano. Para isso, estão os treze pilotos sírios que decidiram entregar as suas vidas, em aviões “kamikaze”, contra os navios “yankees”, caso haja ataque.

      Sobre os trotskistas, é interessante verificar como 70 anos depois a história repete-se, pois os seus comunicados, em relação à invasão hitleriana da Rússia são quase idênticos aos comunicados sobre a Síria. Confusos? Talvez. Só que nestas coisas, não se pode ser confuso. É preciso ter certezas. Como? Esclarecendo-se de maneira contínua.

  2. Nuno Ruas diz:

    A questão principal aqui – muito embora toda a gente fale cheio de certezas e sem nenhum conhecimento do «regime» sírio – não é ser «contra» ou «a favor» do Assad. A questão é que colocando-nos no meio – entre a agressão externa (ou financiada do exterior) e a soberania da Síria, ou seja, entre agressor e agredido – estamos a paralisar e a deixar, na prática, a agressão prosseguir. Estar com o povo sírio é travar a agressão militar estrangeira; é derrotar a ingerência terrorista financiada, armada e treinada a partir do exterior (para produzir os mesmos resultados da agressão externa)! Quando ao outro caminho, qual é, ao concreto, actualmente, no cenário sírio? Pois, esse «outro caminho» é, nada mais nada menos, do que ninguém!

  3. Nuno Ruas diz:

    Aliás, lembro-me perfeitamente da faixa envergonhada do recém-criado Bloco de Esquerda nas (poucas) manifestações em que participaram em 1999 contra a guerra na Jugoslávia: não à NATO não ao Milosevic. Assim, os dois por igual: a organização assassina mundial e um pequeno país que procurava manter-se inteiro face à agressão externa. Afinal, “soube-se” depois, os pretextos invodados para a agressão eram falsificados. À primeira todos caem, à milésima é preciso ser burro.

    • Miguel diz:

      Sim, esquecem-se que na questão síria, a inteligência de Israel provocou uma série de notícias, sem fundamento, que davam conta de crianças e pessoas vítima da barbárie do regime de Assad. Isto foi tudo inventado, mas muitas organizações ditas de esquerda, onde estão incluídos ambientalistas e afins, tomaram estas notícias como verdade. Aconteceu no site “Uruknet” que foi infiltrado por israelitas e, de tanto informar sobre massacres sírios, ninguém hoje acredita que Assad é um presidente civilizado. O problema desta questão, é a propaganda e a mentira lançada na opinião pública pelos lobbies que protegem Israel e os E.U.A. Qual a finalidade de Israel no meio disto tudo? Uma vez que a Síria esteja livre de Assad e totalmente embrulhada num caos, como acontece hoje no Iraque, podem atacar, de novo, o Líbano, para tentar destruir o Hezbolah. Também há outra finalidade: atacar o Irão.

  4. imbondeiro diz:

    Escolhas dessas são boas de enunciar sentadinho no sofá, bebendo um belo cafézinho, num pacífico bairro duma pacífica cidade do pacífico Portugal. No terreno, por parte daqueles que sofrem a guerra, a escolha já foi feita: 70% dos Sírios apoiam Assad, seja ele sanguinário ou não. Quem está em risco de ver arrancada do tronco a sua cabeça é, de forma quase geral, pouco dado a subtilezas interpretativas: foge e procura abrigo junto de quem pode garantir que a sua cabeça permaneça onde sempre esteve. E perdoe-me a articulista, mas a complexidade do conflito sírio vai muito para além dessa tranquilizadora escolha entre Assad ou Obama. E da sua reconfortante resposta.

  5. rg diz:

    Aos Estados Unidos é indiferente como o povo Sírio é governado, a questão mesmo é ter o domínio daquela região, isto é evidente desde o momento que Israel levou uma tareia no Líbano do Hezbollah. Atacar a Síria é menos arriscado do que o Irão.
    Capisce?

  6. Ash diz:

    Vanessa, o problema é este, “follow the money”. O “outro caminho” era haver quem fizesse escorrer o dinheiro e o armamento para a parte não-reacionária da oposição ao regime que era a base da insurreição popular antes do Qatar e da Arábia Saudita começarem a financiar uma guerra sectária através de proxys islamistas, e os Estados Unidos e Israel se meterem ao barulho porque há por ali bife do lombo, e a Rússia e a China defenderem os seus interesses alimentando o poder de fogo do Exército Sírio, e o Irão bater o pé ao Qatar e à Arábia Saudita, e o Hezbollah ficar fritado se o Irão e a Síria forem atropelados. Ou seja, a “alternativa progressista”, tal qual a coloca e eu coloco e o Bruno Carvalho se calhar gostaria de colocar, não tem hipóteses, a não ser que todos estes players desapareçam magicamente do mapa, ou que uma potência progressista desconhecida até hoje, consiga voltar a abrir caminho por entre aquele atoleiro. Eu não sendo nem cínico, nem lírico, sou muito céptico que possa acontecer por ali um Milagre de Ourique, em que umas Brigadas Internacionais Celestiais apareçam à fracção revolucionária da oposição síria e a ajudem a varrer Assad, os fundamentalistas islâmicos, os EUA, o Qatar, etc,etc,etc em simultâneo. Infelizmente.

  7. Vanessa, se há de certeza outro caminho,
    como afirma, de que espera para nos dizer?

  8. imbondeiro diz:

    Excelente post.
    É curioso ler quem se encanita, aqui em Portugal, com a suposta “ditadura do piropo”, essa sanguinária prática machista que torna a pacífica circulação de qualquer senhora na via pública uma coisa impossível, defender uma salomónica postura no conflito sírio: nem com Assad, nem com os “rebeldes”. E pensam estas puríssimas almas que, no terreno, as coisas se põem nestes termos…. Dando um exemplo concreto do que no terreno se passa, a Minoria Curda também propalou aos sete ventos a sua independência quer de Assad, quer dos “rebeldes”. E o que aconteceu? Os bons dos “rebeldes” estiveram-se bem borrifando para a sua neutralidade, foram-se a eles e iniciaram uma limpeza étnica, fazendo 40.000 Curdos fugirem, em terror, para o Curdistão Iraquiano, em busca de escape para a carnificina de que eram o impotente alvo. Continuem estas inocentes e bem intencionadas alminhas na sua senda da 3ª Via, advogando ( ainda que disso não dêem conta ) a paz, a compreensão e o entendimento com sanguinários mercenários salafitas , que um só resultado obterão: não tarda, reinará na Síria um regime político onde a emancipação das mulheres é uma altíssima prioridade – um regime fundamentalista islâmico que terá na Sharia o alfa e o ómega dos sagrados direitos das mulheres. Podem crer que quem se lembrou do magnífico chavão “Nem com Assad, nem com os rebeldes”, e a ser levada em conta a sua magnífica sugestão pelos Sírios ( coisa que está muito longe de acontecer ), rapidamente veria desaparecer o primeiro, vendo os segundos instaurarem naquele país a sua versão do Inferno na Terra. Há certas bondades e ingenuidades que rapidamente se mancham de sangue. E o exemplo da Líbia aí está, ainda fresco, para quem o quiser ver. Mas, convenhamos, ele há gente que não enxergaria o óbvio nem que o óbvio lhes caísse na cara em forma de corpulento e contundente elefante.

  9. André Carapinha diz:

    E o Bruno, sabe o que os sírios querem? E tem a certeza que todos os sírios querem a mesma coisa? Que os sírios xiitias e cristãos querem o mesmo que os sírios sunitas e curdos? É responsabilidade de Assad, pelo menos, nunca ter deixado os sírios exprimirem-se livremente, de modo a que hoje possamos saber o que os sírios querem.

    Com certeza que é possível estar contra a intervenção dos EUA sem se defender uma ditadura militar sanguinária como a de Assad. Neste caso, seria em primeiro lugar necessário lembrar os acontecimentos que deram origem à guerra civil na Síria, e compreende-los. Mas isso se calhar é pedir demais.

    • Rocha diz:

      Os acontecimentos que deram origem?????

      É impressionante como o André defende a reacção e o fascismo para dar cobertura ao imperialismo.

      O que deu origem à guerra civil na Síria (peculiar guerra civil quando a maioria dos rebeldes são jihadistas estrangeiros) é a mesma coisa que deu origem à guerra civil da Líbia: a entrega de armas e dinheiro, além de apoio logístico, treino militar e montagem de um hierarquia obediente numa coligação de jihadistas e mercenários por parte da CIA, MI5, serviços secretos franceses, Mossad em estreita ligação às universidades do terrorismo da al quaeda e do jihadismo na Arábia Saudita, Qatar, Líbia, Jordânia e o Egipto (sob controle da Irmandade Muçulmana).

    • Bruno Carvalho diz:

      Há por aqui uma casta de gente que acha que só ela é que sabe tudo, os outros não sabem nada. Eu não sei o que os sírios querem mas você sabe por que é que a guerra rebentou.

    • Miguel diz:

      A Síria terá eleições presidenciais para o próximo ano, onde o povo sírio poderá escolher livremente o presidente que quer para o seu país. Neste momento, a maioria do povo sírio quer Assad como presidente. Portanto, “uma ditadura militar sanguinária” só mesmo na sua cabeça.

  10. Carlos Carapeto diz:

    Oh dona Vanessa se não lhe agrada a “ditadura sanguinária de Assad” então vá para a democrática Arábia Saudita, vá de mini saia e de manga curta, fazem lá uns calores dos diabos.

    É preciso ter muita paciência para aguentar o desaforo de certas pessoas.

    Intoxicam-se com a informação dominante, começam a delirar e às tantas os simius macacus não param de saltar no sotanus.

    Minha Senhora não venha para aqui com falsos dramatismos. Inteire-se primeiro saber quem provocou e continua a provocar a tragédia do povo Sírio.
    Todos sabemos que os Assads nunca foram boas rolhas.
    Tal como no Iraque de Sadam, no Irão do Xá e agora dos aytollah as maiores vitimas foram os comunistas e os progressistas em geral, mas ninguém se preocupou com isso.

    O atual conflito na Síria é movido por interesses que nada têm a ver com a defesa dos direitos do povo, da liberdade e da democracia.

    Estão em causa interesses geoestratégicos e geoeconómicos profundos, totalmente alheios àquele país.

    Esses interesses estendem-se até às fronteiras da Rússia e da China, inclusivamente desaguam no Ártico nas grandes jazidas de petróleo e gaz do Obi.

    Para já o alvo mais próximo é o domínio do Irão e por conseguinte o controlo das reservas de hidrocarbonetos da bacia do Cáspio.

    As invasões do Afeganistão e do Iraque foram delineadas nesse sentido. Comprimir e subjugar o Irão e estender a ocupação por toda a Ásia Central, para desestabilizar a China pelas costas (Tibete e Xinjiang), no futuro deitar a mão às imensas riquezas da despovoada Sibéria.

    E não só; aproximando-se das fronteiras da Rússia tornavam ineficaz todo o poderio militar estratégico Russo. Os Russos têm armamento estacionado nos confins da Sibéria que assusta os Americanos.

    E eles não dispõem de meios para destrui-lo. Que é o caso dos misseis pesados Voivoda, (Satan, classificação da OTAN) com mais de 200 toneladas equipados com dez ogivas de comando individual. Armas que não têm paralelo.

    A agressão à Síria faz parte desse emaranhado de interesses pelo domínio global por parte do imperialismo

    Como as guerras do Afeganistão e do Iraque correram muito mal (perderam-nas melhor dito) tentam os mesmos objetivos por outros meios.

    A agressão à Líbia foi a porta de entrada para a Síria e a Síria é a porta de entrada para o Irão e no Irão basta deitar abaixo a porta das traseiras para chegar ao Hearth Land como defende Brzezinsky..

    São questões muito sérias para serem discutidas com base na emoção provocada por aquilo que os órgãos de informação controlados por o poder dominante mostram.

    Eles não são os donos da verdade, apesar de se outorgarem com esse estatuto.

    No momento difícil que o povo Sírio está a atravessar, aqueles que foram durante muitos anos vitimas do poder dominante uniram-se em torno de Assad para salvar o país da agressão estrangeira.

    Toda a esquerda se uniu em bloco, muitos fazem parte do governo.

    Aqueles que defendem a agressão à Síria por parte do imperialismo não lhe serviu de lição o que aconteceu na Líbia.

    Aplaudiram a agressão da NATO até à exaustão e agora que uma parte do povo Libio vive em condições piores que no Zimbabué não dizem nada?

    Ainda essa canalha burguesoide tem o descaramento de falar em nome da minha classe?

    Parafraseando Luís Pacheco. P…. que os P…….

  11. Miguel diz:

    Inacreditável o texto de Raquel Varela. Designa os anti-imperialistas americanos, como pró-estalinistas (uma facção comunista mais próxima de Estaline). Por este raciocínio, qualquer comentador internacional que apareça a defender a Síria de Assad, como o jornalista Pablo Escobar, é um estalinista.

    Depois, pensei que estivesse mais informada sobre as eleições presidenciais sírias que terão lugar em 2014. Se têm eleições presidenciais naquele país, isso significa que Assad é um ditador e um tirano que reprime os sírios? Mas esta gente anda informada ou escreve por escrever?

    Para alguém que se assume como uma referência de esquerda, é suposto andar mais esclarecida, em vez de atirar com as mesmas postas de pescada que atiram todos aqueles que optam pela banalidade do discurso (de guerra).

    Porém, há mais outro facto: uma das facções dos rebeldes já veio assumir a culpa do massacre de Damasco, com armas químicas e que as mesmas foram enviadas pela Arábia Saudita. Raquel Varela não tem nada a dizer sobre isto? Ou prefere dizer que tanto isto, como Assad e como Obama é podre?

    Por último, Raquel Varela diz que irá, na mesma, para uma manifestação contra a guerra, mas apoiando uma das facções sírias que estão a lutar contra Assad e que sejam pela auto-determinação do povo sírio? Se estivesse com atenção, esta facção já existe e combate pelo lado de Assad, porque todas as outras – os chamados rebeldes – estão a ser financiados pela Arábia Saudita e Qatar, com vista a uma intervenção armada dos E.U.A.

    O ridículo da argumentação de Raquel Varela revela uma total ignorância sobre este assunto, o que me leva a perguntar o porquê desta sua escolha e opção. É muito estranho.

  12. von diz:

    Então, os sírios que resolvam lá as suas coisitas, que “entre marido e mulher, não se mete a colher”. Pena a URSS não ter pensado assim quando foi “visitar” a Checoslaváquia, Alemanha Oriental, Bulgária, etc. Ou a China quando “visita” o Tibete. Igual quando os EUA, “visitam” o Vietname, Iraque e outros destinos “turísticos”.

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