O dinheiro esbanjado dos playboys ao serviço da economia: “Esbanjadores de todo o mundo, gastai!”

Não deixa de ser curioso que ninguém consiga identificar uma única pergunta desadequada na entrevista da Judite de Sousa ao jovem Lorenzo. A crítica, depois de isso sublinhado, argumenta que a jornalista quando entrevista barões não tem a mesma frontalidade. Ora, como é bom de ver, o erro estará no facto daquela bateria de perguntas não ser feita a todos os que vivem acima das nossas possibilidades, não raras vezes às custas do nosso dinheiro, e não por terem sido dirigidas a um playboy que nada fez de relevante sequer para ser notícia. A música acima não podia deixar de ser recordada à boleia da polémica. Para os defensores do cão assassino, dos três betos cagões e quejandos admiradores do empreendedorismo liberal-eugenista, importa lembrar outra:

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45 respostas a O dinheiro esbanjado dos playboys ao serviço da economia: “Esbanjadores de todo o mundo, gastai!”

  1. von diz:

    Embirrar com o dinheiro dos outros é o sintoma. Quem gasta é alvo. Porém, vivemos num mundo em que o gasto de um é a mola para o recebimento de outro. A economia funciona assim. Aqui, na China, nos EUA… A embirração essencial deve ser como é gasto o dinheiro dos contribuintes. E francamente, não gosto que o dinheiro das minhas contribuições tanto seja gasto em BPN´s e derivados, como seja gasto em subsídios aos partidos políticos e derivados. Não me interessa o dinheiro do Lorenzo nem da Pepa. Não me interessa como o gastam. Podiam fazer algo pelos demais? Podiam. Mas ninguém os pode obrigar. Tal como os partidos. Podiam fazer algo por todos? Podiam, mas só fazem pelos seus militantes ou por quem lhe dará retorno. O ataque às Pepas e aos Lorenzos é a prova que o protesto não tem prioridades. Vale tudo. Dueña Pila del Rio contribui para o bem comum? Mário Soares? Ricardo Araújo Pereira? Embirrar com o dinheiro dos outros é o sintoma. A doença é a selectividade dos alvos.

    • De diz:

      Muito doente estará o von
      A selectividade do rapaz é tão ..doentia

      “Os políticos são todos iguais? Esse argumento, além de falso, é terreno fértil para desculpabilizar e branquear quem se serve do poder e para menorizar quem não o faz.”
      Tiago Mota Saraiva sobre o livro “Os Privilegiados”

      O bem comum de von está provavelmente acantonado nalgum sítio. A selectividade do bem comum de von é tão…doentia

      • von diz:

        Onde leu no meu comentário, “Os políticos são todos iguais?”. Disse que não gosto que o dinheiro das minhas contribuições sirva para subsidiar partidos políticos. Disse que os partidos pensam primeiro nos seus militantes e na sua agenda. Para o senhor, é doença, não lhe dar razão. Todas as ditaduras se baseiam nesse princípio. Não gosto da Pepa. Não gosto da Pilar. Não gosto do Lorenzo. Não gosto que me ditem o que devo pensar, senhor De.

      • De diz:

        Esclarecimento a pedido:
        “Tal como os partidos. Podiam fazer algo por todos? Podiam, mas só fazem pelos seus militantes ou por quem lhe dará retorno.”
        O que é manifestamente falso.

        Tal como o ditado que me quer atribuir senhor von
        🙂

        • von diz:

          Entre “Os políticos são todos iguais?” e “Tal como os partidos. Podiam fazer algo por todos? Podiam, mas só fazem pelos seus militantes ou por quem lhe dará retorno.”, ainda vai uma grande diferença. Ajude-me e dê-me provas que os partidos fazem primeiro pela população em geral e só depois pelos seus militantes. Admito serem os partidos um mal necessário, mas de necessidades por satisfazer, está o mundo cheio.

          • De diz:

            Pois haverá para o von.
            Mas teima-se em por os pontos nos is
            Sorry

            Lastima-se não poder atender o pedido de ajuda de von.Não gosto de atender a pedidos formatados pelos ditados do costume

            Há partidos que não fazem primeiro pelos seus militantes- fazem-no primeiro pelos grandes interesses económicos –
            Há partidos que optam primeiro pela defesa dos interesses de quem trabalha
            Cabe-lhe a si prencher as suas próprias necessidades existenciais. Que já estão preenchidas

  2. Dezperado diz:

    “Não deixa de ser curioso que ninguém consiga identificar uma única pergunta desadequada na entrevista da Judite de Sousa ao jovem Lorenzo.”

    Bem, não sou jornalista, mas ver a entrevistadora fazer perguntas como: “esse relogio que tras custa uns 50 mil euros não???”, não me parece que venha nos livros.

    A peça inicial da entrevista está cheia de erros…..(ate na idade do puto).

    Mas a esquerda esta com alguma dificuldade neste caso….porque para atacar o puto, defende a jornalista…..jornalista essa que compra sapatos de 1000 euros.

    Mas o mais estranho disto tudo, é isto ser noticia, e um puto destes ser entrevistado no jornal da noite…..mas da TVI nao esperamos outra coisa.

    • Mas sobre o facto da entrevista não ter cabimento estamos de acordo. A peça de arranque é mentirosa porquê? Porque assim o diz o Lorenzo? Tá bem Dezperado… [note ainda assim que as peças não são feitas pelos pivots]

      • Dezperado diz:

        Renato acho que o puto Lorenzo ainda deve saber qual o seu sonho e nao quem fez a peça jornalistica.

        Em relação à idade do puto, é facil provar que a peça estava errada.

  3. José diz:

    1 pergunta desajustada? A pergunta se o Lorenzo não deveria ajudar todos os que lhe pedem ajuda. Só quem vive em pobreza franciscana, desprezando quaisquer bens materiais, é que ajuda TODOS os que lhe pedem. Afinal de contas, há muita criança em África a viver na maior miséria. O Renato tem dinheiro no banco? Porque não o dá todo para ajudar quem nada tem? Uma entrevista não é um local de interrogatório moral nem um palco de justiça ética. Muito menos de moralismos baratos e bacocos como os que a jornalista fez…

  4. Rocha diz:

    O Pedro Penilo que me desculpe mas tenho que lhe roubar descaradamente um texto da sua autoria:

    “Os ricos e os jornalistas ricos resolveram irritar-se com os ricos. Com os outros ricos. Com os ricos pretos, com os ricos amarelos, com os ricos ciganos, etc. Primeiro, porque não suportam a ideia de agora haver outros ricos, mais ricos do que eles, que dantes eram os pobres: os pretos, os amarelos, os ciganos, etc. Segundo, porque na luta para permanecer rico à custa de esmifrar o povo deste país, têm de convencer esse mesmo povo de que são melhores do que os outros ricos. Que são tão melhores que até nem parecem ricos e exploradores. Para convencer o povo, com entrevistas, crónicas e livros até, de que embora beneficiando do mesmo flúido de capitais, dos mesmos cofres vantajosos e do mesmo sistema de dominação económica, são ricos bons, brancos, cultos e com maneiras. Há também uma grande vantagem em escarnecer ou até investigar a riqueza de um rico preto, amarelo ou cigano: é que é muito menor a probabilidade de ele nos telefonar a cancelar um patrocínio, da nossa família se enxofrar com a inconveniência de tratar mal o primo, ou de termos de nos cruzar com o investigado, à noite, no Lux.”

    Nota minnha: A única coisa que eu tenho a acrescentar a este texto é que quando dois sectores da burguesia entram em guerra uns com os outros a única coisa que eu faço é uma boa limonada para beber bem encostado para trás numa cadeira e relaxar.

  5. «o bem olhado» diz:

    A entrevista só a vi neste blogue. É assim uma entrevista rasca mas fico contente porque não pago para ver a televisão.

    Tenho acesso a canais de televisão privada (e não só) à borla… mas não tenho as centenas de canais porque é informação a mais: fizeram-me um «arranjinho».

    Penso que o verdadeiro drama deste pobre rapaz é o de ter conviver com um passado de cheio de antepassados que morreram em catadupa (ele não diz como), o que me leva a pensar e não a concluir que ele é endinheirado pelas mortes dos seus familiares. Assim não vale a pena ser rico, não é? Mas há quem ache que sim.

    Eu falava com o Lorenzo e sugeria-lhe que entrasse em contacto urgente com as comunidades secretas, por exemplo, de índios no Brasil que sabem mexer nestas matérias: é que eles são amigos íntimos dos elementais e podem sugerir a Lorenzo como desfazer o «mau olhado» que ele transporta e andando em corridas de carros não lhe vá acontecer um acidente fatal e passar para o filho, novamente, a sina da fatalidade. Esses problemas conseguem-se resolver.

    Há que conhecer as pessoas certas mas elas não vão em conversas.

    • «o bem olhado» diz:

      Só um comentário pequenino.

      Este Lorenzo faz-me lembrar o amiguinho do Pais do Amaral que é um multimilionári sem-abrigo norte-americano que foi entrevistado pela TVI (não vi porque achei uma verdadeira aberração). Esse tal milionário que diz que não gosta de dinheiro?

      Mas diz que gosta muito dos escritos de Krishnamurti? Do desapego? Hum. O melhor é que o Lorenzo e o milionário norte-americano e também Pais do Amaral leiam o «Livro Tibetano da Vida e da Morte» – que não é de Krishnamurti – para ter alguma noção dos bardos que carregarão no seu processo de morte…

      Pode-se brincar com tudo menos com coisas sérias.
      Krishnamurti era uma pessoa séria, não deve estar a gostar nada disto …
      E os tibetanos «Dzogchen» também não…

      E Pais do Amaral anda a brincar com coisas muito sérias: Lorenzo, o amiguinho multimilionário norte-america sem-abrigo… para ter audiências na sua TVI.

      As corridas em Le Mans podem-lhe sair caras à pele.

  6. JgMenos diz:

    Não fora o facto de o empreendedorismo ser a mola essencial ao crescimento, e toda esta treta poderia ter algum interesse.
    Até os comunas chineses perceberam como funciona, e Hong-Kong e a Zona Económica Especial lideram a medida de liberdade económica (defesa da propriedade, etc…) e os índices de crescimento económico.
    Mas nada como pegar nos calhamaços do século XIX e formular políticas ‘inovadoras’, já testadas e frustradas!!!
    O que permanece é ambição de mobilidade social ascendente – sacando à boa maneira do fossado, mas com letra revolucionária!

    • De diz:

      ” O empreendedorismo como mola essencial do crescimento”?
      Mas esta treta que diz o Menos não é velha de séculos? Já testada e frustrada,tanto que hoje em dia nada mais resta aos membros das ordens menores do que este choradinho a tentar esconjurar os que lhe fazem frente?
      O discurso babado ao empreendedorismo vestido com vestes menoires à procura de um lugar ao sol com dois alibis:
      um, chinês…o outro…”a ambição de mobilidade social ascendente sacando à boa maneira do fossado” mo linguajar peculiar de Menos

      • JgMenos diz:

        Explique-me lá porque é que a ‘emulação socialista’ NÃO É uma forma de empreendedorismo?
        Explique-me como o processo de inovação NÃO É uma forma de empreendedorismo?

        • Bilioso diz:

          Dou aulas de português a estrangeiros e a pessoas com incapacidades de expressão e entendimento em português pela módica quantia de 35 euros/hora. Por favor contacte para o link acima.
          Como bónus de promoção posso oferecer-lhe o seguinte:
          «Empreender», «empreendedor», provêm etimologicamente de «agarrar [com as mãos]», colher por suas próprias mãos para si mesmo – no sentido material, entenda-se, não no sentido de «aprender», que tem a mesma origem mas com um sentido mais conceptual.
          «Empreendedorismo» nada tem a ver, portanto, com «inovação». Inovar não significa criar um símile do que já existe, mas sim criar uma coisa que não existe ou melhorá-la radicalmente.
          A exploração do trabalho alheio em todas as suas variantes é uma coisa que já existe. Colher uma parte do valor criado pelo trabalho alheio para proveito próprio pode designar-se com propriedade «empreender». Criar um sistema em que essa apropriação não aconteça pode designar-se com propriedade «inovar». As duas palavras juntas na mesma frase formam um contra-senso, por razões históricas – aconselho-o a não insistir nela (a frase), por ser muito constrangedor ter de corrigi-lo em público.
          O português é de facto uma língua muito sofisticada, não ao alcance de qualquer tatibitate. Aconselho-o veementemente a abrir os cordões à bolsa e frequentar as minhas aulas.

          • De diz:

            Chapeau!E outro pelo comentário abaixo

            Mais janelas abertas no 5 dias!

          • JgMenos diz:

            Não frequento cursos de nível ‘novas oportunidades’. Os seus alunos têm razões para ‘empreender’ nas suas qualificações!
            empreender
            1. Intentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).
            v. intr.
            2. [Popular] Cismar, ter apreensões.

          • De diz:

            Menos tem alguma dificuldade com as definições.Já não é a primeira vez em que anda a apanhar papéis como já aconteceu com outras palavras.
            Um problema de dicionários de consulta?Ou algo mais do que isso?
            Que pobreza Menos.Agora até vai em busca dass novas oportunidades para contra-argumentar ?
            Tchtchtch

        • JgMenos diz:

          DE: adoptar a ignorância alheia não resolve nem abona!
          Ora voltemos ao exercício proposto…

          • De diz:

            Menos:
            Comporte-se por favor e não mostre dessa forma tão menor a irritação que lhe trazem os factos vertentes e a sua figurinha exposta.
            Vai acrescentar-se algo de substantivo ou entrar decididamente pelo mau-gosto?

  7. Bilioso diz:

    Não comento o objecto do artigo, porque a entrevista não traz nem revela nada de novo.
    Já quanto a alguns dos comentários aqui feitos a propósito, embora também não revelem nada de novo em matéria de opções pessoais e políticas, irritaram-me de tal maneira que deixo aqui alguns comentários:
    1) Quanto à moral e à ética — por favor, metam alguma ordem nessa coisa que têm em cima dos ombros, porque a diferença é duma simplicidade infantil: ética é aquilo que uma pessoa pensa que deve fazer e faz (etimologicamente ética designa o comportamento pessoal); moral é aquilo que nós pensamos que os outros devem fazer (independentemente de nós o fazermos ou não). Conclusão: é preciso ser um bocado asno para misturar ética e moral.
    2) Dizer que «o empreendedorismo [é] a mola essencial ao crescimento» é de uma inocência ideológica um pouco burra (a não ser que seja má-fé). Não tenho espaço aqui para explicar tintim por tintim, por isso limito-me a dizer que «empreendedorismo» é um eufemismo na moda para designar «capitalismo» duma forma muito suave e sedutora – implica sempre, *sem excepção*, explorar o trabalho alheio; se não for esse o caso, é costume dar-se-lhe outros nomes. «Crescimento» é outro eufemismo na moda para designar «enriquecimento desigual». Acreditar que o crescimento (económico) de uns implica o crescimento (económico e social) de todos os outros é de uma cegueira voluntária apenas possível a quem usa óculos escuros para vedar a luz e não ver as letras miudinhas dos relatórios anuais de estatística.
    3) Confundir o apelo à responsabilidade social com a defesa da inveja ou cobiça… bom, isso aí já é da ordem da desonestidade intelectual para além de todos os limites. E note-se que para defender a responsabilidade social não é preciso ser marxista, nem pouco mais ou menos. Basta ser um humanista da velha guarda.
    4) O sistema capitalista insiste continuadamente em «formular políticas ‘inovadoras’, já testadas e frustradas». Suponho, portanto, que era aos «calhamaços [liberais] do século XIX» que o JgMenos se referia no seu comentário.
    5) A referência aos «índices de crescimento económico» da China, do mesmo comentador, suponho que diz respeito àquela coisa de os iPods que muitas de V.Exas usam serem fabricados por jovens de 17 a 25 anos, numa fábrica onde laboram 7 dias por semana, 10 horas por dia, por 50 libras mensais no máximo, sendo que no espaço de um ano pelo menos 18 deles se suicidaram lançando-se da janela da fábrica (ver http://www.theguardian.com/commentisfree/2013/aug/05/woman-nearly-died-making-ipad?goback=%2Egde_80335_member_263657555). Felizmente os empreendedores da fábrica tiveram a brilhante ideia de instalarem redes no solo por baixo das janelas, para os seus empregados não se magoarem muito e poderem continuar a trabalhar 7 dias por semana, 10 horas por dia. Viva o crescimento económico! Abençoados empreendedores e fabricantes de redes!

    • Dezperado diz:

      “suponho que diz respeito àquela coisa de os iPods que muitas de V.Exas usam serem fabricados por jovens de 17 a 25 anos, numa fábrica onde laboram 7 dias por semana, 10 horas por dia, por 50 libras mensais no máximo, sendo que no espaço de um ano pelo menos 18 deles se suicidaram lançando-se da janela da fábrica”

      fiquei com uma pequena duvida….o computador onde estas a escrever este comentario, foi feito onde?

      • Bilioso diz:

        Ai, que alívio, passámos dessa horrível conversa política para uma boa conversa do chá das 5 na Pastelaria Versalhes. Olha, meu querido, vamos fazer assim: eu digo-te onde comprei o meu computador se tu me disseres onde compraste a retrete onde fazes as tuas necessidades. Excita-me tanto, a ideia de te imaginar lá sentado!

        • Dezperado diz:

          Tive a ler o teu blogue e fiquei com uma duvida:

          Tu no teu blogue tens la uma norma sobre comentários para quê, se ninguem faz comentarios?

          • De diz:

            Desperado quer manter a conversa ao nível a que está habituado..
            enquanto ensaia a fuga pela porta baixa mascarando o seu tom, de súbito esverdeado.

        • De diz:

          Ahahahah!

          Tem que voltar mais vezes

          • JgMenos diz:

            Essa pavloviana reacção a palavras-chave já era um problema; vai acrescentar-se entrar decididamente pelo mau-gosto?

          • De diz:

            A pavloviana reacção de Menos ao que aqui é dito transtorna o dito cujo.
            Sobretudo quando é assim de somenos colocado em posições dúbias.

            É que Menos ainda por cima tem “um gene” do outro tempo.Pudera.Se para Menos o fascismo foi um agente progressivo, a censura foi um dos trabalhos adequados ao efeito para satisfazer tal gene

            Menos.Ainda me posso rir quando me tal der na real gana.Que não é vossemecê ou os seus genes que me vão impedir.
            Percebido ?

    • JgMenos diz:

      O bilioso, para além de um eventual problema de bílis tem um grave problema etimológico-filosófico.
      Aceito sem reserva o que diz quanto à entrevista que nem perdi tempo a ver.
      1) é preciso ser um bocado asno para misturar ética e moral.
      Ética : Conjunto de regras de conduta.
      Moral: Conforme às regras éticas e dos bons costumes. Moral deriva do latim mores, “relativo aos costumes”. Seria importante referir, ainda, quanto à etimologia da palavra “moral”, que esta se originou a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra grega êthica.
      O seu enorme ego quando muito define a ética da sua pequena individualidade.
      2) Quanto ao empreendedorismo e o crescimento basta que se diga que o seu pensamento é do mais evidentemente oposto ao que pode ser comprovado por um qualquer critério de medida.
      Mas acredito que acredite que é o génio que vê para além das evidências.
      3) É da ordem da desonestidade intelectual ignorar que a inveja ou cobiça é a motivação mais imediata para fundar na responsabilidade social a mera expropriação, excedendo assim todos os limites daquela, excepção feita a da pura criminalidade.
      4) O sistema capitalista inova a toda a hora e não está nada frustrado – está de boa saúde e recomenda-se!
      Doutros só se conhecem notícias de fome e revisionismo capitalista.
      5) A referência aos índices de crescimento económico» da China, contrastam com o «Grande Salto em Frente» e a ‘Revolução cultural» onde chegar vivo ao dia seguinte era o grande projecto de vida do comum dos chineses!

      O seu texto contém todavia as palavras-chave que logo despertam o entusiasmo de ‘DE’.

      • De diz:

        Não.
        Quem ficou com um problema de bílis foi Menos após ler este texto
        🙂
        Mas já lá vamos

        • JgMenos diz:

          Vou-lhe dar descanso por uns tempos!
          Sem contraditar argumentos passamos a conversinha sem interesse.

          • De diz:

            Não percebeu o “já lá vamos”? Ou não o quer perceber?
            🙂

            Ética, deriva do grego êthos ,etimologicamente significando morada, caverna, habitação, carácter. É o modo como cada pessoa habita o mundo, Aquilo que a pessoa acha ser um bem. É de facto “aquilo que uma pessoa pensa que deve fazer”, em função de um quadro de princípios que aceita como um bem.
            Moral é aquilo que consensualmente uma determinada comunidade, numa determinada época considera ser um padrão de comportamento exigivel, que é como quem diz, o tal conjunto de principios que aquela sociedade num determinado momento histórioco exige aos indivíduos.

            Ética não é assim “um conjunto de regras de conduta” Isso é a Moral
            As regras, por serem convenções, têm a ver com a moral (sorry Menos)
            Sumariamente a moral é de ordem comunitária; a ética de ordem solitária

            Um exemplo concreto, o de Oscar Wilde, já que Menos fez um comentário abominável sobre Manning ( ver post de André Levy: Manning condenado a 35 anos de prisão).
            Aquele escritor estava a ser honestíssimo consigo próprio quando assumia a sua homosexualidade.Era um homem de carácter,estava a ser eticamente irrepreensível de acordo com o seu quadro de princípios.E no entanto para os outros, de acordo com as regras de conduta daquela sociedade, naquela época concreta era considerado um imoral

            Mas há mais. A palavra moral, que deriva do latim mores, de facto originou-se a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra êthos ( e não êthica).Mas tal necessidade não resultou dum problema linguístico romano, Surgiu num contexto histórico-cultural determinado, ou seja com o Império Romano. Os romanos conquistaram uma miríade de povos, com usos e costumes diversos.pelo que necessitaram de impôr um conjunto de regras aos outros povos para que o Império funcionasse, distinguindoi os bons costumes dos maus costumes, isto é o que era aceitável do quie era inaceitavel.

            Etimologicamente não se pode confundir ética com moral

            (passemos de lado o comentário rasteiro de menos sobre o ego e o tamanho da sua individualidade.

          • De diz:

            Vamos a outro ponto ou é preciso dar descanso ao Menos?
            🙂

            Mas vossemecê não se sabe mesmo comportar?Ou a postura ideológica anquilosada e fedorenta obriga-o a ser mesmo desse jeito?

          • De diz:

            Voltei.

            Vamos à “medida” do “empreendedorismo” e do crescimento com que Menos quer determinar a justeza do pensamento (!).
            Cpmo daqui não se consegue tirar nada de substantivo ( os critérios de medida de Menos têm destas coisas. São critérios que quando se apresentam números se liquefazem em generalidades) ; e já que não há machado que corte à raiz do peonsamento…vamos em frente

            Por acaso gosto da definição de Bilioso
            “«empreendedorismo» é um eufemismo na moda para designar «capitalismo» duma forma muito suave e sedutora – implica sempre, *sem excepção*, explorar o trabalho alheio; se não for esse o caso, é costume dar-se-lhe outros nomes.
            Mas confesso que gosto ainda mais da sua definição de crescimento:”«Crescimento» é outro eufemismo na moda para designar «enriquecimento desigual». Acreditar que o crescimento (económico) de uns implica o crescimento (económico e social) de todos os outros é de uma cegueira voluntária apenas possível a quem usa óculos escuros para vedar a luz e não ver as letras miudinhas dos relatórios anuais de estatística.”

            Outra boa definição de Empreendedorismo – termo que designa, no linguajar do sistema, a vontade de ser patrão. Na verdade, visa responsabilizar os trabalhadores pela criação do seu próprio emprego.

            Se não tem emprego, é porque não foi empreendedor.

            Subjaz ao termo um conceito de responsabilização do trabalhador pelo seu próprio desemprego. Levado às últimas consequências, o discurso capitalista sobre empreendedorismo faria de todos os cidadãos um patrão. Ora, é o próprio capitalismo que não permite esse alargamento do patronato por força do processo constante de acumulação e concentração da propriedade dos meios de produção.

            Empreendedorismo é assim, afinal de contas, um termo vazio para iludir os povos sobre as reais responsabilidades perante o desemprego.
            (Pedras contra canhões)

          • JgMenos diz:

            Se “aquilo que uma pessoa pensa que deve fazer” não é um conjunto de regras de conduta, eu vou ali e já venho!!!!
            Voltando ao assunto que evitou:
            Explique-me lá porque é que a ‘emulação socialista’ NÃO É uma forma de empreendedorismo?
            Explique-me como o processo de inovação NÃO É uma forma de empreendedorismo?

          • De diz:

            Já foi? E já veio?

            Então vá aí procurar o que são regras Se vossemecê quer ir pelo português ou pela filosofia?

            Como eu já sei do que casa gasta tive o particular cuidado de explicitar.Eu repito:
            As regras, por serem convenções, têm a ver com a moral.
            (Uma convenção (do latim conventione) é um conjunto de acordos, padrões estipulados ou geralmente aceitos, normas, normas sociais ou critérios, que nos países anglo-americanos freqüentemente assume a forma de um costume.)
            A precisão da linguagem tem destas coisas.Evita artícios manhosos .
            (E não,Regra não é aqui o fluxo menstrual apesar de estar também no dicionário).

            E porque sei muito bem quem é Menos,desenvolvi o tema.Para que até ele percebesse a diferença que há entre étca e moral.
            Por isso guarde os seus pontos de exclamação (de virgem pretensamente ofendida ou espantada) porque eles afinal não traduzem mais do que ignorância pura e dura.
            E uns pozinhos de outra coisa

          • De diz:

            Quanto às perguntas angustiadas de Menos…Deve estar a brincar.
            Mesmo
            Em primeiro lugar só agora percebi que o tema proposto era constituído por estas duas perguntas de Menos.Francamente.
            A narrativa de Menos passa por apartes variados e fugitivos.Não se deve estar à espera que de repente se comece a levá-lo a sério para o auxiliar nas suas pretensas dúviodas existenciais.
            Tanto mais que:já lhe disse directamente na cara o que eu penso do “empreendedorismo”.

          • De diz:

            Mas é perfeitamente plausível que Menos não goste da desmistificação do que é o “empreendedorismo”
            Vamos lá a ver se é desta que Menos percebe:
            Um empreendedor é alguém que procura” Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo.” (Cito a wikipedia)
            Negócio lucrativo.? À custa de quem?
            Retomamos então o bypass introduzido tão bem por Bilioso e que tanto incomodou Menos:
            “«empreendedorismo» é um eufemismo na moda para designar «capitalismo» duma forma muito suave e sedutora – implica sempre, *sem excepção*, explorar o trabalho alheio”

          • De diz:

            Para mais uma vez colocar os pontos nos is,sugere-se a Menos a re-leitura da definição do blog Pedras contra Canhões.

            Emulação socialista:
            Vladimir Lenin was the originator and the promoter of the idea of socialist emulation as a means for organising “the majority of working people into a field of labour in which they can display their abilities, develop the capacities, and reveal those talents”. His milestone article was “How to organize the emulation?” (“Как организовать соревнование?”), in which among the important goal of the emulation was discovery of persons with organizational and management skills, to replace tsarist-era specialists. Also, he was the first to set “socialist emulation” against “capitalist competition”.

            Não …a emulação socialista assim definida por Lenin não é nenhuma forma de empreendedorismo.

            O último tem como objectivo último o lucro e a exploração da maioria por uma pequena minoria.A perpetuação da exploração do Homem pelo homem
            A primeira teria como objectivo o bem-comum e a construção de uma sociedade sem classes

          • De diz:

            A segunda questão de Menos ainda se torna mais risível quanto a resposta já lha deram de frente e às claras.Como bónus é certo , mas Menos nem sequer se apercebeu do facto.
            Estava distraído
            «Empreender», «empreendedor», provêm etimologicamente de «agarrar [com as mãos]», colher por suas próprias mãos para si mesmo – no sentido material, entenda-se, não no sentido de «aprender», que tem a mesma origem mas com um sentido mais conceptual.
            «Empreendedorismo» nada tem a ver, portanto, com «inovação». Inovar não significa criar um símile do que já existe, mas sim criar uma coisa que não existe ou melhorá-la radicalmente.
            A exploração do trabalho alheio em todas as suas variantes é uma coisa que já existe. Colher uma parte do valor criado pelo trabalho alheio para proveito próprio pode designar-se com propriedade «empreender». Criar um sistema em que essa apropriação não aconteça pode designar-se com propriedade «inovar». As duas palavras juntas na mesma frase formam um contra-senso, por razões histórica”

            Menos perante esta argumentação preferiu recorrer às Novas Oportunidades.Fugiu mais uma vez, da discussão política pura e dura, para o universo do dcionário de fraca qualidade.

            Mas parece haver mais.
            Fica para depois

  8. Don Luka diz:

    Se o rapaz fosse um teso ninguém queria saber da enrevista. É sempre bem a indignação ao lado de quem tem bago.

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