A bipolaridade do costume

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Ontem na reunião do seu Secretariado Nacional, o PS afirmou que “reafirma que exclui deste processo qualquer possibilidade de apoio, e muito menos integração em qualquer solução governativa que resulte do atual quadro parlamentar.”

Hoje, no comunicado da Presidência da República, pode ler-se que afinal “os líderes dos referidos partidos manifestaram a disponibilidade para iniciarem, o mais brevemente possível, conversações com vista a um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego.

Os ingénuos perguntarão, com alguma propriedade, em que é que ficamos? Os outros, mais experimentados, sabem muito bem qual é a resposta. Quo Vadis? Vadis, Vadis… sempre sempre contra o lado do povo.

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3 respostas a A bipolaridade do costume

  1. Pingback: do desigual acesso das classes à liberdade | Leitura Capital

  2. JgMenos diz:

    O lado do povo!
    Traduzido, pode ler-se assim, fase 1:
    1) O povo não tem tudo o que quer, é vítima da exploração da mais-valia do trabalho
    2) Distribua-se o que existe pelo povo
    3) Quando o povo comer e defecar ba parte do que existe, o povo está lixado
    Fase 2:
    4) Constitua-se um Estado que se aproprie da mais-valia e distribua-se para agradar ao povo
    5) Quando o povo comer e defecar o que foi distribuído, o povo está lixado, mas não a sua vanguarda que continuará a gloriosa luta de apropriação da mais-valia pelo Estado que dirige.

    Estando a fase 3) significativamente realizada, a luta está na fase 4) – que se lixe a troika!
    S.E.O.

    • De diz:

      Menos está particularmente irritado.Donde lhe sai este poema em forma de defecação histriónica.
      Um troikista salazarento é este triste espectáculo confrangedor.Repete os estribilhos que ouve e aos quais acena, com esta pesporrência feita de ideias (troikistas e não só) feitas.

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