Conhece e participa na Academia Cidadã – educação, pesquisa e acção para a cidadania

Academia Cidadã | educação, pesquisa e acção para a cidadania

A Academia Cidadã tem por objectivo impulsionar a cidadania activa e a construção de raízes de desenvolvimento com princípios de sustentabilidade social, económica e ambiental. A nossa ambição é empoderar pessoas e organizações no exercício do aprofundamento da democracia. Actividades educativas, comunicacionais e artísticas são as nossas formas de intervenção. A educação não-formal e a pesquisa participativa e activa são as nossas metodologias.

A Academia Cidadã tem vários pólos:
– uma Escola da Cidadania
– um Grupo de Acção Artístico-Cultural
– uma Incubadora de Ideias, projectos e organizações
– um Centro Documental, de arquivo, edição e comunicação
– um Lugar-Ponte; espaço (e espaços) de encontro de ideias, pessoas e iniciativas cívicas
– um Laboratório-Vivo da Sustentabilidade
– um Laboratório da Democracia; grupo de pensamento, pesquisa e acção que inspira, idealiza e integra os vários pólos com o Mundo.

O mote da Academia Cidadã foi lançado pelas pessoas que organizaram o Protesto da Geração à Rasca, realizado a 12 de Março de 2011, iniciativa que inaugurou uma nova forma de participação cidadã, ao ser convocado nas redes sociais e sem quaisquer apoios partidários nem sindicais. Nesse dia, centenas de milhares de pessoas saíram à rua, em Portugal e no mundo, de forma pacífica, irreverente e criativa. Inspirou uma série de protestos e de movimentos nacionais e internacionais como o “Movimento 15-M” e “Democracia Real Já” – mais conhecidos por “Indignados” – ou o movimento “Occupy”.

Depois disto, muitas pessoas têm vindo a juntar-se à Academia Cidadã, partilhando o desejo de ir além do protesto. Cooperando, queremos capacitar e dar ferramentas a muitas mais pessoas, para que estas criem as suas alternativas concretas.

A Academia Cidadã não está, nem estará, ligada a nenhum partido político ou religião nem receberá apoio de indústrias de armamento. Esta é uma das nossas maiores forças mas também implica constrangimentos, nomeadamente financeiros e logísticos, que assumimos como pilares da nossa independência enquanto organização.

A associação, sem fins-lucrativos, foi registada a 15 de Maio de 2012, dispõe de contabilidade organizada e de órgãos sociais. Não obstante, o trabalho dentro da organização é baseado na horizontalidade hierárquica e na partilha de responsabilidades entre participantes.

Acreditamos que a política diz respeito a cada pessoa e a todas devem ser dados os meios para nela intervir. Move-nos a convicção de que a democracia e a cidadania não se esgotam no voto. São antes uma construção, com políticas, acordes, gestos, canetas, conversas, pinceis e acções. Todos os dias e em todas as áreas da nossa vida!

A Academia Cidadã promove a dignidade da pessoa humana na sua diversidade, a multiculturalidade, a interculturalidade, o aprofundamento da democracia e a construção de uma sociedade universalmente livre, justa, consciente, crítica, solidária e fraterna.


Queres participar? http://academiacidada.org/maisinfo
Gostas? https://facebook.com/academiacidada

http://academiacidada.org

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Sobre João Labrincha

Agora escrevo no Botequim.info em http://botequim.info/author/jl4br1nch4/
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12 respostas a Conhece e participa na Academia Cidadã – educação, pesquisa e acção para a cidadania

  1. Boa iniciativa… Faltam mais iniciativas destas… Está na hora…

  2. cristof9 diz:

    esta construção (espero que não seja só teoria) de laboratorios, escolas,incubadora vai acabar por não sair da mesma ineficencia do proteso da geração á rasca se teimar em discutir temas mais que ultrapassados de esquerda/direita ; eles têm que nos criar empregos; os direitos da constituição são sagrados e pantomices identicas. Tomem na agenda informar correctamente os eleitores, ter sempre o contraditório como sagrado em qualquer discussão, deixar de querer carneirar as pessoas; apoiar as ideias que surgem com informações esclarecedoras e formadoras e acima disso estudar com humildade a historia recente dos povos com vontade mesmo de perceber porque a democracia é discutida com tiros no egipto,com pedras na grecia, com insultos em portugal/espanha com debates cinicos na inglaterra e com debtes democraticos na dinamarca/suecia/alemanha. seremos nós uns iluminados ou umas anedotas? e relacionar isso com o desenvolvimento económico e social descendente com o tipo de democracia praticado! assim sim trazem algo de eficente para o debate público!

  3. xatoo diz:

    EUA financiam protestos de jovens no mundo inteiro “revolução encomendada…um grande negócio”

  4. um anarco-ciclista diz:

    Eu não te queria desiludir, mas parece-me bem que foram as Primaveras árabes a inspirar o “Movimento 15-M”, a “Democracia Real Já”, o movimento “Occupy Wall Street.”… ou o 12 de Março.

    • João Labrincha diz:

      «Portugal e as recentes manifestações da “geração à rasca” foram uma “referência” para os movimentos que agora se multiplicam pelas principais cidades espanholas, deixando “envergonhados” os espanhóis por ainda não terem feito nada idêntico.

      “As manifestações que houve há uns meses em Portugal foram uma referência para nós”, afirmou à Lusa José David, um dos porta-vozes do movimento “Democracia Real Já”, na cidade improvisada instalada na Puerta del Sol, em Madrid.

      “Falou-se aqui muito do que estava a acontecer em Portugal e deu-nos vergonha que aqui não tivéssemos feito nada. Em Portugal mostraram que não se deve ter medo, que se deve sair à rua”.» – JORNAL DE NOTÍCIAS – 20-05-2011 – “Geração à rasca” é referência para Espanha http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1857358

    • João Labrincha diz:

      E não me desilude nada saber que as Primaveras egípcia e tunisina inspiraram, também, o 12 de Março. É um facto, repetido diversas vezes em várias intervenções, estudos e notícias. Também foi inspiração para o 12 de Março, o 25 de Abril, as várias lutas alter-mundialistas, as lutas anarco-sindicalistas de 1926-28, as republicanas, a marcha do sal do Ghandi, as lutas pelos direitos civis nos EUA, os movimentos hippies e pacifístas anti-guerra no Vietname, o Maio de 68, as lutas e conquistas proletárias em todo o mundo, os movimentos estudantis, os movimentos lgbt, as músicas de intervenção antigas e recentes, bem como um rol de outras coisas que podíamos ter listado, mas o texto é sobre a criação da Academia Cidadã e não uma resenha histórica das lutas progressistas que inspiraram a Geração à Rasca 😉

      • Marilio Alambre do Rosario diz:

        João Labrincha, a vida ensina-nos a conhecer as necessidades primeiras do ser Humano.Aquilo que aqui e descrito,tem sempre o corolário de alguma repressão,seja ela de que forma for.Vivi o outro tempo,vivi um dia uma jornada no pós revolta estudantil de Coimbra em Olhão,quando saímos da Escola em fila Indiana,logo sendo acompanhados pela Policia por temerem também uma revolta Estudantil nesta Cidade.Tudo o que hoje se vê e ouve por esse mundo fora reside apenas num simples facto,qualquer forma de repressão.Disse em tempo recente que gostaria de fazer parte integrante da Academia Cidadã,mantenho o pedido e a possibilidade de ajudar a criar aqui também essa bem pensada Academia,pois a mesma tem algo de diferente,o de chamar todos os Cidadãos para a rua num gesto de criação formal da Democracia.Verdadeira,do povo e não dos Partidos,tal diziam os Gregos,a democracia e o povo.

  5. Ainda estou a tentar perceber se isto é tudo uma enorme ironia, acompanhada por um genial sentido de humor ou se vou ter de lidar com a triste realidade da existência de tal coisa… que usa tais termos.

  6. diz que diz:

    Esqueceu-se de dizer-nos quais são os órgãos sociais e quem os integra.

    • João Labrincha diz:

      Infelizmente o site da Academia Cidadã ainda está em construção. Aí estarão os nomes, como também as caras, das pessoas que participam na Academia Cidadã, incluindo as que fazem parte dos órgãos sociais.
      Obrigado pelo alerta e, atendendo ao mesmo, já é possível encontrar no facebook essa informação, https://www.facebook.com/AcademiaCidada/info, na rubrica “Informação Geral”.

  7. Ana Rita diz:

    Eh, apesar de tão “desinteressados” e “descomprometidos”, a linguagem do capital está lá toda…será, de facto, ironia?

  8. HB diz:

    infelizmente os portuguesinhos que inspiraram as revoluções alheias calçaram as botas e não saem da cepa torta, nem vão para a rua nem defendem os seus direitos nem fazem revolução nenhuma, mas já há uns iluminados que decidiram fazer do activismo sentado de facebook uma maneira de fazer dinheiro e possivelmente arranjar uns dinheirinhos regionais ou europeus ou quiçá um poleiro municipal qualquer – tudo isso antes de terem feito alguma coisa de ÚTIL à sociedade em que vivem – mas que grandes negociantes, acho este projecto uma vergonha
    (a menos que tencionem sobreviver do tráfico de estupefacientes, já que se recusam a participar no tráfico de armas – assim como no tráfico de crenças e de partidarites – mas a eles não se opõem…)

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