Onde estão os nossos jovens?

O problema do nosso país não são os reformados, eles são parte da solução. Não temos «velhos a mais», temos «jovens a menos». O problema é a total ausência dos jovens na luta social e política. Jovens (entre os 16 e os 25 anos), que estão em casa, a vegetar. Filhos e netos dos reformados que fizeram o Maio de 68 e a revolução de Abril. Os precários, que estão na rua, são adultos, desempregados e dependentes, mas adultos.
Os jovens estão, literalmente, a ver a banda passar, sem fazer parte da música, alvos passivos da história, sujeitos de coisa nenhuma. E pensar que a geração que fazia política na universidade e perdia 1 ou 2 anos, sem pagar propinas, era considerada preguiçosa??!! Trabalhadores, cheios de iniciativa, força emocional, são estes jovens, mortos de medo, incultos, ignorantes, competitivamente convencidos que a  política não lhes diz respeito porque eles «pensam pela própria cabeça». 40 a 60% estão desempregados, portanto, no estado animal de comer, dormir e ler 2 parágrafos no facebook, que mais do que isso dá trabalho. Já os avós estão a organizar partidos, associações e manifestações.

Quem estuda movimentos sociais será sempre confrontado com esta variável, a que devemos procurar responder e que urge compreender. A crise de 2008 tem como sujeitos sociais uma novidade histórica – os reformados, que nunca até aqui tinham tido um papel de relevância na luta social -,  e tem como ausência, pela primeira vez desde os anos 60, a juventude.

É verdade que estas palavras são uma caricatura, portanto, uma imagem deformada. Mas ainda assim, reconheçam, com algo de verdade. Há uma geração inteira que vai ser queimada, sem futuro, calada, inamovível, imagino, em frente da televisão ou do computador. Ser empreendedor era começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós, e virem para a rua e tornar esta política ingovernável. Assim, como fizeram todos os utópicos – tantos deles com 18 anos – que nos deixaram a civilização.

Cartoon Divertido_thumb[2]

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24 respostas a Onde estão os nossos jovens?

  1. c diz:

    Permita-me um reparo.
    O que será dos nossos jovens quando já não tiverem pais ou avós vivos que lhes acomodem a perplexidade em que vivem??? A resposta é: extraordinariamente mais pobres.

    Porquê?: porque a política (de que os jovens nem querem ouvir falar) é a verdadeira culpada porque se aliou ao capital, particularmente aos bancos, e agora não há empregos porque temos de pagar a dívida aos bancos nacionais, estrangeiros, e por aí fora. Nisso têm razão, os jovens. Há outras variáveis seguramente.

    Mas que os políticos dos partidos do CDS/PSD/PS e o BE também, se constituíram como uma agência de crime organizado com os accionistas de bancos – sejam nacionais ou centrais (BCE/FED ) e outros no mundo), pouco importa neste caso – para saquearem as crianças, os jovens, os filhos, os pais, os avós e bisavós, e ainda os que não nasceram – os jovens penso que ainda não se aperceberam, nem mesmo a generalidade da opinião pública portuguesa. E porquê? Porque é demasiado perverso pensar numa coisa destas, que os políticos portugueses que têm estado a governar-nos se tenham associado aos bancos para extorquir dos portugueses tudo aquilo que estes têm.

    Mas é um projecto transnacional, mundial, do «capital» contra o «trabalho», este projecto concebido há, pelo menos, 35/40 anos… as suas consequências … ainda vão no adro.. A menos que haja um corte, um verdadeiro corte.

    Conheço jovens portugueses que estão a trabalhar em Singapura, nomeadamente na indústria do Design. Começam a trabalhar às 6h30 da manhã, acabam às 11h30 da noite, e ainda por cima levam ralhetes do chefe tailandês por falta de produtividade e de competitividade. O vencimento dá para: pagar metade da renda de casa e o resto para transportes, comida, etc.
    Pois, o melhor é sair do País, não tem remédio a emigração…

    Pois, quando não tiverem nada, voltar para o nosso país enquanto «torna-viagem», disso é que eu nem quero pensar. Os «torna-viagens» de José Rodrigues Miguéis.

    Se isto tem eco na opinião pública? Penso que não. Ainda não. Mas será inevitável que aconteça.

  2. JgMenos diz:

    «…começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós,…»:
    – dos avós souberam que já houve em Portugal governos com gente proba e com sentido de Estado e de Nação; mas eram ‘fascistas’ que não querem reeditar, nem sabem como imitar muitos dos seus valores sem caírem no ridículo de ‘não serem deste tempo’.
    – dos pais sabem que se organizaram para ‘sacar’ o que havia e o que não havia, e não acreditam que haja como continuar nessa luta que os trouxe até aqui.
    E como o ruído panfletário oculta todos os caminhos…ainda não sabem o que fazer!

    «…e virem para a rua e tornar esta política ingovernável.»
    Ninguém lhes diz qual a política que os levará a uma melhor solução, e aventura por aventura preferem a da emigração, onde vêem um futuro, como tantos avós, bisavós, …n_avós, sempre fizeram.

    • c diz:

      Com a sua licença. Peço desculpa, não gosto de entrar em polémicas.

      O Sr. diz: « Ninguém lhes diz qual a política que os levará a uma melhor solução, e aventura por aventura preferem a da emigração, onde vêem um futuro, como tantos avós, bisavós, …n_avós, sempre fizeram.»

      Uma política e uma solução passa, efectivamente, por sair do euro. Passa por não ter medo e dizer aos jovens e adultos que o «fantasma» da saída do euro é um «mito». A Alemanha como ficará? Isso já não sei, certamente que não irá gostar.

      Li o livro de J. Ferreira do Amaral. Chegou para me esclarecer. Pergunto-me porque é que a Grécia ainda não saiu do euro? Porque é que o Syriza ainda não disse não? Ah já sei, é que lá há muitos milionários gregos e não só, a viver da miséria dos próprios gregos – se calhar o problema está no próprio Syriza…

      Há um bicho-papão sobre a «saída do euro» e o medo dos «mercados»: 1) a saída do euro beneficiará muitos bancos que têm o capital em moeda estrangeira (preferivelmente numa Sociedade Anónima no Panamá que é bem melhor do que uma Fundação);2) o controlo de capitais em Portugal – a proibição de saída de dinheiro do País é crucial (apesar de Portugal estar já absolutamente descapitalizado) e a entrada também (porque o nosso país se está a transformar num local excepcional para a lavagem de dinheiro –por exemplo, proveniente da venda de droga e de armas – veja-se o que aconteceu com o HSBC nos EUA.).

      Não me parece que haja legislação que fundamente a supervisão bancária portuguesa…ou não? Quem supervisiona os bancos??? Com que legislação??? A verdade é que não existe.

      Sim. O Governador do BdP disse na Comissão Parlamentar de Inquérito (25-07-2013) – a transcrição ainda não está disponível no site do Parlamento – que agora as instituições europeias (a Alemanha) estão ponderar, digamos, recuperar o Glass-Steaggle Act, versão século XXI…daqui até lá…TTF…conversas…

      Mas acontece que Wall Street teve neste último trimestre (2013) lucros parece que bastante superiores aos de 2008 (ano do início da crise, Lehman Brothers, AIG, sub-prime, etc.), nomeadamente a J.P.Morgan (um dos 4 maiores bancos dos EUA e a quem Portugal recorre para se financiar, e também a quem o IGCP pagou 300 milhões de euros à conta dos «swaps», e que também o banco que está a «ajudar» Portugal na privatização dos CTT ).

      Os bancos estão a criar uma nova crise de especulação crise financeira mundial – os lucros provêem do jogo na Bolsa e não da economia real/produtiva, não cria empregos …cria desemprego.

      E vai sobrar para nós. Não tenho formação em economia ou finanças e não me parece que seja preciso.

      A verdade é que o nosso Governo e as empresas públicas são constituídos por testas de ferro dos bancos. Basta identificar os políticos e os gestores públicos, um a um. Somos governados por bancos que não foram eleitos!!!

      Para isso prefiro sair do euro, e há muito mais gente que pensa assim, mais do que se dá a entender. Pelo menos que haja um referendo à saída do euro, muito embora não tenha havido um para a entrada (porque devemos ser estúpidos e não saberíamos optar, pensaram lá as «elites» que roubaram nossos fundos estruturais que recebemos a dobrar por ter entrado no euro).

      E a seguir à saída do euro, um novo Código de Trabalho protegendo, efectivamente, os trabalhadores.

      • JgMenos diz:

        Sair do euro. eis um bom exemplo de aventura!
        O Código do Trabalho não protege nunca eficazmente os trabalhadores; a única protecção eficaz é uma economia produtiva e próspera (abro aqui uma ressalva para os funcionários públicos, até agora protegidos pelos meus impostos e dos outros desprotegidos).

        • c diz:

          (1) Do euro já saí (antes da Alemanha) e dos bancos também(para não me acontecer o que se passou em Chipre): o segredo é a alma do negócio. Está tudo debaixo da terra.

          (2) O Código de Trabalho dá mais emprego. Sugiro que faça um «google» e veja quais são os Estados nos EUA que têm menos desemprego: são os que são efectivamente protegidos por leis de trabalho e em que os trabalhadores têm sindicatos; além do mais, o emprego permite ter um sistema de Educação, serviço de Saúde e um sistema de reformas (Estado Previdencial). É o Estado Social que o Sr. não gosta porque implica a redistribuição de capital e pagar impostos. Lamento mas está no país errado. Se calhar eu também…

          Não vou voltar a este assunto. Tenha um muito bom dia.

  3. Raquel, concordo com tudo o que escreves, da primeira à última linha, mas não sei se todas as gerações não têm opiniões semelhantes em relação às que se seguem.
    Eu, por exemplo, tenho muitas reservas em relação à postura de luta da maioria dos que têm agora 30s ou 40s, parece-me inadequada e mais do que insuficiente – e inconsequente – para a gravidade da situação que atravessamos. E sei que muitos dos mais velhos pensam o mesmo.

  4. NL diz:

    Os jovens estão mais preocupados em acabar o curso dentro do tempo previsto (doutra forma, perdem a bolsa) para depois emigrar. Contestações ao sistema não dão emprego a ninguém e, ajuntamento por ajuntamento, os festivais de verão sempre são mais divertidos.

  5. Concordo Raquel. De toda a forma é importante não esquecer que o grande movimento de massas recente começa efectivamente no 12 de Março quando a maior parte foram jovens que saíram à rua. Depois eclipsaram-se. Creio que muitos construíram a percepção de que cá não vale mesmo a pena lutar pelo país. Depois sim, sobra a alienação e nos poucos que lutam, o desespero do isolamento.

  6. E um pouco de noção? diz:

    Dentro da categoria “paternalismo palerma”, belíssimo post.

  7. Monotony diz:

    Cara Raquel

    Sei que provavelmente não vai responder a este comentário mas mesmo assim queria deixar bem claro uma coisa. Considero-a uma das mentes políticas mais interessantes em Portugal, e a minha única pena é não a ter encontrado antes. No entanto, tenho vindo a notar que como estratega política a Raquel é capaz de cometer os erros mais aventesmais, alienando a uma causa, que considero universal, parcelas inteiras da população. Agora, alienar as pessoas a uma causa universal, digo-lhe, tem o seu mérito, mas sinceramente não creio que é esse o mérito que a Raquel almeja.
    Porque eu Raquel incluo-me nessa faixa etária que você não caricaturou mas insultou, pese embora quaisquer elementos mais ou menos verossímeis dessa sua “caricatura”. Compreendo que esta “crítica” é mais um desabafo, um impulso proveniente de um qualquer fundo de amargura perfeitamente justificada tendo em conta o estado da política (económica, social e cultural) do nosso país. No entanto note-se que esta compreensão é algo que ninguém lhe deve. E note-se que como ADULTA como gosta de dizer para se diferenciar de nós reles JOVENS, desabafar assim é uma opção que você já não pode ter responsavelmente.
    Mais, que um jovem, como eu, leia isto, e decida nunca mais prestar-lhe atenção e afastar-se de qualquer iniciativa ou movimento político que tenha o seu nome ligado a ela, é um impulso tão ou mais justificável como aquele que a levou a escrever este seu pequeno textinho. Poderemos ser todos uma cambada de juventudes irritadas e irritantes, mas sabe que mais, não somos apenas um problema, ou uma oposição aos seus ideiais, somos a sua única esperança e é essa contradição no povo que o camarada Mao tentava abordar – que para além de qualquer utopia proletária terá ainda de ser mitigada a eterna luta de gerações.
    Para ser muito sincero nem sei se tenho a capacidade de a considerar camarada. Porque isto de brincar ás elitezinhas intelectuais, é tão ou mais perigoso, tão ou mais socialmente nocivo, tão ou mais insultuoso que brincar aos pobrezinhos. Ainda mais quando eu começo a pensar que esta visão instrumentalizante da juventude (não mais que um grupo a ser indoutrinado com a “verdade” e alienado do seu próprio potencial político) está no cerne ideológico da maior parte das organizações de esquerda. Porque eu não a vejo a tentar fazer qualquer tipo de militância de bases a nível jovem – quer saber mais dos avós e dos pais.
    Como jovem posso afirmar que o meu nascimento político foi para um mundo criado pela SUA geração, para políticos da SUA geração destruindo o futuro da MINHA geração. Acordei para uma terceira via imparável e para uma das esquerdas mais fragmentadas, e mais partidariamente incompetentes de toda a história do movimento; incapaz de manter qualquer tipo de resultados ao nível da militância de base, como ao nível de teoria de esquerda; incapaz de se renovar para uma realidade que nasceu com o 25 de Abril, realidade essa que ao mesmo tempo ajudou a criar; incapaz mesmo de ser uma união mas sim um combate de egos e ninharias ideológicas face a um neo-liberalismo vital e saudavelmente unido. Passaram um atestado de incompetência política à geração que mais tempo gastou a aprender – precisamente porque estava a aprender e não a “trabalhar” – e espantam-se que nós não acorremos a juntar-nos às vossas fileiras.
    E por falar em fileiras, como historiadora deve ter notado que as maiores manifestações e movimentos activistas dos últimos anos são organizados não pela CGTP ou qualquer organização sincidal mas sim por jovens vegetantes nas plataformas sociais do Facebook. E terei visto mal a forma como os doutos e santos reformados tratavam esses jovens nessas mesmas manifestações?
    Entrando no registo da caricatura, a minha preocupação não estaria com os netos mas os filhos dos reformados. Essa estrondosa maioria etária no parlamento, na direção dos partidos, nos locais de trabalho tanto do lado empregante como empregado. Melhor, os adultos pais que chegam a casa demasiado preocupados em educar os seus filhos e que decidiram que o melhor acompanhante para os seus filhos é uma fauna mediática que dia após dia enche de uma ideologia pouco emancipatória a nossa visão e imaginação política. Esses pais que se espantam que os filhos APRENDEM algo, mas não aquilo que eles pensavam ou queriam. Os pais marxistas que nunca reteram essa verdade máxima do materialismo histórico – a de que uma superestrutura só se poderá renovar se a estrutura de base também ela se renovar. E não há mais básico que os jovens, e não há maior reflexo do fracasso da SUA geração que os jovens.
    E agora eu poderia ficar por aqui não é? Poderia dizer que já é tarde demais que os pais não conseguiram mostrar alternativas ou escolhas políticas que minimamente empatizassem com os filhos e as suas preocupações. Poderia aconselhar algum tipo de workshop de comunicação familiar ou terapia de grupo. Mas isso não nos ajudava muito.
    Por isso tento aqui acabar com um gesto que talvez a Raquel pudesse retribuir: de lhe estender o braço e chamá-la camarada. De lhe pedir diálogo sério, de aprendermos uns com os outros, de realmente olharmos para o outro lado e vermos que por muitas diferenças que tenhamos uns entre os outros, temos em comum a nossa condição de explorados, de sermos a classe social que como Lukács dizia é a única capaz de reclamar e se identificar com uma universalidade histórica.
    Porque o fim da história que Marx previa era o fim dessa farsa que nos dizem ser história, o começo de uma verdadeira história. A verdadeira história por começar é a do homem livre de preconceitos que só o alienam das suas capacidades e dos seus camaradas.
    E por isso, camarada Raquel, estendo o braço e deixo o meu contacto, esperando um diálogo menos irritado.

    Seu
    Nuno Atalaia

    • JgMenos diz:

      ‘,,,e não há maior reflexo do fracasso da SUA geração que os jovens.’
      Uma verdade que se impõe à esquerda abrilesca como clara evidência!

  8. wolf354 diz:

    O ultimo jovem em grande destaque nas manif’s foi aquele a atirar pedras à policia em frente ao parlamento antes da carga policial, a maioria dos anon’s são miudos e miudas (sabe o que é isso?) e este artigo na minha opinião é uma treta.

  9. Rafael Ortega diz:

    Estive hoje no café com mais três amigos.
    Eu e outro nem pomos a possibilidade de ficar a viver em Portugal, um terceiro diz que também pensa sair daqui, o quarto não disse que sim nem que não.

    Os jovens não vão para a luta, porque a sua (da Raquel) luta não é a deles.

    • diz:

      “Os jovens não vão para a luta, porque a sua (da Raquel) luta não é a deles.”
      A verdade é um osso duro de roer!

  10. Os mais maduros,ou seja os velhos não são problema,são sim uma caixa multibanco com um cartão dourado nas mãos do Governo. Os bancos são o que essa pantomina que nos governa faz deles. Nós os mais maduros ficamos a manter o património a pagar tudo e mais alguma coisa mas orgulhosamente temos os filhos a muitas horas de voo e nada mais podemos fazer se não pagar pagar pagar pagar ,mas como os CGD e outros afins nem são fanados como os outros Funcionários Públicos ,o que podemos fazer??

  11. José Sequeira diz:

    Raquel, provavelmente os jovens, exceptuando os jotinhas do PC e do BE, não gostam das vossas “lutas”. Isso ainda não vos passou pela cabeça?

  12. Pingback: Sem trocar de jovens, não há Revolução | O Insurgente

  13. confucius diz:

    portanto, para os velhos, o problema são os jovens. e vice versa.

  14. guna diz:

    Como disse o outro: “quem criou o problema, que o resolva”.

  15. CSD diz:

    subscrevo o post, os comentários de C e de Joana Lopes-

  16. HHENRIQUE diz:

    mais uma vez a seta na muge, pura verdade, maioritariamente a juventude é um bando de analfabetos politicos, individualistas, vaidosos, sempre em busca do empregozinho á doutor. não gostam de ouvir as verdades, paciencia. por vezes, as coisas não são o que parecem e, é preciso dar um passo atrás para dar dois á frente. concerteza que se pode ganhar alguns indignados prá lista de anti simpatizantes(nuno atalaia) com este tipo opinião, mas, se ofende-los, mesmo que se afastem, tenha o condão dos acordar prá vida, então têm de ser ofendidos(ouvir umas verdades). mais, a exepção não faz a regra, concerteza que temos bons jovens, mas, não reconhecer que a esmagadora maioria são, politicamente, uns bocadinhos de carne com pernas,… até conseguia compreender a descrição do nuno a. (refiro-me ao nuno, pelo facto de ter elaborado uma resposta, bem diferente do usual) em relação ao afastamento ou á não identificação por determinada causa, caso visse esses jovens, defenderem uma outra causa qualquer, os visse saberem o que querem, o que não é o caso, claramente dizem que não gostam de politica como defesa a não exporem o quanto ignorantes são e, desafio a perguntarem a todos os jovens que afirmam não gostarem de politica ou do sistema ou outra treta qualquer, então gostas de quê? como organizavas então a sociedade? que modelo social defendes? façam perguntas do género e rapidamente percebem o que é que têm á vossa frente. DEPOIS DE SABERMOS O QUE NÃO QUEREMOS, SÓ SAÍMOS DESTE MARASMO, CONVERGINDO NO QUE QUEREMOS E, TAL PRECISA DE MUITO DIÁLOGO, NÃO EXISTE NINGUEM COM A VERDADE ABSOLUTA, NÃO EXISTE MODELO PERFEITO, EXISTEM UNS MAIS PRÓXIMOS DO QUE DEFENDEMOS QUE OUTROS

  17. Luís Cravo diz:

    Onde está a importância deste texto? Onde está a autora na luta? Onde está Deus e seu inabalável controlo sobre tudo?
    Como dizia o velho anarquista que em ensinou a ser mecânico: Um revolucionário só se torna revolucionário quando vê alem dos que ainda não sabem que este sistema não serve.
    A autora ainda só consegue ver o seu umbigo, um dia chegará mais longe

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