Obrigada pela vossa (nossa) greve, dia 17 de Junho

Pelos nossos filhos que podem ter na escola um lugar de emancipação e não um armazém de crianças, pelos nossos pais que com o emprego com direitos vêem as suas reformas sustentadas por quem trabalha, e por todos nós, porque viver ao lado de desempregados, com desempregados, viver desempregado, é estar na linha da barbárie social. A minha solidariedade a esta greve.

«Sou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
Tenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?» Por Ricardo Ferreira Pinto, Aventar.

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4 respostas a Obrigada pela vossa (nossa) greve, dia 17 de Junho

  1. Rafael Ortega diz:

    E como ninguém dá trabalho ao senhor, tem o Estado que lhe dar trabalho durante mais 25 anos, quer seja necessário na escola quer não.

    É isso?

  2. The Studio diz:

    Ah bom… e é a greve que resolve o problema dele. Pelo contrário, quanto mais greves se fizerem maiores as probabilidades de ele ser despedido.

  3. JgMenos diz:

    Quem diz greve na função pública diz luta pelo privilégio de ter emprego para a vida!´
    Os da privada que se fiquem pelo salário mínimo, recibo verde ou que emigrem para manter a mordomia dos portugueses de primeira!
    FALTA DE VERGONHA!!!!

  4. Don Luka diz:

    Ainda bem que vai haver uma greve. No dia seguinte este professor tem a garantia de que não perde o emprego.

    Métodos do sec XX + sec XXI = zero de efeito.

    Nem o velho morre nem a gente almoça. A revolta envelheceu e não há quem a reinvente. Os poderes aprenderam a defender-se com a “democracia” “legitimada” nas urnas. Tocam esta valsa descarada, gozam-nos de maneira aviltante com ela, e os inconformados, mas muito, oh muito!!, activistas e interventivos, dançam esforçados e a gosto.

    No fim são sempre os mesmos que ficam a rir e os mesmos perdedores que cantam vitória. Nem uns nem outros merecem nenhum crédito.

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