A Caminho das Autárquicas (I)

Muitos daqueles que defendem que os portugueses andaram “a viver acima das possibilidades”, são exactamente os mesmos que se preparam agora para votar e reeleger presidentes de câmara que supra-endividaram os municípios em largas dezenas e mesmo centenas de milhares de euros.

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Sobre Ivo Rafael Silva

Mestre em Tradução e Interpretação Especializadas; Licenciado em Assessoria e Tradução; Investigador de História e Etnografia; Investigador do Centro de Estudos Interculturais (CEI) do ISCAP; Tradutor freelance; Secretário administrativo; Militante do PCP desde os 18; Membro da JCP desde os 16.
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26 respostas a A Caminho das Autárquicas (I)

  1. «Insisto» diz:

    O dinheiro para estes cartazes «luxuosos» vem de quem? Eu insisto. A origem do dinheiro, papéis em concreto, nada de «virtualidades» …

    Primeiro, as continhas dos Partidos com «boys» & «girls» na Administração Central e Local. Não sei se me falha alguma Administração (deve falhar porque eu não percebo nada disso – falha-me a memória constantemente, também já disse, porque sou uma pessoa «encartada», o meu cérebro teve um curto-circuito valente; ando muitíssimo bem acompanhada por médicos sérios mas não digo nomes -, ah, já sei também a Administração da União Europeia.

    PS: Parece que a nova sede do BCE na Alemanha custou Mil Milhões de Euros, que houve derrapagem…deve ser…qual derrapagem…até foi comentado no NYT (peço desculpa, mas não guardo links). Tenho um PC fixo com dez anos devidamente recauchutado (32bits) e que só dá mesmo para eu viver abaixo das minhas possibilidades!

  2. Dezperado diz:

    Autarquias, Camaras, são dois dos maiores polos de corrupção do País. Autarcas, Empreiteiros e Bancos, todos juntinhos para fazerem obra para ingles ver, e meterem uns milhares ao bolso.

    • «Insisto» diz:

      Compreendo.

      Nesta altura também tenho dificuldade em não fazer generalizações. Mas esforço-me por não fazê-las para não me confrontar com a minha própria estupidez. Peço que não me responda, por favor, porque senão ainda fico mais confusa. O meu voto já está decidido. Não gosto de debater generalizações. E não lhe vou responder, perdoe-me a franqueza, mas não sou sonsa. Para si, um dia cheio de luz!

      P.S. Ando a trabalhar sobre os «swaps» que foram feitos pela actual Ministra das Finanças(CDS?/PSD?) – ainda não percebi muito bem o subtexto do discurso, narrativa, demagogia – quando estava na REFER, que foram feitos durante o Governo de Sócrates(PS) e já pagámos com perdas reais, já não me lembro quanto mas são uns valentes milhões; ela trabalhava, então, já não me lembro muito bem, penso que na DGTF. Que bela contradição! Todos a mentir! Se os apanhar a jeito, ponho-lhes «gindungo (MG) na língua», tem efeitos secundários, pois tem, bem sei. Não gosto de falar nessas coisas. Mas também me sei defender (tudo, tudo biológico há anos).

      Tenho prazos para a entrega de trabalhos (vários e de várias naturezas). Mas não sou ganaciosa; mas quero que o meu ordenado mínimo seja aumentado muito mais do que o Sr. João(?) Silva da UGT diz, é mais na linha do ordenado sugerido pelo Sr. Arménio Carlos (CGTP) que defende, de facto, os trabalhadores todos.

      • De diz:

        Ministra swap que foi agraciada com um lugar no gabinete dessa coisa inqualificável de nome Passos coelho. O neoliberalismo é assim.Funciona assim.O(S) governo(s)do capital (são) a placa giratória do processo.
        Sobre a minstra swap:

        “Uma pergunta !
        No seu comentário semanal Marques Mendes afirmou , com ar sério que a ministra das finanças não devia ser demitida mas o Secretário de Estado doTesouro sim, por isto, por aquilo, por causa dos swaps !
        Mas não é verdade que este Secretário de Estado foi escolhido pela Ministra das Finanças ?
        É uma escolha da Ministra…
        Então a ministra escolhe um cavalheiro ligado à tentativa de venda de Swaps ao governo de Sócrates para camuflar dívida pública… ,um Secretário de Estado que segundo Marques Mendes devia ser demitido e esta escolha-não merece nenhum comentário ao dito Comentador…
        Diz-me quem escolhes e eu dirte-ei quem és !!!
        Referindo-se ao BPN disse que era um caso de polícia .
        Olhe que não , olhe que não !
        É um caso vergonhoso para o PSD , para Cavaco Silva , para as mais altas figuras deste Partido…
        Ao afirmar que é um caso de polícia Marques Mendes quer arrumar o assunto e fugir às responsabilidades políticas do PSD , às negociatas feitas neste banco pelos seus amigos e comparsas !!!”
        http://foicebook.blogspot.pt/2013/08/notas-breves-de-ferias.html#links

        • «Insisto» diz:

          O problema é que nada disto passa com clareza na Comunicação Social, nem nas Comissões de Inquérito Parlamentar. Como já tive oportunidade de referir aqui no 5dias, o Sr. Deputado Paulo Sá (PCP) é o único Deputado que tem verdadeiramente a competência técnica para investigar a escandaleira dos Swaps.

          O BPN é uma coisa inexplicável: tratou-se de um risco sistémico para os governos do CDS/PSD/PS, pelas minhas contas. Tentam todos fugir, mas eu falo com muita gente na rua porque eu sou assim mesmo – agora que estou «encartada», saio pouco, mas quando falo, falo muito – e as pessoas estão muito, muito irritadas. E conto-lhes tudo o que se está a passar em todo o lado: é a minha obrigação enquanto portuguesa. Já convenci bastante pessoal a ir votar e onde. É uma manobra de manipulação mas que lhes digo abertamente que estou a fazer um comício local. Como sabem que sou passada têm a bondade de me aturar. Mas depois concordam comigo, mesmo pensando que sou passada.

          Os comentadores não são todos iguais. Mas não gosto lá muito deles. Não sei porquê mas não me enchem as medidas. Marques Mendes é um comentador entre muitos comentadores nos órgãos de comunicação social, neste caso da TVI, que servem para encher chouriços e entreter o pessoal. Pais Jorge é uma bronca do «caraças» e tem um ar o ar de mafioso estampado na cara e a Sra. Albuquerque é uma grandessísima aldrabona e mentirosa e gordíssima, cheia de almoços e jantares à nossa conta. O marido teve de sair da EDP… E estamos nas mãos desta gente! Eu cá, não!

          Tentam todos safar-se das responsabilidades políticas mas já não é possível porque, por exemplo, os «swaps» estão a vir à tona e é bastante grave: O CDS/PSD/PS estão lá todos metidos até às orelhas. Hoje li no DN que a RTP pagou já 450 milhões … fico atordoada com estes números e apetece-me ir-lhes à cara mas com o chinelo para não me magoar. Mas também tenho utensílios caseiros muitíssimo eficazes e contactos em Chelas.

          Marques Mendes (TVI24) tem o complexo de ter pernas curtinhas e braçinhos curtos (atenção que eu não ligo muito aos caracteres «fenotípicos de ninguém», estou é a vingar-me na aparência dele) gosta de vender «banha da cobra do Governo e do PR» que pressinto que ele muito gosta, apesar de entrar em contradição constantemente. Não tem jeitinho nenhum para as fitas teatrais: «só enfia o barrete quem quer» .

          Felizmente aind se podem ler nos jornais que não se vendem ao Governo. Mas esta gente toda tem quase todos os meios de Comunicação Social na mão – e não é só cá em Portugal. Mas um dia destes isto muda. Nós somos muito mais do que eles. Isso é que é um facto.

          Passos Coelho foi posto lá por gente que interessa para ele fazer o trabalhinho por eles.depois vai parar não sei bem onde…à Guiné? Ele ia aos cursos de Verão do PSD e durante anos fui «monge copista». Não posso dizer mais nada porque implica outras pessoas e isso eu não faço.

          Nunca investigaram a reunião de banqueiros que houve cá em Outubro de 2008 do lobbie do IIEB (salvo erro): Penha Longa. Sócrates fez uma palestra lá para Belém algures; Constâncio abriu a conferência e só falava em «prociclicicality» (não percebo nada disso), mas queria dizer, segundo percebi, que iríamos de crise em crise…nós…os banqueiros, não.

          Os banqueiros europeus (belas peças) disseram que o resultado da crise foi ter havido a implementação dos «new accounting rules» porque ainda estavam a tentar implementar o Basileia II. Mas já têm o Basileia III (posso estar enganada) e as contas não batem certo. Não percebo nada disso.

          Voltando à actualidade, eu não dou confiança à democracia suspensa ditada pelo PR.

          Sabe o que isto é? É o resultado da ditadura de Salazar que não proporcionou a Educação aos portugueses. Esta aparente resignação advém da ignorância. O ser pensado é mais fácil do que pensar.

          Mas atenção, eu sou uma ignorante, mas quando leio ou ouço qualquer coisa estou sempre com um «olho no burro e o outro no cigano» a ver onde é que estou a ser «comida» – desculpe esta última expressão. De vez em quando caio em «cascas de banana«…Mas tive bons Mestres que agora me largaram às «feras»! Autênticamente! Eu concordei.

          • De diz:

            Muitas das coisas que aqui diz são acertadas e não traduzem de forma nenhuma que seja “passada”.
            Mas o motivo porque agora “comento o seu comentário” é que a sua prosa tem a frescura das coisas irreverentes e a frontalidade dos corajosos (ou corajosas).
            Uma lufada de ar fresco, irreprimivel e torrencial

            E isso é bom

          • «Insisto» diz:

            Só uma rectificação: os 450 milhões dos swap da RTP, li no Correio da Manhã. Faço muitas vezes confusão onde li as notícias porque leio um cardápio de jornais. Aqui para as minhas bandas, há cafézinhos que têm jornais. Todos os dias, costumo ler o DN, Correio da Manhã e muitas vezes compro o i. Não é pelos jornalistas porque eles têm de seguir a «batuta dos accionistas» porque senão vão para a rua. Isso também já percebi. Mas ainda se conseguem ler alguns artigos de opinião que valem a pena, gosto particularmente daqueles que aparecem com forma de «filete». O Expresso não leio porque me dá dores de cabeça. Leio a Visão porque os cafézinhos tb têem. Ao Domingo leio o Público num outro cafezinho mais longe. Há jornalistas e pessoas que não o são que têem imensa coragem para escrever o que escrevem porque são conhecidos e arriscam muito dizer o que escrevem. Mas as pessoas que conheço, já todos se aperceberam…trocamos assim por alto umas ideias … quase não falamos para não nos cansarmos e conseguirmos manter-nos objetivos: cansar a mente e não entrar em confusões. Neste momento tenho uma montão de jornais para ler (os Srs. dos cafézinhos guardam-nos para mim porque no dia a seguir vão para o lixo; mas nem todos são assim muito generosos). Os meus cafézinhos são escolhidos a dedo. Não pense que passo a vida em cafézinhos; não é verdade. Só tomo um chá de manhã para poder ler os jornais; uma troca, mas não é um swap.

            Faltou-me dizer que também observo por onde estou a ser «engana», pelo formato de todas as coisas no que toca a comunicação: jornais, anúncios na televisão, abertura de telejornais, etc. Na BBC World News passam uns documentários, mais ou menos independentes ao fim-de-semana. Ainda há poucos meses passou um de 3 partes em 3 fins-de-semana seguintes por ocasião dos 10 anos da guerra no Iraque. Sabe o que faltou? Mostrar as petrolíferas americanas que andam a sugar aquela pobre terra e os pobres dos iraquianos, bem como o facto dos cereais que é que lá andam a colocar serem todos de sementes MD. Sobre isso nem uma palavra. Abordaram sim, o efeito das armas utilizadas pelos norte-americanos, nos bébés que nascem. É aterrador. E agora na Síria dizem que o gás sarin vem de Al-Assad. Cheira-me a esturro. Os EUA devem andar a vender gases de distruição maciça em todas as partes envolvidas. É o negócio da China. O dono banco de cá – o Finantia escreveu nestes inquéritos anuais (são vários) do Banco Mundial onde as seus negócios eram mais lucrativos: no quadrinho que diz «zonas de guerra». Disseram-me, a pessoa que me disse já lá não está e por isso arrisco a dizer, mas só porque já lá não está.

            É evidente que o BPN é uma organização tutelada por Cavaco Silva y sus compadres. O Pavilhão Atlântico do seu genro, isto é uma brincadeira: uma pilhagem aos portugueses. Mas tudo se começa a saber porque as pessoas falam, falam mais baixinho, isso é verdade, às vezes até olhamos à roda para ver que está a ouvir. Os quiosques dos jornais são óptimos para trocar impressões. Por exemplo, não posso arriscar muito porque tenho um conhecido que trabalha numa dessas empresas que está sob fogo por causa dos swaps e não faço confusões, não digo absolutamente nada a ninguém; até já nem falo com esse conhecido que por sangue me é próximo, mas isso não implica «dar à língua». Para mim, a ética resume-se a isto: quando se pode «lixar» alguém porque é que se não o faz. O resto é conversa e rios de tinta escrito sobre isto.

  3. José Sequeira diz:

    Com tantas coisas tão claras e tão bem explicadas porque é que o PCP não cresce à custa do PS? Porque é que o próximo 1º ministro não é um militante do PCP mas sim um qualquer atrasado mental do PS? Já agora, que se aproximam as autárquicas, porque é que os militantes e simpatizantes do PCP deram, em Lisboa, voto útil ao Costa?

    • Miguel diz:

      Tantas perguntas, sem entender o processo político português, desde o 25 de Novembro de 1975? Sem perceber as manobras de propaganda contra o PCP (a partir do PS)?

      Enquanto o PS for um partido social democrata e meter o socialismo na gaveta, o estado das coisas públicas e privadas continuará o mesmo, sem tirar nem pôr.
      A não ser que nasça um movimento «chavista» dentro do PS ou alguém que tenha um programa ligado ao socialismo do século XXI que se vive hoje em alguns países da América do Sul. Também, não deverá ser possível, enquanto o PS for uma máquina de promoção pessoal (Soares dixit in «Contos Proíbidos» de Rui Mateus) e a sua estrutura de poder continuar a ser o que é, ou seja, uma máfia, sempre caracterizada pelo anti-comunismo promovido por Soares.

      • «Insisto» diz:

        Bom dia. Só uma mensagem telegráfica. Se procurar nos arquivos do 5dias – coloque Contos Proibidos, Rui Mateus – terá acesso ao livro. Eu já fiz o download e já dei uma olhadela. Fiquei absolutamente esclarecida: ainda não tive tempo para ler todo. Mas eu sou só uma curiosa… Por favor, não me responda porque eu ando atarefadíssima a trabalhar à conta dos «swaps». Foi só mesmo para dar uma ajudinha relativamente ao livro. Um excelente dia para o Sr.

        P.S. Já fiz referência aqui neste post sobre o swap da RTP publicado no CM.

        Se me permitem, gostava de fazer uma correcção. O valor é de 410 milhões e o valor ainda não foi pago mas terá de o ser até 2022…se não me enganei outra vez …

        Terá de o ser? Isso é que nós vamos ver. Aqui situações de win/win para esta roleta viciada faz-me lembrar a cena do filme «O Caçador» em que um soldado joga à roleta mas com pistolas carregadas com balas: nunca me esqueci dessa cena. Penso que estes gestores públicos e banqueiros et all deviam seguir o mesmo exemplo de coragem.

        Quando jogarem, tenham «to.ma.tes».

        Nós, cá, portugueses sérios, nos arranjaremos. E ficaremos muito melhor.

      • «Insisto» diz:

        ATENÇÃO: O meu comentário é dirigido ao Sr. JOSÉ SEQUEIRA.

        Enganei-me. Estou a aprender, os blogues… Peço imensa desculpa a «Miguel».

        Desejo-lhe um excelente dia.

        • josé sequeira diz:

          Faço minhas as palavras do “De”.
          “… a sua prosa tem a frescura das coisas irreverentes e a frontalidade dos corajosos (ou corajosas).
          Uma lufada de ar fresco, irreprimivel e torrencial

          E isso é bom”

          Só que – culpa minha certamente – não percebi o que é que o seu comentários tem a ver com o meu comentário.
          Cumprimentos e volte sempre, isto se os donos do blogue deixarem.

          • «Insisto» diz:

            Sr. José Sequeira, verdadeiramente…

            Foi só mesmo para dar uma ajuda relativamente ao livro de «Contos Proíbidos» de Rui Mateus. Apenas isso.

            Não mando «bocas».

            Quando quero dizer alguma coisa, sai-me pela boca.

            Mas costuma-se dizer: «ou entra mosca ou sai asneira». Acontece que não percebo nada de moscas.

            Mas percebo bem de pessoas que respeitem a palavra de outras: felizmente ainda algumas e que não são só de palavra mas são de uma imensa bondade; aprendo imenso com essas pessoas: «a palavra é sagrada».

            Por favor não se «meta» comigo porque eu não me «meto» com ninguém e tenho por príncípio o de não fazer mal a ninguém: já não é mau. Mas se me fazem mal, se não me conseguir defender por alguma razão extraordinária, tenho pessoas que o fazem por mim: é só eu abrir a «a boca». Mas prefiro sempre ser eu a resolver os meus problemas e sem «bocas».

            E faça-me o favor de respeitar «a minha palavra».

            Muito agradecida e o resto de um excelente dia.

            P.S: Não volto a este assunto mesmo que me mande mais «bocas».

      • Dezperado diz:

        Miguel fiquei com uma duvida.

        “Sem perceber as manobras de propaganda contra o PCP (a partir do PS)? ”

        Então o que aconteceu nas autarquicas de Lisboa? O PCP meteu o comunismo na gaveta para apoiar o Costa?

        • Mas que história é essa de “apoiar o Costa”, se a CDU tem candidato a Lisboa?!

          • De diz:

            Uma pequena manobra de diversão.

          • Dezperado diz:

            Foi em 2009, não foi assim ha tanto tempo:

            “Manuel Carvalho da Silva, líder da CGTP e militante do PCP, declarou esta manhã o apoio à candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa.
            “É preciso para Lisboa e para os lisboetas que António Costa ganhe as eleições”, disse Carvalho da Silva no Chiado.
            O sindicalista cruzou-se na Baixa com o candidato socialista, que iniciava uma acção de campanha. Os dois tomaram depois um café na Brasileira.”

            “O prémio Nobel da Literatura José Saramago declarou hoje apoio à recandidatura do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
            “Espero que seja presidente por muitos anos mais. Espero que isso aconteça. Oxalá! Mas é preciso fazer com que isso aconteça. As coisas não acontecem por si mesmas. É preciso fazê-las acontecer”, afirmou José Saramago.

            Para derrotar a direita, ate se passa por cima do proprio partido!

          • Ah… afinal encravaste em 2009. Podias ter avisado, que a malta não perdia tempo contigo.

          • Dezperado diz:

            Ivo a minha questão relaciona-se com o post do Miguel. A pergunta é feita ao Miguel no contexto do seu comentário.

            Se o Ivo não quer perder tempo, tambem ninguem lhe perguntou nada.

          • De diz:

            A questão mesmo, a grande questão ( melhor, a pequena questão) é que Desperado é useiro e vezeiro nisto.
            A sua fúria desesperada em relação a Saramago ficou patente na sua calúnia baixa e torpe, com a acusação girando em torno dos impostos deo grande escritor

            (Ver se necessário post de Alexandre de Sousa Carvalho:
            “Quando o liberalismo não rima com capitalismo, o corporativismo dá uma ajuda”)

            Os processos desta gentinha não podem passar impunes.Porque também há uma dimensão ética a que não podemos ficar alheios.
            E os métodos da direita neoliberal com pozinhos de pesporrência devem ser sistematicamente denunciados

        • Miguel diz:

          Sim, se considerarmos aqueles ditos comunistas que embarcaram, com João Soares, em «terceiras vias», alguns meteram o comunismo na gaveta.

          No entanto, «Dezperado», com todo o devido respeito e educação, quem é que começou com a corrupção e o aliciamento? Foi o PCP? Quem é que dizia que estar no PCP era como estar no inferno e sair do PCP era como passar pelo purgatório? Essa conversa vinda de uma estrutura do PS, misturada com a Igreja católica e apostólica portuguesa (maioritariamente anti-comunista). Todas as deserções e traições ao PCP, por ditos comunistas eram sempre bem-vindas pela estrutura de poder do PS, estrutura essa, trabalhada no âmbito da promoção pessoal, movida por interesses e que deu no país que estamos a viver, dando origem a experiências pessoais, como a do Sr. Jorge Coelho.

          • Dezperado diz:

            Miguel

            O exemplo que dei, nas autarquicasa de 2009, pessoas como manuel carvalho da silva e saramago (grandes comunistas reconhecidos pelos proprios comunistas), apoiaram publicamente o Costa. Na altura percebeu-se que era mais importante derrotar o PSD do que propriamente constituir uma alternativa de esquerda.

            Mas aqui a questão será e visto que o povo esta farto do PSD e do PS, não seria uma boa altura para o PCP tentar reconquistar eleitorado do PS? Não consegue porquê? Ou até eleitorado do BE (partido que cada vez se nota mais que está à deriva, sem saber bem o que fazer)

          • No PCP não há “grandes” nem “pequenos comunistas”. E para tua informação, o Carvalho da Silva não é militante do PCP há vários anos.

      • josé sequeira diz:

        Miguel
        Claro que penso perceber o processo. No meu caso o antes, o durante e o depois.
        Diz o Miguel que os problemas do PCP se devem à propaganda do PS?
        Eu normalmente quando tenho problemas costumo primeiro olhar para o que fiz de errado e não o que os outros fizeram de errado comigo.
        Eu não falo em alianças com o PS, falo em crescer à custa do PS. É claro que o PS nunca vai deixar de ser o que sempre foi: um partido social-democrata; em 74, a facção Manuel Serra tentou inverter a coisa mas só teve 20% de votos no Congresso.
        Quem pensar em chavismos no PS pode esperar sentado.
        Na hora da verdade a direccção do PC não tem conseguido segurar os seus votantes (e até se calhar muitos militantes). As eleições de 2009 em Lisboa (por acaso as últimas que houve) são apenas um exemplo: A desconsideração para com o Ruben, que até a mim, que não era votante PC, me custou foi uma coisa que não lembra a ninguém.
        Cumprimentos.

        • Miguel diz:

          José Sequeira,
          Não se deve esquecer do papel da comunicação social em relação ao PCP.
          Diz, com inteira razão, que o PCP não tem segurado os seus votantes.
          No entanto, se pesquisar tudo o que foi dito em relação ao PCP, desde a imprensa à televisão, não encontrará, de certeza, nenhum elogio ou regozijo por alguma vitória ou iniciativa deste partido.
          Pergunto: Quem é que esteve por detrás das chefias do meios de comunicação? Foram elementos com simpatia pelo PCP ou o contrário?
          Depois, temos outro aspecto que é o de viver numa sociedade doente, onde não existe quase espaço para um debate pluralista de ideias, pois os intervenientes das televisões e da imprensa são quase sempre os mesmos. Os elementos do PCP são praticamente esquecidos ou remetidos para uma hora, em que não existe uma grande audiência. Quer queira ou não queira, isso influência muito a opinião pública.
          Por exemplo, todos falam do debate entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, em 1975, mas ninguém fala do debate, entre estas duas figuras políticas, em 1982 (na RTP-2. mediado por José Eduardo Moniz). Este é aquele que chamo de «debate esquecido». Foi o debate que acabou com Soares aos gritos a dizer que Álvaro Cunhal não era de esquerda e em que Álvaro Cunhal, muito calmamente respondeu: «palavras, palavras, só palavras».

          • josé sequeira diz:

            Miguel
            Não vamos prolongar o debate uma vez que você tem razão e eu também não deixo de a ter.
            Nesta fase da vida, depois das seis décadas, também ando, como o Demóstenes, e com a pequena adaptação que se impõe, com uma lanterna acesa durante o dia à procura de um “político sério”.
            A única vez que votei PCP foi nas eleições presidenciais de 1990 em que, entre Soares e Horta, preferi Carvalhas.
            Agora estou disposto a premiar a seriedade e até a ascese que vislumbro em muitos dos políticos que preenchem o universo PCP. Não gostaria era que o voto que vou dar a esse partido fosse perdido pela saída de um habitual votante para o voto útil no PS, mesmo com o argumento de que serve “para derrotar a direita”.
            Estou a referir-me por exemplo a Braga onde pode existir essa tentação.
            Cumprimentos.

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