Umas horas antes de assistirmos ao avental de Luís Montenegro e Nuno Magalhães a fazerem pendant, importa dizer que a moção de confiança que hoje será votada na Assembleia da República será uma palhaçada.
Em primeiro lugar porque uma parte do PSD que até está no governo esteve, há poucas semanas, para dar o golpe letal em Passos Coelho lançando Rui Rio. Em segundo lugar porque o Vice Primeiro Ministro não tem a mínima confiança no Primeiro Ministro e vice-versa. Em terceiro lugar porque o partido mais votado da coligação do governo não vê com bons olhos que o partido menos votado tenha mais poderes. Em quarto lugar, e esse sim é o argumento que interessa, por mais que os deputados aprovem moções de confiança o povo não tem qualquer confiança neste governo.



Isso gostaria eu,mas( eles) desgoverno , não vão sair!!! terem terminado todo o trabalho sujo que lhes foi encomendado,””” acabar com tudo que diga respeito ao 25 DE ABRIL ,
Tudo do mais irrelevante!
Tem o povo confiança na oposição?
,,,blá, blá,…
…se não fosse tão evidente a sua inconsequência doutrinal e de acção!
Mas a preocupação de Menos transformada em blá-blá constante representa o quê?
Um inconsequente doutrinal a tentar fazer passar a sua doutrina para ver se consegue afastar os seus pesadelos quotidianos?
O blá, blá,… vem na cartilha, não quero aborrecer!
A cartilha de Menos que este garante não querer aborrecer é uma questão necessariamente menor.
O blá-blá dessa cartilha não é desmascarada pelo seu putativo aborrecimento.É denunciado pelo permanente fru fru levantado por Menos sobre as inevitabilidades que ele toma como garantidas.
A agitação propagandista obriga-o a tal.Apesar de perder o norte de vez em quando e aí ficar de facto …desnorteado
Mas passemos a coisas substanciais:
Intervenção do Deputado António Filipe do PCP em 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.
“(…) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América.
Mas isto é verdade! É público e notório – toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico.
Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade.
Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.*
Isto é a realidade! Está documentado!
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.
Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo!
São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem escritos num voto.
Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(…)”
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*Sabem quem era o 1º ministro do governo português em 1987 e que votou conta? CAVACO SILVA!…
Tirado daqui:
http://ocastendo.blogs.sapo.pt/1607817.html
A denúncia da canalha é um imperativo ético (e não só),Este é o suporte do governo e o responsável pela sua continuação