Chamar “nomes” aos piropos: “Agora não, que falta um impresso…”

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“Mas as próprias autoras da iniciativa não querem, para já, que isto passe do debate para a legislação. Adriana Lopera explicou ao i: ‘Não estamos a discutir legislação, estamos a discutir o piropo como violência de género. Temos de começar devagar.'” i.

Também no Notícias ao Minuto: Bloquistas querem interditar os piropos nas ruas”

O bom desta história, ao fim de uma semana de polémica, é que os bófias do comportamento vão deixar de lado a ideia da criminalização. Resta esperar que este tipo de feminismo – e o que quer proibir o olhar – nunca ganhem força social e peso político para aplicar o seu moralismo à vida de todos nós.

Para quem acha que isto se tratou de uma campanha contra o Bloco de Esquerda desengane-se, sobretudo porque nesta matéria ainda sobra alguma sobriedade aos restantes camaradas: “o próprio partido afasta à partida qualquer iniciativa para enquadrar legalmente a questão”. De resto, se essa fosse a intenção, o tema escolhido não seria este, mas o facto de ser um dirigente do PS – Paulo Pedroso – a dar a palestra sobre a Segurança Social.

Grande reentré!

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8 respostas a Chamar “nomes” aos piropos: “Agora não, que falta um impresso…”

  1. Antónimo diz:

    mas lá que queima desnecessariamente o BE em terra de marialvas do antigo regime, queima…

  2. Augusto diz:

    Ao menos na Coreia do Norte não há esses problemas, quando as namoradas passam de moda, mandam-se fuzilar, como fez o querido Lider numero 3

    • Antónimo diz:

      Bem Augusto, não tenho a mínima dúvida de que a Coreia do Norte é uma ditadura asquerosa onde os direitos humanos mais básicos são diariamente violentados, e, no entanto, estou como o outro.

      Em que medida é que as notícias que de lá nos chegam são realmente verdadeiras ou mentira e não desinfomação de uma e outra banda? Quem é que por cá conhecia ou tinha sequer ouvido falar dos executados? Em que medida é que sabemos o modo como algo transmitido pela comunicação social sul-coreana obedece a um contraditório rigoroso?

      Que especialistas em assuntos coreanos (norte e sul) temos nós que nos garantam um mínimo de fidedignidade (para o pior e para o melhor) a tais notícias?

      Que credibilidade é que há tempos os jornais portugueses nos deram ao encherem-se de notícias acerca da mulher misteriosa que tinha entrado na vida do querido líder actual, como se fosse por cá bastamente conhecida a vida social e rosa da coreia do norte e nos fosse possível chamar misterioso a um namoro em pyongyang?

      E por fim, em que é que esta questão intersecta o assunto lançado pelo Renato?

  3. JP diz:

    Eu acho que esta polémica teve um grande mérito. Quebrou o preconceito de que as raparigas “de esquerda” são … vá… pouco atraentes.

    Repare-se que assim que a polémica estalou, acorreram em massa aos computadores senhoras defendendo a criminalização do piropo e que garantiram a pés juntos que elas, desde a sua mocidade, não conseguem pôr um pé fora de casa sem serem imediatamente assaltadas por hordas de homens que – sem se conseguirem controlar perante tantas delícias e tamanhas belezas – lhes lançam uma verdadeira torrente de piropos.

    Mais, é um problema que, garantem, todas as mulheres sentem na pele desde cedo.

    Deve ser problema meu que sempre me dei com dezenas de mulheres (familiares, amigas e namoradas) a quem nunca ouvi queixas de tal fenómeno. Vejam lá que nenhuma delas algum dia considerou equivalente um piropo a assédio ou a violação… Será sem dúvida pelo facto de serem todas camafeus!

    Epá, agora a sério, tenham juízo e deixem-se de criancices.

  4. imbondeiro diz:

    É…. correu mal. E tem tendência a correr cada vez pior à medida que os “temas fracturantes” e a farta e imaginosa teta do “progressismo social e comportamental” se forem exaurindo.
    Todo este circo, vindo de malta que se diz “de esquerda”, até dá vontade de chorar. O que alimenta a violência sobre as mulheres? Será a falta de acesso a uma conveniente educação, cada vez mais só acessível a quem tem poder económico? Será a crise económica? Será o desemprego? Será a pobreza? Será a negra miséria? Será a destruição das famílias com o seu consequente trágico cortejo de negligências e de abandonos? Naaaaa…. É, senhoras e senhores, o… piropo. E um pouco de sentido do ridículo não se arranja? E um mínimo de vergonha na cara não há?

  5. Emerson Almeida diz:

    JP somos 2 a não ouvir tais reclamações…
    Mas continua a me fazer confusão isso de não saberem diferenciar piropo de agressão verbal.

  6. Graza diz:

    Mas para sairmos do fundamentalismo marialva, ou machista – que diga-se, já teve os seus tempos -, temos que entrar no fundamentalismo de género?
    É verdade que aos grandes avanços na defesa dos direitos da mulher corresponderam longas lutas, mas não deveremos esperar que as mudanças comportamentais derivadas dessas conquistas sejam incorporadas no comportamento da sociedade, tornando obsoleto, rasca e pacóvio as formas mais agressivas de fazer a corte. Penso até que nem é necessário alterar nada na legislação porque já hoje é possível proceder contra essas formas mais violentas.
    Sabemos em que sociedades existe este tipo de regulamentação dos costumes, como sabemos que por oposição, numa sociedade tão evoluída como a dos EUA, o fundamentalismo de seita está a levar a verdadeiras aberrações.
    Encontro porém um mérito nesta iniciativa: alertar para a questão, porque é preciso que o pessoal rasca saiba comportar-se e que nem todas as mulheres gostam de aturar as suas alarvidades.
    Para o caso de me quererem malhar, dou em minha defesa este último post.
    http://rendarroios.blogspot.pt/2013/08/sobre-violacao-estupro.html

  7. Pingback: Nem a Bélgica merece Brel, nem o BE piropos | cinco dias

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