Quanto vale o Banif?

 1 100 000 000 €
Valor que Gaspar deu ao banco de Luís Amado numa operação “abençoada” pelo Banco de Portugal

0,01 €
Valor actual das acções do Banif

… e ainda os prémios milionários aos seus gestores

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9 respostas a Quanto vale o Banif?

  1. Carlos Guimarães Pinto diz:

    Alguns esclarecimentos:

    1. O Banif vale efectivamente zero e já valia zero quando foi intervencionado.
    2. A intervenção não salvou banqueiros ou accionistas. Esses já perderam 99.3% do valor que detinham (ver evolução do preço das acções). Para eles é como se o banco tivese falido.
    3. A intervenção estatal foi, pura e simplesmente, para salvar depositantes
    4. A senhora com o prémio milionário não trabalha na entidade intervencionada (BANIF Portugal – Retalho)

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Carlos, algumas questões que seria importante ver respondidas:
      1. Qual seria o valor somado de todos os depósitos contratados à data da “intervenção”?
      2. Porque razão não se deixou falir este banco privado assegurando, o Estado, as devidas garantias para depositantes?
      3. Porque faliu o banco? Alguém está a investigar?
      4. Porque é que quando o Estado “intervém” numa instituição financeira privada deixa sempre de fora as partes lucrativas?

      • Carlos Guimarães Pinto diz:

        1. Cerca de 10 mil milhões de euros, ou 10 vezes o valor da intervenção.
        2. Cosmética. Na prática foi isso que aconteceu. O Estado quis manter a marca e a (falsa) ideia de que ainda existe banca de retalho privada. Mas sim, deveria ter falido, esse e todos os outros.
        3. Isso é um problema dos accionistas e deveria ter sido dos depositantes. Mas o BANIF, ao contrário do BPN, faliu the old fashion way: crédito mal-parado comeu todo o capital próprio. Mas o maior problema foi o facto de que toda a dívida pública que possuiam e valia 100, hoje vale 70. Se tivessem que devolver todos os depósitos hoje, teriam que vender a dívida pública a desconto. No final, simplesmente não teriam dinheiro suficiente para cobrir os depósitos
        4. São entidades legais diferentes que só partilham a marca.

        • De diz:

          Vejamos os factos antes do colorido com que se pintam as “entidades legais diferentes” a tentar fugir com o rabo à seringa,com que se tenta defender a manutenção dos nacos suculentos:
          “a estafada desculpa do “Não há dinheiro!” a que a maioria parlamentar PSD/CDS recorre amiúde… lembrar que o Governo pagou, entre março e junho deste ano, 1.008 milhões de euros a nove bancos estrangeiros pelo cancelamento de ruinosos contratos swap celebrados entre esses bancos e empresas públicas, ou ainda que o Governo disponibilizou, no ano passado, 1.033 milhões de euros para tapar o buraco do BPN e, no início deste ano, mais 1.100 milhões de euros para a recapitalização do Banif, além dos 7.200 milhões de euros anuais destinados ao pagamento dos juros de uma dívida pública em grande parte ilegítima. Enquanto os grandes grupos económicos e financeiros se apropriam de parcelas crescentes da riqueza nacional, o Governo abandona ou adia por tempo indeterminado investimentos necessários ao desenvolvimento económico e social do país.”
          Há mais

        • De diz:

          Mas deixemo-nos de estoriazinhas e vamos dar nome a alguns dos bois,alegres compadres do bloco central de interesses e animados defensores do neoliberalismo sem eira e com a beira resguardada pelo seus governos de classe

          Vale a pena ver o “material” em causa

          • bomb diz:

            Sim. Vale a pena ver.

            E eu que pensava que não havia «células» da organização mundial «terrorista» Al-Banksters em Portugal!
            Então se não operam na clandestinidade, são legítimas?
            Devem haver mais «células» por cá, não é?

            Pensando bem e por precaução, amanhã vou às compras do material «bombástico» para pôr na minha dispensa.

  2. kur diz:

    E, o resto, para a prisão!!!

  3. Carlos Carapeto diz:

    Nem mais! Salvem-se os bancos chacinem-se as empresas que asseguram postos de trabalho e produzem riqueza.

    Porque não se faz uso do mesmo critério para as empresas em dificuldades?

    Quantas empresas podiam ter evitado entrar em falência, permitindo assegurar milhares de postos de trabalho com o capital injetado no Banif?

    Qual teria sido o volume de riqueza produzida com esse dinheiro?

    É essa a questão!

  4. De diz:

    No final do ano passado, o Governo anunciou para o Banif uma operação cujos contornos se aproximam cada vez mais do processo de nacionalização do BPN, com os custos e desfecho que se lhe conheceu.
    O Governo garantiu uma injecção de capital no Banif de 1100 milhões de euros, correspondente a mais de 12 vezes o valor bolsista do Banco. O Banco comprometia-se a devolver com juros o financiamento pelo Estado e a proceder a uma reestruturação que permitisse obter de investidores privados 450 milhões de euros para compensar parte da injecção de dinheiros públicos.
    Ficámos, entretanto, a saber que, afinal, o Banif poderá não pagar, no final de junho, ao Estado, a primeira tranche do empréstimo, no valor de 150 milhões, que o investimento privado na recapitalização do Banco ainda não está assegurado e que o Banco vai pedir ao Governo o adiamento do prazo para esse processo de recapitalização.
    Confirma-se, portanto, que o Governo disponibilizou à banca o dinheiro que diz não ter para manter postos de trabalho, salários, pensões, prestações sociais, saúde e educação. E confirma-se, ainda por cima, que o Governo, que não mexe uma palha para renegociar a dívida do Estado, aceita todas as imposições que a banca faça no pagamento da sua dívida ao Estado.”

    A realidade nua e crua de um governo de classe que governa para os da sua classe.Com a pitada habitual entre os neoliberais tradicionais de se refugiarem no “estado” quando as coisas lhes começam a correr mal.

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