Do isolacionismo

O PEV apresenta uma moção de censura que visa isolar a direita parlamentar. O PCP aplaude.

O PCP convida o PEV, o BE e o Corregedor da Fonseca para conversar. O PCP, obviamente, aplaude.

O BE lança um desafio para que toda a Esquerda se reúna em torno dum Programa de Governo de Esquerda que ponha um fim à austeridade e às políticas de miséria e o PCP faz o quê?

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Sobre Carlos Guedes

Um dia nasci. Desde então tenho vivido. Umas vezes melhor, outras pior!
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73 respostas a Do isolacionismo

  1. A.Silva diz:

    “O BE lança um desafio para que toda a Esquerda”
    Na actual conjuntura, considerar o PS de esquerda é estar a atirar areia para os olhos dos portugueses, é manter uma mentira que tem contribuido para o triste estado em que nos encontramos e em vez de clarificar, permite o arrastar desta situação podre.

  2. Pedro Pinto diz:

    Qual esquerda? Que o BE se revele oportunista é uma coisa; tentar justificar a escorregadela (que lhe está no sangue desde o princípio) é outra…

  3. Rafael Fortes diz:

    Guedes, sem sequer entrar na questão central de saber se a continuidade dos convites ao PS por parte do BE não alimenta falsamente a esperança de muitos cidadãos de esquerda numa politica de esquerda executada por um governo de esquerda, olha que eu não sou o PCP 😉

  4. Ana Rita diz:

    “O BE lança um desafio para que toda (???????) a Esquerda se reúna em torno dum Programa de Governo de Esquerda (???????????) que ponha um fim à austeridade e às políticas de miséria e o PCP faz o quê?” OK, com um partido de direita, que está a discutir com o GOVERNO como cumprir o memorando, e com quem já faz comunicados conjuntos!! Ok, a questão é mesmo o que é que o PCP vai fazer…Isto é o maior favor que já fizeram ao PS para os ajudar a limpar a cara, logo num momento destes…

    • Victor Nogueira diz:

      O PS na Assembleia da República votou contra a renegociação da dívda nem da denúncia do memorando. Na véspera d estrondoso e badalado convite à esquerda já o PCP uma vez mais defi inira o que estava em jogo na proposta ao BE e a outras forças sociais e políticas. A questão não é “o que fará o PCP face à proposta do Bloco” mas sim “o que fez dela o BE, no dia seguinte, ao propor reuniões com o ps e o pcp, com agenda aberta. Independentemente de saber se o ps não irá abster-se na moção de censura, com o argumento de que está em negociações à direita e … à esquerda. Vai o PS aceitar renegociar a dívida e denunciar o emorando subscrito pelo ps-psd-cds, para cuja salvação estãop os 3 reunidos sob o alto patrocínio e observação do Presidenmte da República ? Vai ?!

      O tempo é de unidade à esquerda, diz-se, mas Cavaco está lá pk o Bloco resolvera – com o PS de Sócrates – apoiar Manuel Alegre sem que previamente discutisse com o PCP quem seria o candidato que (BE e PCP) apoiariam e qual o seu programa mínimo.

      Ainda poderia ser argumento que o BE pretende “dividir” o PS e puxá-lo à esquerda. . Mas ainda há quem acredite nas narrativas da carochinha e do joão ratão, cozido e assado no caldeirão ?

  5. brunosimao diz:

    Carlos, até haver uma posição do PCP sobre o convite do BE, há apenas comentários de militantes do PCP. Confundes as duas coisas porque te dá jeito? Se sobre esse mesmo tema eu disser uma coisa radicalmente diferente do Bruno Carvalho que dirás tu? “Vejam, o PCP tem duas posições sobre este assunto”. Tenham calma e prendam os cães. Guedes e Carvalho aproveitem a tarde de sol e vão beber uma imperial fresca e deixem-se de tretas…

    • Rocha diz:

      O oportunismo é para combater dentro ou fora do partido camarada. E nesta batalha camarada digo-te: nem o Álvaro Cunhal me conseguia calar.

      Combater o PS é uma das primeiríssimas razões porque sou militante do PCP. A face xuxa da burguesia é mais perigosa e mortal inimiga do povo.

  6. Mais um bocadinho e vais dizer com grande cagança que isto é tudo culpa do PEV e do PCP. Ah Grande Esquerdista!

  7. João diz:

    Há na sociedade portuguesa, como em muitas outras sociedades europeias – e para só falar nestas – um claro sentimento de que o tempo que vivemos reclama uma clara alteração paradigmática, que passa, em primeira linha e antes de tudo, por um combate sem tréguas e definitivo, ao Capitalismo e ao Imperialismo.
    Não creio que seja possível contar para esse combate, sobretudo no tempo corrente e com grau de disponibilidade e intransigência que ele reclama, com uma força política como o PS, que constitui uma permanente munição de reserva do campo capitalista. Já do BE me entristece que em vez de se virar de uma vez por todas para a esquerda, ande ainda e sempre a piscar o olho à social-democracia. Venham propostas concretas e é sobre elas que se deve construir a unidade necessária e urgente, que se fará com quem mostrar efectiva vontade de interromper o actual caminho de catástrofe.

  8. Albino Gomes diz:

    Há que vincular o PS a uma resposta, responsabilizar a direção por uma tomada de posição inequívoca. O Povo tem de conhecer definitivamente de que lado está o Partido Socialista.

    • Carlos Guedes diz:

      É isso mesmo.

    • Vasco diz:

      Mas ainda não sabe? A quantas «provas» mais tem o PS de se sujeitar para que todos percebam que ele é o que é?

      • Carlos Guedes diz:

        Todas as que forem necessárias. Ou achas que a alternância governativa entre PSD e PS acaba por decreto?

    • Victor Nogueira diz:

      Depois de na Assembleia da República votar contra a renegociação da dívida e denúncia do memorando vai agora o PS aceitar renegociar a dívida e denunciar o memorando subscrito pelo ps-psd-cds, para cuja salvação estão os 3 reunidos sob o alto patrocínio e observação do Presidente da República ? Vai ?!

  9. Vasco diz:

    Se é lógica é quebrar o «isolacionismo», reúna-se também com o PSD e o CDS, que são tão de esquerda como o PS… Que inconsistência, meu Deus… É o seguimento da lenga-lenga da «esquerda grande» do Trindade e do Alegre…

  10. Miguel diz:

    Já estamos a ver as cenas dos próximos episódios: a moção de censura derrotada; a direita toda reunida no parlamento e a dizer que está bem e que se recomenda; e nós aqui nesta eterna divisão de opiniões e sem dar continuação ao processo de união de um movimento de esquerda que derrote a direita mais fascista que apareceu neste país.

    Temos que criar divisão, evitar este tipo de discursos que apenas motivam ódios e pequenas questões pessoais.

    Em caso contrário, eles continuarão no poder e até podem destruir a democracia. São capazes disso e muito mais.

    • Retirar a divisão queres tu dizer. E democracia onde é que a vês?

    • Vasco diz:

      A unidade constrói-se em torno de questões concretas. Que tem o PS a oferecer a quem defende uma política de esquerda para o país? PEC’s em vez da troika? Austeridade com vaselina ao invés de austeridade sem ela? Privatizações para oferecer a uns amigos em vez de oferecer a outros? Reforço do federalismo com o Holande em vez de reforçar o federalismo com a Merkel?… Grande coisa…

      • Victor Nogueira diz:

        Depois de na Assembleia da República votar contra a renegociação da dívida e denúncia do memorando vai agora o PS aceitar renegociar a dívida e denunciar o memorando subscrito pelo ps-psd-cds, para cuja salvação estão os 3 reunidos sob o alto patrocínio e observação do Presidente da República ? Vai ?!

  11. Rocha diz:

    Carlos Guedes, falas em clarificação mas a clarificação é só uma perante o repto do PCP, o Bloco de Esquerda tenta salvar o PS perante os seus eleitores – e sei muito bem que vai continuar a tentar, não fosse um velho sonho do João Semedo (já do tempo que era membro do PCP) ser moleta do PS.

    Dizes que os eleitores deste país não sabem que o PS não é de esquerda, mas o BE estás a tentar ensinar-lhes que o PS é de esquerda. Na realidade tudo isto é bem mais simples que os complicados cálculos eleitorais do BE, para o povo isto é apenas mais uma confusão de partidos em que uns se reunem para salvar a Troika e outros procuram reunir-se para acabar com a Troika.

    O papel do PCP não podia ser mais claro, fustigar e atacar os partidos da Troika PS-PSD-CDS até à derrota deles (derrota a todos os níveis). O papel do BE fica claro, salvar o PS.

    São 3 salvações em Portugal: a “salvação do capital” (PS-PSD-CDS mais a CIP-ABP-AEP etc), a “salvação do povo” (PCP-PEV-ID mais a CGTP) e a “salvação do PS” (BE).

    • Carlos Guedes diz:

      Já estou habituado aos fantasmas agitados pelo PCP. Habituado e cansado.

      • Rocha diz:

        Sim a palavra que tens em relação ao PCP é cansaço, mas a palavra que o BE tem em relação aos namoros com o PS não será incansável?

      • Vasco diz:

        Quanto ao teu cansaço com o PCP não é de hoje… Fantasmas? Quais fantasmas? Que o PS foi o primeiro a abrir à porta à contra-revolução, tornando-se desde 1975 (para não ir mais atrás) no polo aglutinador da contra-revolução: esmagando a reforma agrária e as nacionalizações e pondo no poder os grupos económicos que dele tinham sido arredados no 25 de Abril. Foi o PS que nos pôs na CEE e no euro, que apresentou e aplicou os PEC, que chamou a troika e que, agora, se prepara para ir para o poder continuar o mesmo rumo. Fantasmas?…

        • Carlos Guedes diz:

          Foi o PS… foi o PS… foi o PS… 1975… 1975… 1975…

          • Vasco diz:

            Realmente só ninharias, não é? E eu não disse «em 1975», disse A PARTIR de 1975… Mas isso não interessa nada, não é? Viva a esquerda grande, tão grande tão grande que nem se sabe onde irá ela parar…

          • Carlos Guedes diz:

            Força, força, companheiro Vasco. Do milhão e tal de votos da APU aos 441 mil de 2011 foi um caminho longo e penoso.

          • O PS não parou a sua traição, e o seu extremismo em 75. Chamou três vezes o fmi, portanto é só ver as datas. Há uma série de coisas, que se fosse para mencionar não saia daqui hoje.

    • Augusto diz:

      A salvação do PCP , que não a do POVO, é juntar o partido as filiais, já a CGTP acho dificil , a não ser que faça uma purga, mas aí acabasse de vez com o Movimento Sindical Unitário, e quem ficará a ganhar é a UGT, até que apareça uma nova central Sindical realmente Unitária e de ESQUERDA:

      É contra estes herdeiros da Zita Seabra, outra sectária nos seus bons tempos de militante do PCP, que a ESQUERDA também tem que lutar.

  12. Augusto diz:

    A proposta do Bloco de Esquerda é a única SENSATA na presente conjuntura.

    A base eleitoral do PS, pelo menos uma grande parte dela, é de ESQUERDA, e não haverá GOVERNO DE ESQUERDA, sem se conquistar esses simpatizantes de base do PS.

    Há certos sectários profissionais, que nas suas analises, gostam de ignorar esses dado comezinho.

  13. Capitão diz:

    A discussão vai alta, e a concentrar-se esta esquerda gaiteira vai ter uma grande queda. Na minha maneira de ver o PS,-é um partido de direita-, no entanto no seu interior encontram-se algumas pessoas que defendem um governo de esquerda. O Bloco de esquerda, apresentando-se de esquerda não é mais do que uma agremiação de pequeno burgueses radicais que de definham por representar os interesses do capitalismo mas de forma mais maleável. O PCP é o que sempre foi um partido revisionista revolucionário nas palavras mas fascista nos atos. Será que a esquerda minoritária é capaz de governar de de forma democrática com o pensamento destes partidos sectários . Penso que não. A esquerda para formar um governo democrático e patriótico tem de apelar a todas as classes sejam de esquerda e de direita que apoiem um programa que una as classes que defendam um governo democrático e patriótico. se conseguir-mos unir-nos então poderemos chegar ao poder . Lembrem-se como Hitler chegou ao poder pelo sectarismo de esquerda.

  14. É tão bonito quando dizem «Toda a Esquerda» e quase chegam ao PNR.

    • Carlos Guedes diz:

      É mais bonito falar da Esquerda e só incluir o PCP?

    • Augusto diz:

      Não é o Bloco que enche a boca de frases PATRIOTEIRAS, nem defende posições SOBERANISTAS e euro-cépticas, tão caras á extrema-direita.

      • Vasco diz:

        Olha o chavão. Ser contra a integração europeia é ser fascista? Isso ao nível da discussão política quase nem merecia resposta… Quanto ao «patrioteirismo» vamos ver: defender a produção nacional para evitar que o País tenha que comprar lá fora o que antes produzia e podia produzir é ser patrioteiro para o sr. Augusto da mesma forma que defender que sejam as instituições nacionais a decidir do futuro do País – ao contrário dos monopólios, representados pelo Barroso e pela Merkel é “soberanista” e de «extrema-direita»… Bela argumentação. E reveladora.

    • rms diz:

      O PNR não entra na hiper-mega-super coligação do Funchal?

  15. Tima diz:

    A Direita tem no seu ADN a negociação. Aliás toda a base do Capitalismo. Tudo é negociável.
    A Esquerda tem no seu ADN a contestação. Ora é aqui que tudo falha. Quando a Direita se senta a uma mesa vê os prós e os contras, dá umas coisas em troca de receber outras e estão ali a fazer pela sua vidinha.
    A Esquerda quando se senta a uma mesa primeiro tem de decidir onde vai ficar a mesa e onde se vai sentar mas já tendo passado antes por toda uma fase de luta fraticida procurando cada uma das Esquerdas autodefinir-se como a legítima Esquerda e como a mais pura ideologicamente.
    Já toda a gente de Esquerda sabe que o PS não é de Esquerda. Mas ainda tem gente de esquerda. O que se tem de pensar é o que fazer com essa gente?
    Ficar à espera que um dia tenham força suficiente para tomar de novo conta do partido?
    Ficar à espera que finalmente venham para a Esquerda partidária e aliando-se como independentes ao BE ou eventualmente até ao PC?
    Ficar à espera que apareça um Dimar para complicar e dividir ainda mais a Esquerda?
    O passo certo era arregimentar o pessoal de esquerda do PS e lançar uma plataforma eleitoral com o BE, PCP, PEV e ID. Mas isto de meter a Esquerda sentadinha a uma mesa a negociar fica mal a muito “esquerdista ideologicamente puro”. Para eles a Esquerda não negoceia. Guerreia-se até ficar apenas um e autodesignar-se como o verdadeiro farol ideológico da Esquerda portuguesa e quem sabe mesmo universal.

    • Vasco diz:

      A gente do PS que é de esquerda, nas bases, não é atraída por encontros e acordos com a cúpula, mas na luta concreta que uns e outros travam lado a lado.

      • Desde que ouço essa conversa, da luta concreta lado a lado com as bases, já vi o PS ter duas maiorias absolutas.
        Crescimento à esquerda? Houve algum, muito vulnerável, com o aparecimento do BE. O resto é ver a evolução do eleitorado da CDU, que mesmo quando corre melhor não atinge os resultados da APU.

        • Tima diz:

          O que fazer com a gente de esquerda do PS não é o mesmo que conversar com as bases até porque alguns são deputados. Já todos chegámos à conclusão que o PS não é de Esquerda. Agora a pergunta é: com o BE e o PCP/PEV a terem cerca de 21% de intenções de voto o que fazer com esta percentagem? Em conjunto significam uma força de Esquerda realmente a ter em conta. Separados não valem muito e só ajudam as pessoas a continuarem a fomentar o bipartidarismo.
          Porque é que Portugal continua a ser o único país intervencionado onde a Esquerda praticamente não cresce?
          Continuem a dividir-se e depois admirem-se do PS ganhar as próximas legislativas com larga maioria…

  16. anonimo diz:

    É sintomático da blogoesfera de esquerda (e dos militantes de partidos de esquerda que nela participam) que um post sobre unidade (ou falta dela), isolacionismo, … tenha mais comentários e discussão que dezenas de outros posts anteriores que tratam de questões substantivas. Assim se vê que o que “excita” a malta de esquerda é discutir o purismo, o oportunismo, o tacticismo, e todos os outros -ismos ideológicos. Depois admiram-se de não terem resultados eleitorais.

    • Victor Nogueira diz:

      Depois de na Assembleia da República votar contra a renegociação da dívida e denúncia do memorando vai agora o PS aceitar renegociar a dívida e denunciar o memorando subscrito pelo ps-psd-cds, para cuja salvação estão os 3 reunidos sob o alto patrocínio e observação do Presidente da República ? Vai ?!

  17. Pingback: Da falta de bom-senso | cinco dias

  18. Tiago Mota Saraiva diz:

    Não percebo a exclusão do PSD e do CDS. Até se podia chamar Plataforma de Esquece.

  19. backdrifts diz:

    É possível ser-se de Esquerda e ao mesmo tempo pró-capitalista?

    • Carlos Guedes diz:

      Se a pergunta é para mim respondo já que sim. Tudo depende da confusão que se tiver dentro da cabeça.

      • backdrifts diz:

        Chame-me “isolacionista” ou “sectário”, mas ser pró-capitalista é contribuir para a conservação do sistema e, portanto, «fazer objetivamente o jogo da direita». E olhe que nem costumo votar PCP.

  20. Alcides Santos diz:

    PC e BE, deixem-se de merdas e entendam-se. Não deixem que seja o PS o motivo da discódia. Porque se assim for, o PS é que beneficia.

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