O empreendedor luso ou como a vida é bela

Se escreves mal e com muitos pontinhos, se falas em “coaching” e empreendedorismo, se apoiaste sempre Cavaco Silva então podes ser tido como um exemplo pelas universidades deste país, podes gozar com quem passa dificuldades declarando que o melhor que te aconteceu na vida foi teres sido despedido e podes pregar grandes calotes a muita gente.

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45 respostas a O empreendedor luso ou como a vida é bela

  1. Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUAe comentado:
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  2. De diz:

    No alvo

    Em excelente forma, Tiago

  3. Dezperado diz:

    No Verão à mesmo falta de assunto para fazer post. Só assim se percebe este post tão triste.

    Os portugueses ainda não percberem que não vale a pena abrirem negocios….o melhor, é ficaram à espera que o Estado tome conta de todos nós. Mais vale mamar, que ser mamado.

    • De diz:

      Desperado posta este comentário um tanto desesperado.

      Deixemos de lado os “mamar” e “ser mamado” com que faz transparecer não só a sua irritação como também outros pormenores que não devem vir ao caso

      O que aqui interessa é mesmo o expor (em toda a sua crueza) do percurso de um empreendedor, bem endeusado pelos media dominantes, bem solicitado pelo mundo dos encomiásticos defensores dos exploradores.E apoiante inefável dum dos membros da quadrilha saqueadora.
      Os elogios e os exemplos e os gritos histéricos sobre as vantagens de se ser despedido ou as oportunidades que surgem com o desemeprego, tão ao gosto de passos e da sua trupe com o correspondente final de trapaça, aqui evidenciados em quatro linhas, com os correspondentes links.
      Precisão e eficácia.O desmoronar dum dos mitos do capitalismo num post tão simples e tão oportuno.

      Isto deixa fora de si desperado.Deixa-o mesmo a fazer jus ao seu nick.
      O rei vai nu.E há quem o queira tapar desta forma tão atabalhoada como desperado o faz.
      Mais do que triste, um comentário revelador
      🙂

      • Dezperado diz:

        ó De, obrigado…finalmente percebi a vossa dor de cotovelo.

        Afinal o problema, não têm haver com o gajo que foi despedido e em vez de ficar a mamar o subsidio de desemprego, fez-se à vida e montou um negocio.

        O vosso problema, é que o gajo foi endeusado pela comunicação social.

        E ja agora conheces algum trabalhador da Vida é Bela, para dizeres que eram explorados??? ou como fazes N vezes, falas do que não sabes?

        • De diz:

          Eu vou explicar para o desperado porque parece que não atina
          (Deixando para trás a educação do coitado, que como se sabe é bem elucidativa.):

          -O que aqui interessa é mesmo o expor (em toda a sua crueza) do percurso de um empreendedor,(percebido?)
          – bem endeusado pelos media dominantes
          -bem solicitado pelo mundo dos encomiásticos defensores dos exploradores
          -.E apoiante inefável dum dos membros da quadrilha saqueadora.
          Está a seguir até aqui ou quer pedidos de informação? Repare que o problema não é mesmo o ter sido endeusado pela comunicação social.Isso apenas revela a qualidade da comunicação social ao endeusar um tipo assim.
          Não é difícil perceber pois não?
          🙂

          Os elogios e os exemplos e os gritos histéricos sobre as vantagens de se ser despedido ou as oportunidades que surgem com o desemprego, tão ao gosto de passos e da sua trupe com o correspondente final de trapaça, aqui evidenciados em quatro linhas, com os correspondentes links.
          O algodão não engana mesmo.Os factos são uma coisa terrível para a cambada neoliberal

          Quanto à questão dos exploradores e explorados…aconselha-se ao desperado sair da sua zona de conforto e ir estudar um pouco mais.
          As classes sociais existem mesmo.Eu posso explicar ao desperado se ele pedir desculpa pelas atoardas e se pedir por favor.Se mais ninguém o educou.,talvez se consiga algo…quem sabe?

          • Dezperado diz:

            De, preciso de informação adicional…..primeiro gostava de saber onde compras a tua droga, porque é muito melhor que a minha…..só assim é que se consegue escrever tanto texto e ao mesmo tempo nao dizer nada.

            Mas tens razao, para te perceber, preciso de estudar muito mais mesmo….vou comprar uns livros de psicologia infantil…..poderá ser uma excelente ajuda para te perceber.

            E como ja disse num comentario atras, a minha educação foi muito boa, tive a sorte de nao me meterem umas palas vermelhas à nascença.

            E agora, vai falar com os teus amigos, se ainda tens amigos, eles devem ter mais paciencia que eu para aturar as tuas baboseiras.

            Sabes que quem não sai da zona de conforto, é quem continua a mamar do estado…e luta para que isso nunca acabe.

          • De diz:

            Desperado por favor tenha ao menos um pingo de coragem e diga lá se percebeu desta vez o que lhe explicaram.
            Porque o que diz é apenas conversa de frustrado, em ritmo de fuga após um puxão de orelhas
            🙂

            Fuga também de notícias como esta:
            http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2013/08/mais-sinais-positivos.html#links

          • Dezperado diz:

            “Porque o que diz é apenas conversa de frustrado, em ritmo de fuga após um puxão de orelhas ”

            ritmo de fuga após puxão de orelhas????

            De phone home…
            De phone home…

          • Dezperado diz:

            No link que envias a noticia começa assim:

            “Há 415.000 que vivem de alimentos doados quer pelo Banco alimentar contra a fome, quer pelas cantinas sociais”

            Por ti…..o banco alimentar estava fechado, porque é conduzido por uma tiazoca….ainda bem que quem contribui, não dá ouvidos aos De´s deste país.

          • De diz:

            Ainda tive por momentos a esperança que Desperado tivesse ficado mais educado.Parece que não.Apenas veste a pele às vezes de menino bem comportado depois do puxão de orelhas. da ordem

          • De diz:

            Desesperado desespera? Isso ainda é o menos.
            Mas é cansativa esta mania de deturpar as coisas e de aldrabrar como o faz.E estou a ser simpático na qualificação
            Com Saramago comportou-se como um “animal alongado e de corpo mole”.
            Citemos algumas frases desesperadas
            -“José Saramago, o escritor que aconselhado pelo Passos, emigrou…..deu os seus impostos a Espanha….saia mais barato….alé patria alé”
            -“Em Portugal, garanto-lhe que o Saramago nunca depositou um centimo de impostos”
            -“ó Toni Lopes, se a minha estupidez é vasta, ja temos algo em comum…..o Saramago pagava impostos em Portugal??? pagava a quem?? ao partido comunista???? Porque no Estado nunca entrou um centimo de impostos do comuna!”

            Eis a face de desperado quando lhe salta o verniz.Mais desesperado fica quando não lhe deixo passar as atoardas e as calúnias

            Agora diz taxativamente referindo-se a mim que
            “Por ti…..o banco alimentar estava fechado, porque é conduzido por uma tiazoca…”
            Mais uma vez mente e aldraba

            O que a notíca indica é que há meio milhão de pessoas que só podem comer se forem pedir comida. Indica que a fome grassa sob a governação criminosa dos neoliberais de turno.É o capitalismo a funcionar
            Aponta-se o dedo à fome e aos fautores da fome.Desperado abre-se para a cariidadezinha e pensa que é por causa da tiazoca (?) que se combatem estas posturas

            Que leia o post de Frederico Alexo . ” Das contradições”
            E que tenha vergonha.
            (…embora já saibamos uma coisa….fica para depois)

      • JgMenos diz:

        Falando de mama…façamos um intervalo!
        Como se calcula o quanto um explorado é explorado?
        ‘De’ sabe dizer-nos quanto já foi explorada; sabe dizer quanto já mamou do Estado?
        Isto de se dizer explorado é muito fácil de dizer mas contas feitas há muito falso explorado a mandar bocas a quem trabalha!

        • De diz:

          Menos,não esperava isso de si.
          Então vossemecê quer um intervalo da mama.E regressa, qual catavento enferrujado, ao tema da dita?
          Não deve estar bom da cabeça se pretende que lhe responda aos seus sonhos húmidos.

          • Dezperado diz:

            Andas a falar muito em sonhos….humidos??? será que a solidão costuma bater mais pela noite?

          • De diz:

            Hum.
            Preocupado com os sonhos do amigo ?
            🙂

            Adiante que o desespero leva a estas coisas

            Un becario de un banco en Londres muere después de tres días trabajando sin parar
            http://www.publico.es/463651/un-becario-de-un-banco-en-londres-muere-despues-de-tres-dias-trabajando-sin-parar

            É isto que estes querem.O desejo do lucro e a exploração desenfreada são os seus alfa e omega

          • Dezperado diz:

            Epá vou ja abrir uma garrafa de champagne….De tiras as palas, e desce à terra….Os teus juizos de valor não passam disso….

          • De diz:

            Subamos um pouco o nível do debate.Que desperado queira continuar no sítio lamacento e podre onde se sente bem e para onde quer arrastar sistematicamente o debate, isso é um problema dele .

            Sobre o tema deste ser humano encontrado morto.Eis um texto exemplar de Mário Moura do THE RESSABIATOR.
            Pelo seu nível,pela sua qualidade posto-o na íntegra:

            “Ontem, apareceu no P3 um artigo sobre um estagiário do Bank of America Merryl Lynch que se teria, literalmente, morto a trabalhar. Ninguém sabe muito bem quem era, excepto que trabalhou cerca de 72 horas seguidas e que poderá ter sido isso que o matou. Acrescenta-se que é comum os estagiários daquele banco fazerem mais de 100 horas por semana. E nem é um mau estágio porque recebem mais de 3000 euros por mês.

            É mais comum não se receber nada por horários semelhantes. E, como revela o livro Intern Nation, o bónus é não ter direitos nenhuns. Referem-se vários casos de assédio sexual sobre estagiários que não podem fazer nada legalmente porque a lei americana só identifica um trabalhador como tal pela remuneração que recebe. Se não recebe nada, não é um trabalhador.

            Aqui em Portugal há leis que regem os estágios, mas percebe-se logo que pouca gente lhes presta atenção. Muitos dos anúncios de estágio publicados por empresas descrevem situações ilegais, o que permite a denúncia por parte de plataformas como o Ganhem Vergonha, mas como o próprio nome deste site indica pouco resta para além da indignação ética.

            E, claro está, a maioria dos empregos parecem-se cada vez mais com estágios. Esta semana voltou a falar-se nas redes sociais da jornalista italiana que recebe 70 euros à peça para ser correspondente numa zona de guerra e que já foi baleada, raptada, etc. A minha própria irmã, jornalista em Israel, já trabalhou por menos de trinta euros a peça.

            Como se espera que uma sociedade assim consiga aguentar-se como uma sociedade é um mistério para mim. A ideia de Contrato Social assenta metaforicamente sobre a ideia de contrato. Quando já praticamente não há contratos, como se pode sequer falar de contrato social?

        • De diz:

          Quanto à verdadeira questão do problema .
          “O que visa(m) (Menos) com isto é claro e transparente: a um tempo, individualizar os comportamentos sociais, tornando-os atitudes de pessoas específicas e não de classes (e menos ainda de classes em luta)… ”
          João Vilela

          Quanto à questão do estado…fica para mais tarde..
          🙂

          • JgMenos diz:

            A classe dos explorados tem endereço conhecido?

          • JgMenos diz:

            Esse João Vilela é o mesmo autor daquela trilogia sobre a ‘igualdade’ que resolveu não entrar em comentários sob o tema?

          • De diz:

            A classe dos explorados tem endereço conhecido?
            Menos parece que não aprende nem aprendeu mesmo nada
            :
            Ó Menos,
            …endereço?
            Então não sabe que você quando está nas berças é o mesmo que quando desce à cidade para trabalhar?
            🙂

          • De diz:

            É o mesmo sim.
            Aquele que lhe deu uma lição sobre o que é o capital e que vocemessê se baba só de o ler
            E do qual vossemecê fugiu a sete pés.

            …tanto que só se vislumbraram as vestes menores de sacerdote empreendedor quando chegou às suas berças

            Sobre a «redução do desemprego» e a «criação de postos de trabalho na agricultura»
            Posted on Agosto 8, 2013 por João Vilela

    • huy diz:

      http://foicebook.blogspot.pt/2013/08/era-de-esperar.html entretanha-se!DÊ um abraço ao diasloureiro,oliveira costa ao Duarte lima e ,toda a escumalha do psd/cds,pq a lista é looooooooonnnnnnnnnnnnnnnnnngaaaaaaaaaaaaaa

  4. António Ferreira diz:

    Que vergonha, um artigo a mandar abaixo as pessoas que lutam, perseguem os seus sonhos, criam emprego, e criam a prosperidade que merecem, faça mas é um artigo a enaltecer os do RSI, pois é só a parasitagem que voces dão valor, vocês são é uma cambada de invejosos.

    • Dezperado diz:

      ó Antonio, tem de perceber que na ideologia que estes defendem, tem muito mais valor, ficar com o cu no sofa à espera do subsidio do Estado do que tentar fazer um negocio.

      • De diz:

        A luta de classes como pano de fundo.
        E a queda de um fazedor de calotes, tendo como música de fundo os gritinhos histéricos da cambada que o endeusou e que se serviu dele como arma de arremeso e como forncedor de fundos aos pulhas que nos governaram

        Agora apenas sobra estas tentativas de ocultação de luzes.

    • De diz:

      Contra factos não há argumentos

      Porque esse esperneio não é argumentário.É apenas o demonstrar da baba odienta que alguns têm quando perante a realidade.
      Fala do RSI e dos parasitas, quando tem perante si um parasita muitíssimo maior dos que polvilham o imaginário desumano dos António Ferreira. Só que o tal empreendedor pertence à classe deste, serviu de exemplo criativo para a propaganda néscia regimental e apoiou o primeiro-ministro actual, cavaco silva .
      E isso,convenhamos é demais para o antónio.

      • António Ferreira diz:

        Pois não sei a que se refere, é concerteza demais para mim, não estou a falar de politica, estou a falar de trabalho, mas isto é o que dá num pais demasiado corporativista, vai tudo chamar o seu gang quando o bife estala enfim, mas percebo o que quer dizer temos parasitas maiores do que os RSI, as reformas milionarias, swaps, e ppps, mas agora diga-lá acha que é crime ser rico em Portugal? Acha mal o rapaz ter um negócio e vender t-shirts? Não vê que numa sociedade que não dá valor ao merito, é impossivel combater as desigualdades sociais.

    • Pascoal diz:

      Mas não percebeste que este é o RSI dos ricaços?
      Que vivem sempre bem à custa de quem acredita eles?
      E que pouco se ralam com a miséria que provocam?

      • António Ferreira diz:

        Ele com o seu dinheiro contribui para a economia, queria que desse o dinheiro aos ciganos não, cada pessoa gasta o dinheiro como quiser, deixem de ser metediços, da vossa vida secalhar nem vocês cuidam, vão cuidar da dos outros?? Esqueci-me de dizer antes que podem tambem entaltecer os politicos, e os intelectuais todos vossos amigos, outra coisa, já repararam que nos paises mais ricos não existe esse ódio contra os ricos, pois ser rico está na natureza humana, toda as pessoas procuram prosperidade, os paises que querem negar a natureza humana, e instalam regimes comunistas, ficam todos mais pobres, mas vocês sabem perfeitamente isso, o vosso sonho é um novo PREC, para roubar a quem trabalha.

  5. Acho estas iniciativas todas sobre «empreendedorismo» MUITO interessantes…
    Os livros e guias sobre como fazer e desenvolver «empreendedorismo» são sempre extremamente úteis e certamente MUITO bem vindos.
    Era mesmo disso que estávamos todos à espera.
    A dúvida quase metafísica que se me levanta é a seguinte:
    SEM TEREM LIDO ESTES GUIAS E LIVROS NEM TEREM AINDA DESCOBERTO O «EMPREENDEDORISMO», como é que os Henry Ford, Thomas Edison, Isaac Singer e outros que tais chegaram alguma vez a construir os respectivos «impérios» industriais?…
    Dúvidas. só dúvidas…
    Foram também essas dúvidas metafísicas que me levaram a ser co-autor e coordenar a elaboração do livro «Empresariado, Empreendedorismo e Desenvolvimento em Angola e Moçambique».

    • De diz:

      Ahahah
      Eu só não percebo porque não aparece mais vezes Fonseca-Statter, embora perceba que lhe deva faltar por vezes a pachorra.

      Aprender,aprender, aprender sempre.

      • José Sequeira diz:

        Caro De
        Concordo genericamente consigo; no entanto gostaria de deixar uma pequena nota. Não há conceitos absolutos. O de explorado também o não é. Sentir-se ou não explorado depende do valor que cada um atribui ao seu trabalho; o mesmo valor, por muito ou pouco elevado que seja, pago a dois indivíduos, pode significar para um uma benesse e outro sentir-se explorado.
        Não consigo enquadrar-me no conceito de classe, de grupo, de partido, de comunidade; há gente boa na direita, na esquerda e gente péssima em ambos os lados. Sou completamente contra o maniqueísmo que grassa um pouco neste blogue (atenção, por parte de alguns “postadores” de “esquerda” e também alguns comentadores de “direita”).
        Mesmo o artigo que enquadra o post mistura gente que se fez à vida honestamente com outra gente que, se calhar, até tinha boas intenções inicialmente e quando começou a viver à grande com alguma facilidade, se “perdeu”. Uma vez li a um brasileiro a frase (a propósito dos escândalos do Lula) “pobre com poder não tem como não ser corrupto”.
        Há bons empreendedores e maus empregados e vice-versa.
        Eu fui operário gráfico durante 11 anos, grande parte deles antes do 25 de Abril, e conheci maus e excelentes patrões, bons e maus camaradas de trabalho.
        Ao longo dos meus 47 anos de trabalho aprendi que tudo é relativo.

      • Dezperado diz:

        ó De é muito feio fazer convites para uma casa que nao lhe pertence

      • Manias filosóficas…
        Para começar devo esclarecer que tenho o maior respeito e admiração por todas e todos aqueles que «se fazem ao caminho», «se desembaraçam» e procuram «criar algo de novo» (incluindo aí a criação de «”coisas” novas para vender». Por outras palavras, tenho o maior respeito – e até admiração – pelo espírito empreendedor de alguns membros da espécie humana.
        MAS ESSA NÃO É A QUESTÃO!!!
        A maioria dos autores e analistas das coisas da economia da gestão enfermam de um erro de cariz filosófico quase banal… Mas isso é o resultado normal de terem – literalmente – tirado a filosofia dos PhD com que muitos desses analistas se enobrecem…
        A coisa (“das Ding an sich” como diria o outro…) deve ser sempre analisada a partir do todo… Não passa pela cabeça de um entómologo estudar o comportamento das formigas ou das abelhas a partir do comportamento de um só exemplar desses bicharocos. Ou de cada um deles individualmente…
        Eu sei que não somos insectos, somos Humanos… Mas o simples fenómeno da língua ou idioma e da sua evolução ao longo da História devia dar para entender que só a partir da totalidade é que se pode entender o comportamento das partes.
        Neste caso, o comportamento dos actores sociais (ou «agentes económicos»).
        A coisa complica-se particularmente quando a totalidade do sistema é vista na sua evolução permanente.
        Tem fases em que o empreendedorismo de uns poucos pode fazer bem (à sociedade como um todo), tem outras fases em que esse mesmo espírito empreendedor tem como que uma bifurcação:
        – há uns que «viram golpistas» (especuladores, políticos oportunistas, corretores de CDO’s, MBS’s e outros “produtos”),
        – enquanto que há outros que – desenrascando-se Q.B. – procuram fazer pela vida, num mercado que está já sobrecarregado de «coisas» e «loisas»…
        Para terminar, que «isto» está tudo no contexto das lutas e compromissos das CLASSES SOCIAIS, pela minha parte tenho muitas dúvidas que a sra. Isabel Santos seja mais empreendedora do que alguns dos empresários angolanos que tive ocasião de entrevistar em Luanda.

  6. ignatz diz:

    “… tem de perceber que na ideologia que estes defendem, tem muito mais valor, ficar com o cu no sofa à espera do subsidio do Estado do que tentar fazer um negocio.”

    yah meu! tásse mêmo a ver

    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/projecto_de_alexandre_alves_para_abrantes_cai_por_terra.html

  7. É importante queimar esses liberais que idolatram “os mercados” e vivem do erário público, nem que seja pela boca supostos defensores do povo saídos de lares abastados e sequiosos de uma teta estatal. Liberais e vermelhos: todos diferentes, todos iguais…

  8. Esclarecimento e Receituário diz:

    Não percebo nada de bancos.
    Vou tentar não confundir a floresta com as árvors.

    Estas insolvências destes empresários empreendedores é contabilizada na dívida da República Portuguesa? Não chega? Portugal não pode ir aos agiotas do mercado, não é? É. Mas eu sou usada como avalista, accionista do Estado (o nome dá jeito), da República Portuguesa para os bancos privados irem ao mercado nos seus «road shows»?

    Mas que trapalhada é esta? Depois não há dinheiro para o Estado Social? É mentira porque estão a descapitalizar ainda mais a República, a mim – eu felizmente não devo nada a ninguém -, a nós, de propósito para irmos…para onde? Quem é que está a ganhar dinheiro com isto? Os accionistas dos bancos, mas quais bancos? Sim, sim, Goldman Sachs, JPMorgan, Citi, etc. Mas quem são os accionistas destes bancos todos. Eles é que estão na falência, eu, nós, não. Estou enganada?

    Não me parece certo estar a pagar dívidas de bancos privados, já chegou o BPN e o que ainda não sabemos. Swaps, «Monde Diplomatique» deste mês, 26 mil milhões de perdas potenciais que é mais do que provável que sejam reais, dava para pagar, um ano de Saúde(9MM aprox), um ano de Educação (6MM aprox), Salários e Pensões ( isso não sei).

    Mas isto é uma farsa? Mas então o que é que se passa?

    P.S. Eu de números não percebo, percebo bem é de contas. Esta gente não sabe fazer contas, nem sabem o que são números.

    Eu um dia destes faço um receituário à maneira para esta gente tomar. Posso avançar já com umas dicas: Risperdal 2mg (12xdia); Bunil (4 de manhã, ao almoço, lanche, jantar e ceia); Tercian (4 por noite); Lexotan 6 mg (5 de manhã, ao almoço, lanche, jantar e ceia); 2 gin&tonic em jejum; 2 garrafas de medronho espaçada durante o dia; duas garrafas de Vodka por dia.

    Nota: convém agitar tudo junto com os comprimidos para o estômago não ficar irritado. Se não forem capazes de tomar estas coisas todas, eu posso até cantar e embalar, levo a colher à boca. Não custa muito…vá lá… assim sentem-se mais descontraídos … menos gananciosos… isso passa, logo!

    Eu pago a conta. Mas o Risperdal há genérico que é muito mais em conta, os outros ainda não há genéricos. São um bocadinho mais caros. Mas há mais uns remédios, por exemplo, o Sequerel (caríssimo), se estiverem gordos e anafados podem tomar as doses duplas do Mediator. São tudo excelentes farmacêuticas, não se preocupem porque não morrem da cura.

    Como já disse, eu pago a conta. Se houver mais alguém a precisar, também pago. Gosto de ajudar.

    • Dezperado diz:

      “Estas insolvências destes empresários empreendedores é contabilizada na dívida da República Portuguesa? ”

      Não

      • Esclarecimento e Receituário diz:

        Obrigada pela resposta. Não se importa de a concretizar?

        É que eu, como já referi, não percebo nada do sistema financeiro (para mim são bancos). Mas uma resposta «trocadinha por miúdos» porque eu sou bastante lenta mas quando entra assenta. Por favor não me diga mentiras. Trabalha num banco? Joga na bolsa? É accionista? Se sim, fundamente a sua resposta com dados concretos.

        É que ando um bocadinho «confusinha»…com tanta «desinformaçãozinha).

        Muito obrigada.

        • Dezperado diz:

          Não trabalho num banco, não jogo na bolsa, nem sou accionista….mas para a sua pergunta, a resposta é simples.

          A Vida é Bela é uma empresa privada….abriu falencia. Quem vai ficar arder com essa falencia, em grande parte são os hoteis com quem tinha contrato, ficam arder com as estadias que ja foram usadas, mas nao foram pagas pela Vida é Bela, e o BES, onde tinha os emprestimos que não vão ser pagos.

          Se precisar de mais algum esclarecimento, diga.

          • Esclarecimento e Receituário diz:

            Sim. Sim. O BES ficar a arder!!! Quem me dera!!! A sua resposta foi claríssima. Muitíssimo obrigada. Já não necessito de mais esclarecimentos porque, como disse, quando entra, assenta. Já não há nada a fazer. Agradeço, mais uma vez, a bondade da sua resposta.

            PS: Parece que FED (Bernanke) anda a desapertar o cinto, está a assustar que larga o QE – Wall Street finge estar assustada. Cheque-mate? Eu gosto é do termo «high frequency trading»!

  9. Pedro diz:

    Não entendo nada de nada….mas sei que qualquer coisa se passou….este resort(http://ecosuitesresort.com/hotel-overview.html) era vida é bela….quando rebentou nos meios os problemas que a empresa tinha, este resort mudou de nome…..bem sei pelo que me falaram….que os donos são os mesmos. É assim.

  10. Carlos diz:

    O pá, o homem foi empreendedor. arriscou, revolucionou e foi inovador. alguma coisa correu mal e experimentou a falência – algo que deveria ser natural no capitalismo.

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