Tirem-nos deste filme!

(…) Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. (…) O primeiro-ministro entendeu seguir o caminho da mera continuidade no Ministério das Finanças. Respeito mas discordo. (…) ficar no governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível (…) a forma como, reiteradamente, as decisões são tomadas no governo torna, efectivamente, dispensável o meu contributo. (…)
Paulo Portas, carta de demissão – há 18 dias

“Só um primeiro ministro distante da realidade pode pretender perpetuar-se no cargo que exerce. Este primeiro ministro não percebeu que perdeu, não apenas, a confiança do seu ministro das finanças, a confiança do seu ministro dos negócios estrangeiros e líder do segundo partido da coligação, mas essencialmente, o primeiro ministro e o governo perderam a confiança dos portugueses. (…) O primeiro ministro perdeu, definitivamente, o mínimo de autoridade política para governar Portugal. (…) Chega de fingir, chega de fazer de conta. (…) Arrastar esta situação penosa causará ainda mais prejuízos aos portugueses e enormes danos à credibilidade e reputação internacional do nosso país (…)
António José Seguro, comunicação lida ao país – há 18 dias

Aqueles que acham que a situação do país se resolve com murros na mesa, com voluntarismos, com declarações de intenção, talvez percebam, com a recente incerteza que foi introduzida na vida política portuguesa, como não teríamos chegado aqui se tivéssemos feitos estes dois anos com essa propensão
Pedro Passos Coelho, Conselho Nacional do PSD – há 2 dias

Publicado hoje no i

Esta entrada foi publicada em 5dias com as etiquetas . ligação permanente.