Entrevista do Nuno Ramos de Almeida a Jean-Luc Mélenchon

A única maneira de fazer mexer a social-democracia é a outra esquerda ultrapassá-la nas urnas. Este é o conselho que dou aos meus camaradas do Bloco de Esquerda e do PCP.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em 5dias. ligação permanente.

7 respostas a Entrevista do Nuno Ramos de Almeida a Jean-Luc Mélenchon

  1. Para um filósofo o Mélenchon – para minha surpresa – revela uma razoável má compreensão de Marx e um razoavél desconhecimento das ciências sociais, designadamente da abordagem da «escola do sistema-mundo»… E, como não deve ter tempo para isso, revela também algum desconhecimento do que sejam os «estudos (ou «ciências) da complexidade».
    Tirando isso, vale sempre a perna ler.

  2. anonimo diz:

    “… ultrapassá-la nas urnas.”
    Este é que é o ponto. No entanto quem lê este blog sai com a ideia que o sistema democrático burguês é para derrubar com manifestações agressivas, violência nas ruas, desobediência civil, … Tiros nos pés.

    • De diz:

      O sistema não democrático burguês é mesmo para derrubar.
      Antes que ele nos derrube a todos nós.

      Manifestações violentas não as vi.
      Quanto à desobediência civil…essa faz-me lembrar alguns britânicos que ianda rangem os dentes ao ouvir falar em tal. Gandhi ainda lhes está atravessado no goto
      🙂

  3. Rocha diz:

    Eu não quero fazer mexer a social-democracia.
    Eu quero que a social-democracia deixe de mexer de uma vez para sempre.
    Eu quero que a social-democracia morra.

    E já agora de França aquilo que se diz esquerda não tem conselho nenhum a dar a partidos esquerda portugueses. A esquerda parlamentar francesa é um nojo, um vómito. As guerras do Mali e da Síria são sangue nas mãos de Hollande e Melechon, sangue nas mãos do PS francês, do PCF, do “Partido de Esquerda” e da Front de Gauche.

    A chamada “esquerda francesa” ainda é pior que a italiana, porque moralmente já está morta mas eleitoralmente continua a haver quem lhes vote e atreve-se a conspurcar as palavras “socialista”, “comunista” e “esquerda”.

    • renegade diz:

      Que grande confusão vai nesta cabeça. Eu sei que as notícias raramente chegam cá, mas agora até há o Google translator. Francamente, não há desculpa para tanto delírio.
      É apenas a melhor entrevista dos últimos meses dada a um jornal português por um líder político, concordando-se ou não com ele.

  4. João. diz:

    Já saiu da página de rosto online do I. Parece-me um pouco rápido demais. Algum gajo do PS que pediu o favor…

  5. Gambino diz:

    Que comentário infeliz. Reduzir a esquerda a um catalisador da social-democracia é um tremendo passo em falso. Mélenchon parece vir dar razão a todos aqueles que diziam que a nova esquerda francesa, saída do Maio de 68, era revisionista ou mesmo um carnavalesco desvio de direita. A minha opinião é ainda mais crítica: a nova esquerda francesa vê-se a si própria como um mero apêndice mal comportado da social-democracia.

Os comentários estão fechados.