Da falta de bom-senso

Inventar neste momento uma divisão entre PCP e Bloco é a última coisa de que a Esquerda precisava para os momentos importantíssimos que vêm a caminho.
Compreende-se que o PCP não convide o PS para conversações, da mesma forma que se compreende que o Bloco convide. O PCP não acredita que o PS rejeite o Memorando da Troika e que acolha as suas políticas. O Bloco acredita que isso é possível, até porque sem PS mão há qualquer hipótese de a Esquerda chegar ao poder.
O que querem com esta divisão entre PCP e Bloco? Nova vitória da Direita nas próximas eleições? A aliança do PS com o PP? A falência de Portugal?
Ainda não é desta que vão perceber que o que vos une é muito mais do que aquilo que vos separa?

Esta entrada foi publicada em 5dias. ligação permanente.

10 respostas a Da falta de bom-senso

  1. rms diz:

    “porque sem PS mão há qualquer hipótese de a Esquerda chegar ao poder.”
    http://blogs.elpais.com/metroscopia/2013/06/barometro-electoral-junio-2013.html#more
    Pois não, pois não.

  2. brunosimao diz:

    Bem dito.

  3. Caro Ricardo,
    Deixo aqui o meu abraço solidário, para ti e para o teu colega do “Aventar” João José Cardoso. Que haja alguém a escrever coisas que sejam simultaneamente de esquerda, lúcidas e não sectárias. Já tenho esgrimido aqui argumentos que não são apenas políticos, mas de aritmética eleitoral básica: sem o PS, o PCP e o BE, mesmo unidos, nunca terão hipótese de formar uma maioria de governo. Há gente por aqui que parece exultar com a constatação de que a direcção do PS não é verdadeiramente de esquerda. Como se isso constituísse motivo de regozijo! Ora, em vez de se masturbarem com essa constatação triste, melhor fariam se contribuíssem para que os elementos mais à esquerda no PS (que os há) pudessem ter força sobre o aparelho do partido e encetassem uma aproximação ao PCP e ao BE – o que pressuporia cedências da parte destes últimos partidos, como é óbvio. Cedências que não teriam de significar capitulação perante as “troikas” externas e internas. O contrário deste esforço é o reconhecimento de que PCP e BE não têm qualquer estratégia de poder. É aí que queremos ficar?

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      A esquerda à esquerda do PS, se aparecesse coligada numas próximas eleições, poderia chegar aos 30% dos votos, ultrapassando o PS e podendo portanto liderar uma negociação para um governo de esquerda que incluisse o PS. Numa tal situação duvido qe o PS preferisse coligar-se com o PSD, já que o CDS não teria deputados em número suficiente para criar uma maioria parlamentar com o PS. O problema são as ‘prima-donas’ e os purismos ideológicos. Como se fosse minimamente possível formar um governo de esquerda ideologicamente homogéneo…

    • José António Jardim diz:

      Onde andam e quem são os elementos mais á esquerda no ps?

  4. José António Jardim diz:

    Não acredito é que os “xuxas” queiram alianças á esquerda!.

  5. Dádinha diz:

    as pessoas são muito más.. inventam divisões..
    já alguns partidos são todos só união… o BE, está quase a ganhar ao cavaco em matéria de apelo à união

  6. Fusca diz:

    «A atrapalhação de Seguro, tentando envolver o Bloco e o PCP numas conversações para as quais não tinham sido convidados, por razões óbvias, não disfarça nem o ato de se envolver com a direita, e muito menos a capitulação à pressão europeia, agora com pauta escrita pelo governador do Banco de Portugal.

    Pode até o PS vir a descartar-se deste entendimento para neutralizar a imagem colaboracionista, mas ficámos a saber com o que podemos contar no PS: austeridade bem encostada ao Tratado Orçamental que aprovaram.» Luiz Fazenda dixit no mesmo dia em que o BE vai reunir-se às 19h com o PS (16-07-2013, hoje!). Acreditam ou não que o PS rasga o memorando? É-lhes evidente a posição do PS ou ainda querem mais circo ao acabar por levar com as balas perdidas do PS? O que quer o Bloco: não permitir que haja convergência à esquerda e afastar ainda mais o cenário de eleições antecipadas? A confusão está lançada. Falta o retorno do domador das feras para pôr ordem no circo.

  7. Victor Nogueira diz:

    o problema das aritméticas eleitorais e das pescacdinhas de rabo na boca é que pensam a realidade como estática e o eleitorado flutuante eternamente oscilante e tendo como alterbativas – bipartidarismo ou ditadura … da burguesia, sem máscaras. O problema das aritméticas eleitorais é enviesarem e afatarem-se da rua acenando com as aritnéticas eleitorais. Mas não há memória da revoluição se fazer com base em eleições Mas há inúmeros exemplos de aritméticas eleitorais terem servido para consolidar contr-revoluções. E nesse campo o PS dá cartas desde 1976. Por isso o PS sempre governou sózinho ou emiança com o psd oou com oi cds. Nunca em aliaça ou em resultado de um acordo com o PCP. Porque o PCP é divisonista, manipulador ou querendo ser hegemónico ? Ou pk o PSD encontra mais receptividade e melhor acolhimento junto do psd-cds ? E nesta última hipótesee, pk é mais fácil ao PS entender-se à direita fingindo ser de esquerda ? E é com aritméticas eleitorais e com o PS que se quebra a circularidade e se quebra a lkógica da crise do capitalismo ? Não há alternativa sem o PS ? Ou há ?

  8. Santos.se diz:

    Haja coragem, o povo está farto de tanta corrupção e dos gameleiros.

Os comentários estão fechados.