A estrondosa derrota de Nuno Crato


Nuno Crato mente quando diz que não remarcou o exame de Português para o dia 20 porque os sindicatos poderiam remarcar a greve para esse dia. Ele mente e sabe que está a mentir. Não havia pré-aviso de greve para dia 20 e o prazo para a sua entrega já tinha terminado.
A razão que levou Nuno Crato a não adiar o exame foi bem diferente. Convocados que estavam TODOS os professores de todos os agrupamentos, só uma adesão brutal poderia impedir a realização do exame por parte de todos os alunos inscritos. Na maior parte dos casos, nem uma adesão de 90% seria suficiente.
Um exemplo igual a centenas de outros: no Agrupamento de Valbom, que é constituído por uma escola secundária, uma escola de 2.º e 3.º ciclo, um Centro Escolar com capacidade para 16 turmas, 3 escolas primárias e 3 jardins de infância, num total de uns 1500 alunos, foram convocados todos os professores. Mas como só havia 3 salas em exame, 6 professores seriam suficientes. Só uma adesão de 98% impediria que tudo decorresse dentro da normalidade. E realmente, lá apareceram uns 10 professores, quase todos vindos das escolas primárias do Agrupamento. para assegurar a realização do exame. Foi mais ou menos isto que aconteceu com a maior parte dos 60% de alunos do ensino público que conseguiram fazer o exame.
Era com esta realidade que Nuno Crato contava para que a greve fosse um fiasco. Os mega-agrupamentos servem para muitas coisas e para isto também. Por maior que fosse a adesão, as medidas ilegais de convocar serviços máximos e de substituir funcionários grevistas por outros funcionários iriam certamente contornar o que fosse necessário.
O que Nuno Crato não contava era que a adesão fosse superior a 90% em quase todos os agrupamentos do país e também nas escolas não-agrupadas, onde não é possível ir buscar professores de outros ciclos. Mesmo que uma pequena minoria tenha assegurado a realização de 60% dos exames dos alunos do ensino público, uma adesão brutal e nunca vista impediu que o ministro pudesse cantar vitória. Pelo contrário, estamos em presença de uma clamorosa derrota por parte de alguém que, se tivesse uma réstea de dignidade e perante todas as ilegalidades verificadas, tinha pedido a demissão ontem mesmo.
E porque a luta não pode ficar por aqui, a greve às avaliações irá continuar. Uma greve que, como alguns directores já referiram, prejudica muito mais a vida das escolas do que o adiamento de um exame, embora em nada prejudique os alunos. Quem está por dentro destas coisas sabe perfeitamente que a esmagadora maioria dos alunos já conhece as suas notas, mesmo não estando publicadas.
Por último, ouvi por aí que os professores do ensino privado estão solidários com a nossa luta. Também estou solidário com eles. No fundo, nós fizemos greve e eles não, mas pelo mesmo motivo: o medo de perder o emprego.

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45 respostas a A estrondosa derrota de Nuno Crato

  1. Dezperado diz:

    Os unicos derrotados que houve nesta “novela” foram os alunos. São os alunos que serviram de fantoche, tanto para os professores que fizeram greve (gosto da desculpa que usam….fizeram greve para proteger a Escola Publica, quando sabemos que a unica coisa que querem proteger é o seu emprego e tão se pouco lixando para os alunos) como para o ministro Crato.

    • Publicado em As Minhas Leituras 17 de Junho de 2013

      O que está em causa para o Governo na greve dos professores é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos, sem direitos nem justificações, a aplicar a esses trabalhadores. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.

      Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa, numa altura em que uma parte do Governo pende para uma espécie de gotterdammerung revanchista e vingativo, de que as medidas ilegais como a recusa do pagamento do subsídio de férias pela lei em vigor são um exemplo. Não é porque não tenha dinheiro, é porque quer mostrar que é o Governo que decide as regras do jogo e não os tribunais e as leis. Qualquer consideração pelas pessoas envolvidas, não conta.

      O Governo sabe que a sua legitimidade é contestada sem hesitações por muita gente, e pretende ultrapassar com um exercício de autoridade essa enorme fragilidade. Por isso, a greve dos professores é muito mais relevante do que o seu significado como conflito profissional, e é também por isso que o Governo, aproveitando o deslaçamento que tem acentuado na sociedade com o seu discurso de divisão, usa pais e alunos para a combater. Não é líquido que não possa ter resultados, até porque os sindicatos não têm conseguido ter um discurso límpido e claro, e os professores que se mobilizaram quase a 100% contra Maria de Lurdes Rodrigues, por causa da avaliação, estão hoje muito mais encostados à parede e enfraquecidos.

      O medo dos despedimentos é muito perturbador no actual contexto de crise social, em que quem perde o trabalho nunca mais o vai recuperar. Por isso, a greve dos professores, como a greve dos funcionários públicos, é pelo emprego, em primeiro lugar, em segundo lugar e em último lugar. É também contra a imposição unilateral de condições de trabalho e horários no limite do aceitável. Mas o emprego é hoje o bem mais precioso e mais ameaçado. Aliás, o aumento do horário de trabalho é também uma medida para facilitar o desemprego.

      Os sindicatos são um instrumento vital de resistência social em tempos como os de hoje, e é ridículo e masoquista ver alguns professores a “esnobarem” dos sindicatos quando mais precisam deles. No entanto, isto não pode fazer esconder que os sindicatos estão longe de estarem à altura do momento que o mundo laboral está a atravessar. É aliás aqui que os efeitos mais perniciosos da dependência partidária do movimento sindical português mais se manifesta, quer para a CGTP, quer para a UGT. Num momento em que existe uma ofensiva em primeiro lugar contra os funcionários públicos e, depois, contra qualquer forma de resistência organizada dos trabalhadores, ou seja, também contra os sindicatos e os direitos laborais, substituir uma acção próxima dos mais atingidos por uma tentativa de lhe dar cobertura com slogans políticos é um erro que se paga caro.

      Não adianta virem usar slogans, como seja a “defesa da escola pública”, apresentando-os como a principal razão de luta dos professores. Em casa em que não há pão, ninguém se mobiliza por abstracções, mobiliza-se pelo pão. É verdade que o Governo é contra a “escola pública”, mas o seu objectivo fundamental nestes dias é despedir funcionários públicos, incluindo os professores, para garantir os cortes permanentes da despesa pública a que se comprometeu, em grande parte porque, ao ter deprimido a economia no limite do aceitável, não tem outro modo de controlar o défice. Se o escolhe fazer nos mais fracos e dependentes da sua vontade, como sejam os funcionários públicos, é relevante, mas até por isso é a balança de poder que está em causa nas próximas greves.

      A utilização de uma linguagem estereotipada pode ser muito confortável do ponto de vista ideológico, mas funciona como entrave quer à mobilização profissional, quer à mais que necessária mobilização da sociedade. Não é pela “defesa da escola pública”, nem por qualquer objectivo assim definido programaticamente, que a greve pode ter sucesso, em particular face à ofensiva governamental que conta com muito mais apoio na comunicação social do que se pensa. É pela condição do trabalho, pelo emprego, que, no actual contexto, são muito menos egoístas do que podem parecer. É, aliás, também nesse terreno que os funcionários públicos e os professores podem e devem “falar” com todos os outros trabalhadores do sector privado, porque aí os seus objectivos são comuns.

      O que parece que os sindicatos têm vergonha de enunciar é o seu papel de defesa de um grupo profissional, como se os objectivos laborais não fossem objectivos nobres de per si, ainda mais na actual tentativa de criar uma sociedade “empreendedora”, assente na força de poucos contra o valor e a dignidade do trabalho de muitos. A incapacidade que tem a esquerda de enunciar objectivos firmes no âmbito destes valores, substituindo-os por uma retórica abstracta, acaba por resultar numa falsa politização que se torna num instrumento espelhar do mesmo discurso de divisão que o Governo faz. Ainda estou à espera que alguém me explique por que razão não se diz preto no branco, sem bullshit, que a greve é justificada pela simples motivo que nenhum grupo profissional numa sociedade democrática, seja empregado de uma empresa, ou do Estado, pode aceitar que se lhe torne o despedimento trivial, por decisões que são de proximidade (os chefes imediatos), e que não têm que ser justificadas a não ser por uma retórica vaga de “reestruturação”, um outro nome para cortes cegos e pela linha da fraqueza dos “cortados”.

      E também não se diz, sem bullshit, que não é fácil manter a calma e a civilidade quando se tem que defrontar do lado das negociações pessoas que mentem quanto for preciso, e que estão apenas a ver se meia dúzia de mentiras ou ambiguidades servem para passar a tempestade e voltar à acalmia que precisam para fazerem tudo aquilo que hoje dizem que não vão fazer. Os mesmos que, nos últimos dois anos, tudo prometeram e nada cumpriram e que ainda há poucos meses juravam em público que nada disto iria acontecer. Ou seja, gente não fiável, de quem se pode esperar tudo e cujo discurso nas suas ambiguidades deliberadas está a ser feito para que tudo seja possível. Em Agosto ou em Setembro, passada a vaga de conflitualidade social, vão ver como milhares de pessoas vão para a “requalificação”, como o aumento dos horários de trabalho vai servir para tornar excedentária muita gente e como, sejam professores ou contínuos, todos vão estar no mesmo barco do olho da rua.

      Eu continuo a achar que a decência mobiliza muito mais do que a “escola pública” e que tem a enorme vantagem de toda a gente perceber quase de imediato o que é. E tem ainda a vantagem de ser fácil explicar, e de ser fácil de compreender por toda a gente, que é indecente o que se está a fazer aos funcionários públicos e aos professores. E assim socializar o mesmo tipo de revolta que muitos dos actuais alvos do Governo sentem, porque ela não é diferente da que tem muitos milhões de portugueses. Digo bem, milhões. Não é coisa de somenos.

      NOTA: à data em que escrevo, não sei ainda quais vão ser os resultados dos encontros entre o ministério e os professores, mas, sejam quais forem, o contexto é este. No actual momento da sociedade portuguesa, ou se ganha ou se perde. Não há meio termo. José Pacheco Pereira

      Agora eu. Pedro Marques oh desesperado por menos ignorância, tira a cabeça do buraco e deixa de ser ridículo.

      • Dezperado diz:

        Pacheco Pereira, o novo heroi da esquerda. Quem diria!!!!

        • Não senhor com falta de inteligência, não é herói de esquerda, nem herói, pelo menos sabe que qual é a importância da luta, a importância dos professores, da função pública e sabe muito bem que são essenciais para a democracia do país. Burro.

          • De diz:

            Pedro: O que se passa é que Desesperado mantem o atavismo salazarista típico do “quem não é por mim é contra mim”.
            Com esta característica ligeiramente modificada.
            🙂

          • Dezperado diz:

            Não chame Burro ao Pacheco Pereira que não lhe fica nada bem

          • Dezperado diz:

            ó De ja estava a sentir a tua falta…olha que o Pedro Marques quer te roubar o lugar de policia anti-liberal aqui do blog. Eu percebo que estejam com saudades daqueles paises em que temos de ter todos a mesma opiniao em prol da comunidade….mas estamos num país em que podemos opiniar diferente do que se espera….temos pena!

          • É um BUFO! E como toda a gente sabe os Pides e os bufos eram do mais ignorante que se podia encontrar. Havia gente a gozar com os bufos e os pides. E ainda bem.

          • De diz:

            Só desesperados de todo pegam nas suas roupagens em prol do crato e em jeito de fuga apressam-se a partir para outros países.
            O resto mantém-se e confirma-se. A antiga cassete salazarenta do “quem não é por mim é contra mim”, com a correspondente catalogação das pessoas e das suas ideias, em função dos limitados conceitos da Humanidade.Velhíssima pecha dos neoliberais de todos os matizes, incluídos aqui, como é óbvio, os pequenos fedelhos mal educados.

          • Dezperado diz:

            De, apesar de continuares com a mesma lenga lenga de sempre….zero de ideias…..admito que escreves muito melhor que este pedro maquês do pombal….

          • De diz:

            Desperado pode admitir o que quiser ,que me é perfeitamente secundário.

            Este meu aparte é apenas para confirmar o gesto automático do dito cujo: a tentativa de dividir para reinar que se expressa bem nestas ridículas expressões do “escreves melhor ou escreves pior”.
            Como se a “coisa” passasse por aqui.Como se a “coisa” passasse pelas “diversões em forma de ideias” expressas desta forma tão paupérrima por desesperado.

        • Chamei burro foi a si.

          • Dezperado diz:

            Eu sei que foi a mim…pensei é que com a sua inteligencia tinha percebido a ironia. Não lhe chamo burro porque dessa forma estava a ofender os burros, animais mais inteligentes que algumas pessoas!

    • André Crespo diz:

      Dezperado, tens toda a razão. Que rico país o nosso não é? Pois! A escoria dos professores… Razão tem o Relvas em não estudar. Pois! Dezperado, vai ver se chove na Roménia

    • pamplona diz:

      Caro desesperado
      Sim, os professores fizeram greve para proteger o seu emprego. Sabe o que isso quer dizer? Que os professores estão preocupados em que os seus filhos e os filhos dos portugueses continuem a ter professores nas escolas para os ensinar e educar em condições condignas de um país desenvolvido, gratuitamente e com qualidade. Afinal estamos já tão perto da Grécia… que recentemente foi despromovida na corrida ao desenvolvimento, já reparou? Se os professores das escolas públicas ficarem sem emprego, isso quer dizer várias coisas. Uma delas é que as turmas vão ter mais alunos. Agora podem ter 30 alunos no serviço público, mas às escolas do privado este governo até premeia com mais 5000 euros sempre que duas turmas não tenham menos de 24 alunos (veja o despacho publicado hoje). E isto não é escandaloso? Então o ministro diz que no público um bom professor pode ensinar bem turmas grandes. Mas então o que acontece nos privados? Precisam de mais dinheiro para menos de metade dos alunos por turma? Será que o ministro pensa que no privado estão os piores professores que há no país e por isso é preciso ajudar as pobres escolas?

      • o ensino já não é totalmente gratuito, nem perto, e tudo o que se passa para passar tudo ao privado. o privado até já recebe mais dinheiro que o público.

        • Dezperado diz:

          “o privado até já recebe mais dinheiro que o público.”

          De demagogia em demagogia se tenta levar a agua ao moinho….Alem de burro ainda é mentiroso.

      • Dezperado diz:

        Pamplona:

        “Sim, os professores fizeram greve para proteger o seu emprego.”

        Finalmente alguem nao tem medo de dizer o porquê desta greve… Só não percebo porque é que se mascaram sempre atras da “defesa da escola publica”..os da RTP em “defesa da televisao publica”…..estão a lutar pela protecção do seu emprego….e acho que fazem muito bem. Só acho melhor dizerem logo ao que vão.

        • Ricardo Ferreira Pinto diz:

          Parece-me é que nem sequer leu o post. Se calhar é melhor reler pelo menos a última linha.

          • Dezperado diz:

            LI a ultima linha e li o post do link….Parece é que ha muita gente a querer rotular esta greve como “defesa da escola publica” quando deveria ser rotulado de “professores a querem proteger o seu emprego”

          • Ricardo Ferreira Pinto diz:

            Pois há. Parece que em todas as profissões as pessoas podem querer defender-se a si próprias e só os professores é que não. Por acaso os interesses dos professores coincidem com o que é melhor para os alunos, mas estes já têm quem os defenda: as associações e confederações de encarregados de educação.

    • António diz:

      é engraçado este tipo de opinião generalista sobre os professores se “estarem pouco lixando para os alunos”. deve ter tido mesmo professores muito maus. ou então pensa que as coisas mudaram tanto que agora são mesmo todos muito maus, de tal forma que não desenvolvem nenhum tipo de afeto para com os alunos que acompanham por vários anos, vêm crescer e ajudam a educar. Hoje em dia opina-se por convicção. Nem sequer se procura informação sobre aquilo que se opina. Será que as medidas propostas afetam ou não a qualidade da escola pública? sabe alguma coisa sobre isso? ou nem sequer quer saber?

      • Dezperado diz:

        Antonio

        Na altura de estudante tive bons e maus professores….sabe que existe maus professores??? apesar de as notas da avaliação poucas vezes mostrarem essa realidade.

        Explique-me porque é que um professor nao pode ser despedido (porque alem das 40 horas, alem da mobilidade especial, o despedimento parece-me a medida que teve mais impacto para esta greve) e eu posso? São de alguma casta especial?

        • De diz:

          Mais uma vez o desespero de alguém que vê os seus interesses e os interesses dos seus ameaçados.E que assim age desta forma
          A questão não passa pelo despedimento dos ditos “maus professores”, conversa com que se tenta escamotear de facto os verdadeiros problemas.O problema é muito mais fundo.Tem a ver com esta miserável sociedade, uma sociedade assente no lucro e na exploração do Homem pelo homem, com a consequente concentração da riqueza, que passa pela marginalização de cada vez mais segmentos da sociedade e pela explosão do desemprego .
          Uma sociedade podre e geradora de miséria não é uma sociedade sã e tem que ser combatida por todos os meios.
          Que alguns saltem e dancem e pulem com a perspectiva de mais desemprego ( na senda das directrizes dos mandadores sem lei) é apenas revelador de quem são esses alguns.

          As manobras de diversão sobre “bons e maus” não colhem . Os objectivos são claros e passam pela promoção venal do desemprego, pela velha matriz do lançar trabalhadores contra trabalhadores e pela tentativa de dar cabo da Escola Pública.
          Porque para esses alguns, os seus interesses privados é que contam.E as crianças, os estudantes e a educação são apenas fontes de “rendimentos” para os seus fins. E para que possam “empanturrar-se” da forma como gostam ,necessitam de mão-de-obra barata e servil.
          Os terroristas sociais estão à solta e governam-nos.

          • Dezperado diz:

            “Mais uma vez o desespero de alguém que vê os seus interesses e os interesses dos seus ameaçados.”

            Como parece que sabes mais da minha vida que eu….quais sao esses interesses???
            Custa assim tanto aceitar que ha pessoas que tem opinioes diferentes das tuas??

            Eu sei que estas habituado aos rebanhos, em prol do grande lider…

          • De diz:

            Eis o texto cheio de “ideias” de desesperado. 🙂

            Ainda não entendeu pelo menos duas coisas:uma tem a ver com o seu “conteúdo” civilizacional mas isso deve-se perguntar aos educadores do dito cujo.

            O outro é que os rebanhos pelos quais segue desperado conheço-os bem e de cor.Fazem jus às suas posições de classe, solidárias com os seus interesses de classe e mais algumas coisas sem classe mesmo nenhuma.
            Agora o rapaz já não está no trabalho.e fica reduzido ao silêncio

            Deixemo-nos de conversa da treta.Mais duas notícias que ferem de morte a dita “legalidade democrática.Ambas medidas da classe que desperado defende e apoia:
            -“O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, defende a proibição da realização de greves nos sectores das forças armadas, forças de segurança, saúde, justiça e transportes.” Heil Jardim.O cheiro de um cadáver assemelha-se ao cheiro de um fascista ( ou vice-versa)
            -“Greve às avaliações pode resultar em cortes de um dia nos salários dos professores
            Ministério ( sob as ordens de crato) deu orientações às escolas para que a falta a uma reunião seja contabilizada como falta de um dia” Heil Crato.A fuga para os EUA na altura própria em que este passava por algumas dificuldades fruto das pequenas mixórdias em que estava metido deu os seus frutos.Transformaram-no neste esterco

          • Dezperado diz:

            DE, uma coisa é chamares nomes….isso tas à vontade, que vindo de quem vem, nao me afecta…outra coisa é meteres aqui os “educadores” ao barulho….nao te estiques, senão a brincadeira pode sair cara.

          • De diz:

            O tema (a que parece que desperado fugiu de vez) é sobre Crato
            Não é sobre as suas ameaças mais ou menos patentes, nem sobre hipocrisias bacocas em fase pseudo-virginal.

            Voltemos ao tema concreto :
            “O miserável acanalhado que, por estes dias, ocupa o lugar de ministro da Educação, não resistiu à tentação de aumentar ainda mais a área de “terra queimada”… vindo, publicamente, insultar os professores que fizeram greve, ao classificar, por contraste, aqueles que furaram a greve, como “profissionais dedicados”.
            Nuno Crato, que chegou a ser uma “esperança” para uns poucos, não consegue disfarçar o ódio que tem aos professores e à escola pública. Não consegue disfarçar o monumental fiasco que é a sua passagem pelo Ministério.”
            http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt/2013/06/greve-o-ministro-e-os-moluscos.html

    • André Crespo diz:

      Dezperado; não seria mais prudente gastares o teu latim contra os BPN’s Dias Loureiro, Oliveira e Costa ou mesmo Cavaco Silva? Ou mesmo sobre o Socrates e as suas PPP’s. Pergunto-me, se discutir o porquê da Justiça não funcionar, e o porquê de termos Duarte Lima em casa à espera de uma sentença, que muito provavelmente lhe será favorável, não seria muito mais interessante. Aliás, ou falar dos lóbis da construção… Este ódio a uma simples greve, que facilmente seria inócua, caso Crato mudasse a data (e não ia causar transtorno nenhum)… Porque é que Crato não mudou a data? Não terá visto uma boa oportunidade para colocar a opinião publica contra os profs? Talvez dê jeito… Porque é que os professores ainda não sabem quais vão ser as medidas do Ministério da Educação para o proximo ano lectivo? Porque está tudo vago? Porque não sabemos, nós os cidadãos de Portugal, onde o estado vai cortar 4,7 mil milhões até 2014?
      Já agora, dizer-te que, essa conversa de que toda a gente tem de ter a mesma opinião não pega. As pessoas debatem ideias e concordo em absoluto contigo que não têm de ser iguais. O problema é o peso que se dão às palavras. E ai, estou em desacordo contigo… “Professores lixando-se para os alunos” , podia muito bem ser também “Ministério lixando-se para os alunos”… Sim porque o Ministério também não pensou nos alunos, sabendo que a greve iria ser tremenda e haveriam exames que não seriam feitos…
      E já agora, qual é o mal das pessoas quererem proteger o seu emprego? Que mal isso tem? O problema da divida publica está no numero de professores? Já reparaste como o FMI elogiou até à 6 avaliação o desempenho de Portugal e na 7º avaliação já parecia que “nos portamos mal”? Tudo tão estranho. Tudo tão feio.

      • Dezperado diz:

        Crespo

        “Dezperado; não seria mais prudente gastares o teu latim contra os BPN’s Dias Loureiro, Oliveira e Costa ou mesmo Cavaco Silva? Ou mesmo sobre o Socrates e as suas PPP’s.”

        O post é sobre a greve dos professores….dai o meu comentario ser sobre esta greve….
        Sou contra esta greve dos professores….e não percebo essa lógica….como sou contra esta greve (acho que estou no meu direito), tenho que ser a favor do BPN e das PPP que o fugitivo de paris fez.

        “caso Crato mudasse a data (e não ia causar transtorno nenhum)… Porque é que Crato não mudou a data?”

        Porque é que os professores nao mudaram a data? Porque nao tinha o impacto que tinha se fosse noutro dia certo? Então se o Crato mudasse a data, o impacto que esta greve teria, seria reduzido, e acho que nao era isso que os professores queriam.

        “E ai, estou em desacordo contigo… “Professores lixando-se para os alunos” , podia muito bem ser também “Ministério lixando-se para os alunos”… Sim porque o Ministério também não pensou nos alunos, sabendo que a greve iria ser tremenda e haveriam exames que não seriam feitos…”

        O que disse no meu primeiro comentario foi: “Os unicos derrotados que houve nesta “novela” foram os alunos. São os alunos que serviram de fantoche, tanto para os professores que fizeram greve (…) como para o ministro Crato.

        Logo culpo os professores e culpo o ministro.

        “E já agora, qual é o mal das pessoas quererem proteger o seu emprego?”

        Não ha mal nenhum e se leres o meus outros comentarios, o que digo é que prefiro que digam logo ao que vão, do que se esconderem atras do “defender a escola publica”

        • De diz:

          “O post é sobre a greve dos professores….dai o meu comentario ser sobre esta greve….”
          Falso. Favor conferir.

          “tenho que ser a favor do BPN e das PPP que o fugitivo de paris fez”.”Fugitivo de Paris” é uma expressão em voga em determinados círculos apostados em esconder a política efectiva do que é a direita caceteira/neoliberal que nos tem governado.A forma como tenta escamotear a origem das PPP em Portugal é, no mínimo, desonesta.Por acaso a mais ruinosa para o país saiu das mãos dum dos chefes da horda que nos governa. Não por acaso o baile das PPP tem responsáveis- o PSD, o PS, o PP. Ponto final

          “Porque é que os professores não mudaram a data?”
          Porque ainda quem decide os dias da greve é quem trabalha.E não é o gabinete de ministros dos amigos da confraria, nem o patrão ou os seus sequazes que o determinam
          ( ficando tudo de pé em relação à afirmação contrária do André Crespo

          “se o Crato mudasse a data, o impacto que esta greve teria, seria reduzido, e acho que nao era isso que os professores queriam.”
          Uma “opinião” interessante que escrutina algo até agora ainda não descoberto.Crato não terá mudado o dia do exame porque não queria ir contra aquilo que de facto os profs queriam, diminuindo assim o impacto da greve . Afinal estavam todos em sintonia, não? 🙂

          “os alunos serviram de fantoche”… Fantoches querem que se transformem os que são esmagados quotidianamente pelo poder terrorista que nos governa e que não tenham a possibilidade de lutar e lutar de forma organizada.Era o que mais faltava.

          “que prefiro que digam logo ao que vão, do que se esconderem atras do “defender a escola publica”
          Provavelmente o termo”escola pública” causa muita urticária.Mas contra factos não há argumentos: a defesa da escola pública passa pela defesa dos que la trabalham e vice-versa
          ver o comentário de pamplona Junho 19, 2013 às 10:57 am

  2. von diz:

    Em 2011, o senhor professor Mário Nogueira, obteve a nota de 7,9 (Bom), no agrupamento de escolas da Pedrulha, Coimbra. Alguém quer explicar este prodígio: um indivíduo que não é professor, que não dá aulas, que não prepara aulas, que não faz qualquer trabalho na escola em questão, tem a nota de Bom como professor?

    • Miguel diz:

      Ó Von a resposta é simples, basta ter vontade de saber: http://expresso.sapo.pt/mario-nogueira-responde-a-henrique-raposo=f814731

    • pamplona diz:

      Essa situação está prevista na lei. Chama-se avaliação por ponderação curricular e serve precisamente o propósito de avaliar os professores que não desempenham funções de docência naquele ciclo de avaliação. Sim, porque os há. Desde os membros das direções de escolas, aos que estavam nas DRE, aos que estão destacados noutros organismos (como câmaras, associações, sindicatos), aos que estão com dispensa de serviço porque estão envolvidos em projetos de investigação (bolseiros de investigação, por exemplo).

  3. JgMenos diz:

    Quando a vitória ou a derrota de uma greve se conta, não pelos aderentes, mas pelo número de prejudicados, logo a greve se assume como uma derrota!

    • De diz:

      Olha uma espécie de aforismo em jeito de.
      Ou por outras palavras e para ser mais claro…a confirmação da justeza do post de Ricardo Ferreira Pinto

      • von diz:

        Está respondido. E então digo eu: a dita “ponderação curricular”, é uma das maiores cretinices que este país inventou. A obrigação de avaliação de quem não exerce, é uma autêntica estupidez. Claro que mais tarde, para efeitos de reforma, as várias avaliações darão uma ajudinha, seja a Nogueira seja à multidão, do BE ao CDS, que beneficia desses esquemas. Porque se trata de esquemas. E mesmo se a tal avaliação é de “lei”, porque raio outros professores terão Suficiente e este não professor tem Bom? Ponha-se na pele de um professor que é avaliado com Suficiente, depois de um ano de trabalho, talvez até por efeito de quota. E aí está o sindicalista com Bom. Será que Nogueira explica também este “pormenor”?

        • Ricardo Ferreira Pinto diz:

          Muito Bom seria realmente escandaloso, Bom é uma nota banalíssima e, mais uma vez, enquadrada por critérios bem definidos.

        • De diz:

          As mixórdias viscosas do acólito raposo revelam-se neste atirar de lama para tudo o que ouse dizer não ao rumo defendido por tais acólitos.
          Elucidativa a utilização do Expresso para este exercício de.Eles sabem o que fazem e sabem a quem pagam.E a voz do dono é para ser replicada, já que a mensagem foi espalhada.
          Entretanto numa tentativa de prosseguir o trabalho feito, a associação de criminosos da camarilha do PSD tenta mais uma manobra de diversão:” Quanto custam os sindicatos dos professores” gritam, naquele seu jeito de.
          O Tiago Mota Saraiva tem de facto razão

  4. jkl diz:

    Parece mesmo que está desesperado…o que lhe limita a falta de visão. Não sou professor mas quando se trata de defender uma classe, uma profissão o que se pretende são melhores condições de trabalho, e sim o ordenado também conta pois numa lógica liberal o trabalho também é um bem e como tal para que alguém possa exercer a sua profissão, isto é, vender o seu trabalho, também tem encargos inerentes a esta actividade(impostos, deslocação para o local de trabalho, condições de higiene e alimentação, estado de saude, etc), o que pressupõe um determinado valor. Ao melhorar as suas condições de trabalho quem lucra são as pessoas directamente dependentes deste trabalhador neste caso os alunos. Já se interrogou sobre os custos que resultaram de uma convocação geral de professores? Os professores não estavam encostados a fazer cera, tinham actividades programadas que tiveram de ser adiadas ( no fundo foi uma greve ao contrário, não sei se está ver, patrocionada pelo Sr. Ministro). Alguém se preocupou com os alunos que foram afectados por esta medida?

  5. Marco Fortes diz:

    O senhor não acha legítimo proteger o seu posto de trabalho? O Senhor não acha justo recorrer à greve para lutar pelos dirietos de cada um e de todos no geral, sim porque quando se obtém algo resultante das greves é para todos e não só para quem faz! O Senhor tem noção de que a greve não carece de desculpa, é provocada por uma razão muito forte porque quem a faz abdica do seu dia de salário? O Senhor tem direito à sua opinião…não se esqueça que houve quem lutasse para a poder exprimir.

  6. Vasco Oliveira diz:

    Quando se faz uma greve na TAP, os passageiros não têm culpa e ficam “em terra”. Alguém aparece a queixar-se dos direitos dos passageiros? Não vi isso nas últimas greves. As greves são para criar mossa, ou então não se fazem. Estavam à espera de quê? Que os professores fizessem uma greve em férias? Ou que os pilotos fizessem as suas greves quando os aviões estivessem vazios? Estais no mundo da Cinderela? Outra coisa: como alguém disse, quem escolheu o timing desta greve foi o próprio Governo. Anunciou medidas duríssimas antes dos exames. Tudo porquê? A pensar nos alunos? Acham??? Acordem! Foi para cortar em despesa. Eles lá querem saber dos alunos. Protegem-se com esse discurso para Opinião Pública, mas querem lá saber dos vossos filhos ou dos professores ou de quem quer que seja! Nem dos pensionistas têm pena. Portanto não me venham com merdas! Esta gente blinda-se em discursos fáceis para fazer o que quer de todas as maneiras.E esses (políticos) sim: USAM OS ALUNOS como vítimas de uma guerra por eles criada. Pensem bem (em todos os sectores) no que o Governo anda a fazer e depois digam-me se são os professores que querem prejudicar os alunos. Vejam e pensem por vocês próprios! Se esta opinião pública continuar a pensar assim, o Governo vai lavar as mãos (à moda do Pôncio Pilatos) e estará tudo bem. E quem sofre é sempre o mesmo. Tenho pena é de quem pense sempre desta forma. Por isso, temos o que merecemos. Por teimosia, demasiada novela comprada, politiquice foleira, facilitismo, e, ACIMA DE TUDO, MUITA FALTA DE PENSAR E DISCUTIR SERIAMENTE o ESTADO DA NAÇÃO E AQUILO QUE A TODOS NOS AFETA.
    Respeito qualquer profissão e devem respeitar qualquer outra que seja. Seja eu professor ou não. E não deixem que outros (Governos como este) tentem fazer de todos vocês uns verdadeiros marionetas.
    Abraços/beijos

  7. Miguel Cabrita diz:

    É duvidoso que os sindicatos tenham ganho alguma coisa além do plano simbólico. Mais lá para a frente no tempo, a recusa crónica deste governo em dialogar ou negociar irá resultar na aplicação do seu programa de degradação da escola pública e desprestigiação da classe docente. Entretanto a falta de tacto político do governo apenas irá conduzir a mais reprovação acrescida á reprovação que já existe, e é consensual, a este governo.
    Os alunos neste caso são aquelas donas de casa iraquianas que vêm as suas casas invadidas pelos americanos e os seus filhos a morrerem com uma bomba no mercado. Realmente atingiu-se o grau zero da política.

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