De pé só pelos famélicos da terra. À atenção dos “respeitosos” deputados do PCP…


Depois de votar contra o voto de pesar os deputados do PCP entenderam ficar de pé durante o minuto de silêncio dedicado ao Cónego Melo. Se foi lapso, exigem-se desculpas. Se foi de propósito, exigem-se explicações. Nos entretantos vou ali buscar o queixo e volto já.

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20 respostas a De pé só pelos famélicos da terra. À atenção dos “respeitosos” deputados do PCP…

  1. Nuno Rodrigues diz:

    Porque é que neste video não aparece a intervenção do PCP?
    Cheira a esturro.

    • Não está em questão o que disseram os deputados do PCP, de resto, na posta digo que o PCP votou contra. Está em questão o protocolo. Há alturas em que deve ser mandado às malvas, não lhe parece?

  2. reble diz:

    O problema é que o video não deixa ver por que razão estarão de pé os deputados do PCP.

  3. José António Jardim diz:

    Reparem que não se condena a abstenção do ps,mas sim os deputados do PCP por terem ficado de pé durante um minuto.”Post” vergonhosos eivado de “caganeira” anti-PCP normal vindos dos “esquerdelhos” revolucionários de sofá.

  4. João. diz:

    Abandonar assembleias parece ser mais o estilo do EUA e amigos na ONU quando alguém que não lhes convém vai tomar a palavra. Tem aquele ditado americano: you can dish it out but you can’t take it in. Ou seja, é preciso também saber ficar na derrota, como foi o caso daquela votação. E depois é preciso não dar demasiada importância ao cónego Melo a ponto de se sair da assembleia. Por mim isso guarda-se para situações mais graves do que este voto de pesar. E ainda a posição do PCP ficou clara na sua declaração.

    “Monsenhor Eduardo Melo Peixoto – Intervenção de Agostinho Lopes na AR
    Sexta 2 de Maio de 2008

    Voto n.º 152/X, de pesar pela morte do Monsenhor Eduardo Melo Peixoto

    Sr. Presidente,

    Srs. Deputados:

    O CDS-PP decidiu apresentar um voto de pesar pela morte do Cónego Melo, e não é certamente a morte de uma pessoa e a dor dos seus familiares e amigos que o Grupo Parlamentar do PCP considera estarem em causa.

    O que o PCP contesta é que Grupo Parlamentar do CDS-PP aproveite politicamente esta morte para, nesta Assembleia, provocar a Revolução de Abril.

    Seria uma indignidade para esta Assembleia da República, que nasceu com Abril, aprovar um voto de pesar por quem, no momento de ofensiva reaccionária e revanchista contra a jovem democracia portuguesa, que renascia depois de quase 50 anos de luta, de dor, de sofrimento do povo português, por palavras e por obras, esteve do lado dos que tudo fizeram e a tudo recorreram, inclusive ao assalto a centros de trabalho do PCP e ao terrorismo bombista, contra pessoas e bens, provocando vítimas mortais, por quem esteve do lado dos que tentaram pôr em causa a liberdade e a democracia reconquistada, por quem esteve do lado dos que se opunham ao fim do colonialismo e da guerra colonial e dos que tudo fizeram para inverter o rumo progressista e libertador da Revolução de Abril e fazer regressar o País ao passado.

    Mas compreendemos que cada partido tenha os heróis que escolhe e que merece, e o CDS-PP escolhe os seus.

    Pela luta do povo português contra o fascismo, pela memória das vítimas do terrorismo bombista de 1975 e 1976, por Abril, o Grupo Parlamentar do PCP votará contra este voto. ”

    http://www.pcp.pt/monsenhor-eduardo-melo-peixoto-interven%C3%A7%C3%A3o-de-agostinho-lopes-na-ar

    • Argala diz:

      “é preciso também saber ficar na derrota”

      Tende piedade. Que cancro!! Mas qual derrota?!?!? Esta merda é algum jogo de futebol com entrega de medalhas?!?!
      Recusar homenagear o inimigo é o mínimo de decência. E imaginem só: não tem qualquer consequência legal. Isto é, depois de abandonar o hemiciclo, o Jaime Gama não vai proibir nenhum deputado de entrar novamente por ter violado qualquer norma regimental.

      É preciso ser um militante muito empenhado para justificar o injustificável.

      Cumprimentos

      • João. diz:

        Não sei como é que os que sairam conseguiram voltar depois sem ter havido uma retratação do parlamento pela ofensa que os levou a sair – ou é uma questão de honra e/ou de princípio contra um parlamento que admite um voto daqueles e sai-se e não se volta mais ou se é para voltar, para quê saír? Você voltaria à casa de alguém que lhe tivesse ofendido a honra e sequer se tivesse desculpado?

        Para quê estes joguinhos de entrar e saír.

        • samuelquedas diz:

          Bela observação!

        • Argala diz:

          “Para quê estes joguinhos de entrar e saír.”

          Para fazer uma coisa muito simples: evitar homenagear um inimigo. Só isso.
          Recordo que, para Lenine, até a própria acção no parlamento butguês é um “joguinho”. Sair e entrar é apenas mais um.

          Cumprimentos

  5. Argala diz:

    Renato,

    Penso que este episódio é demasiado antigo para revolver, mas de facto espelha a podridão do reformismo e do institucionalismo burguês. Os deputados do PCP até já fizeram coisas piores, como abster-se no voto de condolências ao Fraga.

    Agora convém esquecer estas tricas e tratar de deitar abaixo o boneco.

    Cumprimentos

  6. samuelquedas diz:

    Esta já tem barbas! Não havia nenhuma “novidade anticomunista” para postar?! Deve ser das férias… 🙂 🙂 🙂

  7. Emídio Peçanha diz:

    Foi por causa de fedelhos como o Renato que o 25 de Abril se finou!…

  8. Vítor Vieira diz:

    Pacheco Pereira, José Lamego, Jorge Coelho, Saldanha Sanches, Maria José Morgado, Durão Barroso, Nuno Crato, Franquelim Alves, Manuel Falcão, José Manuel Fernandes, Maria João Rodrigues, Nuno Ribeiro da Silva, João Carlos Espada, Helena Matos… e daqui a uma década? Renato Teixeira? Já vi este filme antes…

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