protesto-boicote ao Minipreço por pressões a trabalhadores grevistas

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no Porto, 4 trabalhadores do Minipreço (para nosso azar, a única cadeia de supermercados que tem como compromisso não usar trangénicos) foram CASTIGADOS por aderirem à greve geral de dia 27 de Junho, tendo a administração decidido a sua transferência forçada para outras lojas.

é preciso denunciar esta atitude e deixar claro que não toleramos pressões destas, na china como no supermercado da rua do lado, e atacar calmamente onde lhes dói mais: a opinião pública e o bolso. hoje, às 19h, está marcada uma concentração-protesto, à porta da loja da rua de Miguel Bombarda. apareçam, apresentem uma queixa no livro de reclamações e boicotem esta loja  (aí abaixo estão marcadas no mapa uma série de alternativas na zona) até que eles garantam o direito à greve sem retaliações aos seus funcionários, a reintegração dos quatro trabalhadores nos seus postos de trabalho … e um pedidozinho formal e público de desculpas aos ditos trabalhadores também não ficava nada mal, digo eu.

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4 respostas a protesto-boicote ao Minipreço por pressões a trabalhadores grevistas

  1. Para que conste… Enquanto não vir desmentido – ou declaração em sentido contrário ao do «castigo» aos grevistas – NÃO VOLTO A ENTRAR NUMA LOJA MINI-PREÇO.
    Cada um luta com as armas que pode.

  2. A culpa não é das chefias do Minipreço, mas o resultado de varias ações deste 1º Ministro que deita abaixo todas as leis que demoraram anos a elaborar, ficando os trabalhadores prejudicados e sem proteção. Neste momento já impera as empresas de outsourcing, pessoas são números e completamente descartáveis. Este governo ficará na história, mas não será recordado da melhor maneira.
    Este Senhor será lembrado não como o “Lavrador” ou “Conquistador”, será recordado como o “Palerma”, amigo do imóvel “Palhaço”!

  3. josé sequeira diz:

    Não posso começar a boicotar o Minipreço porque nunca lá comprei nada. Compro nas mercearias do meu bairro. Neste caso concreto (noutros não sei) a Administração do Minipreço tem toda a razão. Se cumpre todas as regras da Contratação Colectiva porque é que há trabalhadores que fazem greve, baralhando turnos e horários, até prejudicando o descanso merecido de colegas de trabalho? Parafraseando a Raquel Varela (embora ela tenha utilizado a frase com o sentido oposto) “Será que não há limites ao terrorismo laboral?”

  4. J.Rocha diz:

    “Terrorismo laboral” é:

    – Negar DIREITOS legais aos trabalhadores – e/ou o que (já)não são “direitos legais” mas reivindicações LEGÍTIMAS dos trabalhadores – e não esqueçamos que se fizéssemos o culto de tudo o que é LEGAL mas NÃO É LEGÍTIMO …ainda estaríamos no 24 de Abril (ainda que pareça que para lá nos querem encaminhar…);
    -Exercer sobre os trabalhadores represálias por utilizarem o seu direito à greve – ou por resistirem a atropelos aos seus direitos por parte das “entidades patronais”;
    – Negar aos trabalhadores a jornada de trabalho de 8 horas , através do expediente das horas extras – fazendo-os , no interesse exclusivo da administração das empresas trabalhar 10 e mais horas e não as pagando como tal mas sim “compensando-os” com o “banco de horas” quando a administração quiser;
    -Negar aos trabalhadores feriados obrigatórios ( como no dia de S.João no Porto) e /ou pagá-los como se dias normais de trabalho se tratassem;
    -Enganar ( e assustar) os trabalhadores com alarmes falsos de fim de contratação, como forma de evitar que eles exijam os seus direitos ou por mero desleixo e falta de organização dos serviços administrativos;
    – Manter a precariedade laboral ao longo de meses e anos como forma de chantagem para que não lutem pela sua DIGNIDADE e pelos seus legítimos anseios e direitos;
    -Assediar constantemente as jovens trabalhadoras,fazendo depender .do resultado desse assédio o prolongamentos ou não dos seus contratos a prazo ..

    Ora, tudo isto se passa não só no MINIPREÇO mas na generalidade das empresas, sejam elas do comércio, da indústria ou dos serviços…

    Acrescentemos ainda outra forma de TERRORISMO LABORAL ( ou PATRONAL?!…) , mais comum em sectores industriais – e sobretudo na Construção Civil: a “poupança ” nas condições de Higiéne e Segurança por parte da entidade patronal (para além do uso e abuso do trabalho extrordinário) que tem contínuamente originado “acidentes” , muitos deles mortais, aos trabalhadores…-mas para o patronato não faz mal, -não é?- há tantos desempregados!…

    J.R.,trabalhador anarco-sindicalista da AIT-SP , Porto

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