O que aconteceu na Síria terá sido o que nos contam?

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O ataque com armas químicas em Damasco afinal parece ter tido o beneplácito de Washington e alegadamente feito a partir da espúria ligação ao Catar. Não sei se será ou não verdade, os próximos tempos serão, eventualmente, esclarecedores. Mas é absurdo que os meios de comunicação social espalhados um pouco por todo o mundo tenham desde logo comprado a tese que o ataque foi ordenado por Assad. Não é suposto primeiro levar a cabo o mínimo de investigação?

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30 respostas a O que aconteceu na Síria terá sido o que nos contam?

  1. huy diz:

    Não,não é!Pquê?Aliás,se for ver os media russos até dizem q no dia antes do evento, já os turcos andavama propalar o ataque de químicos q tinha sido ‘feito’ no dia a seguir.Confuso,n’é?Mas,isso agora não interessa nada,como diz a distinta srª drª teresa guilherme http://voiceofrussia.com/news/2013_08_23/Syrian-rebels-preventing-probe-into-alleged-chemical-attack-Russia-9601/
    http://www.strategic-culture.org/news/2013/08/22/the-west-strikes-back-in-syria.html
    http://www.lahaine.org/index.php?p=71218

  2. Rocha diz:

    Armas químicas, armas biológicas, armas de destruição massiva repete comigo:
    Saddam, Kadafi, Assad…. Saddam, Kadafi, Assad…. Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad… Saddam, Kadafi, Assad…

  3. Argala diz:

    Não, não foi. E não foi pelo simples motivo de que não faria sentido do ponto de vista militar. Ninguém usa um bastão para matar uma melga, sobretudo se essa melga repousa na cabeça de um amigo. Fora todas as outras coincidências.

    Mas isto é irrelevante. A NATO não vai entrar ou deixar de entrar com base no uso de armas químicas, mas apenas depois de aferir a resposta do Irão e Hezbollah numa primeira fase; e da China e Rússia depois. O cão já está a ladrar há muito tempo, e ainda não mordeu..

  4. De diz:

    Os factos apontados são de uma gravidade extrema.
    Ao contrário de Argala.não acho de nenhuma forma que seja irrelevante:Nem pelas consequências imediatas, nem pela manipulação profunda e perene que condiciona posições e atitudes das populações

    Antes de, de facto, se apurar o que aconteceu repare-se no “trabalho jornalístico” do jornal “O Público”.
    Um case-study da forma como se dão as notícias que se querem, manipulando os dados, juntando outros que potenciam estes dum ponto de vista emotivo e culminando com uma sessão fotigráfica” a apelar ao choque e ao horror.
    Sem o mínimo cuidado ou sequer pudor em aferir da realidade dos factos, da fidelidade das fontes ou da existência de outras “narrativas”

    • imbondeiro diz:

      Caro De:
      Sabe, certamente, que toda esta sangrenta palhaçada tem um único motivo: EUA, UE e as ditaduras do Golfo já amargamente constataram uma coisa simples: a Síria NÃO É a Líbia. Os sanguinários apaniguados dessas boas e democráticas nações estão a ser derrotados em toda a linha, daí esta última tentativa de escandalizar um público ocidental acostumado a filmes em que a Humanidade se divide geometricamente entre “good guys” e “bad guys”, sendo que os “bad guys” ( que são, basicamente, aqueles que eles quiserem que sejam ) começam sempre o seu dia por assassinar legiões de criancinhas. Já vimos disto na Líbia ( lembra-se dos “mercenários” negros carregadinhos de Viagra para violarem sem parança tudo o que mexesse? ) e, aí, resultou. Na Síria, não vai resultar. Daí este histerismo.

  5. Miguel diz:

    As próprias Nações Unidas acharam estranho o exército lançar um ataque com armas químicas no dia da chegada dos inspectores de armas químicas. Ao que parece, foi uma tentativa desesperada por parte dos E.U.A., em conjunto com os seus aliados do Qatar e Arábia Saudita.

  6. De diz:

    Développement de la campagne de propagande contre la Syrie
    http://www.voltairenet.org/article179901.html

  7. «Negócio de armas» diz:

    Trabalhei na ex-Jugoslávia no início da guerra. Estive lá em1991. Eu não sabia ao que ia. Era mais muito mais nova. Em Zagreb havia uma missão da UN. Tive acesso a fotografias dos massacres que ocorreram por essa altura e em que Mladic participou e que só depois foi julgado, como sabemos, por Haia. As fotografias que apareciam, eu não as quis ver e não vi. Não sou dada a «material de guerra». Ou seja, o conflito era tão, tão violento que não consegui «olhar» de frente para ele. Percebi que a manipulação da informação era uma verdadeira farsa!

    Vi a aflição estampada na cara das pessoas que viviam na ex-Jugoslávia. Sempre, sempre, sempre à espera que a NATO fizesse alguma coisa. Sentiam-se abandonados, mas devo dizer com uma postura admirável.

    Havia zonas de «no man’s land», ou seja, onde se trocavam familares de um lado o outro, (entre outras «trocas») para através de monitores da UN e da European Monitoring Mission. Ouvi descrições tremendas! O que se passa na UN também não é muito famoso!

    Não mudou nada desde então: a leviandade com que se trata destes assuntos na comunicação social nacional e sobretudo internacional é uma verdadeira atrocidade! Não passa quase nada do que realmente acontece: uma absoluta desinformação! É tudo tratado com «diplomacia». Entretanto vão morrendo milhares de pessoas e os refugiados vão para os acampamentos UNHCR.

    Trata-se apenas de negócios de armas. É só mesmo de négocio, de dinheiro sujo de sangue!

    Mas se calhar, sou eu que sou muito emotiva. Mas que bem treinada dava um bom «sniper»!

    • imbondeiro diz:

      É com essa sua emoção que muita gente conta, sabe? Aliás, é dessa sua emoção, juntamente com milhões de outras emoções, que muita gente espera fazer o trampolim que lhe permita dar o salto para uma guerra sem tréguas contra o povo sírio. À boa maneira do que aconteceu na Líbia. Emoções sem discernimento levam, a História já no-lo ensinou, a resultados trágicos. E leituras redutoramente explicativas de situações extremamente complexas não resolvem nada. Tudo isto que se passa na Síria só marginalmente tem alguma coisa com interesses no tráfico de armas. O azar do povo sírio foi estar sedentarizado numa via rápida que alguns julgam dar acesso rápido e directo a Teerão. Para os EUA, a UE e as Monarquias do Golfo ( tão democráticas que elas são…! ) o povo sírio e o seu sofrimento não significam pevas. Se a destruição completa desse povo significasse o atingir de um passo mais no levar da guerra às fronteiras do Irão, eles não hesitariam um só segundo em eliminar da face da Terra toda a grei síria. E pense nisto: ao deixar-se levar pela emoção, está a contribuir para que Estados como a Arábia Saudita, a maior prisão de mulheres a céu aberto do Mundo, levem por diante as suas políticas fundamentalistas e se mantenham no poder destruindo todo e qualquer país laico na região. A tal acontecer, as futuras gerações de massacradas mulheres sírias chorarão em dobrado e por muitas dezenas de anos as suas actuais e tão emocionadas lágrimas vertidas pelas criancinhas sírias.

      • »Negócios de armas» diz:

        …No comment…

        Posso ser muitíssimo burra, a hipótese não está posta de lado.

        Mas também não vou nas suas conversas porque a sua «choradeira» parece-me de «crocodilo».

        As conversas geo-estratégicas soam-me a Luís Amado (ex. MNE de Portugal e a EUA e UE, Catar, Arábia Saudita etc), peço imensa desculpa, mas devolve-lhe exactamente o seu argumento porque é «Imbondeiro» que está a projectar o que realmente pensa em mim enquanto seu «objecto» de conveniência para disparar o que realmente sente emotivamente.

        Eu não me importo, de projecções ou jogos de espelhos prefiro partir o espelho, sabe?

        Para os geo-estrategas é só mais um «war theatre»: jogos de guerra. Isto de, à distância, jogar as peças do tabuleiro parece-me um bocadinho distancio-estratégico demais «cobarde», não acha?

        Já caí em muita conversa, mas em jogos de peças de tabuleiro não, obrigada.

        Prefiro mudar o tabuleiro, sabe?

        Obrigada pelo seu comentário. Muito boa noite para si.

        • imbondeiro diz:

          Essa sua emoção e a emoção de muita gente já deu, num passado recente, belíssimos resultados: olhe para o estado actual da Líbia e constate com os seus próprios olhos. E uma pergunta lhe faço: na Síria, já foram mortos, até agora, 100.000 seres humanos numa guerra movida do exterior por potências que mais não pretendem do que manter o seu domínio do Médio-Oriente e do seu petróleo. Não lhe parece um bocadinho estúpido ignorar tal facto? Parece-lhe inteligente chamar à tentativa de compreensão das causas profundas de uma tal carnificina “jogo de xadrez”, ao passo que muito se indigna com as sangrentas erupções de uma guerra cujas causas profundas faz gala em não querer compreender? Esse seu discurso generalizante e politicamente correcto já virá, presumo, dos tempos da guerra na ex-Jugoslávia, arrastou-se pelas guerras do Afeganistão e do Iraque e faz, agora, uma pausa momentânea na Síria. A não compreender nada do que está em jogo e dos interesses que se movem na sombra, ele terá, num futuro muito próximo, um vastíssimo campo de carnificina para gritar a sua emocionada dor: o Irão. E a Senhora continuará a não perceber ( a não querer perceber ) nada. O que é substancialmente mais fácil do que as minhas supostamente cínicas “lágrimas de crocodilo”: os bons sentimentos e as indignadas emoções não têm cor política, ora estão de um lado, ora se mudam para um outro, para numa terceira ocasião se calarem porque não lhes é dado o combustível que alimenta a sua pujança – a informação habilmente criada e cirurgicamente direccionada ( com muitos cadáveres de criancinhas – causam sempre um efeito imediato – à mistura ).
          Essa sua recusa de compreensão e esse seu pensar que todos os que querem ir mais fundo do que as ( erróneas ) evidências são “jogadores de xadrez” já mostrou as suas virtualidades nesse sítio onde a Senhora esteve: os malvados dos Sérvios, esses genocidas erigidos em anti-Cristos pelo Ocidente, viram as suas façanhas propagandeadas até à náusea por estes mesmos orgãos informativos que, agora, espalham aos quatro cantos do Mundo as notícias do suposto massacre sírio. Já ouviu ou leu, nesses mesmos “media”, notícias das bondades que os Albaneses do Kosovo fizeram e fazem a esses mesmos Sérvios? Pois… não há notícias com chocantes imagens, logo não há… emoção. Caso seja tomada por um súbito impulso de se dedicar ao “xadrez” ( o que dúvido, mas nunca se sabe… ), deixo-lhe aqui uma referência para que reviva e melhor entenda uma realidade que viu com os seus próprios olhos, mas da qual, pelos vistos, pouco percebeu ( é o que acontece quando nos deixamos levar pelas manipuláveis emoções ):”Da Jugoslávia à Jugoslávia – Os Balcãs e a nova ordem europeia” – de Carlos Santos Pereira; Edições Cotovia; 2ª edição revista e aumentada; Lisboa, 1995
          Para concluir: não me venha com essa conversa da treta da “distância” e da “cobardia”: a senhora não sabe, de certeza absoluta, o que é viver o horror da guerra como actor e paciente dela e nela perder familiares. Eu sei. Por isso guarde a sua conversa humanitária para si e dê lições de moral e bondade a quem lhas aceitar: é que uma e outras nada aquecem nem arrefecem no que à resolução das causas profundas dos problemas da Humanidade dizem respeito. Quando muito são, uma e outras, condições “sine qua non” para arranjar um empregozito na pujante indústria da ocidental “ajuda humanitária”. Passe bem.

          • «Negócio de armas» diz:

            Pois eu sei bem o que é perder familiares em jogos de guerra.

            E não me irrite por favor.

            Porque eu já lhe pedido com educação para não me maçar.

            É que de petróleo e das mutltinacionais petrolíferas também conheço e bem. São elas que dão a pensão à minha mãe; e são várias petrolíferas. Nenhuma «luva» entrou em minha casa. Percebeu? Quando o meu pai foi abordado por russos e chineses na década de 80 para fazer umas negociatas com petróleo, ele ligou para o MI5. Percebeu? É que ainda conheci gente séria. Agora, tenho dúvidas….

            Prefiro manter um discurso objectivo. Tive familiares assassinados na I Guerra e na Guerra Civll de Espanha (parentes directos, descrições tremendas, consequências devastadoras, pulverização da família por vários continentes): das marcas ainda me lembro, estão vivas e profundíssimas, ainda se sentem (mas sobre as quais raramente se falaram na minha família, de tal ordem foi o sofrimento, percebeu?): normalmente quando não se fala sobre um assunto foi porque ele atingiu dimensões profundas… Percebeu? Penso que sim.

            Às vezes pergunto-me quais são os «limites da humanidade»! Ouviu? Quando é que eu começo a tornar-me num «selvagem»? Percebeu? Não tenho medo de me colocar a questão porque sou igual a outros no que toca a natureza humana. Percebeu?

            Já vi uns documentários na televisão internacional sobre a Síria, o Iraque, o Afeganistão e não me convenceram. Há sempre qualquer coisa que falta: ou são as petrolíferas, ou são os Governos «democráticos» que o Governdo dos EUA lá instalaram que são agentes da própria guerra, ou são os efeitos das armas que os EUA usaram no Iraque que são um verdadeiro horror…

            Veja se me percebe bem: ninguém me tira a ideia que o Gov. dos EUA estão dos dois lados, é gente para isso porque ganha com isso: dividem para reinar… e ganham dinheiro com isso, porque estão lisos … um absurdo… e recorrem nem que seja à Al-Qaeda se assim o entenderem.

            Li no outro dia um relato num livro chamado «The Sorrow of War» e é sobre o regime de Pol-Pot no Vietnam quando os norte-americanos saíram. Houve um massacre entre as várias facções e quem escreve o livro foi o único sobrevivente. Só consegui chegar a meio do livro…

            Pode ser que o Sr. tenha razão em algum ponto de vista, não estou em total desacordo consigo. Tenha calma.

            Ainda não percebeu que eu não sou a favor do Gov. norte-americano, nem da UE, da Baroness Catherine Ashton, de Barroso, de Cameron, de Merkel, de Hollande e desses sonsos todos… Veja lá se me percebe, está bem?

            Porque é que Hollande entrou no Mali? Não percebi logo. Depois percebi que há jazidas de petróleo. Fiquei boquiaberta.

            A ver se nos entendemos: penso que já percebi, mais ou menos, dentro das minhas limitações o que se está a passar no Médio Oriente.

            Mas não tenho a pretensão de perceber tudo porque simplesmente não é possível!

            Mas se, porventura, quiser esclarecer-me de algum ponto, agradeço que o faça com calma e objectivamente. Eu quando fiz o meu comentário inicial não foi para defender as partes beligerantes dos conflitos: foi simplesmente para chamar a atenção que as pessoas são quem realmente passa pela guerra e que ficam marcadas por gerações e gerações; o resto são armas (o seu negócio) e agentes que tentam chegar aos recursos estratégicos dos países em guerra.

            Se eu estou de acordo com Assad? De certa forma, sim. Porque é que os EUA têm de ser um regime dominador de uma região com recursos? Mas afinal não descobriram o «shale gas». Não dizem que se tornarão autosuficientes em termos energéticos nos próximos 10 anos? Parece-me que é conversa. As jazidas de petróleo estão ali mesmo à mão; mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voar, não é? E se eu tenho um investimento que me dá lucro imediato porque é que hei-de largá-lo? O que é perfeitamente abominável é que civis inocentes estejam no meio do conflito servindo de escudo, para quem, não sei, e se calhar os próprios também não.

            E o que aconteceu em Chipre tem também a ver com recursos energéticos…a dominação via EU dos EUA… Custou-me imenso a perceber a perversidade…Claro que há o Iraque, a Rússia, a China…

            Que eu me tenha apercebido, os únicos países que têm armas nucleares são o Paquistão, a Índia e, salvo erro, Israel. Não sou perita em Política Internacional. O que me interessa são as pessoas. E, POR FAVOR, não me venha com um discurso de criancinhas mortas, está bem? Não quero falar nisso… Respeite-me, pode ser?

            Só mais uma coisa. O que lhe estou a dizer aqui, não costumo dizer porque é um assunto com quem não discuto, porque é demasiado perverso. Percebeu? Reproduzir informação sobre a qual não tenho a certeza não é a minha maneira de ser.

            Mas, por favor, se me voltar a contactar outra vez, venha com calma. E explique tudo devagarinho. E não me insulte por favor. Não gosto disso. Está bem?

            Mas com muita calma. Feridas de guerra familiares tenho-as, infelizmente.

            Boa noite.

            P.S. Penso que houve aqui um mal-entendido, mas é necessário esclarecer, mas com calma.

            E os drones, e as máquinas telecomandadas de guerra, vi umas nas manifestações do Terreiro do Paço, pareciam umas aranhas. A UE diz que vai proibi-las, ai, dizer diz, não sei se fará…

  8. Argala diz:

    http://www.presstv.ir/detail/2013/08/23/320154/us-not-to-attack-syria-without-un-mandate/
    Jogo feito, nada mais. O cão continuará a ladrar porque não pode atacar. Não pode por razões militares e não propagandísticas.

    Não sei se se lembram do debate presidencial entre Obama e Romney, onde ambos reconhecem que não há condições para atacar o Irão. Ora, atacar a Síria é também atacar o Irão, uma vez que os dois países têm um acordo de defesa.

    Isto implicaria abrir a guerra em duas frentes: mediterrâneo (Síria, Hezbollah e outros grupos que fazem parte do mesmo eixo) e no golfo com o Irão. Hormuz seria imediatamente fechado e as refinarias bombardeadas (quase metade do petróleo mundial), os mísseis iranianos podem perfeitamente atingir qualquer das 44 bases americanas que o rodeiam e afundar a 5.ª Esquadra. E ao mesmo tempo no outro lado, qualquer país europeu que ceda o seu espaço aéreo e terrestre para os ataques é um alvo legítimo, e está ao alcance de mísseis com armas químicas. E a NATO não tem maneira de evitar nenhum destes ataques, só pode retaliar.

    E este é o cenário menos mau. O cenário mau é quando a Rússia decide intervir.

  9. imbondeiro diz:

    O suposto ataque com armas químicas perpretado pelo “regime” ( ele há “regimes” e ele há “governos” para todos os gostos, situações e conveniências…) é para rir…. e para chorar. Para rir da alegação em si e para chorar da forma completamente imbecil como nos tentam fazer engolir histórias sem pés nem cabeça.
    Sempre que vejo fotos de supostos massacres na Síria, invariavelmente debitados na conta do governo de Damasco, os massacrados são, convenientemente e sistematicamente, grupos imensos de criancinhas. Curioso não é? No que toca a este último incidente vi filmagens e vi fotos de cadáveres de petizes deitados pelo chão, enquanto adultos por ali deambulavam fazendo não se percebia o quê. E notei um pormenor curioso: esses e outros cadáveres estavam estranhamente limpos. Eu explico: falou-se em gás tóxico e a morte por gás utilizado como arma química não é bonita, nem limpa. O gás ( por exemplo, o gás Sarin ) destrói as conexões nervosas. As vítimas começam por ter corrimento do nariz, espumam da boca, vomitam, urinam-se, defecam, têm espasmos e contracções musculares e acabam por morrer asfixiadas nos próprios fluídos. E outra coisa é estranha: eu lembro-me do ataque com gás que houve no metro de Tóquio há uns bons anos e o que eu vi na altura foram as forças policiais com fatos de protecção NBQ. Ora o que eu vi nas imagens do suposto massacre sírio foi gente passeando entre corpos e neles tocando com o maior dos à-vontades. Seriam imunes aos efeitos dos agentes químicos? Curioso. E uma outra curiosidade há: o suposto massacre é dado como tendo acontecido nos arredores de Damasco, numa área urbana. Só um imbecil faria um bombardeamento com armas químicas num centro urbano maioritariamente controlado pelas suas próprias forças, pois uma simples mudança de vento faria morrer em vez dos inimigos os amigos. E estas são só algumas das curiosidades desta inventona síria. Muitas outras há e de maior monta.

    • Carlos Carapeto diz:

      Por enquanto não penso participar no debate, está em boas mãos. Vou esperar que apareçam os portentosos “democratas defensores” da liberdade e dos direitos humanos.

      Deixo apenas uma pergunta. Mas naquele local não haviam aves e outros animais? As crianças não tinham mães, avós. Os vídeos não mostram nada dessas coisas.

      Intrigante, não é?

  10. Don Luka diz:

    Se é crime contra a humanidade, então é fácil: a culpa é dos estados unidos. Mesmo que a granada tenha saído das mãos de gente que odeia os eua, foi com toda a certeza a cia que comandou o lançamento. É tão porreiro analisar as coisas assim. Não cansa e fica-se com disposição para ver a novela das 9.

    • De diz:

      E eu que pensava que lukas ainda estivesse às voltas com o álcool consumido pelo exército vermelho quando derrotou os nazis na segunda grande guerra.
      Foi tão porreiro analisar as coisas analisadas então pelo luka que se percebeu imediatamente que luka já andava metido com a novela das 9.

      Tinha era vergonha de o confessar

    • imbondeiro diz:

      Porreiro, porreiro, é cair sempre na mesma e requentada esparrela. Porreiro, porreiro, é retroceder dois mil anos e ignorar o aviso que certos filósofos clássicos já no seu tempo faziam: não te deixes levar pelos teus sentidos, nem conduzir pelos instintos do teu coração, pois, uns e outros, são enganadores.
      É curioso como a mesma gente se deixa, uma e outra e mais uma vez, enganar por um fogo de artíficio de imagens estrategicamente elaboradas e milimetricamente publicitadas que puxam à indignação e a uma “tomada de atitude”. Como anteriormente referi, nada disto é novo. Já vimos disto na Líbia: ele eram os mercenários negros carregadinhos de Viagra, ele eram as monumentais valas comuns cheiinhas de oponentes do “regime”, ele eram os bombardeamentos selvagens dos pilotos de Kadaffi… E o que houve na realidade? Eu digo-lhe o que houve: um genocídio das populações negras da Líbia e dos emigrantes negros que aí viviam, um país destruído à bomba e obrigado a retroceder à Idade da Pedra, o instaurar de um reino de terror de senhores da guerra que torturam e matam a seu belo prazer e que exportam a sua “democracia” e a sua “dialéctica democrática” para todo o Norte de África e Médio Oriente. O que o leva a crer que, na Síria, os métodos são diferentes e os objectivos diversos são? É uma fé muito sua? E sabe o que é muitíssimo triste nisto tudo? O que faz chorar de raiva nisto tudo é que as políticas cegas dos EUA e da UE ( em conluio com essas grandes democracias que são os Estados do Golfo ) vão enterrar, por muitos e maus anos, toda e qualquer possibilidade de real democracia nessas regiões. O que a maioria dos Líbios e dos Sírios agora perguntam é “É esta a “Democracia” que querem para nós?!!!” E já vimos ( e o povo sírio também viu ) “democracias” destas serem implementadas, a custo de milhares e de milhares de mortos e de autênticos cataclismos civilizacionais, no Afeganistão e no Iraque. Esses dois países vivem hoje, graças aos bons ofícios dos EUA e da UE ( um e outra, juntos, dão pelo acrónimo NATO ), uma paz e um desenvolvimento invejáveis. Aqui chegados, uma pergunta lhe faço: o que não percebeu ainda o senhor nesta farsa sangrenta e putrefacta que o Ocidente pomposamente crismou ( há sempre um carinho especial no baptismo dos filhos, ainda que eles sejam bastardos ) de “Revolução Síria”?

    • imbondeiro diz:

      Numa coisa eu concordo inteiramente consigo: os “rebeldes sírios” odeiam efectivamente os EUA. Se tal evidência nada acrescenta às excelsas qualidades de tal gente, exímia praticante de degolações e outros actos de magna filantropia, já muito nos diz da sanidade mental dos seus “sponsors”: os governantes estado-unidenses. Os EUA já deviam ter aprendido há muito tempo: cegos pelos seus objectivos mais imediatos, meteram-se com gente desta, nos idos de 80, num lugarejo que dava pelo nome de Afeganistão. O ricochete tem sido o que se vê.
      E outras coisas curiosas há nesta mania de os EUA se meterem na cama com víboras desde que tal lhes permita ( pensam eles ) caçar um imaginário dragão: apoiaram a Irmandade Muçulmana quando o alvo a abater era o panarabismo de cariz socializante de Gamal Abdel Nasser e não hesitaram em ter entre os assalariados da CIA um senhor como Khomeini quando havia que destruir a todo o custo o governo nacionalista e anti-Xá ( perdoem-me a redundância ) de Mossadegh. E que dizer do continuado e generoso apoio dos EUA a esses pináculos da barbárie chamados Khmer Vermelhos quando isso interessava à desestabilização do Vietname? Agora, repetindo a velha receita para o desastre, apoiam, treinam, armam, financiam e propagandeiam assassinos para que façam por eles a guerra que lhes interessa ( “Iran, you are next!!!” ) na Síria, não cuidando que dão de comer a cães que, mais tarde ou mais cedo, morderão freneticamente a mão daquele que se julgava seu dono.

    • Rocha diz:

      Não é só dos Estados Unidos, é também da União Europeia. No caso da Síria é particularmente da União Europeia. Mas ao todo é da santa aliança que ainda está aí para “combater a União Soviética” (por muito que ela já não exista) chamada NATO, os genocidas que são acusadores, juízes e carrascos. Mas se acha que é tudo mentira então aconselho-lhe umas férias no Afeganistão, no Yemen e no Líbano. Pode ser que ainda assim continue a defender os seus heróis imperalistas, mas também pode ser que lhe caía uma merecida bomba em cima.

  11. De diz:

    Winston Churchill
    Ou outra forma “porreira” de analisar as coisas

    http://antreus.blogspot.pt/2013/08/frase-de-fim-de-semana-por-jorge.html

  12. Miguel diz:

    Interessante ouvir alguns analistas americanos e muito defensores dos direitos humanos. Novamente, fazem analogias à segunda guerra mundial e dizem que Assad é um novo Hitler.

  13. imbondeiro diz:

    Presumo que muitos dos meus conbloggers estejam fartinhos de ouvir as mesmas cantiguinhas de horrendos massacres perpetrados pelas forças armadas do novel anti-cristo designado pelo Ocidente que dá pelo nome de Bashar Al-Assad. No meio de todo este carnaval de mentiras e manipulações há, no entanto, que centrar o debate e ir ao que interessa: aos factos.
    As primeiras notícias do suposto massacre surgiram no jornal do Dubai “Al Arabiya”, jornal esse fundado e financiado por nada mais nada menos do que… a Família Real Saudita. Segundo esse jornal, que tem movido ( surpresa!!! ) uma acérrima campanha contra o Governo Sírio e em prol dos “combatentes da liberdade” que se lhe opõem, o ataque teria tido lugar nos subúrbios de Damasco de Ghouta. O número inicial de mortos dado pelo “Al Arabiya” ( 500 ) foi engrossando à medida que a espantosa notícia foi sendo ventilada por agências noticiosas ocidentais que primam pela imparcialidade: a “USA Today” apontou inicialmente 635, mas logo os multiplicou para 800, ao passo que a sempre imaginosa “SkyNews”, para não se ficar atrás da concorrência, logo escalou a cifra para uns terríficos 1300 mortos. É claro que “organizações” tão idóneas e imparciais como o Observatório Sírio Para Os Direitos Humanos ( um organismo “sui generis” composto por um único senhor, de seu nome Rami Abdul Rahman, um sunita dono de uma loja de roupas que vive há treze anos em Inglaterra ) logo vieram secundar e acerrimamente confirmar as trágicas notícias. Esta foi a historieta contada por esta honesta gente. Vamos, agora, ao contraditório.
    Seria de uma estupidez assinalável que as forças armadas sírias lançassem um ataque com armas químicas nos arredores de Damasco dois dias depois de chegarem a essa capital inspectores que têm por missão averiguar da existência e da utilização de… armas químicas… no conflito sírio. Acontece também que essa utilização, para além de ser estúpida, não teria qualquer valor prático do ponto de vista militar: a zona onde se teria dado o suposto bombardeamento químico ( o subúrbio de Ghouta ) foi limpo dos afiliados jihadistas da Al-Qaeda do Jabhat al-Nusra pelas tropas sírias em Maio passado.
    Tal alegação só aproveita, como facilmente se pode constatar, a um determinado grupo. E esse grupo é, nem mais nem menos, aquele que há bem pouco tempo foi explicitamente acusado pela Comissária da Comissão Independente para a Síria (um organismo da ONU), a Senhora Carla Del Ponte, de utilizar gás Sarin: os “rebeldes sírios”.
    Ontem, fechou-se o círculo do embuste: o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido veio declarar, “urbi et orbi”, que seria impossível encontrar provas da utilização de gás pelas forças armadas sírias, pois estas já teriam destruído todas as provas do seu crime. Um autêntico “catch 22”, ou, portuguesmente falando, uma genialíssima pescadinha-de-rabo-na-boca: a inexistência da prova de um crime é, em si, a própria prova que confirma esse crime, uma vez que todo o criminoso oculta e destrói, por natureza, toda e qualquer prova do seu horrendo acto. Extraordinário!!! E ainda há gente que não acredita na Fada dos Dentes… Ó gente de pouca fé!!!

    • Miguel diz:

      Falta analisar o comunicado da Al-Qaeda que aparece entre sábado e domingo, dando razão a uma intervenção militar dos E.U.A.
      A Al-Qaeda, diz que retaliará com disparos de bombas, contra o ataque de armas químicas de Assad. Ou seja, Al-Qaeda, E.U.A., Turquia, França e Inglaterra, todos de acordo na mesma estratégia.
      Afinal, para que serve a “Al-Qaeda”, uma espécie de braço armado dos E.U.A. nas suas guerras de contra-inteligência em todo o Mundo?

      Que vergonha este François Hollande que se comporta como uma prostituta dos americanos!

  14. Victor Manueel de Jesus Pereira diz:

    É óbvio que os EUA passaram por uma grave crise económica (que exportaram para a Europa) e que, actualmente, ainda não está resolvida, longe disso. Uma das formas encontradas para ajudar a colmatar a dita crise, foi o notório conluio do governo federal com o de Israel, no sentido de o 1º e seus comparsas ingleses, com o beneplácito da ignorante UE (para não lhe chamar outra coisa) revolucionarem e trocarem os respectivos líderes (até aí amigos dos 1ºs ) no norte de África e médio-oriente, por subservientes do sistema, de forma a isolarem estrategicamente o grande objectivo, o IRÃO. Claro que Israel pagaria muito bem esta encomenda, só que os EUA não receberam por não terem cumprido, pois a Síria complicou tudo. E daí, a crise americana estar longe da resolução. Claro, os EUA como “donos” que são, da ONU e da NATO, puxaram dos seus galões e meteram tudo ao barulho, inclusive a UE, numa tentativa de provarem o improvável. Tal como já alguém aqui frisou, as consequências do gás sarin, não são as que ingenuamente mostraram, trata-se de uma farsa, como a das armas no Iraque. Quem nunca respeitou as leis da ONU, até hoje, foi Israel e quanto ao armamento ilícito, lembro o napalm e o urânio empobrecido, para não falar noutros piores. O grande problema, é que os EUA não receberam o prometido…

  15. imbondeiro diz:

    (RESPOSTA A “NEGÓCIOS DE ARMAS”)

    Olhe, minha cara senhora: eu não a ofendi, gentileza que a senhora não retribuiu ao sibilinamente apodar-me de “cobarde” e de “verter lágrimas de crocodilo”. Quanto às dores por familiares mortos na guerra, eu recuso-me a entrar em competições de ridículo mau gosto, mas sempre lhe vou dizendo que compreendo a sua imensa dor – afinal de contas, a I Guerra Mundial e a Guerra Civil Espanhola acabaram há coisa de uns meses… Sou pouco dado a discussões metafísicas e, quanto no que à da bondade epidérmica diz respeito, a minha crença é a de que Jesus de Nazaré foi executado, Gandí morreu assassinado, Martin Luther King também e a Madre Teresa de Calcutá há uns bons anos que se foi, pelo que a posta restante são anjinhos de asas tão fraquinhas, mas tão fraquinhas que não resistem aos fortes ventos da manipulação. Quanto a “jogos de espelhos”, os únicos que aprecio são os da prosa do Borges. E não, não houve aqui nenhum mal-entendido. O que há é um seu discurso que mete os pés pelas mãos e traz à colação coisas que para aqui não são chamdas: não me diz respeito donde vem a pensão de sua mãe e a honestidade de seu pai é certamente admirável, mas com isso eu nada tenho a ver. É que linhagem de honestidade todos nós temos, mas só muito poucos de nós têm a honestidade intelectual e o prumo cívico de a não esfregarem na cara dos outros como se de uma prenda singular e a outros inacessível se tratasse. Quanto às suas constantes interrogações, esteja a cara senhora descansada: eu tenho uma audição magnífica e a minha percepção, embora tenha as suas momentâneas falhas, lá vai dando para os gastos do dia-a-dia. Devo também dizer-lhe, sem o mínimo de acrimónia, que o facto de pontualmente concordarmos na análise não faz de nós, felizmente, digo eu, “compagnons de route”. E um último conselho amigo: se Vossa Excelência não gosta de ser incomodada com os comentários impertinentes de gente que, como eu, por aqui anda e exerce livremente a sua opinião, tem bom e santo remédio – faça as suas agudíssimas análises em outro lado. É que isto de “vaidades irritantes e irritadas” foi no tempo da “Questão Coimbrã” e, francamente, já não há pachorra para elas. E nunca se esqueça: nesta e noutras situações, para a irritação “xanax” é a solução. Passe Vossa Excelência muito bem, são os sinceros desejos deste seu criado.

  16. «Negócios de armas» diz:

    Muito obrigada pela «elegância» do seu comentário.

    Sabe uma coisa? Nem sequer o li.

    Arranje outra «frente de combate»… devem haver várias… a si lhe devem faltar…

    P.S. Só os donos do blogue é que me podem pôr fora daqui quando bem o entenderem: o blogue é deles.

    • imbondeiro diz:

      Sinto-me muitíssimo obrigado a Vossa Senhoria por ter avaliado do carácter “elegante” do meu comentário sem sequer o ter lido. Essa sua faceta de pitonisa é deveras interessante para além de ser, imagino eu, muitíssimo útil: excusa de ter a maçada de ligar o computador, visto que deslindará no éter, e com proveitosa antecedência, os mais escondidos e tortuosos pensamentos deste seu criado e dos restantes frequentadores aqui do blogue. O que, sendo útil para si, também é ( veja lá o involuntário favor que me presta ! ) de enorme serventia para este seu servo, uma vez que me liberta ( e, ó Deus, o que eu lamento tal alforria! ) de responder aos seus agudíssimos e elaboradíssimos comentários.
      Quanto a expulsões, Vossa Excelência, mais uma vez, nada entendeu. Não sou segurança de discoteca para expulsar seja quem for e só eventualmente mostro a porta de saída a quem está naquilo que é meu e comportar-se não sabe. O que eu anteriormente humildemente lhe sugeri foi um refrigério, um útil paliativo para a sua irritada sensibilidade. Cabe a Vossa Senhoria avaliar da bondade da minha sugestão e segui-la ( o que me alegraria enormemente o coração ) ou não ( o que para mim é coisa que não aquece nem arrefece ).
      E, para finalizar, minha caríssima Senhora, as únicas armas que eu em combate terço são as do pensamento. Combates com essas armas, tenho-os todos os dias. E tão enriquecedores quanto agradáveis são eles, pois, no seu término, mortos não há e encontro sempre mais um amigo que algo de novo me ensina e novas perspectivas me faz ver com aquilo que escreve. Infelizmente, não foi esse o seu caso. Passe Vossa Senhoria muitíssimo bem é o que sinceramente lhe deseja este seu criado.

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