Sabemos que chegou mesmo a «silly season»

 

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13 respostas a Sabemos que chegou mesmo a «silly season»

  1. gajo que diz:

    dando de barato a surrealidade de ambas as situações, tenho que referir que quanto mais penso nisso mais acho que o tribunal fez muito bem em dar razão ao trabalhador. senão vejamos:

    – não existia regulamento interno que proibisse o consumo de bebidas alcoólicas enquanto se apanhava o lixo (o caso do trabalhador que guiava o veiculo é diferente e foi sentenciado de forma diferente também)

    – o argumento invocado para a justa causa de despedimento não a ser aceite não significaria que passava a ser justa causa para despedimento se o chefe nos visse ao almoço com um copo de vinho, fosse qual fosse a função que desempenhamos?

    – não a preocupa que a empresa tenha tido acesso ao grau de alcoolemia do seu funcionario? quem lhe forneceu essa informação e a que título? recordo que no caso do acidente, o funcionario em questão não ia a guiar o veículo e só pode ser considerado uma vitima do mesmo, nunca respon´svel pelo acidente…

    deixo aqui estas perguntas porque andaram na minha cabeça a tarde toda e eu tenho mais que fazer.
    cumprimentos,

    • gajo que diz:

      há ali um não a mais depois da palavra despedimento. no terceiro parágrafo.

    • Uma coisa é haver ou não justa causa de despedimento, outra os comentários feitos pelos juízes e aqui citados – esses, sim, típicos de «silly season».

      • gajo que diz:

        a joana tem duvidas que estar alcoolizado torna, ou pelo menos pode tornar, certos e determinados trabalhos mais suportáveis (principalmente os com grande carga física)?
        o exemplo até posso admitir que é um bocado estúpido com aquela treta dos frigorificos e da cara alegre, mas o ponto de vista não é totalmente descabido. ou acha que os trolhas bebem todos muito por deficiencias na educação ou no carácter?

    • Don Luka diz:

      Um trabalhador que recolhe lixo, tem por vezes que atravessar a estrada. Será preciso regulamento interno para perceber que não é coisa que se deva fazer sob efeito do álcool? O chefe ver alguém a beber um copo de vinho não pode ser colocado no mesmo saco dos 2,3 g/l. A não ser que uma bisnagada com pistola de água seja o mesmo que um balázio de colt 45.

      Não sei se o despedimento é um exagero, pode até ser. O que me parece exagero é a leveza com que pareces encarar um tipo pendurado num camião, e que vai mais bêbado que um soldado russo na frente leste.

      • De diz:

        Este ainda se morde com a frente leste em que os nazis foram detidos e foram derrotados sem apelo nem agravo.
        E não,não foi do álcool.
        Sorry lucas .Os meus sentimentos

      • agojueq diz:

        o don luka nao esta a ver bem a coisa. e irrita-me um pouco porque o que incomoda muitas das pessoas que pensam como ele é o facto do homem estar a trabalhar. do comentario do don luka aprendemos que há situações em que é aceitável estar bebado como por exemplo um soldado, especialmente na frente de batalha. e se por outro exemplo estivermos dentro de um autocarro, a caminho de casa, depois de uma festa valente até de madrugada? devemos ser multados? é que podemos ter sair e saltar pro passeio e depois atravessar estradas e assim, sei lá, andar na rua.
        e por favor, nao me venhas com o argumento da quantidade, super subjectivo e que varia grandemente de pessoa pra pessoa. porque relembro-te que esta é uma substancia cujo consumo é legal ou seja, toda a gente pode beber o que lhe apetecer e ninguém tem nada com isso.
        na verdade, a minha irtritação vem do facto de não vos interessar nada o tipo de trabalho que o homem faz ou as razões porque bebe tanto, se são de natureza pessoal ou derivadas da actividade profissional. nem tão pouco vos interessa que o homem estivesse em tribunal para RECUPERAR O EMPREGO, numa atitude claramente, e agora também oficialmente, ilegal por parte da entidade patronal, que chegou a utilizar informação pessoal do trabalhador (a sua taxa de alcoolemia num acidente de que foi vitima) contra o próprio e sem o seu consentimento. quanto a isto nada! o que interessa de facto nesta historia é dizer que a moral do homem é má, que a empresa fez bem em despedi-lo, que beber assim faz mal á saúde, etc, etc…
        acho triste tanta gente a querer mandar na vida dos outros, se calhar.

  2. JgMenos diz:

    Um alcoólico e por definição um alcoolizado permanente.
    Há-os em todos os níveis do aparelho produtivo.
    Os juízes argumentam sempre em excesso!
    Quanto aos amigos dos animais, são tanto mais excessivos quanto mais deles se fale!

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