“Eu sou as sete pragas sobre o Nilo e a alma dos Bórgias a penar!”

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António Borges, o senhor Goldman Sachs, timoneiro do Banco de Portugal, artilheiro do liberalismo de quartel, arquitecto das privatizações, consultor de um governo em colapso e defensor da miséria alheia pode ser lembrado por tudo o quem o amava bem entenda, mas não pode ser lembrado por ter sido um bom economista. É a regra de três simples a funcionar. Errou, voltou a errar e nunca se convenceu que errou. Nem confrontado com o resultado das políticas que defendeu, aplicou e lucrou. Na hora da morte devemos ter a prudência de só lembrar o homem, sobretudo quando a obra está à vista de todos e não é defensável a não ser pelo ponto de vista dos que andam a enriquecer à custa da austeridade dos outros. Sobrará sempre um Camilo Lourenço para transformar a história em fábula, mas é aos bichos que deve ser dada a palavra.

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12 respostas a “Eu sou as sete pragas sobre o Nilo e a alma dos Bórgias a penar!”

  1. Nada mais posso comentar. num país em colapso, o dinheiro que nos emprestam, para onde vai?

  2. JgMenos diz:

    Louvo mais do que a prudência, a decência do seu comentário!

  3. «Futuro Hipotecado» - Vale a pena??? diz:

    (1) Na sua coluna do DN, hoje, Viriato Soromenho-Marques diz (é um texto pequenino, posso transcrever…):

    «Thomas Jefferson, o pai da Declaração de Independência dos EUA, manteve até ao fim da sua vida uma hostilidade incondicional para com a especulação bancária. Ele sabia, pela sua experiência de empresário agrícola, que o crédito se tornava facilmente o veículo de uma escravatura perpétua.

    Por isso, Jefferson, como estadista, formulou o saudável princípio de que uma dívida pública não deve ser prolongada para além de 19 anos, sob pena de uma geração esmagar a geração seguinte com os custos das suas dívidas.

    Ficámos a saber que entre 1999 e 2013 as empresas públicas contrataram 1777 swaps com a banca de investimento, sobretudo internacional (onde se encontrava até o Lehman Brothers…).

    Esses contratos, muitos deles especulativos, atingem o valor astronómico de 335 mil milhões de euros (mais do que quatro resgates da troika).

    Desde 1992, os governos já tinham alienado uma parte da riqueza nacional futura às grandes famílias económicas que controlam os cordelinhos das parcerias público-privadas (implicando dezenas de milhares de milhões de euros dos contribuintes para as próximas décadas).

    Agora, através das swaps, constatamos que algumas dezenas de gestores públicos, através de atos que só podem ser considerados como venais ou incompetentes, amarraram os portugueses a uma dívida potencialmente infinita. Sem controlo político nem supervisão técnica.

    Portugal terá de escolher entre voltar a ser um Estado ou aceitar ser um ativo tóxico da banca especulativa instalada na praça de Londres. É por essa decisão que passa a “reforma do Estado”. E não pelo confisco de mais alguns milhões de euros aos que menos têm, como se prepara para acontecer no Orçamento que os regedores de São Bento preparam para 2014.»

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3387256&seccao=Viriato%20Soromenho%20Marques&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

    (2) Se calhar é melhor começar a encarar estes economistas e gentes da alta finança dos últimos anos como se olha para um ménu e pensa-se na relação qualidade/ quantidade preço. É que de quantidade já estamos a pagar um certo preço…. Não esquecer que Moreira Rato(IGCP) também trabalhou no Lehman Brothers; Goldman Sachs, Lehman Brothers, J. Morgan, Morgan Stanley não dão currículo antes cadastro. Pelo menos, o cadastro nós vamos ter de o pagar. Talvez possamos enviar a continha para o Camilo Lourenço, Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, Leonor Beleza, Marcelo Rebelo de Sousa, Vitor Gaspar (com as suas lágrimas de ontem) e devem-me estar a faltar muitas, muitas, muitas mais pessoas.

    (3) É que 335 MIL MILHÕES DE EUROS não é decididamente uma boa relação qualidade/quantidade/preço decididamente. Mas será porventura para Camilo Lourenço e outros quantos mais. Já é dose.

    P.S. Eunão vou pagar. Ai isso não vou e não vou mesmo!!! Vou fugir de todos os impostos, da zona euro e da União Europeia. Mas que carga de água é esta!!! Anda tudo com os olhos tapados e só os inteligentes é que roubam? Assim, de facto, mais vale que morram.

  4. Quantas pessoas, pobres, idosas, crianças, desempregadas, falidas e outras não passaram e passam fome e não morreram e morrem precocemente e levaram e levam uma vida de sofrimento e infeliz, porque culpa de pessoas como António Borges, pessoas egoístas e aldrabões e ladrões políticos, económicos, fiscais e financeiros?

  5. Quantas pessoas, pobres, idosas, crianças, desempregadas, falidas e outras não passaram e passam fome e não morreram e morrem precocemente e levaram e levam uma vida de sofrimento e infeliz, por culpa de pessoas como António Borges, pessoas egoístas e aldrabões e ladrões políticos, económicos, fiscais e financeiros, sem princípios, sem escrúpulos, sem piedade e criminosos políticos?

    O tal que dizia, que se todas as empresas falissem não existiria problema, porque se isso acontecia, era porque eram ineficientes. E só a empresa dele era eficiente, a trabalhar só para os amigos dele no governo e a faturar dos nossos impostos?

  6. Belzebú diz:

    Que se vá,com os nporcos.Ao pé dele está o Hitler e gente desse gabarito.Não sabia q tinha sido convidado pelo D.S.Kahn-devia ser para gerir um negócio de putas,só pode.Que arda no Inferno,o sociopata!

  7. Tadinho, são uns ingratos, uma pessonha tão boa, e deixa-me num terrivel dilema, será que o S.Pedro tem lá economistas ou conselheiros de privatizações?? Querem ver que ainda vou ter que levar com ele outra vez, abrenuncia cruzes canhoto

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