Escravatura legal

Um proletário sai mais barato do que um escravo. É bem verdade e os grandes grupos económicos sabem disso.
É por isso que a Quinta da Boeira procura escravos, aos quais dá o nome de assalariados. 200 euros por mês por 7 horas de trabalho diário – um horário nocturno (das 16 às 24 horas) mais horário de fim-de-semana (de 4ª a Domingo). Chamam-lhe um part-time.
Diz lá, ó Martim, se estivessem desempregados era pior, não era?

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4 respostas a Escravatura legal

  1. caiman diz:

    Isto é ilegal. Viola o salário mínimo. Não se pode chamar “part-time” a um trabalho que tem a duração de um trabalho normal. Tudo isto está regulado por lei. É apresentar queixa e deixar a justiça funcionar.

  2. Maria diz:

    Eu vou espalhar esta notícia por todos os meus amigos e pedir-lhes para enviar para os grupos parlamentares que sustentam esta maioria, pode dar-se o caso dos filhos deles estarem interessados.

  3. José Sequeira diz:

    Caro Ricardo
    Há aqui duas questões. A primeira prende-se com os 200€ e com os truques para fazer passar a coisa como part-time. Isso está errado, embora perceba a lógica que coloca o alvo dessas contratações nos jovens que querem ganhar umas “croas”, divertir-se e conhecer malta diferente. Eu também fiz o mesmo, já lá vão muitas décadas, trabalhando no estrangeiro, numas férias laborais, juntamente com outra malta da minha idade que ainda estudava, no velho esquema da apanha de fruta, dormindo num celeiro e permanentemente a ouvir “arbeit, arbeit”, até que o “pinkle pauser” vinha trazer uns minutinhos de descanso. Aos olhos actuais também foi exploração e não me caíram os parentes na lama. Em todo o caso, concordo que a crise económica actual fragiliza as relações de trabalho, o que deve ser combatido e denunciado.
    A segunda prende-se com o Martim. A Raquel Varela é uma mulher completa, que alia a uma excepcional competência na sua área, também grande beleza física e combatividade. No entanto também ela tem direito a um dia mau, que foi o que aconteceu no célebre prós e contras onde a sua prestação foi desastrosa, tal como referiu o Daniel Oliveira no Eixo do Mal de sábado seguinte. Atente-se que o Martim referiu a célebre frase do “mais vale…do que…” quando confrontado com a alusão a pessoas que ganham o ordenado mínimo nacional, o que não é a mesma coisa que 200€. Não haja confusões.
    Portanto acho humildemente que vocês devem colocar de lado o vosso ódio de classe burguesa contra o proletariado, neste caso o Martim, que tem o grave problema de querer trabalhar sem o vosso comando ideológico.
    Protejam a Raquel e não estejam, à mínima oportunidade, a chapar-lhe na cara esse lapso.

  4. Marques Ferreira diz:

    A ser verdade esta história, não só é imoral como é ilegal….uma vergonha a exigir a atenção da ACT e dos “media”.

    Quanto à história do Martim…parece-me que foi algo que ficou mal digerido pela R. Varela e seus companheiros de blogue…precisámos é de muitos Martins!!!

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