As notícias sobre as duas demissões do governo e consequentes acontecimentos demonstraram que a Ciência Política deve enveradar por uma abordagem transdisciplinar da situação portuguesa com base na psicologia política. É difícil perceber toda a profundidade da psicose que atinge os líderes dos partidos da coligação. Mas parece que o ministro mais insano deixou-nos um presente bastante perigoso. Uma autêntica bomba-relógio na sustentabilidade das pensões. Este executivo ficará conhecido na história pelos piores motivos e um deles certamente será o desprezo pelo contrato social. Agora o fundo da Segurança Social alargou o seu investimento em títulos da dívida portuguesa até 90%.
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Mas não é melhor a dívida pública estar nas mãos da segurança social do que nas dos credores estrangeiros?
Luís, claro que é preferível a segurança social financiar-se com títulos da dívida portuguesa a ser garantida pelos credores externos. Não é isso que está em causa. Aliás soubemos o que aconteceu a muitos fundos de pensões com a crise do subprime de 2008. A questão quanto a mim prende-se com duas ordens de factores:
1) Não sabemos onde é aplicado esse dinheiro que serviu para financiar o Estado. Podemos estar a falar de resgates como o BPN ou Banif, entre outros maus investimentos quando o Fundo tem como finalidade principal assegurar as pensões de quem trabalhou;
2) O perigo que isso representa no caso do Estado não conseguir cumprir com as suas obrigações. Imaginemos que esta crise política, e consequente subida de juros da dívida portuguesa, obriga a um segundo resgate com perdão de 50% da dívida portuguesa como aconteceu na Grécia. Se 90% do fundo é financiado dessa forma não é difícil pensar no pior dos cenários.