No dia 27 não faço greve

À primeira quem quer cai, à segunda cai quem quer e à terceira cai quem é burro.
Pela segunda vez, depois do Memorando de Entendimento, Mário Nogueira e a Fenprof traíram os professores portugueses. Mais uma vez, no auge da luta, chegaram a acordo com o Ministério da Educação a troco de quase nada.
As principais conquistas parecem ser a continuação das 22 horas lectivas e o adiamento da mobilidade especial para 2015, mas isso já o Ministério tinha oferecido ainda antes do início da greve. Quanto à mobilidade geográfica, temos os 60 km como distância máxima para os professores do Quadro de Agrupamento, mas nada que o resto da Função Pública também não tenha. Esquecem-se convenientemente os Quadros de Zona Pedagógica, a quem os 60 km não se aplicarão. Podem ir dar aulas para o caralho mais velho e é se querem.
Para mim não haverá terceira vez. Deixei de ser sindicalizado no momento em que Mário Nogueira e a Fenprof assinaram, em 2008, o Memorando de Entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues. Mas desta vez pensei que ia ser diferente e que esta greve ia ter consequências a sério. A vitória estava aí ao virar da esquina e a continuidade da luta em Julho iria fazer implodir um Ministério já muito periclitante. Cheguei a confessar a um amigo que, se ganhássemos esta batalha, ia voltar ao sindicato.
Burro, burro. Mais uma vez fui burro e não precisei da terceira. Não o serei mais. No dia 27 não faço greve. Já fiz muitas nas últimas 3 semanas, demasiadas para o que recebi em troca. Greve? Façam eles!
E não me venham com merdas. No que diz respeito aos professores, não fui eu que acabei de esvaziar a greve do dia 27.

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53 respostas a No dia 27 não faço greve

  1. um anarco-ciclista diz:

    Pois! tu não vais “esvaziá-la”, apenas a vais furar!!!

    Tu não te limitas a ir trabalhar no dia da Greve Geral… não! tu escreves para que outros te sigam o tirste exemplo!!!

    ah ganda revolucionário!!!! Mais 10 como tu e o país amanhã acordava virado ao avesso!!!

  2. um anarco-ciclista diz:

    tu és apenas um daqueles que vai trabalhar no dia 27. Naturalmente, o governo agradece!

  3. Mário Machaqueiro diz:

    Eu ia precisamente escrever um “post” a perguntar se alguém me consegue explicar o que é que os sindicatos de professores conquistaram que justifique o fim da greve às avaliações. O Ricardo já se me antecipou.

  4. Alex diz:

    Se vocês não ganharam nada, que dirão os contratados?

  5. Mário diz:

    22 horas ?????

    que fixe!

    agora com o verão a chegar deve ser altamente.

    Parabéns.

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Se calhar os professores é que têm culpa de os alunos terem férias. Ponha-os na escola em Agosto só para chatear os professores. E deixe-nos fazer férias noutra altura qualquer do ano.
      22 horas é pouco? É muito? Pelos vistos, é mais do que na maior parte da Europa. http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-portugueses-sao-dos-que-mais-tempo-passam-a-dar-aulas-1598298

      • Victor Nogueira diz:

        Sobre as 22 horas. Fui e já não sou professor. Dizer que o horário de trabalho dos professores é de 22 horas é uma mistificação.Porque estas 22 horas – lectivas – não incluem aquelas muitas outras necessárias – à noite, aos fins de semana ou nos intervalos lectivos – para adquirir novos conhecimentos ou preparar as aulas e os testes de avaliação de conhecimentos (e corrigi-los), para reuniões, para acompanhar os alunos fora das aulas. E para as múltiplas tarefas burocráticas que desde há tempos me apercebo pelos jornais lhes são atribuidas, “a bem da nação”. Com o regresso da mala às costas de terra em terra como sucedia e me sucedeu no tempo em que fui professor. Ou à minha companheira.

        Admito que 22 horas lectivas possa ser excessivo, especialmente com turmas super-lotadas e alunos que transportam para a escola os problemas de exclusão e marginlização sociais crescentes. E considero que o ser professor – professor a sério – seja desgastante, psicológicamente. Para não poucos e cada vez mais uma profissão de desgaste rápido.

    • Antónimo diz:

      E em quanto tempo o Mário consegue preparar essas 22 horas de aulas?

      • zé luís diz:

        Em 2 horas, óbvio, por enquanto o dia ainda só tem 24 horas e não é provável que se alterem…
        Falar de 22 horas lectivas por 5 dias da semana é obra de tanto trabalho que nem sobra tempo para mais nada, coitados…

  6. Victor Nogueira diz:

    Há tomadas de posição que me deixam estupefacto, especialmente qd tomadas por cidadãos que sabem ler e escrever. Ao longo da minha vida profissional não docente múltiplas foram as vezes em que o SPGL, alcançados os seus objectivos, deixou de lado os sindicatos verticais da Frente Comum e não foi por isso que estes abandonaram a luta de todos. Ou que eu abandonei a luta que é de todos e não apenas minha !

    Eu supunha do alto da minha ignorância que os objectivos da greve geral ultrapassavam e iam além dos objectivos dos professores, especialmente daqueles que se servem de Mário Nogueira para irem trabalhar a 27 de Junho. Eu pensava que da unidade de todos os trabalhadores benefciariam também os professores. Mas parece-me que quanto mais letrados, mais iliteratos.

    Esperam todos os grevistas que poucos ou mesmo nenhum professor terá condições para dar aulas a 27, apesar das razões dos fura-greves. Para estes, em vez duma jornada de luta, será um dia de praia ou lazer. Com a certeza de que se a maioria vencer, não hoje, talvez, eles beneficiem. Até à próxima requisição civil ou escravatura total.

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Fura-greves são todos os que assinaram hoje o acordo com o Ministério da Educação. Da minha parte, fiz todas as greves que fui chamado a fazer nas últimas 3 semanas.

      • Victor Nogueira diz:

        Fura greves, RFP, é quem vai trabalhar em dia de grve, no caso, em dia de greve geral de TODOS os trabalhadores que à mesma aderem. E todos nós esperamos que haja uma grande adesão.E que saiba o SPGL e os restantes sindicatos dos professores e a que a ela aderiram não desconvocaram os profes. O resto são floreados verbais.

        ” Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”
        (Bertold Brecht)

        • Ricardo Ferreira Pinto diz:

          Estive as últimas 3 semanas a aderir entusiasticamente a esta greve. Nunca faltei a nenhuma greve.
          Vá aos sites de professores e veja o que diz a maioria. Fura-greves é quem assinou este acordo e depois vem com floreados que a luta é para continuar. Mas então não foram eles que suspenderam a greve? devo ter sido eu, que ainda de manhã fiz greve.

          • Victor Nogueira diz:

            Que eu saiba ainda consigo exprimir-me em português compreensível. A 27 de Junho há uma GREVE GERAL de todos os trabalhadores, incluindo os professores. O SPGL desconvocou a adesão dos professores a essa greve ? Ou Mário Nogueira está a servir de pretexto pra esvaziar a greve gerall ? E para que os professaores a ela não adiram ?

  7. Carlos Silva diz:

    Já no meu tempo de professor havia professores como este! A boca fugiu-lhe para a verdade! Não desconta para o sindicato… não faz luta sindical! Diz-se traído… mas o traidor é ele! Um fura-greves em nome dos seus amigos laranjas… un situacionista! P’ra frente professores… vocês vão ganhar!

    • O que chamam moderação? Ser ou não censurado? Isso não era dantes?

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Descontei muito tempo para o sindicato. Fui a todas as manifestações. Fiz todas as greves até hoje. TODAS!
      Ia continuar a descontar depois de assinarem acordos com Maria de Lurdes Rodrigues? E depois de assinarem acordos com Nuno Crato?
      Fura-greves é quem assinou este acordo. Quem capitulou. Quem fugiu. Esses é que são amigos dos laranjas, não sou eu.

      • A luta faz-se dentro… não fora!
        Sempre lutei contra os situacionistas!
        Se não é esse o seu caso(peço desculpa)… parece!
        Que pena tenho eu das lutas sindicais no pós 25 de Abril!
        O comodismo de alguns faz perder tudo aquilo que conseguimos! Unam-se e lutem… não fujam!

      • Victor Nogueira diz:

        Então, RPL, sais pk achas que os professores têm sido traídos ? Não se terá sentido traído quem tem dado a maioria a quem dirige, por ex, o SPGL. E estando em minoriaa, sais e deixas de lutar lá dentro ? Lutam os outros ? Quantas vezes te sentiste traído, qd o SPGL, satisfeitas as suas reivindicaç~es, abandonou a luta dos sindicatos verticais da Frente Commum ?

        A questão é quem é amigo dos amigos do capital, sejam laranjas, rosas, amarelos ou assim e assim. Pk o patrãoi deles é o mesmo. O resto são floreados verbais.

      • anicas diz:

        Para mim são traidores, Ricardo Ferreira Pinto! Assinaram a sentença de morte da Escola, dos Professores, dos Alunos e do País.

  8. Manuel diz:

    É, toda a gente sabe que aquele Mário Nogueira, a Fenprof, e aliás, a CGTP estão feitos com o governo, a direita em geral.
    O Ricardo Ferreira Pinto tem toda a razão, se ninguém fizesse greve e todos apredejassem a Fenprof “até à morte”, todos os nossos problemas se resolveriam.
    Aliás, a greve devia era ser proíbida como diz o kaiser da madeira.

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Está confundido. Quem nos disse hoje mesmo para pararmos com a greve foi o Mário Nogueira.
      Eu fiz várias greves nas últimas 3 semanas e ainda de manhã fiz greve. Foi pena o Mário Nogueira não ter avisado antes.

      • Victor Nogueira diz:

        Onde está a declaração do SPGL a desconvocar a adesão à greve geral ? Não existindo, tudo o resto é deliberado confusionismo para lançar poeira e desmobilizar Quem for trabalhar a 27 de junho é fura-greves, não solidário não só com os restantes colegas como, sobretudo, com os restantes trabalhadores, sejam ou não arraia-miúda.

        A greve geral é de TODOS OS trabalhadores e não apenas dos professores e os seus objectivos são muito mais vastos – exigir a demissão do governo e uma nova política, que não seja a que satisfaz os grandes grupos económico-financeiros, que tripuidiam os direitos indiuviduais e colectivos dos cidadãos, inscrtos nesses documentos “subversivos” que são a Declaração Universal dos Direitos do Homem (ONU) e a Constituição da República Portuuesa promulgada em 1976

        Mas sendo professor e letrado, RFP desconhece isso ?

        • Ricardo Ferreira Pinto diz:

          E quem é que disse que o SPGL desconvocou a greve geral? Não fui eu. Eu só disse que não vou fazer e expliquei por quê. É a minha opinião e só a minha. Suponho que seja livre de a exprimir.

          • Victor Nogueira diz:

            Em 27 de Junho há GREVE GERAL DE TODOS OS TRABALHADORES, à qual até a UGT aderiu. A essa greve geral que se sobrepõe a todas as outras aderiu o SPGL.

            Esta greve, que se insere numa infinidade de outras anteriores e posteriores a 25 de Abril de 1974, tem como objectivos a defesa da Constituição e demisão do Governo e uma outra política, que não seja se exploração e de embobrecimento e desrespeito pelos direitos individuais e colectivos da esmagadora maioria da população em Portugal,

            Escreveste e é clarinho como água para quem te ler, Mário. que vais furar a GREVE GERAL embora ainda vás a tempo de reconsiderar.

            1. – Burro, burro. Mais uma vez fui burro e não precisei da terceira. Não o serei mais. No dia 27 não faço greve. Já fiz muitas nas últimas 3 semanas, demasiadas para o que recebi em troca. Greve? Façam eles!
            E não me venham com merdas. No que diz respeito aos professores, não fui eu que acabei de esvaziar a greve do dia 27.

            2. – Fura-greves são todos os que assinaram hoje o acordo com o Ministério da Educação. Da minha parte, fiz todas as greves que fui chamado a fazer nas últimas 3 semanas.

            3. – Fura-greves é quem assinou este acordo e depois vem com floreados que a luta é para continuar. Mas então não foram eles que suspenderam a greve? devo ter sido eu, que ainda de manhã fiz greve.

            4. – Fura-greves é quem assinou este acordo. Quem capitulou. Quem fugiu. Esses é que são amigos dos laranjas, não sou eu.

            5. – Está confundido. Quem nos disse hoje mesmo para pararmos com a greve foi o Mário Nogueira.
            Eu fiz várias greves nas últimas 3 semanas e ainda de manhã fiz greve.

            6. – E quem é que disse que o SPGL desconvocou a greve geral? Não fui eu. Eu só disse que não vou fazer e expliquei por quê. É a minha opinião e só a minha. Suponho que seja livre de a exprimir.

            fim de citações

        • Victor Nogueira diz:

          em tempo, brecht

          Elogio da Dialéctica

          A injustiça avança hoje a passo firme
          Os tiranos fazem planos para dez mil anos
          O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
          Nenhuma voz além da dos que mandam
          E em todos os mercados proclama a exploração;
          isto é apenas o meu começo

          Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
          Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos

          Quem ainda está vivo não diga: nunca
          O que é seguro não é seguro
          As coisas não continuarão a ser como são
          Depois de falarem os dominantes
          Falarão os dominados
          Quem pois ousa dizer: nunca
          De quem depende que a opressão prossiga? De nòs
          De quem depende que ela acabe? Também de nòs
          O que é esmagado que se levante!
          O que está perdido, lute!
          O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha
          E nunca será: ainda hoje
          Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

  9. Golpe em Falso diz:

    O RFP está no seu direito de não fazer greve. Após ponderada avaliação o RFP classificou as consequências da greve para si e os seus pares de “Insuficiente”. Decerto sobejam professores que prefeririam um “Excelente” ou “20”. Sem dúvida!
    Assim como quem em plena batalha e na linha da frente frustrado com a ineficiência da sua AK47 perante a eficácia da artilharia adversária decide abrigar-se num instinto de sobrevivência.

    …e no direito de anunciá-lo!
    Assim como quem em plena batalha, mas num qualquer abrigo, opera a artilharia direccionada à sua própria consciência de classe.

    Desmobilizar é a tarefa do inimigo caro Ricardo.

  10. Vsramos diz:

    Decididamente muito paleio gasto para coisa nenhuma!

  11. A.Silva diz:

    Um fura greves é e será sempre um fura greves, um traidor! Seja qual fôr a desculpa esfarrapada que use e a sua Ricardo PInto, é miserável!

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Fura-greves é quem desconvocou as greves que estavam em curso e à qual eu ainda hoje de manha aderi. Para que?

      • A.Silva diz:

        FURA-GREVES é quem fura uma Greve Geral, traindo todos os trabalhadores, o resto são desculpas de mau pagador. Greve é Greve e é para parar, não há justificação ou desculpa para a furar, a não ser o egoismo e a falta de solidariedade.

        Utilizar a luta dos professores, com uma atitude aparentemente radical (ou era tudo ou nada!), para vir justificar o furar uma Greve Geral é só de um profundo cinismo.

        Bom, mas tem uma coisa boa, fica-se a saber com quem se “conta”.

        • Ricardo Ferreira Pinto diz:

          Tem toda a razão. Nas últimas 3 semanas, os professores souberam que podiam contar comigo e que iriam contar comigo até ao último dia. Fiz greve sempre que foi preciso. E o Mário Nogueira, fez alguma ou vai repetir a mesma graça da outra vez? http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=616610&page=-1
          Fura-greves é quem suspende as greves contra a vontade dos professores na véspera de uma greve geral.

  12. Zegna diz:

    As greves servem apenas para uma coisa poupança no bolso do estado e dos patroes. Nunca percebi muito bem para que o povo portugues quer greves , que beneficios deu o governo aos trabalhadores depois de uma greve?! As ultimas que se fizeram deu em nada e esta vai dar o mesmo , basta olhar para as sondagens das intençoes de voto , PS na frente seguido do PSD ? O mais impressionante de tudo sao os numeros da abstençao que consegue valores acima do PS. Mas estes otarios querem greve para que se nao votam? para elegerem esta gente que saqueou um pais durante 30 anos???? Ide trabalhar ou melhor………ide votar nas proximas eleiçoes , nao sera mais facil que fazer greves?!

    • Rocha diz:

      Você acaba de escrever a coisa mais idiota que alguma vez li neste blog (e competição não lhe falta..).

      Se você acha mais importante os votos do que as greves., só pode ser porque você nasceu ontem, bateu com a cabeça em algum lugar ou comeu qualquer coisa que lhe está a dar alucinações. Mas o mais provável é ser mesmo ignorância e é daquela ignorância que já não se via desde os tempos do país analfabeto de Salazar.

      Uma historiadora brasileira uma vez disse que um povo sem memória é um povo sem história e um povo sem história está condenado a cometer sempre os mesmos erros. Eu a isto acrescentaria que um povo sem memória é burro mesmo, mas neste caso o burro não é o povo que vai ser Greve Geral no dia 27 de Junho. O burro é você.

      • Zegna diz:

        Mais um infiltrado do PSD – CDS a dar musica ……..musica dessa meta-a em sua casa . Esta a espera de trocar os ladroes do governo com greves??? vais longe …….nao esperes sentado ate 2015 nao………….nessa altura os teus amigos da abstençao e do PSD fazem o resto e eles encaixam la outra vez. As ultimas greves que se fizeram deram bons resultados muito bom mesmo , diminuiçao dos direitos do trabalhador , diminuiçao das ferias , diminuiçao do preço das horas extra…………alucinado andas tu e as tuas greves.

    • João Pedro diz:

      Eu penso que a atitude do Ricardo Ferreira Pinto é imperdoável, simplesmente.

      João Pedro

  13. Rafael Ortega diz:

    Está chateado com o Nogueira porque assinou com o Crato?
    Eu tou lixado com o Crato porque cedeu em toda a linha, e o contribuinte a pagar. Acobardou-se.

    Perspectivas…

  14. subcarvalho diz:

    realmente, virar fura greves, numa greve geral, por amuo, é simplesmente medíocre!
    vá ter com o nogueira, rebente-lhe as fuças, esperneie em frente à sede do sindicato, atire pedras da calçada, faça o que lhe vier à gana…agora, furar a greve?? ai piquete, piquete, quantas saudades!!!

  15. anarkoid diz:

    Fazes tudo o que te manda o patrão governo e patrão sindical. E depois sentes-te traído pelos que supostamente te representam e usa-lo como desculpa para largar a luta. Continua a seguir o script, sim, até nunca ninguém avisou disto. A Greve Geral não é da Fenprof nem da CGTP. A Greve Geral é nossa, é o que fizermos dela, por nós. Que mil piquetes floresçam.

  16. JMM diz:

    amanhã a coisa é clara: faz Greve quem está contra o governo e a politica de direita, não faz greve quem está todo contente com a situação actual. tão simples quanto isto.

  17. Alverca diz:

    Fazer Greve é um acto de coragem. Para quem se quer acobardar, existem mil desculpas possíveis para furar a greve. Eu não invento desculpas, assumo os meus actos. Amanhã contem comigo, eu FAÇO!

  18. Pingback: A Acta dos Professores (iii): os contratados – Aventar

  19. zé luís diz:

    Tou desempregado: como fazer – ou furar! – a greve?
    Apesar de todas as greves anteriores não evitei cair no desemprego: devia haver mais greves?
    Os sindicatos convocam e desconvocam greves: porquê e em que circunstâncias?
    Foram eleitos na sua corporação e assumem posições e políticas em nome dela e de quem os elegeu, legitimamente: porque razão o Governo eleito legitimamente não pode continuar até ao fim da Legislatura?
    Deve o Governo fazer greve? O Pinheiro de Azevedo uma vez disse que também fazia. E nada mudou.
    É só fumaça.

  20. 25sempre25 diz:

    Senhor Ricardo, foi o Nogueira que traiu (outra vez) ou foram os professores (outra vez) que acharam que era a hora certa para terminar a greve?

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Através da minha experiência directa nas escolas, nas redes sociais, nos plenários em que participei, a disposição dos professores era continuar. E a adesão à greve das avaliações continuava muitíssimo elevada. Haveria uma tendência para quebrar, é certo, mas não seria para já uma quebra significativa. Fiz várias greves com gosto, paguei para o Fundo de Greve com mais gosto ainda e queria continuar.

      • miguel cunha diz:

        Tenho hesitado em entrar nesta discussão. Não sei, neste momento, se a sua “decisão” de não aderir à GG foi apenas um desabafo “a quente” fruto de um acordo que não gostou. Seja como for, em toda a sua análise esquece-se (?) de um pormenor que, neste caso, assume particular relevância: os resultados do inquérito feito aos professores sobre a continuidade da sua greve. Grosso modo, cerca de 1/3 pronunciou-se pela greve por tempo indeterminado; 1/3 pelo fim da greve no dia 21 de junho; 1/3 pelo fim da greve no final de junho. Ou seja, cerca de 2/3 dos professores que responderam ao inquérito, não queriam uma greve por tempo indeterminado. Não vou discutir consigo o acordo (nem a sua posição de não adesão a uma GG), mas não me parece sério omitir este detalhe.

  21. RC diz:

    E por acaso os alunos do “caralho mais velho” não têm também direito a ter aulas. Ou será que terão que se deslocar até à residência do professor para ter esse benefício? Embora o regresso da tele-escola também seja uma possibilidade. Assim ninguém tem que sair de casa.

    • Ricardo Ferreira Pinto diz:

      Claro que têm direito. Eu próprio já estive a dar aulas no «caralho mais velho» vários anos seguidos – e continuo a correr esse risco. A questão é outra e tem a ver com os sindicatos, para quem uns são filhos (os quadros de escola) e outros enteados (os qzp).

  22. Carlos diz:

    Típico de organizações esquerdistas (neste caso um blog). Vivem para o culto, a realidade e o questionamento não significam nada. Se alguém sai do ‘Culto geral’, é rejeitado. Fico contentíssimo, quando um esquerdista, do seu mundo, diz que num conjunto de liberais não há consenso. Os liberais pensam, discutem e questionam, é óbvio que não há consenso. Por isso é que existe uma enorme diversidade dentro dos liberais, ao passo que dentro dos progressistas, se alguém pensa diferente é rejeitado. Este artigo é um exemplo perfeito do que eu digo.

    • Golpe em Falso diz:

      Um exemplo mediocre, mas mesmo assim simbolico do que foi referido em comentários…

      Desabafos ao megafone não aliviam ninguem e o inimigo chama-lhes um figo.

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